Ano: 2025

PF liga senador do PL a desvios em emendas e pede investigação

Relatório da corporação cita indícios de envolvimento do senador Eduardo Gomes em suposto esquema de rateio de emendas.

A Polícia Federal (PF) pediu a abertura de inquérito para apurar suspeita de desvios relacionados a emendas parlamentares do senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Gomes é o atual 1º vice-presidente do Senado e foi líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional. Em 2019, foi um dos senadores que atuou na relatoria do orçamento do ano seguinte.

O pedido da PF se deu dentro do inquérito da Operação Emendário, que mirou três deputados do PL denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ao analisar aparelhos eletrônicos apreendidos durante a investigação, a PF encontrou mensagens em que um ex-assessor de Eduardo Gomes cobra o pagamento de valores de Carlos Lopes, secretário parlamentar do deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

Carlos Lopes é identificado pela PF como o responsável pela elaboração de ofício e planilhas, bem como pela articulação de emendas com outros parlamentares sob o comando de Josimar Maranhãozinho.

Na troca de mensagens, de fevereiro de 2022, Carlos Lopes fala com uma pessoa identificada como “Lizoel Assessor” e é cobrado a respeito de um pagamento. Eduardo Gomes tem um ex-assessor chamado Lizoel Bezerra, segundo Fabio Serapião, Metrópoles.

“Eles aparentemente tratavam sobre porcentagens de emendas destinadas pelo Senador, sob a gestão do dep. federal Maranhãozinho. Trata-se exatamente do mesmo modus operandi ora investigado, somente trocando quem eram os parlamentares dirigidos pelo dep. federal Maranhãozinho”, diz a PF sobre as mensagens.

Segundo a PF, a cobrança feita por Lizoel Bezerra é de um “saldo devedor” de R$ 1,3 milhão, dos quais o ex-assessor do senador pedia que fossem pagos ao menos R$ 150 mil naquele momento por causa de uma suposta viagem.

Vídeos – Desta vez, no jogo do Palmeiras: Bolsonaro ouve o coro ‘uh, vai ser preso!’

Uma semana antes, Bolsonaro tinha ido ao estádio Mané Garrincha, onde ouviu o mesmo coro.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para acompanhar a partida entre Água Santa x Palmeiras, pela 8ª rodada do Paulistão. Antes de começar o jogo, a torcida se dividiu entre vaias e gritos de apoio ao político.

Parte da torcida saudou o expresidente com gritos de “mito”, mas nos vídeos que circulam nas redes sociais predominam as vaias e o refrão

“uh, vai ser preso”.

Uma semana antes, Bolsonaro tinha ido ao mesmo estádio para ver o jogo entre Vasco e Fluminense.

Também foi vaiado e ouviu o mesmo coro: “vai ser preso”.

Veja os vídeos:

 

Acordo de Bolsonaro permite humilhação a brasileiros deportados dos EUA

Modelo de deportação que permite às autoridades dos EUA tratar brasileiros deportados com humilhação, racismo e maus-tratos foi anulado em 2006, mas retomado por Bolsonaro.

Muitos discutiram o caso dos brasileiros deportados dos Estados Unidos que chegaram ao Brasil algemados nos pulsos e nos tornozelos, além de terem denunciado humilhações, racismo e maus-tratos pelas autoridades americanas. Mas poucos se questionaram o porquê desse tratamento humilhante.

Alguns argumentaram que isso já era sintoma do fascismo implantado por Donald Trump em seu novo governo. Mas os agentes que algemaram e transportaram os brasileiros como escravos já estavam nas mesmas funções muito antes de Trump tomar posse. Além disso, Joe Biden deportou mais brasileiros do que Trump, inclusive sob as mesmas condições desumanas.

Também se poderia dizer que os americanos são supremacistas e consideram os latino-americanos seres inferiores. Isso já está mais próximo da verdade.

Mas o principal motivo é que o Brasil deixa os Estados Unidos tratarem os brasileiros como lixo. As deportações em voos fretados eram um procedimento comum e legal até 2006, quando o Brasil decidiu que não permitiria mais essa modalidade. Tal decisão dificultou a deportação de brasileiros dos EUA.

