Ano: 2026

Número real de vítimas da Covid-19 no Brasil pode chegar a 2 milhões, diz especialista

Para que jamais caia no esquecimento, principalmente em ano eleitoral.

Mais de seis anos após o início da pandemia, especialistas continuam revisando os impactos reais da Covid-19 no Brasil. Embora os números oficiais registrem cerca de 730 mil mortes pela doença, alguns pesquisadores afirmam que o total de vítimas pode ter sido muito maior, chegando a aproximadamente 2 milhões de pessoas quando considerados os efeitos diretos e indiretos da crise sanitária.

Segundo esses estudos, a pandemia provocou não apenas mortes causadas pelo coronavírus, mas também um aumento expressivo da mortalidade por outras doenças. O colapso temporário de hospitais, a interrupção de tratamentos médicos, o adiamento de cirurgias, a dificuldade de acesso a consultas e exames e o agravamento de problemas de saúde mental contribuíram para elevar o número de óbitos em todo o país.

Os especialistas utilizam o conceito de “mortalidade excedente”, que compara o total de mortes registradas durante a pandemia com a média observada nos anos anteriores. Essa metodologia busca identificar impactos que não aparecem nas estatísticas oficiais da Covid-19, incluindo casos não diagnosticados e consequências indiretas da emergência sanitária.

A avaliação reforça a dimensão histórica da pandemia no Brasil, que esteve entre os países mais afetados do mundo. Além das perdas humanas, a crise deixou marcas profundas na economia, na educação e no sistema de saúde, cujos efeitos ainda são sentidos por milhões de brasileiros.

Para os pesquisadores, compreender o verdadeiro alcance da tragédia é fundamental para aperfeiçoar políticas públicas, fortalecer a capacidade de resposta a futuras emergências sanitárias e evitar que erros cometidos durante a pandemia se repitam. O debate sobre o número real de vítimas também reacende discussões sobre a importância da vacinação, da vigilância epidemiológica e do investimento contínuo no Sistema Único de Saúde (SUS).


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Lula reage a apoio de Rubio a Flávio e desafia: “Venha fazer campanha no Brasil”

“Que monte um comitê”, diz Lula ao provocar Rubio após manifestação em favor de Flávio.

Lula reagiu com ironia às manifestações de apoio do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, à candidatura de Flávio Bolsonaro, afirmando que qualquer tentativa de interferência externa na política brasileira será recebida com firmeza. Durante um evento público, o presidente afirmou que Rubio tem todo o direito de expressar sua opinião, mas ressaltou que as decisões sobre o futuro do Brasil cabem exclusivamente ao povo brasileiro.

Ao comentar as declarações do chefe da diplomacia norte-americana, Lula disparou: “Se ele quiser apoiar o Flávio, que monte um comitê e venha fazer campanha”. A frase foi recebida com aplausos por apoiadores e interpretada como uma resposta direta às críticas e manifestações de integrantes do governo dos Estados Unidos favoráveis ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente aproveitou a ocasião para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional. Segundo Lula, o Brasil mantém relações diplomáticas com diversos países, mas não aceita pressões ou tentativas de influência sobre suas instituições democráticas e processos eleitorais. Ele destacou que divergências políticas devem ser resolvidas internamente, por meio do voto e do debate democrático.

A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, alimentadas por críticas de autoridades americanas a decisões do Judiciário brasileiro e por manifestações de apoio a lideranças da oposição. Integrantes do governo avaliam que a estratégia é transformar eventuais interferências externas em um argumento favorável ao discurso de defesa da autonomia nacional.

Aliados de Lula afirmam que a reação do presidente busca demonstrar confiança política e evitar que o tema ganhe maior relevância eleitoral. Para o Palácio do Planalto, a participação de autoridades estrangeiras no debate político brasileiro tende a produzir efeito contrário ao desejado, fortalecendo a percepção de que o país deve conduzir seus assuntos sem tutela externa.

Com a ironia dirigida a Rubio, Lula procurou transmitir a mensagem de que apoios vindos do exterior não substituem a vontade popular e que a disputa eleitoral será decidida pelos eleitores brasileiros, e não por autoridades de outros países.


