Ano: 2026

PT aciona Justiça Eleitoral contra Flávio por questionamentos às urnas

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro após as declarações do candidato questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas durante encontro com embaixadores e representantes diplomáticos. A legenda sustenta que o episódio representa uma tentativa de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro sem a apresentação de provas e repete uma estratégia que, segundo o partido, busca lançar dúvidas sobre o resultado das eleições antes mesmo da votação.

Na ação, o PT argumenta que as falas de Flávio ultrapassam os limites da crítica política e configuram disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral. A legenda destaca que a Justiça Eleitoral, especialistas em segurança digital e organismos internacionais já atestaram, em diversas ocasiões, a confiabilidade das urnas eletrônicas, utilizadas há décadas no Brasil sem registros de fraude comprovada.

O partido também afirma que os ataques ao sistema de votação representam uma ameaça à normalidade democrática e podem estimular a desconfiança da população em relação às instituições responsáveis pela condução das eleições. Por essa razão, pede que o TSE analise a conduta do candidato e adote as medidas cabíveis para impedir a continuidade da divulgação de informações consideradas enganosas.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a ofensiva de Flávio faz parte de uma estratégia de mobilização do eleitorado mais radicalizado do bolsonarismo. A avaliação é que o discurso sobre as urnas busca reproduzir o ambiente de contestação eleitoral observado em disputas anteriores, apesar da ausência de evidências que sustentem as acusações.

Aliados de Flávio Bolsonaro, por sua vez, alegam que o candidato apenas exerceu seu direito de questionar aspectos do sistema eleitoral e defendem maior transparência no processo de votação. A defesa deve contestar qualquer tentativa de restringir manifestações sobre o tema, argumentando que o debate público não pode ser limitado durante a campanha.

O caso acrescenta mais um capítulo à disputa entre PT e bolsonarismo e tende a ampliar a pressão sobre a campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão do TSE será acompanhada de perto por partidos e analistas políticos, já que o tema das urnas eletrônicas voltou a ocupar espaço central no debate eleitoral e pode ter impacto direto no rumo da campanha.


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Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro

Escritório de Flávio Bolsonaro emitiu 3 notas em favor de empresas conectadas à estrutura empresarial do Master; duas delas foram canceladas

O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.

As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.

Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen

As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.

As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.

Empresa está entre as que mais receberam do Master
Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.

Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.

No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

O que diz Flávio Bolsonaro
A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”

“A empresa é minha”
Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.

Rogério Lourenço Novo

Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.

A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.

*Reportagem de Tácio Lorran/Metrópoles


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Thiago Miranda, o pesadelo pode afundar de vez a candidatura de Flávio Bolsonaro

Em uma campanha já marcada por sucessivas crises, desgastes e dificuldades para ampliar sua base de apoio, o nome de Thiago Miranda passou a ser visto por aliados de Flávio Bolsonaro como um dos fatores de maior potencial destrutivo para a candidatura do senador. Nos bastidores, cresce a avaliação de que novas revelações, investigações ou desdobramentos envolvendo Miranda podem aprofundar ainda mais a percepção negativa que parte do eleitorado já tem do grupo político bolsonarista.

A preocupação não se limita ao impacto jurídico ou político imediato. O maior temor é o efeito eleitoral. Em um cenário de disputa acirrada, qualquer fato que reforce narrativas de irregularidades, favorecimentos ou relações controversas tende a afastar eleitores moderados, justamente o segmento que Flávio precisa conquistar para ampliar suas chances de vitória.

Integrantes da campanha admitem reservadamente que o problema não está apenas no conteúdo das denúncias ou suspeitas, mas na capacidade que elas têm de alimentar o noticiário por semanas, impedindo que o candidato consiga impor sua própria agenda. Cada nova manchete transforma-se em mais um obstáculo para que Flávio discuta propostas, economia ou segurança pública, temas que seus estrategistas consideram mais favoráveis.

O desgaste também se espalha para potenciais aliados. Lideranças partidárias e setores do empresariado observam com cautela o desenrolar dos acontecimentos, avaliando os riscos de associar suas imagens a uma campanha cercada por controvérsias. Em política, a percepção muitas vezes pesa tanto quanto os fatos, e a simples expectativa de novos escândalos já produz efeitos concretos sobre apoios e alianças.

Para adversários, o caso oferece munição valiosa. A oposição aposta que a vinculação entre Flávio Bolsonaro e personagens que se tornaram alvo de questionamentos públicos reforça a narrativa de que o senador carrega consigo os mesmos problemas que marcaram o entorno político da família Bolsonaro nos últimos anos.