7,5 mil deportados sob Bolsonaro
Contudo, a paixão de Jair Bolsonaro pelos Estados Unidos fez com que o Brasil voltasse a aceitar essa humilhação. O primeiro voo fretado de brasileiros deportados dos EUA em 13 anos chegou em outubro de 2019, com 60 imigrantes. O segundo, em janeiro de 2020, com 80. Depois, em março. As denúncias de maus-tratos, assim, também voltaram. Até mesmo um menor de idade relatou ter sido acorrentado nos braços e pés.

Bolsonaro recebeu mais de 7,5 mil brasileiros deportados dos EUA, após concordar com a vinda de dois voos por mês – uma média de mais de 200 a cada mês retornaram ao Brasil. Em geral, sob essas condições subumanas. Segundo a imprensa, o Itamaraty teria tentado, tanto durante o primeiro mandato de Trump quanto no governo Biden, um acordo para liberar os brasileiros do uso humilhante de algemas pelo corpo. Mas outros relatos mostram que o aparato diplomático brasileiro nos EUA atuou contra os direitos de seus cidadãos para favorecer as autoridades norte-americanas.

O acordo de Bolsonaro para retomar as deportações humilhantes passou despercebido, ao contrário do escândalo que gerou a medida que acabou com a necessidade de visto para turistas americanos, sem a tradicional reciprocidade. Uma decisão, complementando a outra, evidencia a que o Brasil foi reduzido: uma colônia de onde bancos e indústrias dos EUA recolhem as riquezas, desgraçando o país, gerando miséria e êxodo, e cujos cidadãos são tratados como animais por tentarem uma nova vida na metrópole. Já os superiores estadunidenses vêm ao Brasil desfrutar de prostitutas e água de coco.

Fulgencio Batista sentiria inveja de Bolsonaro.

*Eduardo Vasco/Diálogos do Sul

Grande fornecedor dos EUA: Trump vai taxar em 25% todo aço e alumínio do Brasil

De acordo com o presidente Donald Trump, anúncio sobre as novas tarifas será feito na segunda-feira (10/2).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que vai aplicar taxas de 25% sobre todas as exportações norte-americanas de aço e alumínio. A declaração foi realizada neste domingo (9/2), enquanto o republicano viajava para Nova Orleans, onde deve acompanhar o Super Bowl.

Guerra tarifária de Trump

  • Desde quando assumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, Trump iniciou uma guerra tarifária como forma de impor os interesses dos EUA.
  • Até o momento, México, Canadá e China já tiveram seus produtos taxados pelo novo presidente norte-americano.
  • As medidas levaram os governos do México e do Canadá a recuar, aceitando os termos de Trump para que as medidas fossem suspensas temporariamente.

De acordo com o presidente dos EUA, a medida vai atingir importações de metal de todos os países. Trump afirmou que deve anunciar formalmente a decisão nesta segunda-feira (10/2).

“Qualquer aço que entrar nos Estados Unidos terá uma tarifa de 25%”, declarou o presidente republicano, sem deixar claro quando a medida entrará em vigor.

Caso confirmada, a decisão de Trump pode afetar diretamente o Brasil, que atualmente é um dos principais fornecedores de aço para os EUA.

Durante seu primeiro mandato presidencial, entre 2017 e 2021, Trump chegou a adotar a mesma medida e anunciou tarifas compra importações de aço e alumínio.

Na conversa com os jornalistas à bordo do avião presidencial norte-americano, o líder norte-americano ainda revelou que deve anunciar “tarifas recíprocas” contra países que taxam as importações dos EUA.

Juros bancários não são fruto de trabalho, mas de uma equitação vampírica dos banqueiros no lombo do povo

Não há rigorosamente nada de técnico na agiotagem.

Essa criação fantasiosa é mera falácia de quem toma o dinheiro emprestado com a população pagando merreca e empresta para a mesma população com lucro de 1000%.

Tem o que de técnico nisso? É oubo.

A maneira de roubar com cartola felpuda e casaca de linho.

Banqueiro é gafanhoto.

Essa praga é que desaparece com o dinheiro da nação que planta todo santo dia, de sol a sol, debaixo de muito suor e lágrimas o que deveria nutrir o povo, não o gafanhoto.