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Eduardo Bolsonaro antecipa derrota de Flavio a 72 dias da eleição

Uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acabou provocando forte repercussão política ao ser interpretada como um reconhecimento antecipado das dificuldades enfrentadas pela campanha presidencial de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao afirmar que “não haverá eleição em 2030” caso Flávio seja derrotado em 2026, Eduardo vinculou o futuro do sistema político brasileiro diretamente ao resultado da disputa presidencial, em uma fala que chamou atenção tanto pelo tom quanto pelo momento em que foi feita.

A declaração ocorreu 72 dias antes do primeiro turno das eleições e foi publicada nas redes sociais após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada depois que o senador leu, durante uma transmissão ao vivo, uma carta atribuída ao pai, o que, segundo o ministro, poderia representar descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente.

Ao afirmar que apenas uma vitória de Flávio garantiria a realização de eleições futuras, Eduardo acabou alimentando interpretações de que o próprio núcleo bolsonarista reconhece o cenário eleitoral adverso. Para analistas políticos, a necessidade de apresentar uma eventual derrota como uma ameaça ao futuro institucional do país pode indicar preocupação crescente com o desempenho da candidatura e com a dificuldade de ampliar seu eleitorado para além da base mais fiel do bolsonarismo.

A fala também reforçou a estratégia adotada por integrantes da família Bolsonaro de transformar decisões judiciais e embates com o STF em elementos centrais da narrativa eleitoral. Em vez de concentrar o debate em propostas de governo, o discurso mantém o foco na polarização institucional e na mobilização do eleitorado mais alinhado ao ex-presidente.

Nos bastidores, a declaração repercutiu como mais um episódio de tensão em uma campanha que já enfrenta desafios políticos e jurídicos. Com pouco mais de dois meses até a votação, o episódio amplia o debate sobre a estratégia do PL e evidencia a aposta da campanha em manter a narrativa de confronto como principal instrumento de mobilização eleitoral.

Soma-se a isso, o fato de Flavio Bolsonaro se ver isolado dentro do próprio campo da direita, porque não está conseguindo palanque em vários estados, enquanto Lula já tem palanque em todos os estados.

Para piorar, Eduardo Bolsonaro comemora a conquista do Green Card para viver para sempre nos EUA, confirmando que não tem a menor esperança da vitória de Flavio.


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Flavio não consegue mostrar nada além de ser filho de Bolsonaro

O que não falta é exposição para Flavio subir os degraus da disputa eleitoral, mas o sujeito não consegue deixar de ser um elefante dourado. É uma espécie de pastel de nata, sem qualquer atrativo, além de escândalos.

Agora mesmo, mudou de perfil para trazer uma sensação visual de sua fumaceira e todas elas terminam terminam num peido, inclusive para exportação via Casa Branca.

Flavio não só parece filho de Bolsonaro, como age como uma criança de 5 anos sem qualquer noção esquemática.

Ele tentou dançar como um chipanzé e foi ridicularizado, agora, tenta, através dos algoritmos, muito bem pagos por sua campanha, aparecer como marombeiro sabor anabolizante, em malhação, na tentativa de pintar um Flavio que estabeleça algum paralelo com Lula.

Isso mesmo, um sujeito que tenta apoiar sua imagem física com uma moldura política, usando um contraponto contra Lula, detalhe, aos 80 anos.

O problema é que a história do sujeito é um mar de lama, e ele, além de não ter propostas, histórico ou um slogan, mínimo que seja, para animar o pasto, todos os dias o sujeito aparece nas manchetes empepinado com mais um escândalo.

Michelle, novamente, acaba de atacar Flavio, usando a disputa no Ceará como zona abençoada pela direita vendida com a bênção de Flavio na campanha de Ciro Gomes.

É fato que isso não define o jogo, mas Flavio não consegue fazer as pazes com os eleitores que perdeu no momento em que a ampulheta está de ponta-cabeça ele não para de jogar areia sobre sua candidatura. Parece que a lei natural seguirá dando outros trancos em Flavio. e ele, dificilmente, conseguirá sair da zona morta em que sua campanha se enfiou.

