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Se o time escala Pablo Marçal como craque da estratégia, não precisa nem esperar o apito final: a derrota já entrou em campo!

É difícil imaginar uma escolha mais desastrosa para quem pretende levar uma disputa política a sério. Pablo Marçal, apresentado como o grande estrategista da campanha de Flavio Bolsonaro, parece ter a capacidade extraordinária de transformar qualquer movimento em um tropeço e qualquer tentativa de articulação em um espetáculo de improviso.

É o tipo de reforço que dispensa a ação dos adversários. Não é preciso marcar, pressionar ou montar uma grande operação para desestabilizar o time. Basta deixar Marçal trabalhar, vide sua candidatura à prefeitura de São Paulo, sequer chegou ao segundo turno.

Quando a estratégia vira um festival de exibicionismo, bravatas e decisões atravessadas, o resultado é uma campanha que passa mais tempo tentando administrar os próprios estragos do que apresentando propostas.

No fim das contas, colocar Pablo Marçal no comando da estratégia é como entregar o mapa a alguém que faz questão de conduzir o time na direção contrária. A oposição agradece, os adversários comemoram e a derrota ganha ares de planejamento.


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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