Quem assovia no ouvido do “Banco Central Independente”, que taxa de juros deve ser praticada, é o gafanhoto, sobretudo os graúdos.

Aumentam seu metabolismo com uso simultâneo de toda a riqueza produzida pelo povo.

O resto é conversa fiada de economistass fretado pelos gafanhotos para, na mídia, inventar uma historinha típica de ladrão com ares de avaliação técnica.

Juros não geram empregos e nem produzem riqueza, geram desemprego e miséria.

Fim!

Trump não resolveu sequer a falta de ovos nos EUA e quer bancar o dono do mundo?

O mundo todo sabe que os ovos de galinha são sagrados nos EUA, sobretudo para o cidadão médio.

Mas os EUA de Trump malvadão vive a chamada “Crise dos ovos’

Os relatos de roubo de carga e dúzias de R$ 60 a 100, é assombrosa.

A crise atinge supermercados e restaurantes.

Quando li isso, pensei, só pode ser mentira.

Lá é a terra do imperador do planeta Donald Trump.

Como vai faltar uma fuleiragem dessas?

A maior economia do planeta refém de uma dúzia de ovos?

Até os tais ovos “orgânicos” sumiram das prateleiras.

Um dólar por um ovo?

O surtado Trump não sabe disso?

Venezuela denuncia outro roubo de avião pelos EUA: ‘ataque contra o país’

Os EUA, agora, especializam-se em roubo de avião, já não bastam os territórios alheios.

Aeronave estava retida desde ano passado na República Dominicana; segundo Caracas, apreensão foi determinada pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio.

De acordo com Lorenzo Santiago, BdF, o governo da Venezuela denunciou nesta sexta-feira (07/02) o roubo de um outro avião pelos Estados Unidos. Dessa vez, a aeronave pertence à estatal petroleira venezuelana PDVSA. Segundo Caracas, a determinação da apreensão foi feita pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

A aeronave estava retida desde o ano passado na República Dominicana. O próprio Marco Rubio fez uma visita ao avião de modelo Dassault Falcon 200 no Aeroporto Internacional La Isabela, na capital Santo Domingo, onde está desde que foi apreendido enquanto fazia manutenção. A Casa Branca afirma que o avião foi detido porque era usado para “evadir as sanções”.

Segundo a Bloomberg, a aeronave era usada pela vice-presidente, Delcy Rodríguez, e outros funcionários do primeiro escalão do governo venezuelano. Ainda de acordo com a publicação, ele era usado para viagens para Grécia, Rússia, Cuba, Nicarágua e Turquia.

O governo venezuelano afirmou que a decisão do governo estadunidense é um “flagrante roubo” e responsabilizou o secretário de Estado pela medida. Ainda de acordo com a chancelaria venezuelana, Rubio tem “ódio” do governo chavista e adota uma postura “criminosa” dentro da política estadunidense.

“O ódio de Rubio pela Venezuela agora o levou ao crime aberto, confiscando ilegalmente um avião da PDVSA com a cumplicidade do governo fantoche da República Dominicana. Este ataque à Venezuela mostra que Rubio nada mais é do que um criminoso disfarçado de político, usando sua posição para saquear e despojar nosso país de seus bens. Seu ódio faz dele um criminoso internacional, capaz de violar qualquer regra para prejudicar nosso país”, afirmou.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que tomará as “medidas necessárias” para denunciar o roubo e exigir a devolução das aeronaves.

O adido nacional para Investigações de Segurança Interna (HSI) do Departamento de Segurança Interna, Edwin Lopez, afirmou que a embaixada dos EUA no Panamá consertou o avião e enviará para Miami nos próximos meses.

O caso é parecido com a apreensão de outro avião venezuelano, realizado em 2024 pela Casa Branca, mas na gestão de Joe Biden. Na ocasião, a aeronave da companhia estatal Emtrasur estava na Argentina, foi apreendida pelos Estados Unidos e levada para a Flórida. O Boeing 747 foi retido no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, em junho de 2022, por causa de um tratado de cooperação judicial entre a Argentina e os EUA.

Pochmann vai ao ponto: O que ameaça a dívida pública no Brasil é a taxa de juros

Não só a dívida pública, mas todo o sistema econômico.