Pela boca dos aliados que ainda lhe restam, o único jargão que sobrou, é o de que é filho de Bolsonaro, ao meso passo em que é odiado pela madrasta.


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Projeções para a inflação seguem em queda e reforçam cenário de estabilidade

A expectativa para a inflação brasileira voltou a recuar, registrando a terceira queda consecutiva nas projeções do mercado financeiro. O movimento reforça a percepção de que os preços seguem sob controle e de que a economia brasileira atravessa um período de maior estabilidade, mesmo diante das incertezas no cenário internacional.

De acordo com as estimativas mais recentes, a redução das previsões reflete o comportamento favorável de diversos indicadores econômicos, incluindo a desaceleração de preços em setores importantes e a manutenção de um ambiente de consumo sem pressões inflacionárias excessivas. O resultado também é visto como um sinal positivo para famílias e empresas, que podem planejar gastos e investimentos com maior previsibilidade.

A trajetória de queda da inflação ocorre em um contexto de crescimento econômico acima das expectativas de parte do mercado, aumento do emprego e fortalecimento da renda. Nos últimos meses, o governo federal tem destacado que a combinação entre expansão da atividade econômica e controle dos preços demonstra a solidez da recuperação econômica do país.

Especialistas avaliam que a revisão para baixo das projeções inflacionárias pode abrir espaço para discussões sobre a política monetária nos próximos meses, embora as decisões do Banco Central continuem condicionadas à evolução dos indicadores econômicos e ao cenário global.

A nova queda nas estimativas também contribui para melhorar a confiança dos agentes econômicos. Com inflação mais baixa, o poder de compra da população tende a ser preservado, favorecendo o consumo e estimulando setores produtivos. O resultado é mais um indicador que aponta para um ambiente econômico mais favorável, reforçando as perspectivas de crescimento sustentável para o Brasil.


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Quaest: Maioria dos brasileiros acredita que Lula será reeleito, diz dado inédito

Evangélicos e eleitores independentes acreditam na reeleição de Lula. Derretimento da confiança em Flávio Bolsonaro acontece até entre eleitores que votam nele. Campanha vê riscos em novos vídeos de Michelle e em festas de Vorcaro.

Um dado inédito da última pesquisa Quaest, divulgado pelo jornalista Thomas Traumann no jorna O Globo nesta segunda-feira (20), revela que 55% dos eleitores acreditam que Lula será reeleito para seu quarto mandato em outubro. Apenas 25% apostam em uma vitória do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre os chamados independentes, que não se colocam como bolsonarista ou lulista, 52% acreditam na reeleição do presidente e 14% na vitória do senador.

Segundo a pesquisa, mesmo entre evangélicos, que ainda votam majoritariamente no filho de Jair Bolsonaro, 45% afirmam que Lula será o vencedor das eleições, diante de 36% que acham que o senador vai ganhar a disputa.

Os dados comprovam ainda o derretimento da confiança entre os eleitores que se classificam como direita não bolsonarista entre abril, quando 67% acreditavam em uma vitória da oposição, e os atuais 46% que seguem achando possível a vitória de Flávio Bolsonaro, segundo a Forum.

Até mesmo os bolsonaristas estão perdendo a confiança em Flávio Bolsonaro: eram 80% e agora são 72%.

Medos
Segundo o jornalista, três caciques do PL teriam afirmado que “o risco da campanha bolsonarista é virar uma profecia autorrealizável: se a maioria acha que Flávio vai perder, ele acaba perdendo”.

Traumann aponta, então, três medos dentro da campanha de Flávio que podem abater o presidenciável do clã Bolsonaro de vez:

Um vídeo comprometedor de Flávio Bolsonaro nas festas de Daniel Vorcaro;

A investigação sobre o governo Cláudio Castro, que era comandado em grande parte pelo senador e;

Um novo vídeo de Michelle Bolsonaro, com a madrasta revelando ainda mais sobre o enteado.

Um outro temor é que Flávio Bolsonaro seja abandonado por aliados próximos, como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), por se tornar uma pessoa tóxica, que pode ameaçar eleições consideradas praticamente ganhas dentro da ultradireita.


