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Festa! Comissão da Câmara barra manobra bolsonarista e aprova fim da escala 6×1

Um acordo entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê a votação da PEC em plenário, em dois turnos, nesta quarta-feira (27)

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e apenas 4 contrários, a proposta de emenda à Constituição (PEC), que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de descanso).

Um acordo entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê a votação da PEC em plenário, em dois turnos, ainda nesta quarta-feira.

“A 6×1 tem de acabar, quero viver e não apenas trabalhar”, gritaram a palavra de ordem os deputados da base do governo na vitória sobre um destaque de preferência apresentado pelo PL, uma manobra para evitar a aprovação da matéria.

Vice-presidente da comissão especial e autora de projeto de igual teor, a deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), disse que o parlamento está vivendo “um tempo histórico, porque centenas de milhões de brasileiros vão ser beneficiados”.

“Esses brasileiros que pegam ônibus lotado todas as manhãs são, em sua grande maioria, mulheres, e a gente precisa ressaltar isso, mulheres negras. Essa população brasileira precisa ser valorizada, que é responsabilidade nossa para esses brasileiros e para essas brasileiras”, festeja a deputada.

Durante a sessão, os deputados bolsonaristas passaram a defender o texto da PEC, de autoria de Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a escala 4×3 (quatro dias de trabalho com três de descanso). A manobra foi feita após 62 parlamentares do PL terem assinado a emenda, rejeitada pelo relator, para adiar por dez anos a entrada em vigor desses benefícios aos trabalhadores.

“Nós recebemos com profundo espanto, mas não surpresa, a manobra covarde praticada pelo PL de tentar enterrar aquilo que com muito esforço foi construído”, critica Erika, autora da proposta.

O texto aprovado do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), é simples e propõe em nove artigos a adoção imediata do modelo 5×2 (cinco dias de trabalho com dois dias de folga) e a redução de 44 para 42 horas a partir de 60 dias da promulgação. Após 12 meses da promulgação, a jornada será reduzida para as 40 horas.

Além disso, estão preservadas a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados de áreas essenciais como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana.

“A PEC em votação na Câmara hoje elimina a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, com efeitos já em 2026 e sem redução salarial. Para o PCdoB e para o movimento sindical, essa não é só uma pauta legislativa, é uma conquista da classe trabalhadora construída há décadas”, disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

O deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) considera uma votação histórica. “Mais de 33 milhões de brasileiros trabalham nessa escala. São pessoas que abrem mão do descanso, do convívio com a família, da própria saúde para sobreviver”, disse.

“Estamos caminhando para mais uma conquista histórica para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil! Uma luta árdua de todos e todas que estão ao lado de quem move o país”, comemora o vice-líder do governo no Congresso, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). Vermelho.


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Governo Lula é aprovado por 67,6% dos brasileiros, mostra pesquisa CNT/MDA

Percentual leva em conta os brasileiros que consideram a gestão federal “ótima”, “boa” ou “regular”. Os que desaprovam somam 30,8%

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em parceria com o instituto MDA, aponta que 67,6% dos brasileiros aprovam o governo Lula (PT), considerando sua gestão “ótima”, “boa” ou “regular”. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (12), revela que 30,8% dos entrevistados classificam o governo de forma negativa, seja como “ruim” ou “péssimo”, o maior percentual desde o início do atual mandato.

Conforme os dados da pesquisa, o índice de aprovação se distribui entre 12,2% que consideram a gestão “ótima” e 23,3% que a avaliam como “boa”. Outros 32,1% dos brasileiros avaliam o governo como “regular”, reforçando uma base de aprovação ampla, mas com diferenciações no nível de entusiasmo com as políticas atuais. Esses números indicam que, apesar dos desafios enfrentados pela administração federal, ainda há um nível significativo de apoio, especialmente em setores que mantêm uma visão moderada e esperançosa sobre a gestão.

Metodologia – O instituto MDA entrevistou 2.002 pessoas presencialmente em diversas regiões do Brasil, entre os dias 6 e 9 de novembro, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%.