Dessa forma, Thiago Miranda surge como um fantasma permanente sobre a campanha. Se novos fatos vierem à tona ou se as controvérsias continuarem ocupando espaço no debate público, o episódio poderá se transformar em um dos principais fatores de desgaste da candidatura. Em uma eleição na qual cada ponto percentual pode fazer diferença, aliados temem que esse pesadelo político ainda esteja longe de terminar — e que seu impacto possa ser decisivo para o futuro eleitoral de Flávio Bolsonaro.


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Perdido: Entre o moderado e o radical, Flávio Bolsonaro não encontra seu papel

Aliados que acompanham de perto a pré-campanha de Flávio Bolsonaro têm demonstrado crescente preocupação com a dificuldade do senador em consolidar uma identidade política clara diante do eleitorado. Nos bastidores, a avaliação é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscila entre diferentes personagens e discursos, sem conseguir transmitir uma mensagem consistente sobre o que representa e quais propostas pretende defender.

Em determinados momentos, Flávio procura se apresentar como um político moderado, capaz de dialogar com setores do centro e do empresariado. Em outros, retoma o discurso mais radical associado ao bolsonarismo raiz, apostando na mobilização da base ideológica e na retórica de confronto que marcou os anos de governo de seu pai. A alternância frequente entre essas duas estratégias tem provocado dúvidas até mesmo entre aliados históricos.

Integrantes da campanha admitem reservadamente que a indefinição dificulta a comunicação com o eleitorado. Enquanto uma ala defende a ampliação do diálogo para conquistar votos fora da bolha bolsonarista, outra insiste que qualquer movimento em direção ao centro pode ser interpretado como sinal de fraqueza ou abandono dos princípios que consolidaram o apoio da militância.

A situação se tornou ainda mais delicada diante da necessidade de responder a temas econômicos e sociais. Em algumas ocasiões, Flávio adota um discurso liberal, voltado para o mercado e para a redução da intervenção estatal. Em outras, faz acenos a pautas mais populares e protecionistas, gerando críticas de adversários e questionamentos dentro da própria base de apoio.

Para aliados, o resultado é uma campanha que ainda não encontrou um eixo narrativo capaz de unificar suas diferentes mensagens. A percepção é que o senador tenta agradar simultaneamente públicos distintos, mas corre o risco de não convencer plenamente nenhum deles.

Nos bastidores, dirigentes partidários avaliam que os próximos meses serão decisivos para que Flávio defina qual imagem pretende apresentar ao país. Sem uma estratégia mais coerente e uma linha política facilmente identificável, cresce o temor de que a candidatura permaneça presa a contradições que dificultam sua expansão eleitoral e alimentam a sensação de desorientação já percebida por parte de seus próprios aliados.


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PT evita dar palanque a Flávio Bolsonaro e rejeita ação por inelegibilidade após ataque às urnas

O PT decidiu não embarcar na estratégia adotada pela campanha de Flávio Bolsonaro após o candidato voltar a questionar a segurança das urnas eletrônicas diante de embaixadores e representantes diplomáticos. Embora integrantes do partido considerem grave a tentativa de lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro em um ambiente institucional e com repercussão internacional, a avaliação predominante é de que um pedido de inelegibilidade neste momento poderia acabar servindo aos interesses políticos do adversário.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que Flávio busca reeditar uma tática já utilizada pelo bolsonarismo em outras disputas: transformar embates judiciais em combustível para a mobilização de sua base eleitoral. A leitura é que uma ação imediata pedindo sua inelegibilidade poderia alimentar o discurso de perseguição política explorado com frequência pelo campo bolsonarista, desviando o foco do conteúdo das declarações e transferindo o debate para uma suposta vítima de decisões institucionais.

A decisão do PT, portanto, é concentrar esforços na disputa política e na defesa pública da credibilidade do sistema eleitoral. Lideranças da legenda sustentam que as urnas eletrônicas acumulam décadas de funcionamento sem registros de fraudes comprovadas e que ataques recorrentes ao processo de votação têm como principal efeito enfraquecer a confiança da população nas instituições democráticas.

Integrantes do partido também argumentam que a presença de embaixadores em um evento marcado por questionamentos às eleições amplia a gravidade do episódio. Para eles, levar acusações sem provas ao corpo diplomático representa uma tentativa de internacionalizar uma narrativa já rejeitada por órgãos de controle, pela Justiça Eleitoral e por especialistas em segurança digital.

Apesar de descartar, por ora, uma ofensiva jurídica pela inelegibilidade, o PT não pretende ignorar o caso. A legenda deve explorar politicamente o episódio durante a campanha, associando as declarações de Flávio Bolsonaro ao histórico de ataques promovidos pelo bolsonarismo contra as instituições eleitorais. O objetivo é apresentar o adversário como alguém que insiste em colocar sob suspeita um sistema que garantiu eleições reconhecidas nacional e internacionalmente.

