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Pacto de Sangue

Michelle Bolsonaro, feminista? Tá de sacanagem né!

Mulher nenhuma, casada com Bolsonaro, pode ser considerada sequer sabor feminista.

O que está em jogo é sua suposta herança política, na mesma medida em que é rejeitada pelas bestas do apocalipse fascista, Flavio, Carluxo e Eduardo, que aprenderam desde cedo com o próprio pai que mulher não é parente, não tem o sangue do varão da família, tanto que as ex-mulheres de Bolsonaro sempre viveram do resto da xepa que lhes sobrava para servir de flecha para o arco de provedor.

Com Michelle, não é diferente, o que a moça quer é fazer parte da comnidade com o sobrenome Bolsonaro, mas não da forma com que ela faz parte.

Nas suas atualizações, pelo tanto que participou das patifarias do marido, mesmo que nao tenha o sangue do próprio, quer dividir o poder que sobrou de Bolsonaro com os três filhos, já que o quarto filho, o mais abestalhado deles, Jair Renan, entra nesse pacto como coadjuvante, o jogo mesmo é jogado entre os três irmãos desde que Bolsonaro projetou disputar a cadeira presidencial em 2018.

Não vamos nos estender nas histórias podres que os três protagonizaram para colocar o pai no topo do poder. Ninguém precisa tapar o nariz.

A questão é, ninguém conhecia Michelle antes de se tornar primeira-dama, esse é o gatilho que bloqueia sua entada no rachide do chamado pacto de sangue.

Por isso, Michelle recebeu um solene e simbólico NÃO para compor a chapa de Flavio para a Presidência da República.

Não aceitaram a troca de fuidos porque não querem se misturar com ela através da pele e não do sangue.

Ou seja, não há na cabeça dos Irmãos Metralha selo de lealdade fora de um histórico sanguíneo.

Em outras palavras, um pacto incluindo Michelle, seria na prática, pura ficção, porque, para eles, o risco grave de transmissão da doença da traição, seria iminente.

Esse é o pano de fundo da mini-série brasileira que narra a guerra de excrementos dentro da família Bolsonaro, onde as particularidades sanguíneas é que dão as cartas.

Coisa de submundo ou romance gótico pela perspectiva sombria que as tramas, de lado a lado, estão operando.

Para o clã, não há juramento de lealdade possível sem que haja um pacto do mesmo sangue. E Michelle não foi contemplada com tal DNA.

Trocando em miúdos, esqueça o papo de PL Mulhr ou coisa que o valha. E não se esqueça que Michelle e Eduardo, segundo Mauro Cid, comandaram juntos o núcleo mais duro, mais radical, mais sanguinário da tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023.

Mas como disse um filósofo da Grecia Antiga, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outrqa coisa.


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Flavio projeta a degola dos aposentados, denuncia a Folha

O slogan de campanha do patrão de Rio das Pedras, que nunca trabalhou na vida, ficando milionário com a sua maravilhosa fábrica de chocolate, que fabricava dinheiro de peculato e formação de quadrilha, na surdina, prepara uma cama de gato contra os trabalhadores e aposentados, inspirado em ninguém menos que Javier Milei, que, na mais recente pesquisa, publicada, inclusiveno Brasil no ranking dos presidentes latino-americanos, o anarcocapaitalista e sua motoserra são repudiados, enxovalhados, defenestrados pela imensa maior parte dos argentinos, com 60% de desaprovação, rejeição, repúdio.

Sim, Flavio Bolsonaro quer o famoso efeito orloff para o Brasil em que tudo de ruim que acontece hoje na Argentina, aconteceria amanhã no Brasil, se Flavio vencesse a eleição. Mas perderá para Lula, e perderá feio, porque opera nos bastidores do PL tentando inutilmente barrar o fim da escala 6 x 1, que Lula tem trabalhado incessantemente para pôr fim em favor dos trabalhadores.

A Folha trouxe dados alarmantes sobre a política de Flavio de que “aposentado bom é aposentado morto”, sem falar no corte de todos os benefícios e avanços sociais do governo Lula para a população em geral.

É duro ver um sujeito que nunca pregou um prego no sabão durante toda a vida de mamatas e rachadinhas, tramar contra o ganho dos aposentados.

