A imagem de Flavio Bolsonaro não é a de um político obreiro que tenha qualquer projeto aprovado em favor da população ou do país.
Qualquer brasileiro que olhe para Flavio, de forma instantânea, lembra do Coaf, Queiroz, Michelle, a família de Adriano da Nóbrega e do próprio miliciano, chefe do escritório do crime e da rachadinha, que é o sobrenome que o 01 carrega mais forte que o do seu pai.
A coisa é antiga, é de 2018/2019, com as movimentações na conta justamente de Fabrício Queiroz, seu gerente no esquema de peculato e formação de quadrilha.
No entanto, além de Flavio de não conseguir desgrudar esse chiclete da sola do seu sapato durante anos, recentes lambanças discursivas, ditas de boca própria sobre as terras raras e sua servidão espontânea a Trump, ele mereceu pesadas críticas até de gente da mídia conservadora, como o Estadão, que não economizou críticas ao sujeito e o espinafrou sem dó em um editorial demolidor por Flavio oferecer, de maneira pornográfica, as terras raras do Brasil como anteparo de Trump para enfrentar a China, que tem jogado duro com os EUA para que os norte-americanos obtenham um espaço qualquer reduzido das terras chinesas para tocar sua indústria de eletrônicos, entre outros modelos de atividade industrial que dependem delas.
Para piorar, Caiado lançou nesta semana sua pré-candidatura, anunciando que, se eleito, seu primeiro ato será dar a anistia a Bolsonaro, tirando o pão da boca de Flavio que só tem essa proposta como candidato à presidência da República.
Ou seja, não seria tentativa verborrágica de anistiar o pai uma mola propulsora capaz de catapultar a campanha de Flavio de forma exclusiva. Caiado, espertamente, para irritação de Flavio, pegou carona no mesmo ramerrão vitimista.
Isso praticamente neutraliza o principal slogan de campanha de Flavio. Como o histórico entreguista do clã Bolsonaro, em que o próprio Jair já ofereceu a Amazônia para ser explorada pelo Tio Sam, somado à campanha de Eduardo, mas também de Flavio, para Trump tarifar pesadamente o Brasil, e ainda pediu para Trump bombardear a Baia de Guanabara, surge no horizonte, com cores vivas, a possibilidade concreta de, numa suposta vitória de Flavio, em troca do apoio eleitoral de Trump, ele acabar com o Pix, que é o sonho do presidente americano contra o Brasil.
Falamos de algo com um potencial arrasador, já que mais de 80% dos brasileiros incorporaram o Pix em seu cotidiano e certamente essa interpretação entreguista do Pix por uma escandalosa submissão ao pedófilo mor dos EUA, ja correu o país inteiro e logicamente com potencial de implodir a campanha de Flavio junto com uma folha corrida do vigarista que vai atingi-lo em cheio.
E nem adianta Flavio dizer, na mídia, que não vai acabar com o Pix, pois nem os bolsonaristas mais ferrenhos acreditam nisso.
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