Com isso, os petistas acreditam evitar uma armadilha política. Em vez de oferecer ao rival um novo argumento para o discurso de vitimização, a estratégia será manter o debate no terreno da credibilidade das urnas e da defesa da democracia, apostando que a repetição de acusações sem evidências tende a desgastar mais quem as faz do que seus alvos.


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Seguindo ordens do pai, Flávio, em encontro com embaixadores, questiona urnas eletrônicas

Em mais um movimento que reforça a estratégia política adotada pelo bolsonarismo nos últimos anos, Flávio Bolsonaro voltou a lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com embaixadores estrangeiros. A iniciativa remete diretamente à postura adotada por seu pai, Jair Bolsonaro, que fez dos ataques às urnas eletrônicas uma das principais bandeiras de sua atuação política, especialmente nos períodos eleitorais.

Durante a reunião, Flávio repetiu argumentos já amplamente contestados por especialistas, pela Justiça Eleitoral e por entidades independentes que acompanham os processos de votação. O senador sugeriu a necessidade de mudanças no sistema e levantou questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, apesar da ausência de evidências concretas que sustentem alegações de fraude.

A postura chamou atenção por reproduzir quase integralmente o roteiro utilizado por Jair Bolsonaro em diversas ocasiões. Em 2022, o então presidente reuniu embaixadores para apresentar suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro, episódio que posteriormente se tornou alvo de questionamentos jurídicos e políticos por ter sido interpretado como uma tentativa de desacreditar as instituições democráticas perante a comunidade internacional.

Críticos avaliam que a nova investida busca manter mobilizada a base mais fiel do bolsonarismo, mesmo diante da falta de provas que indiquem irregularidades nas eleições realizadas desde a implantação das urnas eletrônicas. Ao repetir discursos conhecidos, Flávio sinaliza alinhamento total à estratégia política construída pelo pai, transformando a desconfiança sobre o processo eleitoral em elemento permanente de sua atuação pública.

Para adversários políticos, o episódio demonstra a dificuldade do grupo bolsonarista em abandonar uma narrativa que já foi rejeitada por órgãos de controle, especialistas em segurança digital e observadores internacionais. Ainda assim, a insistência no tema indica que a contestação das urnas continua ocupando papel central no discurso do clã Bolsonaro, mesmo após sucessivas confirmações da integridade do sistema eleitoral brasileiro.


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CGU investiga suspeitas de superfaturamento em programa promovido por Michelle e Damares

Programa lançado no governo Bolsonaro entra na mira da CGU por indícios de sobrepreço

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades em um programa social lançado durante o governo de Jair Bolsonaro e associado à então ministra Damares Alves e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O foco da apuração está em indícios de superfaturamento em contratos firmados no âmbito da iniciativa, que consumiu recursos públicos destinados a ações voltadas para populações vulneráveis.

Segundo informações preliminares, auditores identificaram discrepâncias entre os valores pagos pelo governo e os preços praticados no mercado para a aquisição de produtos e serviços relacionados ao programa. A diferença levantou suspeitas de sobrepreço e motivou a abertura de procedimentos para analisar a legalidade das contratações, bem como a eventual responsabilidade de gestores e empresas envolvidas.

A investigação também busca verificar se houve falhas nos processos de licitação, direcionamento de contratos ou outras práticas que possam ter causado prejuízo aos cofres públicos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis poderão ser alvo de sanções administrativas e o caso poderá ser encaminhado a outros órgãos de controle e ao Ministério Público.

O programa foi apresentado à época como uma das vitrines da agenda social do governo Bolsonaro, recebendo ampla divulgação por parte de Michelle Bolsonaro e de Damares Alves. A iniciativa buscava fortalecer ações de assistência social e inclusão de grupos considerados vulneráveis, tornando-se uma das principais bandeiras da gestão na área.

Em nota, aliados das duas ex-integrantes do governo afirmam que os contratos seguiram os procedimentos legais e defendem que os fatos sejam esclarecidos pelas instâncias competentes. Já a CGU sustenta que a apuração tem caráter técnico e visa garantir a correta aplicação dos recursos públicos.

A investigação ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre programas e gastos realizados durante a administração Bolsonaro. Nos últimos meses, órgãos de controle têm intensificado auditorias e revisões de contratos firmados no período, buscando identificar eventuais irregularidades e assegurar transparência na utilização do dinheiro público.


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Eduardo Bolsonaro, o socialista de Taubaté

Vivi para ver Eduardo Bolsonaro com um novo visual “global”, tentando vender seu irmão, Flavio, com o mesmo sabor de Lula. Tudo se dá pela dependência, agora negada, por grande parte da Faria Lima.

A estratégia não é nova, ainda está na nossa memória o sofrimento de Bolsonaro em ter que se curvar ao Bolsa Família para tentar fazer frente com Lula, em 2022, e toda uma teia de programas sociais que representam, pela lei natural das coisas, o próprio presidente Lula.