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Tarifaço de Trump deve falhar e ampliar apoio a Lula, diz Nobel de Economia

O economista americano Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2008, afirmou que a nova rodada de tarifas imposta pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros dificilmente alcançará os objetivos políticos e econômicos pretendidos pela Casa Branca. Em análise publicada nesta segunda-feira (20), Krugman sustenta que a medida terá impacto econômico limitado e, paradoxalmente, tende a fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o economista, a decisão dos Estados Unidos vai além de uma disputa comercial. Para ele, as tarifas representam uma tentativa de pressionar o Brasil por políticas consideradas bem-sucedidas, especialmente o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central e amplamente adotado pela população brasileira. Krugman questiona a lógica da medida ao perguntar por que um país deveria ser punido por oferecer aos seus cidadãos uma forma mais eficiente e barata de realizar pagamentos.

Na avaliação do Nobel, o alcance econômico das tarifas será reduzido. Isso porque diversos produtos estratégicos para o mercado americano, como café, carne bovina e suco de laranja, permanecem essenciais para os consumidores e empresas dos Estados Unidos, limitando o espaço para uma ruptura comercial mais ampla. Além disso, a economia brasileira possui alternativas para diversificar mercados e reduzir parte dos impactos das restrições impostas por Washington.

Krugman também argumenta que o efeito político pode ser exatamente o oposto do desejado pelo governo Trump. Em vez de enfraquecer o presidente brasileiro, a pressão externa tende a reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e a ampliar o apoio interno ao governo Lula. Historicamente, medidas vistas como interferência estrangeira costumam gerar reações de unidade nacional, beneficiando o governante que assume a defesa dos interesses do país.

As tarifas, confirmadas na última semana e previstas para entrar em vigor em 22 de julho, fazem parte de uma ofensiva comercial baseada na Seção 301 da legislação americana. O governo brasileiro já sinalizou que pretende reagir por meio da Lei da Reciprocidade e manter diálogo com organismos internacionais, classificando a iniciativa dos Estados Unidos como uma medida de natureza política, e não econômica.

Para Krugman, o episódio evidencia os limites do uso de barreiras comerciais como instrumento de pressão diplomática. Em sua avaliação, tentar punir o Brasil pelo sucesso de seu sistema financeiro digital e por decisões de política econômica não apenas terá pouca eficácia prática, como poderá consolidar a imagem de Lula como defensor da soberania brasileira diante das pressões externas.


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Brasil ignora e não comparece à cúpula de Rubio contra ‘antifascistas’

Evento tem como meta criar aliança para combater ‘extrema esquerda’

O governo brasileiro decidiu não enviar ninguém para a cúpula que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está organizando para criar uma aliança contra movimentos antifascistas e de esquerda considerados como “violentos”. Nos EUA, a Casa Branca passou a designar o grupo Antifa como parte do combate ao terrorismo e chegou a aplicar restrições de vistos contra ativistas estrangeiros que tenham relações com esse movimento.

Agora, sob a bandeira do combate ao terrorismo e a violência política, Donald Trump quer a criação de uma coalizão internacional e não descarta também designar o movimento Antifa como uma organização terrorista internacional. Para Rubio, os EUA irão desmontar “tijolo por tijolo” o movimento de esquerda.

Rubio indicou que 60 países foram convidados ao evento realizado nesta quinta-feira. Mas a comunicação ao Brasil só chegou na semana passada. O chanceler Mauro Vieira, com uma agenda em Brasília e recebendo autoridades estrangeiras, optou por não cancelar seus compromissos.

O Brasil, porém, avaliou as regras e metodologias de trabalho da cúpula para definir se iria designar algum representante para o evento. Mas a opção foi por não estar presente.

Nesta madrugada, Rubio ainda criticou o governo Lula e o “ego” do presidente.

O Palácio do Planalto considera que não deve participar de nada que tenha como alvo apenas uma parcela do que pode ser considerado como “terrorismo”.

Oficialmente, Washington fala em combater o “ressurgimento do terrorismo político” e os países convidados incluem o Hemisfério Ocidental, a Europa e a Ásia. Governos como o da Argentina e Índia foram convidados.