Na verdade, ele apenas está copiando o papai que, todos sabem, tem como slogan que poder é fortuna, sobretudo pelo lobby que sempre fez a favor dos milionários, principalmente para a indústria bélica.

Sentindo o azedo do refluxo que a reportagem da Folha produziu contra a candidatura desse infeliz, correu para tentar cercar o leite derramado. Tarde demais.

O Brasil já sabe o que Flavio trama contra os aposentados, para tirar todos os benefícios de quem trabalhou de sol a sol uma vida inteira para ter uma aposentaria digna.

Ou seja, o trabalhador, o operário e os pobres são, na realidade, o tal sistema que essa corja, liderada por Jair, diz combater.


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O calcanhar de Aquiles que vai ajudar a engessar a campanha de Flavio Bolsonaro

A imagem de Flavio Bolsonaro não é a de um político obreiro que tenha qualquer projeto aprovado em favor da população ou do país.

Qualquer brasileiro que olhe para Flavio, de forma instantânea, lembra do Coaf, Queiroz, Michelle, a família de Adriano da Nóbrega e do próprio miliciano, chefe do escritório do crime e da rachadinha, que é o sobrenome que o 01 carrega mais forte que o do seu pai.

A coisa é antiga, é de 2018/2019, com as movimentações na conta justamente de Fabrício Queiroz, seu gerente no esquema de peculato e formação de quadrilha.

No entanto, além de Flavio de não conseguir desgrudar esse chiclete da sola do seu sapato durante anos, recentes lambanças discursivas, ditas de boca própria sobre as terras raras e sua servidão espontânea a Trump, ele mereceu pesadas críticas até de gente da mídia conservadora, como o Estadão, que não economizou críticas ao sujeito e o espinafrou sem dó em um editorial demolidor por Flavio oferecer, de maneira pornográfica, as terras raras do Brasil como anteparo de Trump para enfrentar a China, que tem jogado duro com os EUA para que os norte-americanos obtenham um espaço qualquer reduzido das terras chinesas para tocar sua indústria de eletrônicos, entre outros modelos de atividade industrial que dependem delas.

Para piorar, Caiado lançou nesta semana sua pré-candidatura, anunciando que, se eleito, seu primeiro ato será dar a anistia a Bolsonaro, tirando o pão da boca de Flavio que só tem essa proposta como candidato à presidência da República.

Ou seja, não seria tentativa verborrágica de anistiar o pai uma mola propulsora capaz de catapultar a campanha de Flavio de forma exclusiva. Caiado, espertamente, para irritação de Flavio, pegou carona no mesmo ramerrão vitimista.

Isso praticamente neutraliza o principal slogan de campanha de Flavio. Como o histórico entreguista do clã Bolsonaro, em que o próprio Jair já ofereceu a Amazônia para ser explorada pelo Tio Sam, somado à campanha de Eduardo, mas também de Flavio, para Trump tarifar pesadamente o Brasil, e ainda pediu para Trump bombardear a Baia de Guanabara, surge no horizonte, com cores vivas, a possibilidade concreta de, numa suposta vitória de Flavio, em troca do apoio eleitoral de Trump, ele acabar com o Pix, que é o sonho do presidente americano contra o Brasil.

Falamos de algo com um potencial arrasador, já que mais de 80% dos brasileiros incorporaram o Pix em seu cotidiano e certamente essa interpretação entreguista do Pix por uma escandalosa submissão ao pedófilo mor dos EUA, ja correu o país inteiro e logicamente com potencial de implodir a campanha de Flavio junto com uma folha corrida do vigarista que vai atingi-lo em cheio.

E nem adianta Flavio dizer, na mídia, que não vai acabar com o Pix, pois nem os bolsonaristas mais ferrenhos acreditam nisso.


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E agora, Jair? Chegou a bala de prata, os áudios do golpe

Agora acabou! Os áudios revelados ontem à noite, no Fantástico, enterram qualquer mimimi, qualquer narrativa chorosa dos bolsonaristas, tentando tratar a devastadora denúncia da PGR contra Bolsonaro e comparsas como “perseguição política”. Oficiais de alta patente, com cargos de comando, indicados por Jair Bolsonaro (direta ou indiretamente) para cargos estratégicos de comando, e ideologica e […]

Agora acabou!

Os áudios revelados ontem à noite, no Fantástico, enterram qualquer mimimi, qualquer narrativa chorosa dos bolsonaristas, tentando tratar a devastadora denúncia da PGR contra Bolsonaro e comparsas como “perseguição política”.

