Ano: 2025

Brasileiros deram de ombros para o terrorismo econômico da mídia e foram às compras

Sim, aqueles 75% de brasileiros que acreditam que terão uma vida melhor em 2025, abarrotaram shoppings e supermercados.

Esses lugares estavam enfestados de gente comprando.
Isso certamente elevará e muito a prévia de crescimento de 12% das vendas de varejo de final de ano.

O brasileiro se mostrou vacinado e desafivelado da guerra psicológica, altamente tóxica, promovida pela mídia e os especuladores do mercado nas últimas semanas contra o governo Lula.

Para tentar reduzir o espaço político de Lula, a mídia está vendendo aquela direita da fila do osso, como o grande “futuro da nação” pregando expectativas de improviso, absolutamente furadas, teóricas, imaginárias.

É tudo na base do “vai”. Vai fazer isso, aquilo e aquilo outro.

O fato é que a direita não tem bala e nem gás para fazer frende ou oposição ao Palácio do Planalto,.

Vai viver de gravetos de fogo miúdo para aquecer o pé frio dos bolsonaristas e afins.

Lula, a batata quente que a direita não sabe como segurar

Aquele pacote de maldades que a direita, sobretudo na mídia, prometeu para as primeiras horas de 2025, não rolou e nem vai rolar.

A dificuldade em bater num governo que teve resultados extraordinários na economia, é mais que evidente. É escancarada.

Até o Estadão virou estadinho e afinou na hora de analisar os índices fabulosos da economia. Ainda que tentasse criar uma atmosfera sem paz pra Lula na hora de falar sobre inflação, o jornalão não se encontra e acaba sendo contraditório.

É a famosa babata quente.

Ninguém, na mídia, sabe como segurar a dita cuja quente pelo aquecimento econômico do país, com taxas de crescimento inesperados e a queda recorde do desemprego.

Pode remexer os ninhos das poedeiras que não vão encontrar cabelo nos ovos.

O fato é que o colunismo de economia na malta midiática, ta murcho, cinza, de ressaca, logo no primeiro dia do ano com o efeito Lula na economia.

“Vivemos um período contrarrevolucionário de ascensão da extrema-direita”, diz José Dirceu

José Dirceu analisa desafios globais, critica a hegemonia do capital financeiro e defende reorganização da esquerda em entrevista.

O ex-ministro José Dirceu participou de uma extensa entrevista ao programa 20 Minutos, conduzido por Breno Altman no canal Opera Mundi no YouTube. Em uma conversa repleta de reflexões históricas, análises políticas e projeções estratégicas, Dirceu abordou temas que vão desde a ascensão da extrema-direita global até os desafios da esquerda brasileira no atual cenário político.

De acordo com o anfitrião, o ano de 2024 termina com o mundo em polvorosa, marcado por eventos como a guerra na Ucrânia e o genocídio em Gaza, além da retomada da Casa Branca por Donald Trump, que assumirá a presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025. Nesse contexto, Dirceu destacou a crise do capitalismo global e a tensão entre as democracias liberais e o avanço do autoritarismo.

A principal contradição global
Questionado sobre a principal contradição do mundo atual, Dirceu afirmou que ela está na decadência relativa dos Estados Unidos diante da ascensão de novas potências, como China, Índia e Rússia. “O mundo mudou, e não há como retroceder. A ascensão do Sul Global é uma realidade, e isso obriga os Estados Unidos a recorrer ao protecionismo e à desvalorização do dólar”, explicou.

O ex-ministro também pontuou que a extrema-direita, em ascensão nos países centrais do capitalismo, é uma manifestação da crise do capitalismo globalizado e das democracias liberais. Ele comparou o atual momento ao período entre as guerras mundiais, destacando o impacto da desindustrialização, da precarização do trabalho e da ascensão de ideologias xenófobas e nacionalistas.

Avaliação do governo Lula e desafios para a esquerda
Apesar de celebrar os avanços econômicos do governo Lula, como o crescimento do PIB e a queda do desemprego, Dirceu apontou que a base social da esquerda está enfraquecida. Ele atribuiu isso à desmobilização sindical, ao enfraquecimento das organizações populares e à dificuldade de enfrentar a hegemonia do capital financeiro. “As forças progressistas precisam repactuar um projeto político claro, tanto dentro do PT quanto no campo da esquerda em geral”, afirmou.

Dirceu foi crítico à dependência do governo em relação ao Congresso, dominado por forças conservadoras. Ele destacou a importância de uma reforma tributária progressiva e defendeu o fortalecimento das políticas públicas como eixo central do governo. “O Brasil precisa de uma revolução social, que passa por uma reforma tributária e uma revolução educacional e tecnológica”, enfatizou.

Críticas à política internacional e o papel dos BRICS
Dirceu também comentou sobre a política externa brasileira, incluindo a postura do governo Lula em relação à Venezuela e ao acordo Mercosul-União Europeia. Ele se mostrou contrário à negação do reconhecimento das eleições venezuelanas e à exclusão do país do BRICS. “Essa postura vai contra os princípios de autodeterminação e não-intervenção que sempre defenderam nossa diplomacia”, criticou.

Sobre o BRICS, Dirceu ressaltou seu potencial de criar alternativas ao dólar e impulsionar o desenvolvimento global. Ele apontou que o bloco tem capacidade de liderar uma nova ordem econômica e política que desafie a hegemonia dos Estados Unidos.