Ao fim e ao cabo, Lula impôs duas derrotas consecutivas ao fascismo paratatá. Bolsonaro perdeu duas eleições seguidas para Lula e assistiu, impotente, ao projeto político que construiu em torno do ódio, da mentira e da perseguição ser derrotado nas urnas.
A história reservou a Bolsonaro uma ironia difícil de engolir: depois de transformar Lula em seu principal adversário, passou a vida política tentando derrotá-lo e terminou acumulando duas derrotas consecutivas para o mesmo homem. Não conseguiu dar o troco, não conseguiu reverter o resultado e tampouco conseguiu impedir que Lula seguisse ocupando o centro da política brasileira.
O bolsonarismo apostou na intimidação, no ressentimento, na desinformação e na destruição dos adversários. Acreditou que o ódio seria uma força eleitoral inesgotável. Mas encontrou um limite nas urnas.
Bolsonaro queria entrar para a história como o homem que derrotou Lula. Acabou marcado como aquele que perdeu duas vezes para ele. E, dessa vez, não haverá revanche eleitoral. A conta chegou, e a história não costuma oferecer prorrogação para quem se recusa a aprender com as próprias derrotas.
Dois fatos inéditos nas duas vitórias de Lula sobre Bolsonaro: Bolsonaro é o primeiro presidente da Repúbica a não se reeleger ao perder para Lula. Lula, por sua vez, inaugurou uma virada histórica no segundo turno.
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