O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, aponta que 96% do déficit fiscal brasileiro é resultado da despesa financeira com o serviço da dívida.

Isso é uma loucura!

A ameaça maior sobre a dívida pública brasileira segue sendo a despesa financeira, não a operacional. Para os 8% do PIB estimados de déficit nominal nas contas públicas, 96% do total decorrem da super despesa com juros sobre o estoque da mesma dívida pública (estimada em 7,7% do PIB)”, afirmou Pochmann.

Ele foi ainda mais didático e certeiro: a situação das contas externas do país permanece estável. Ele informou que os investimentos diretos estrangeiros no Brasil devem fechar em torno de 70 bilhões de dólares, enquanto o superávit na balança comercial pode alcançar 65 bilhões de dólares.

“Ou seja, uma soma de entrada de recursos em moeda externa em cerca de 135 bilhões de dólares, o que supera em 2,5 vezes a saída de recursos externos do Brasil por meio do déficit em transações correntes anual estimado em 54 bilhões de dólares”

Pochmann concluiu que as reservas externas do Brasil continuarão a crescer, apesar dos possíveis ataques especulativos contra o real. “As reservas externas seguirão crescendo, não obstante o ataque especulativo contra o real”, completou.

Perigo atômico: a bomba israelense contra os palestinos e a indústria nuclear no Brasil

A dissuasão como estratégia para manter a paz é uma ilusão; em vez de evitar conflitos, a disponibilidade de armas nucleares é um convite a usá-las.

Em um mundo à beira de uma catástrofe nuclear e, tendo ainda de enfrentar a emergência climática com a resistência de grandes corporações em abolir o uso do principal responsável pelo aquecimento global, os combustíveis fósseis, a população mundial se depara diante de um impasse que coloca em risco a existência dos moradores do planeta.

Desde a criação de armas de destruição em massa, as chamadas bombas atômicas, o mundo se curvou perante alguns países que detém a tecnologia e fabricam tais artefatos (USA, Rússia, França, Reino Unido, China, Israel, Paquistão, Índia e Coreia do Norte).

O urânio natural encontrado na natureza é composto de 99,3% de urânio-238 e apenas 0,7% de urânio-235, combustível explosivo (fissionável). Para a fabricação da bomba é necessário aumentar a quantidade de urânio-235. Isto é feito separando o urânio-235 do urânio-238, atingindo níveis acima de 80%. Este processo é denominado de enriquecimento isotópico, e a ultracentrifugação é a tecnologia mais utilizada neste processo. Para a produção de energia elétrica em usinas que utilizam o urânio-235, seu nível de enriquecimento deve ser em torno de 3 a 4%.

A bomba (urânio) foi usada como arma pela primeira vez em 6 de agosto de 1945, contra Hiroshima, e a segunda bomba (plutônio) em 9 de agosto de 1945, contra Nagasaki, cidades japonesas. Segundo estimativas, juntas elas mataram mais de 200 mil pessoas. Desde então não foi mais utilizada em guerras e conflitos, até nos dias atuais, com denúncias internacionais de uso da bomba por Israel na guerra contra os palestinos.

A acusação, com fortíssimos indícios de veracidade, segundo o noticiário internacional, é de que em 16/12/2024, Israel lançou em uma zona montanhosa, próximo a cidade de Tartus, uma bomba nuclear tática, de fabricação americana, a B61, provavelmente a variante Mod 11, destinada a destruição de bunkers, de penetração no solo. Localizada na parte ocidental da Síria, na fronteira com o Líbano, a 220 quilômetros a noroeste de Damasco, está situada na costa do Mediterrâneo e conta com uma população de cerca de 450 mil habitantes.

Segundo relatos divulgados, a bomba lançada provocou um abalo sísmico de 3 graus na Escala Richter (escala de magnitude), sentido no Chipre e na Turquia. Além de picos de radiação, medidos por centros de monitoramento do clima. O artefato nuclear, caso seja confirmado, mesmo com poder explosivo reduzido, provocará uma série de efeitos devastadores, incluindo: calor, onda de choque e radiação ionizante, que pode causar câncer, doenças graves e mortes.

