Disputa política não é feita de roldão, muito menos de estalão, sobretudo disputas dentro do próprio campo quando a ambição por poder e dinheiro anda como cobra se arrastando pelo chão.
Um vacilo e a merda se avulta. Uma palavra mal colocada vira um vulcão de tapas e pescoções.
Bolsonaro colocou Flavio como candidato à presidência na base da carteirada. Flavio herdou votos, mas não herdou o comando.
Aparentemente, a direita tinha tudo, nome, voto e fuzil, mas Flavio rachou tudo e, agora, não tem palanque em lugar nenhum.
Ricardo Salles briga com Eduardo Bolsonaro. Ciro Nogueira, o “vice ideal”,é radioativo. Flavio tentou unir três direitas com Ciro, rachou todas e se dividiu em três pedaços.
Na verdade, Flavio fez rachadinha com gabinete político, repetindo a mesma prática com a direita. Desses três pedaços não governa nenhum, não lidera nada e essa questão resume tudo. É racha pra rodo tipo e pra todo gosto.
A denúncia da PF de que Ciro Nogueira recebia mesada de F$ 300 a R$ 500 mil de Vorcaro explodiu no colo de Flavio como uma bomba de pó de mico e, por mais que ele se coce daqui e dali, não consegue se desvencilhar dessa espécie de praga de mãe.
Flavio foi centrifugado para o centro do escândalo do Master pelo seu vice ideal, que era o homem forte da Casa Civil do governo do seu pai.
Não dá para exorcizar esse fantasma que está no meio da sala de Flavio. Todos os caminhos de Ciro Nogueira levam ao clã, até porque Bolsonaro recebeu de Vorcaro direto em sua conta o valor de R$ 3 milhões.
Na direita, ninguém chega ao poder maior estando apenas abaixo de Bolsonaro sem cacife, sem uma rede engenhosa de frestas, bueiros pra todos os ratos.
Quando se afasta de Ciro, é Flavio quem fica nu. Não há como Bolsonaro, mais uma vez, livrar a cara do rachadinha.
Trocando em miúdos, Flavio derrete internamente enquanto finge que segura a campanha até outubro quando, na realidade, está com a brocha na mão.
A polêmica do detergente Ypê, por tabela, desmoraliza ainda mais sua campanha.
Para piorar, Flavio está num não lugar, não pode falar sobre corrupção, muito menos sobre economia. Pior ainda se abrir o bico para dizer que copiará o borralho produzido por Milei na Argentina, que dobrou o número de famintos que nem osso de burro estão comendo.
Na preleção do jogo, o trato era que o time jogasse para Flavio ficar na cara do gol, só que a bola não chega aos seus pés, porque ninguém lhe dá um passe. É um time de catimbeiros sem noção de conjunto, mais preocupado em atrasar o jogo do governo, por questões pessoais do que jogar para o time.
Enquanto isso, Flavio, sem estrutura, vê seus números congelarem, para, no capítulo seguinte, começar a derreter.
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