O ataque de Eduardo à ex-apoiadora, Faria Lima, dizendo que ela não passava de uma rede de especulação, vivendo somente de rentismo e agiotagem, é um sinal claro de que a serpente bolsonarista está mordida por não contar com os ratos do dinheiro grosso para alimentar a campanha e o bolso do clã.

Então, travestido numa folhagem verborrágica de um discurso social, Eduardo diz que lucro não é importante, mas sim, a sociedade brasileira, dando um chute no tronco escravocrata que sempre foi símbolo do bolsonarismo por seu histórico racista, exploração da mão de obra dos trabalhadores, em nome das burras dos patrões.

Claro, os próprios párias vegetais do clã sempre foram incoerentes, já que arrotavam diminuição do Estado na busca por redução dos custos da máquina e a manutenção dos impostos, mas os próprios filhos do maior sanguessuga desse país, chamado Jair Bolsonaro, seguiram a mesma boca do pai de se nutrir magistralmente nas tetas mais gordas do Estado, transformando-se em bandidos vegetais.

Todos tinham o mesmo sonho desde criança, crescer e alcançar as copas mais ricas da República, enquanto isso, garganteavam um estadinho para os brasileiros.

A galhaça olímpica do bolsonaro sempre quis distância da plebe raquítica. Daí a fila do osso e a devolução do Brasil ao mapa da fome durante o governo do genocida corrupto.

Seria trágico se não fosse cômico ver o belo trecho de um dos vídeos de Eduardo chamando a Faria Lima de imoral, de antinacional, de egoísta e voraz quando, na verdade, seu pai, com um agiota na pasta da economia, Paulo Guedes, devolveu à miséria absoluta 33 milhões de brasileiros, em nome da transfusão de riqueza para as veias bilionárias do 1% mais rico do Brasil.

Mas sabe como é, sentindo que a essa altura do campeonato, Lula sobe cada vez mais e Flavio segue no sentido oposto, Eduardo resolveu interpretar o socialista de Taubaté, erguendo a divisão de riquezas ao invés do lucro obsessivo dos carrascos da Faria Lima.

Tudo isso para tentar materializar um Flavio achocolatado sabor Lula.


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Brasil se aproxima da liderança mundial do agro e ameaça hegemonia dos EUA, diz Financial Times

Brasil está a um passo de se tornar o maior exportador agrícola do mundo

Antes considerado um gigante absoluto da produção agrícola mundial, os Estados Unidos estão cada vez mais próximos de perder a liderança global para o Brasil. A avaliação é do jornal britânico Financial Times, que afirma que o agronegócio brasileiro vive uma expansão histórica e pode assumir, em breve, o posto de maior exportador agrícola do planeta.

Segundo a reportagem, a diferença entre os dois países diminuiu rapidamente nos últimos anos. Em 2025, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, apenas US$ 2 bilhões acima do Brasil. Em 2021, essa vantagem era de US$ 56 bilhões, o que evidencia a velocidade da ascensão brasileira.

O Financial Times atribui boa parte dessa mudança às transformações provocadas pela guerra comercial iniciada durante o governo Donald Trump. As tarifas impostas contra a China levaram Pequim a diversificar seus fornecedores e ampliar significativamente as compras de soja e outros produtos brasileiros, consolidando uma relação comercial que se manteve ao longo dos anos.

O jornal destaca que o Brasil deixou de ser apenas um grande produtor de café, açúcar e suco de laranja para se tornar líder mundial também nas exportações de soja, carne bovina, carne de frango e algodão. O avanço tecnológico no campo, a expansão das áreas cultivadas e, principalmente, a possibilidade de colher duas safras por ano em boa parte do território nacional são apontados como fatores decisivos para esse desempenho.

Enquanto isso, agricultores norte-americanos enfrentam um cenário de margens cada vez menores, queda da demanda externa e maior dependência de subsídios públicos. Em diversos estados agrícolas, produtores relatam prejuízos mesmo após colheitas recordes, reflexo dos preços internacionais deprimidos e da perda de mercados estratégicos.

O periódico ressalta que, embora o Brasil ainda enfrente desafios importantes — como gargalos logísticos, infraestrutura insuficiente e pressões ambientais relacionadas à expansão agrícola —, a trajetória do país é vista como estrutural e não apenas conjuntural. Para analistas ouvidos pela publicação, o modelo brasileiro de produção em larga escala e alta produtividade tornou o país o principal concorrente dos Estados Unidos na disputa pela liderança do comércio agrícola global.

Na avaliação do Financial Times, caso as tendências atuais sejam mantidas, o Brasil poderá assumir nos próximos anos a posição de maior potência agroexportadora do mundo, simbolizando uma das maiores mudanças no equilíbrio do comércio internacional de alimentos das últimas décadas.


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