A Operação Rede Interrompida aconteceu nos etados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Uma força-tarefa da Polícia Federal e Polícia Civil deflagrou uma megaoperação para desarticular um grupo suspeito de planejar um atentado em Brasília durante o período eleitoral. A investigação aponta que os envolvidos discutiam ataques contra alvos ligados ao processo democrático, incluindo eventos e autoridades, em um plano que tinha potencial para provocar pânico, desestabilização institucional e grande repercussão nacional.
As apurações também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos, informação que motivou a adoção das medidas cautelares para preservar provas e aprofundar a investigação.
Entre os conteúdos analisados, estão discussões sobre possíveis invasões de edifícios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados, além do compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na região central da capital federal. (Metrópoles)
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes endereços, com apreensão de equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que serão periciados. Segundo os investigadores, o grupo vinha sendo monitorado por órgãos de inteligência, que identificaram indícios concretos de preparação para ações violentas. As diligências tiveram como objetivo impedir que qualquer ataque fosse executado durante a campanha eleitoral.
O caso reforça a preocupação das autoridades com ameaças à segurança pública e à estabilidade democrática em um momento de elevada polarização política. A Polícia Federal já havia anunciado um esquema especial de proteção para candidatos à Presidência, com reforço de inteligência, equipes especializadas, monitoramento de ameaças e protocolos específicos para eventos de campanha em todo o país.
As investigações prosseguem para identificar todos os integrantes da organização, esclarecer a origem dos recursos utilizados pelo grupo e verificar se havia conexões com outras células extremistas ou financiadores. Os suspeitos poderão responder por crimes relacionados à organização criminosa, preparação de atos violentos e outras infrações que venham a ser confirmadas ao longo da apuração.
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