Mas, na abertura do evento, Rubio escancarou o motivo do evento. “Por tempo demais, nossa doutrina de contraterrorismo apresentou um ponto cego. Um ponto cego no que diz respeito à violência extremista proveniente da esquerda política”, disse.

Num dos trechos do discurso, o chefe da diplomacia dos EUA foi revelador sobre o que pensa da esquerda:

“Trata-se de um mal distinto e singular. Ele sempre foi impulsionado, acima de tudo, por um ódio à própria civilização. É uma revolta dos piores contra os melhores; dos fracos e covardes contra os fortes e bons. É perpetrado por aqueles que não sabem construir, criar ou realizar grandes feitos — e que se vingam do mundo por sua própria insuficiência ao tentar destruir aqueles que são capazes de fazê-lo. É isso que é a esquerda radical. Ela pode adotar diversos slogans e ideologias, dependendo do lugar e da época — anticapitalista, anti-imperialista, comunista, anarquista, marxista —, mas sua natureza fundamental permanece sempre a mesma. Trata-se de um ressentimento venenoso, disfarçado sob a linguagem da igualdade, da justiça e da libertação; uma necessidade avassaladora de derrubar o que homens grandiosos construíram, de arruinar o que é belo e correto, em nome de pessoas repletas apenas de feiura e que nada mais têm a oferecer ao mundo. Por meio da violência e do terror, buscam mais uma vez impor sua feiura a todos nós. O velho dogma estava errado. Nada disso é movido por “idealismo”. Não é algo “utópico” — muito pelo contrário, na verdade. Uma das críticas que se ouve ocasionalmente sobre o comunismo é: “Parece bom na teoria, mas nunca funciona na prática”. Mas isso não é verdade. Não parece bom nem na teoria. O mundo que ele idealiza para todos nós é pequeno, plano e cinzento — nivelado de modo a eliminar qualquer exceção, esvaziado de tudo o que há de bom e nobre na alma humana. É um mundo sem coragem, criatividade ou ambição; sem heróis, glória ou grandes causas pelas quais lutar. Sem milagres. Sem mitos. Sem homens que se elevam acima dos demais para realizar feitos incríveis e extraordinários. Sem Deus. Para esses arquitetos da violência revolucionária, as realizações monumentais de nossa civilização representam uma humilhação insuportável — um lembrete daquilo que eles são incapazes de fazer ou de ser.

A cúpula faz parte ainda da estratégia anunciada por Trump para o combate ao terrorismo e que, em maio, atualizou a doutrina dos EUA.

Um dos pontos principais do foco das agências de Washington são os “grupos políticos seculares e violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente transgênero ou anarquista, como o Antifa”.

Ainda no ano passado, num evento, Trump colocou a esquerda como um risco à segurança nacional. “Deve ficar claro para todos os americanos que temos uma ameaça terrorista de esquerda muito séria em nosso país: radicais associados ao grupo terrorista doméstico Antifa”, disse.

“Outros extremistas de extrema-esquerda vêm realizando uma campanha de violência contra agentes do ICE e outras autoridades encarregadas de aplicar a lei federal”, continuou o presidente.

Na semana passada, ao celebrar os 250 anos dos EUA, Trump colocou o combate ao comunismo como um dos centros de sua ação.

A base para o evento é o Memorando de Segurança Nacional, de 25 de setembro de 2025. Seu nome: o Combate ao Terrorismo Doméstico e à Violência Política Organizada.

O documento cria uma estratégia nacional para investigar e desmantelar redes e organizações que fomentam violência política, intimidação violenta, conspirações contra direitos e outras perturbações à democracia, antes que resultem em “terrorismo doméstico” e “violência política organizada”.

Mas a diretriz se concentra particularmente em movimentos “antifascistas”, que, segundo ela, ameaçam os “princípios, a democracia e os direitos americanos”. O documento cita o exemplo da Antifa, entidade designada como organização terrorista doméstica por uma Ordem Executiva Presidencial dos EUA de 22 de setembro de 2025.

Segundo a Casa Branca, os grupos que incentivam essa “conduta violenta incluem antiamericanismo, anticapitalismo e anticristianismo; apoio à derrubada do governo dos Estados Unidos; extremismo em relação à migração, raça e gênero; e hostilidade contra aqueles que defendem visões americanas tradicionais sobre família, religião e moralidade”.