Lamentavelmente, pelas denúncias, nem sempre divulgadas pelas agências de imprensa do Ocidente, a suspeita é que o atual governo de extrema direita de Israel tem usado tudo que as convenções internacionais proíbem, como as Convenções de Haia (1899 e 1907), que regulamentam a condução das hostilidades, e a de Genebra (1949), que protegem as vítimas da guerra – doentes e feridos, náufragos, prisioneiros de guerra, civis em territórios inimigos e todos os civis que se encontrem em territórios de países em conflito. O uso de balas dum-dum, bombas incendiárias, fósforo branco, bombas de fragmentação, são artefatos recorrentemente utilizados, segundo denúncias. Então, usar armas nucleares não seria nenhum espanto, nem novidade.

Confirmado o uso da bomba no atual conflito, a guerra deixa de ser convencional (considerada regular?), para passar a ser irregular, se caracterizando como um extermínio étnico, limpeza étnica, genocídio. Seria mais um passo para atingir os objetivos de avanços e controle de territórios palestinos que contam com reservas consideráveis de petróleo e gás, na área C da Cisjordânia (costa do mediterrâneo) e ao longo da Faixa se Gaza. Tais informações podem ser encontradas no estudo O Custo Econômico da Ocupação do Povo Palestino: O Potencial Não Realizado de Petróleo e Gás Natural, da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).

O uso da violência nos conflitos armados, sobretudo quando os Estados Nacionais não estão envolvidos, de forma direta, permite que sejam cometidas atrocidades com incomensuráveis consequências não só para os povos envolvidos, mas para toda a humanidade.

O perigo nuclear que nos ronda está não somente na fabricação e uso de bombas nucleares, mas também na proliferação de usinas nucleares para produção de energia elétrica, as chamadas usinas nucleoelétricas. Tais usinas, utilizando como combustível o urânio-235, enriquecido a 4%, aproximadamente, produzem resíduos altamente radioativos, nocivos à saúde humana por milhares de anos. Um dos resíduos produzidos é o plutônio-239, isótopo físsil utilizado na bomba lançada em Nagasaki.

O Brasil domina a tecnologia do ciclo do combustível nuclear, mas não fabrica armas nucleares, pois além do veto explícito na Constituição de 1988, também é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), assinado em 1998. O que preocupa, é que segundo a World Nuclear Association, o Brasil é uma das 13 nações capazes de enriquecer o minério. Para a fabricação da bomba atômica tupiniquim, seria necessário realizar uma reconfiguração, aumentando o número de centrífugas na fábrica de Combustível Nuclear (FCN) da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), localizada em Resende (RJ). Além de uma mudança constitucional e o abandono do TNP.

Um aspecto a ser ressaltado que está presente na cabeça dos militares e de muitos civis no país, é a fabricação da bomba atômica tupiniquim. E, assim, o Brasil entraria no clube fechado dos países detentores dessa arma. Durante o governo da extrema-direita, em 2019, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em uma palestra declarou explicitamente ser a favor do país ter a bomba, alegando “que assim a paz seria garantida”. Este parlamentar foi nada menos do que um dos filhos do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro.

*Heitor Scalambrini Costa/Diálogos do Sul

PT, Psol e MST pedem fim do PL da anistia por Hugo Motta ter negado tentativa de golpe no 8 de janeiro

Presidente da Câmara foi elogiado por Bolsonaro depois de minimizar ataque a sede dos três poderes: “Orgulho”.

Uma semana após assumir como presidente da Câmara, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) minimizou os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista à rádio Arapuan FM, de João Pessoa (PB), na última sexta-feira (7), Motta afirmou ter havido uma “agressão inimaginável” às instituições, mas negou o intuito golpista por trás dos atos de terrorismo.

“Golpe tem que ter um líder, tem que ter pessoa estimulando, apoio de outras instituições interessadas, como as Forças Armadas, e não teve isso”, afirmou o líder do centrão. “Ali foram vândalos, baderneiros que queriam, com a inconformidade com o resultado da eleição, demonstrar sua revolta”, completou.