Oficiais de alta patente, com cargos de comando, indicados por Jair Bolsonaro (direta ou indiretamente) para cargos estratégicos de comando, e ideologica e politicamente muito próximos ao presidente, falavam abertamente em levar manifestantes para Esplanada, anular eleições e dar um golpe de Estado.

Alguns áudios deixam claro, a propósito, que Jair Bolsonaro era o mais radical de todos, pois estava escrevendo e assinando “decretos”, e esperava apenas que todos os comandantes militares fossem convencidos. Como não conseguiu convencer alguns nomes essenciais para levar adiante seu projeto golpista, teve que segurar, contra sua vontade, a decisão final.

Mas fizeram de tudo. Chegaram muito perto. Houve a tentativa de golpe. Houve o crime. E precisam pagar caro por isso!

Assista ao vídeo no link abaixo, depois leia a transcrição que fizemos.

Transcrição da reportagem acima:

Âncoras do Fantástico: Terça-feira, a Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas pela tentativa de golpe de Estado em 2022. A PGR afirmou que Bolsonaro era o líder da organização que pretendia instaurar uma ditadura no Brasil. O inquérito que levou à denúncia incluiu a triagem de milhões de mensagens de áudio e vídeo coletadas nos celulares de integrantes do núcleo golpista.

A análise desse material extenso só foi possível graças a um programa desenvolvido para a Polícia Federal.

“A gente não sai das quatro linhas. Vai ter uma hora que a gente vai ter que sair. Ou então eles vão continuar dominando a gente.”

Áudio enviado pelo tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, lotado no comando de Operações Terrestres do Exército (COTER), em Brasília.

“O povo está nas ruas pedindo para que haja uma outra eleição de forma que possa ser cobrado de uma forma mais clara. Pô, meu velho. Só quem tem quatro estrelas no homem não está vendo isso?”

Áudio enviado pelo interlocutor desconhecido ao tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.

“Eu acho que o pessoal poderia fazer essa descida aí, né? E atravancando mesmo, porque, porra, massa humana chegando lá, não tem PM que segura. Atropela a grade e vai invadir, depois não tira mais, né?”

Áudio do tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, lotado no comando de Operações Terrestres do Exército (COTER).

“Preto, o decreto é real. Foi despachado ontem com o presidente.”

Áudio enviado pelo general Mario Fernandes, ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência do governo de Jair Bolsonaro.

“Está com medo de ficar para a história de dizer que fomentou um golpe? É a hora da gente, cara.”

Áudio enviado pelo interlocutor desconhecido ao tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.

Os arquivos, extraídos de celulares e computadores a partir de apreensões e quebras de sigilo, mostram conversas entre envolvidos na tentativa de golpe de Estado e, segundo as investigações, revelam a participação de militares e civis no plano de tentar pôr fim à democracia brasileira.

*O Cafezinho

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Operação contra Carlos Bolsonaro deve levar PF a Jair

Investigado por arapongagem, Zero Dois sempre deixou claro que cumpria ordens do pai.

Depois de se eleger presidente, Jair Bolsonaro informou que presentearia o filho Carlos com a Secretaria de Comunicação Social. “O cara é uma fera nas mídias sociais. Tem tudo para dar certo”, justificou. A ideia pegou mal, e o capitão desistiu do ato de nepotismo explícito. O Zero Dois não virou ministro, mas se tornaria uma eminência parda do governo.

Carluxo fabricou crises, derrubou ministros e comandou o famigerado gabinete do ódio. Sem cargo formal em Brasília, ganhou o apelido de vereador federal. O pai preferia chamá-lo de “meu pit bull”. Um cão feroz, sempre a postos para morder a canela dos adversários.

Em março de 2020, o ex-ministro Gustavo Bebianno disse que o Zero Dois queria criar uma “Abin paralela”. Um sistema de informações clandestino, que não deixaria rastros de suas atividades. Agora a Polícia Federal acredita que essa ideia também ficou pelo caminho. Os Bolsonaro acharam mais útil capturar a Abin oficial.

Na decisão que autorizou as buscas desta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes enumerou provas do “desvirtuamento” da agência no governo passado. Em vez de produzir inteligência para o Estado, a Abin fez arapongagem para o clã. Ajudou a bisbilhotar opositores e obstruir investigações que ameaçavam os filhos do presidente.

