Mais de 3 mil manifestações estão previstas em todo o país em rechaço à política interna e externa de Washington; em Minneapolis, ato contará com presença de Bernie Sanders, Bruce Springsteen, Jane Fonda e Joan Baez
Mais de 3 mil protestos contra o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, estão programados em várias regiões dos Estados Unidos, neste sábado (28/03). Sob o lema “No Kings”, os atos visam denunciar a concentração de poder no Executivo e a condução de medidas agressivas na política externa, comércio e imigração.
A iniciativa reúne uma ampla coalizão de grupos progressistas e movimentos sociais, que apontam o governo Trump como um risco às instituições democráticas e aos mecanismos de controle do poder. “Trump quer nos governar como um tirano. Mas estes são os Estados Unidos, e o poder pertence ao povo — não àqueles que aspiram a ser reis ou a seus aliados bilionários”, afirma a plataforma do movimento.
Minneapolis
A organização dos atos deste sábado está a cargo de redes como MoveOn, Indivisible e 50501, que vêm estruturando a mobilização com foco em participação ampla e caráter pacífico. Um dos maiores protestos do movimento “No Kings” acontecerá em St. Paul, Minneapolis, nas proximidades onde agentes de imigração assassinaram os cidadãos estadunidenses Renee Good e Alex Pretti, em janeiro.
Entre os artistas e oradores que se apresentarão em St. Paul estarão o senador Bernie Sanders, Bruce Springsteen, Jane Fonda e Joan Baez. Atos também estão previstos em redutos republicanos, como Flórida e Texas, sinalizando uma capilaridade nacional do movimento.
A Casa Branca reagiu com desdém às mobilizações. Em comunicado, a porta-voz Abigail Jackson afirmou que “os únicos interessados nessas sessões de terapia de delírios de Trump são os jornalistas pagos para cobri-las”, minimizando a relevância política dos protestos.
Protestos
Segundo Randi Wingarten, presidente da Federação Americana de Professores (AFT), com esses atos, os norte-americanos estão dizendo a Trump: “você foi eleito para nos ajudar e ajudar nossas famílias a termos uma vida melhor, não para ajudar os bilionários, não para criar robôs como professores, não para simplesmente criar maneiras de você e sua família ficarem ricos”.
“É por isso que cada vez mais pessoas o veem como um rei”, destacou Wingarten ao Democracy Now. “Precisamos encontrar uma maneira de nos sustentar. Não queremos uma guerra que custe bilhões de dólares. Não queremos uma guerra que aumente o preço da gasolina”, acrescentou.
Este é o terceiro grande ciclo de protestos do movimento “No Kings”. A primeira mobilização ocorreu em junho de 2025, coincidindo com um desfile militar organizado por Trump em Washington; outra grande jornada de protestos ocorreu, em outubro, reunindo milhões de pessoas em todos os 50 estados do país.
*Opera Mundi
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