Motta foi eleito sucessor de Arthur Lira (PP-AL) com 464 votos, tendo como aliados parlamentares de espectros da esquerda à extrema-direita. A declaração do deputado, porém, gerou reação negativa entre políticos do campo progressista, especialmente do PT e do Psol, e de movimentos populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Gilmar Mauro, dirigente nacional do MST, classificou a declaração de “absurda” e disse que a classe trabalhadora está comprometida a combater iniciativas assim. “De nossa parte, combateremos permanentemente esse tipo de tentativa de golpe pela extrema direita”, afirmou, ao Brasil de Fato.

Mauro mencionou ainda que, se tivessem uma visão estratégica, o deputado e os setores das classes dominantes estariam ao lado da democracia. “Se ele tem, junto com setores das classes dominantes brasileiras, vocação para criação de abutres, que amanhã vão comer os olhos dele e deles também, nós não temos nenhuma dúvida que os setores por detrás do golpe no Brasil são setores de milícias extremamente atrasadas e cobrarão um preço imenso do ponto de vista econômico e político no futuro.”

Reação de parlamentares

Segundo a deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS), as falas de Motta são “gravíssimas” ao ignorarem o inquérito da Polícia Federal que investiga o plano de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder e esconderem o interesse em anistiar os responsáveis.

“É mais uma demonstração grave e preocupante desse casamento de conveniência da extrema direita com o centrão, que busca, nesse caso, minimizar o 8 de janeiro. Mas a gente sabe que o que está no radar da extrema direita é tentar pautar o PL da anistia e a mudança na Ficha Limpa para garantir a elegibilidade com menos de oito anos, unindo corruptos e golpe, afirmou ao Brasil de Fato.

Sem citar diretamente a declaração de Motta, a deputada federal e presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, se manifestou nas redes sociais.

“É simplesmente descabido votar essa matéria na Câmara. Não se trata de atender o objetivo político deste ou daquele partido, mas de defender a democracia, respeitar e cumprir a decisão da Justiça sobre os ataques aos Três Poderes. É sem anistia!”, publicou Hoffmann nesta sexta-feira (7).

Já o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enfatizou que o “8 de janeiro foi uma tentativa de golpe”. Em vídeo divulgado nas redes, o deputado afirmou que a depredação das sedes dos Três Poderes não foi um fato isolado e está interligado com a minuta do golpe e as reuniões de Jair Bolsonaro com chefes militares.

“Tinha um plano de assassinar Alexandre de Moraes, Lula e Alckmin. Era tudo uma tentativa de golpe. O 8 de janeiro foi a última tentativa deles”, colocou. “Os comandantes do Exército e da Aeronáutica não toparam, mas o da Marinha topou”, completou Farias.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPMI do 8 de Janeiro, também se manifestou criticando a posição de Motta.

“Posso atestar categoricamente: após cinco meses de investigação, de receber centenas de documentos e de ouvir dezenas de testemunhas, houve tentativa de golpe e o responsável por liderar esses ataques tem nome e sobrenome. É Jair Messias Bolsonaro”, disse.

Bolsonaro reverencia posição de Hugo Motta

A fala de Motta negando o teor golpista dos atos de 8 de janeiro contradiz sua posição logo após assumir o comando da Câmara, ao dizer que o PL da Anistia seria tratado com “a maior imparcialidade possível” por ser o que “mais divide” a Câmara.

Após a declaração, Jair Bolsonaro (PL) disse estar orgulhoso da decisão do presidente da Câmara de discutir o projeto. O ex-chefe do Executivo disse, em nota, que Motta assumiu o comando em “boa hora” e o chamou de “cabra da peste”.

“Essa pauta humanitária faz alegrar os nossos corações. Tenho conversado com parlamentares de outros partidos e todos comungam do mesmo sentimento. Orgulho ainda do jovem Hugo Motta, cabra da peste, que em boa hora assumiu a presidência da nossa Câmara dos Deputados”, declarou Bolsonaro.

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) ironizou a declaração do ex-presidente ao classificar a anistia como uma “pauta humanitária”. “Quer enganar quem se fazendo de vítima? Na pandemia, sua “ação humanitária” foi negar vacina e levar milhares de pessoas à morte. Depois roubou joias e tentou golpe de Estado. Vai pra cadeia!”, declarou Valente.

*BdF