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Pesquisa TMC/Alfa mostra Lula 14 pontos à frente de Flávio Bolsonaro

Pesquisa TMC/Instituto Alfa: Lula tem 43% contra 29% de Flávio no 1º turno e venceria todos no 2º turno

Pesquisa do Instituto Alfa Inteligência encomendado pela TMC (Transamérica Media Company), divulgado nesta sexta-feira (31), mostra o presidente Lula (PT) com 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de 14 pontos percentuais entre os dois principais candidatos coloca Lula em vantagem, mas a soma dos adversários (47%) ainda supera os números do presidente, o que mantém, em aberto, a chance de vitória logo no primeiro turno.

Nos cenários de segundo turno, o presidente venceria todos os adversários testados: contra Flávio Bolsonaro, tem 48% contra 41% do senador. A pesquisa ouviu 2.700 eleitores entre 23 e 28 de julho, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04488/2026

  • Principais números da pesquisa TMC/Instituto Alfa
    1º turno (estimulado): Lula (PT) 43%, Flávio Bolsonaro (PL) 29%, Ronaldo Caiado (PSD) 7%, Romeu Zema (Novo) 6%, Renan Santos (Missão) 3%, Augusto Cury (Avante) 1%. Brancos/nulos somam 8% e não sabem/não responderam, 2%.
  • Evolução em relação a junho: Lula avançou três pontos percentuais (de 40% para 43%), enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 31% para 29%.
  • 2º turno: Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48% a 41%; Ronaldo Caiado por 45% a 40%; Romeu Zema por 46% a 37%; e Renan Santos por 46% a 32%.
  • Aprovação do governo: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, contra 51% que desaprovam. Em relação a junho, a aprovação subiu de 42% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 56% para 51%.
  • Cenário de primeiro turno: Lula lidera, mas vitória no 1º turno não está descartada
  • No primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. O terceiro colocado, Ronaldo Caiado (PSD), tem 7%, e Romeu Zema (Novo) aparece com 6%. Os demais candidatos não alcançam 3% das intenções de voto.

Depois de devassa contra Lula, Lava Jato diz não ter provas contra ele -  Vermelho

O jornalista Fernando Molica, colunista da TMC, destacou que a soma dos adversários de Lula chega a 47%, contra 43% do petista — uma diferença de 4 pontos percentuais que, considerando a margem de erro de 1,8 ponto (3,6 pontos no total), coloca a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro do limite estatístico. “A vitória no 1º turno não é uma possibilidade completamente descartada”, afirmou Molica.

Segundo turno: Lula venceria todos os adversários
Nos cenários de segundo turno, o presidente Lula aparece à frente em todas as simulações. Contra Flávio Bolsonaro, o placar é de 48% a 41%. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula venceria por 45% a 40%; contra Romeu Zema, por 46% a 37%; e contra Renan Santos, por 46% a 32%.

Aprovação do governo e recortes regionais
A avaliação do governo Lula apresenta um equilíbrio com leve vantagem da percepção negativa: 47% aprovam a forma de administrar do presidente, enquanto 51% desaprovam. Em relação à pesquisa anterior, houve melhora: a aprovação subiu de 42% para 47%, e a desaprovação caiu de 56% para 51%.

O levantamento revela uma divisão regional acentuada. No Nordeste, 60% aprovam a gestão de Lula, contra 36% de desaprovação. No Norte, a aprovação é de 51%, contra 47% de desaprovação. Já no Centro-Oeste, a desaprovação chega a 64%; no Sul, 60% desaprovam; e no Sudeste, a rejeição também supera a aprovação.

A pesquisa também aponta que 48% dos brasileiros acreditam que a vida das pessoas melhorou nos últimos anos, enquanto 44% avaliam que piorou.

*TVTNews


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Política

Pesquisa Ipec: As periferias rejeitam Bolsonaro

Pesquisas do Instituto Ipec —fundado por antigos executivos do Ibope— mostram que a rejeição do presidente Jair Bolsonaro cresceu muito mais entre os eleitores que moram nas periferias das grandes cidades do que em outros segmentos da população brasileira.

De acordo com o Ipec, a rejeição de Bolsonaro nessa camada da população subiu 14 pontos percentuais entre fevereiro e junho —de 53% para 67%. A alta é mais que o dobro da registrada no eleitorado em geral, que foi de seis pontos no mesmo período (de 56% para 62%).

A última pesquisa Ipec mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% das intenções de voto, mais que o dobro de Bolsonaro, que aparece com 23%. Ciro Gomes (PDT) marca 7%, João Doria (PSDB) foi lembrado por 5% dos eleitores, enquanto o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) aparece com 3%.

A queda abrupta de popularidade ameaça reverter os resultados obtidos por Bolsonaro em cidades importantes na eleição de 2018. No segundo turno, o presidente derrotou Fernando Haddad em toda a Região Metropolitana do Rio de Janeiro —área que havia se consolidado como petista nos pleitos anteriores. Na Baixada Fluminense, obteve mais de 60% dos votos. O presidente também teve desempenhos importantes em capitais nordestinas, tendo vencido em Maceió, Natal e João Pessoa, por exemplo.

O aumento na rejeição de Bolsonaro também se reflete especialmente entre evangélicos, eleitores que ganham até 1 salário mínimo, que têm de cinco a oito anos de escolaridade, assim como os na faixa entre 25 e 34 anos. Esse público engloba justamente o perfil do trabalhador com baixa escolaridade das periferias das grandes cidades, afetado pela crise econômica agravada pela pandemia de covid-19.

O crescimento da rejeição de Bolsonaro na periferia contrasta com o desempenho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — livre das condenações na Lava Jato, ele viu sua rejeição cair de 45% para 39% entre esse eleitorado no mesmo período. De olho no eleitor urbano com menor renda —público no qual o PT viu sua influência minguar após o impeachment de Dilma Rousseff, Lula tem procurado obter o apoio de lideranças evangélicas.

A rejeição a Lula caiu 15 pontos percentuais entre os eleitores que ganham de 1 a 2 salários mínimos. O mesmo ocorreu entre os moradores de cidades com menos de 50 mil habitantes. Já no Sul do Brasil —que entregou grandes votações a Bolsonaro em 2018— a redução da rejeição do petista foi de 13 pontos percentuais.

*Com informações do Uol

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