A espionagem usou um programa israelense que descobre a localização de pessoas pelo sinal do celular. A ferramenta foi acionada ilegalmente contra congressistas, uma promotora do caso Marielle e ao menos dois ministros do Supremo. A Abin era comandada por Alexandre Ramagem, hoje deputado e pré-candidato a prefeito do Rio. Acima dele estava o general Augusto Heleno, que será ouvido na semana que vem.

Para a PF, Carluxo integrava o “núcleo político” da quadrilha. Como ele nunca fez nada para si mesmo, é provável que os investigadores ainda batam na porta do ex-presidente, que agora se diz vítima de “perseguição implacável”.

No primeiro discurso como vereador, o Zero Dois avisou que não devia obediência à legenda pela qual se elegeu: “Falo não em nome do Partido Progressista, mas em nome do Partido do Papai Bolsonaro”. Vinte e quatro anos depois, só mudou a sigla de fachada.

*Bernardo Mello Franco/O Globo

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Após auxílio eleitoreiro, internautas denunciam: ‘Jair Odeia Pobre’

Desesperado com a possibilidade de perder as eleições no primeiro turno, Bolsonaro lança pacote de bondades com prazo para acabar.

A menos de três meses das eleições, o Congresso Nacional deve promulgar em instantes a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2022. A chamada PEC do Desespero aumenta para R$ 600 o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família. Também amplia o vale-gás, além de um benefício de R$ 1.000 aos caminhoneiros, que sofrem com a alta do diesel, e outro auxílio pra taxistas, ainda sem valor definido. As medidas do governo Bolsonaro, no entanto, só valem até dezembro. O que revela o seu caráter eleitoreiro. Os internautas, no entanto, não se deixam enganar. Com mais de 20 mil menções, o tema “Jair odeia pobre” ficou entre os mais comentados do Twitter nesta quinta-feira (14).

Eles lembram, por exemplo, que Bolsonaro foi o único deputado a votar contra a criação do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza em 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Mais recentemente, em meio a pandemia, o governo defendia apenas R$ 200 para o auxílio emergencial. O benefício de R$ 600 só virou realidade graças ao esforço da oposição.

O governo também desprezou a gravidade da pandemia e da situação de desemprego e paralisia econômica. Tanto que não previu nenhum auxílio nos Orçamentos do ano passado e deste. Por isso, para tentar evitar uma derrota já no primeiro turno, correu com a PEC do Desespero, para poder furar o teto de gastos.

Também são inúmeras as declarações de Bolsonaro contra o Bolsa Família. Em 2010, chegou a chamar o programa de “bolsa farelo”. Em 2021, disse que os beneficiários do programa “não sabem fazer quase nada”.

Usuários das redes sociais também destacam que Bolsonaro não reajustou a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), defasada em 24% durante o seu governo. Assim, quem ganha até R$ 1.941 pagará imposto no ano que vem, em mais um prejuízo para os mais pobres.

Confira postagens sobre ‘Jair odeia pobre’

https://twitter.com/RaquelS59045070/status/1547580582460149767?s=20&t=sSZeIGq5SVD_z7MHnLHiiQ

https://twitter.com/HugoNBFarias/status/1547631184561156096?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1547631184561156096%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.redebrasilatual.com.br%2Fpolitica%2F2022%2F07%2Fapos-auxilio-eleitoreiro-internautas-denunciam-jair-odeia-pobre%2F

*Com Rede Brasil Atual

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Queiroz, amigo com papel central na vida familiar do clã Bolsonaro – Episódio 3

Da jornalista Juliana Dal Piva – O terceiro episódio do podcast “UOL Investiga – A vida Secreta de Jair” conta como o policial Fabrício Queiroz assume um papel fundamental junto ao clã e os gabinetes após o fim do casamento de Jair Bolsonaro com Ana Cristina Siqueira Valle. Também revela como eram os bastidores, brigas e o relacionamento da família Queiroz com o presidente Jair Bolsonaro.