Num outro trecho, a Casa Branca estabelece uma Força-Tarefa Nacional Conjunta de Combate ao Terrorismo, com escritórios locais para coordenar e supervisionar a estratégia nacional.
A Força-Tarefa tem a incumbência de investigar potenciais crimes relacionados a atos de recrutamento ou radicalização de pessoas com o propósito de “violência política, terrorismo ou conspiração contra direitos”.

Por isso, a entidade recebeu o mandato para investigar financiadores dessas entidades, organizações não governamentais “com laços estreitos com governos estrangeiros, agentes, cidadãos, fundações ou redes de influência” que poderiam estar apoiando o que a Casa Branca passou a denominar como “terrorismo doméstico”.

O Memorando ainda dá o direito ao Secretário do Tesouro de identificar e desmantelar as redes que financiam essas entidades.

Como resultado da ofensiva, a Procuradoria-Geral dos EUA instruiu autoridades policiais federais sobre as prioridades de investigação, concentrando-se no risco de terrorismo doméstico e violência política, particularmente por parte de movimentos antifascistas e da Antifa e seus financiadores.

O que chama a atenção é que os documentos oficiais da Casa Branca fornecem uma lista detalhada de crimes federais que os investigadores devem priorizar, a maioria dos quais não envolve violência contra a pessoa.

“Muitos desses crimes estão associados ao policiamento de protestos, incluindo obstrução, resistência à prisão, crimes contra o patrimônio e piquetes ou desfiles com a intenção de obstruir a administração da justiça e atividades online, bem como crimes financeiros (por exemplo, fraude fiscal, postal ou eletrônica), conspiração e cumplicidade para capturar atividades de grupos”, alertou a carta enviada para o governo Trump.

A ordem também instrui o FBI a “compilar uma lista de grupos ou entidades envolvidas em atos que possam constituir terrorismo doméstico” e a fornecê-la ao Procurador-Geral.

*Jamil Chade/ICL


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Vídeo: Trump tenta roubar a cena na comemoração da Espanha e causa vexame na entrega da taça

A conquista da Copa do Mundo pela Espanha acabou dividindo os holofotes com uma atitude inesperada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após participar da cerimônia de entrega das medalhas e do troféu aos campeões, Trump se recusou a deixar o palco principal e permaneceu ao lado dos jogadores espanhóis durante parte da comemoração, contrariando o protocolo tradicional adotado pela FIFA.

O episódio ocorreu logo após o capitão da seleção espanhola erguer a taça diante de milhares de torcedores presentes no estádio e de milhões de espectadores ao redor do mundo. Enquanto dirigentes e autoridades normalmente se retiram para permitir que os atletas celebrem sozinhos o momento histórico, Trump continuou no centro da festa, aparecendo em diversas imagens da comemoração oficial.

A situação gerou desconforto visível entre alguns participantes da cerimônia. Registros da transmissão mostraram o presidente da FIFA, Gianni Infantino, tentando conduzir as autoridades para fora do palco, mas Trump permaneceu no local por mais tempo do que o previsto. Nas redes sociais, o comportamento rapidamente se tornou assunto global, com usuários acusando o presidente norte-americano de tentar transformar a celebração esportiva em um ato de promoção pessoal.

Críticos afirmaram que a atitude acabou desviando parte da atenção que deveria estar concentrada exclusivamente nos jogadores espanhóis, responsáveis pela conquista do título mundial. Comentários publicados por jornalistas e torcedores classificaram a cena como inadequada e incompatível com o protocolo de grandes eventos esportivos internacionais.

Aliados de Trump, por outro lado, minimizaram a repercussão e afirmaram que sua permanência no palco ocorreu de forma espontânea, em meio à euforia da comemoração. Mesmo assim, as imagens do momento dominaram o noticiário esportivo e político nas horas seguintes à final.

A Espanha, que conquistou o título após uma campanha consistente ao longo do torneio, esperava encerrar a competição com os holofotes voltados exclusivamente para seus atletas. No entanto, a atitude do presidente norte-americano acabou se transformando em um dos episódios mais comentados da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.


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