Ouça:

*Publicado originalmente no Uol

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A vida secreta de Bolsonaro – EPISÓDIO 2 “OS SEGREDOS DO COFRE DA EX”

Juliana Dal Piva – O escândalo das rachadinhas, nome popular para a prática criminosa do peculato, revela o passado oculto do presidente Jair Bolsonaro. Este é o tema do podcast “UOL Investiga – A Vida Secreta de Jair”. Intitulado “Os segredos do cofre da ex”, o segundo episódio conta a história da união de Jair Bolsonaro com Ana Cristina Siqueira Valle. E como ela é peça-chave para entender as origens do esquema ilegal de devolução de salários nos gabinetes da família Bolsonaro.

Ouça:

*Com informações do Uol

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A vida secreta de Jair

Uma série de reportagens da Jornalista Juliana Dal Piva, no Uol.
Queiroz, escondido na casa do advogado da família Bolsonaro, diz a Márcia, sua mulher, que não pode ligar para “os meninos de Rio das Pedras” por conta de um pedido de um amigo. Para o MP, é referência aos milicianos da comunidade. Queiroz tentava não ser rastreado.

Veja:

*Da redação

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Quantos dos aliados de Bolsonaro nas polícias são gente como Adriano da Nóbrega?

Investigação sobre ‘o cara da casa de vidro’ deve prosseguir com o máximo de cuidado.

O site de notícias The Intercept Brasil teve acesso a um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro em que são apresentados os resultados da quebra de sigilo telefônico do miliciano Adriano da Nóbrega, chefe da milícia Escritório do Crime, acusada pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.

No relatório, pessoas próximas a Adriano fazem referências a contatos com pessoas identificadas pelos investigadores como “Jair”, “O Cara da Casa de Vidro” e “HNI (PRESIDENTE)”, ocorridos logo após a morte do miliciano. Membros do Ministério Público ouvidos em off pelo Intercept suspeitam que se trata do presidente da República, Jair Bolsonaro.

A proximidade do presidente da República com o Adriano da Nóbrega é bem documentada. O miliciano foi homenageado por Jair Bolsonaro e por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, em várias ocasiões. A irmã e a mãe de Nóbrega eram funcionárias do gabinete do filho do presidente da República e são suspeitas de terem participado do esquema criminoso de repartição de verbas conhecido como “rachadinha”.

A hipótese de que Bolsonaro seria “o homem da casa de vidro” (que, se confirmada a suspeita, seria o Palácio da Alvorada) é plausível por outro motivo: logo depois das interceptações, o Ministério Público ordenou a suspensão do grampo. Os MPs estaduais não podem investigar o presidente da República. Se o nome de Jair Bolsonaro aparecer em uma investigação, ela deve ser interrompida e remetida à Procuradoria-Geral da República.

É obviamente possível que “Jair” seja outro Jair que não o Bolsonaro, que o “homem” more em uma casa de vidro que não seja o Palácio da Alvorada, ou que, forçando um pouco a barra, “HNI (Presidente)” seja outro “homem não identificado” (HNI), amigo de Adriano da Nóbrega que fosse presidente de alguma outra coisa que não a República.

É preciso prosseguir na investigação com o máximo de cuidado, responsabilidade e transparência, preservando todo o benefício da dúvida em favor de Bolsonaro.

Por outro lado, se logo no começo da investigação da Odebrecht tivesse aparecido uma transferência bancária para um sujeito identificado como “Presidente”, Lula teria sido preso como suspeito em cinco minutos.

A proximidade de Bolsonaro com milicianos não é só um problema gravíssimo do passado do presidente. Há gente razoável que teme que, à medida em que perde apoio nas Forças Armadas, Bolsonaro passe a incentivar a radicalização das polícias.

Eu gostaria de saber se há, entre os aliados atuais de Bolsonaro na polícia, mais gente como o ex-PM Adriano da Nóbrega.

Aqui você pode dizer: não seria o caso de centrar nossa atenção nos crimes cometidos por Bolsonaro durante a pandemia, crimes muito maiores, muito mais documentados, flagrantes?

São duas investigações paralelas. Nada impede que as duas sejam conduzidas simultaneamente, por autoridades diferentes. No momento, a prioridade é a CPI dos 400 mil mortos, que, se trabalhar direito, colocará o presidente da República na cadeia.

Mas a Vaza Jato, última grande denúncia do pessoal do Intercept Brasil, também demorou algum tempo até gerar desdobramentos jurídicos importantes. Dependendo de como a política se mova, desta vez pode acontecer a mesma coisa.

*Celso Rocha de Barros/Folha

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