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Privatiza que melhora: Sabesp privatizada e calor extremo, Tarcísio ainda pede para a população economizar água em São Paulo

Reservatórios operam perto de 20% e consumo sobe até 60% com onda de calor; governo pede banhos rápidos e suspensão de usos não essenciais.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, pediu que a população economize água diante da queda nos níveis dos reservatórios e da estiagem prolongada no Estado, em meio a uma onda de calor que elevou drasticamente o consumo. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que o momento exige atenção e cooperação coletiva para evitar que a crise hídrica se agrave.

A informação foi publicada pelo jornal Estado de S. Paulo, que relatou o apelo do governador e o alerta divulgado pelo governo paulista para “redução imediata do consumo de água” no Estado.

“Todos precisam fazer a sua parte. É importante que a população utilize com consciência”, disse Tarcísio, ao reforçar a necessidade de evitar desperdícios.

Calor extremo pressiona o sistema e eleva consumo
O pedido ocorre em um cenário de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média, com impacto direto sobre os principais mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. Na quinta-feira, 25, quando a capital paulista registrou 35,9 ºC, o governo estadual divulgou um alerta pedindo medidas imediatas de economia.

Segundo o governo paulista, a onda de calor que atinge o Estado desde a semana anterior provocou um aumento de até 60% no consumo de água, sobrecarregando a rede e reduzindo a capacidade de recomposição dos reservatórios.

“Redução imediata” e medidas emergenciais para evitar colapso
No comunicado oficial, o governo recomendou que os moradores tomem banhos rápidos, evitem desperdícios e suspendam usos considerados não essenciais, como lavar carros, lavar calçadas ou encher piscinas.

“O uso da água deve ser priorizado para alimentação e higiene pessoal. A colaboração da população é fundamental para garantir a regularidade do abastecimento”, diz o texto divulgado.

A orientação surge no momento em que sistemas estratégicos do abastecimento operam em patamares críticos. O Sistema Cantareira, um dos principais responsáveis pelo abastecimento da Grande São Paulo, está com apenas 20% do seu volume operacional.

O governo informou ainda que o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne sete mananciais e abastece a Região Metropolitana, opera com 26,42% da capacidade de armazenamento. Reservatórios fundamentais como o Alto Tietê e o próprio Cantareira seguem próximos do patamar de 20%, situação considerada preocupante em um período de forte calor.

Investimentos não resolvem crise no curto prazo, admite Tarcísio
O governador afirmou que o Estado mantém obras e investimentos para reforçar a segurança hídrica, mas reconheceu que ações estruturais não são suficientes para enfrentar o problema imediatamente.

“Há obras em curso, ligação de bacias, mas isso não basta. O que pudermos economizar será importante”, afirmou.

Chuvas abaixo da média e pressão noturna reduzida
Além do consumo crescente, o volume de chuvas continua abaixo do esperado. De acordo com os dados citados, o acumulado de novembro foi de 108,1 milímetros, enquanto a média histórica do período é de 150,6 mm.

Desde agosto, o governo paulista, em parceria com a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), determinou a redução da pressão noturna da água na região metropolitana, com o objetivo de preservar os mananciais e reduzir perdas.

Como medida preventiva, a Sabesp tem reforçado o abastecimento em determinadas áreas com apoio de caminhões-pipa, especialmente em regiões mais sensíveis à oscilação da rede.

Reclamações e interrupções: áreas altas são mais afetadas
Nas redes sociais da Sabesp, moradores relatam falta de água e instabilidade no fornecimento. Em nota, a empresa disse que vem registrando aumento expressivo no consumo em dias muito quentes, o que provoca “oscilações pontuais” no abastecimento e exige ajustes operacionais constantes.

Segundo a companhia, as áreas mais altas da Região Metropolitana são as mais afetadas por causa da menor pressão na rede. Já as regiões mais baixas, de acordo com a Sabesp, seguem sendo abastecidas normalmente.

Em dias considerados “normais”, a empresa produz cerca de 66 mil litros de água por segundo. Nos últimos dias, porém, precisou elevar a produção para cerca de 72 mil litros por segundo, evidenciando a pressão sobre o sistema em meio ao calor extremo e aos reservatórios em nível crítico. 247


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Mundo

Calor extremo não dá trégua no hemisfério norte com temperaturas de até 54ºC

Na Grécia, a Acrópole de Atenas, onde fica o Partenon, permanecerá fechada durante o período de maior temperatura pelo terceiro dia consecutivo.

Dezenas de milhões de pessoas enfrentavam neste domingo, 16, uma onda de calor extremo em vários países do hemisfério norte, com previsões de temperaturas recordes nos Estados Unidos, Europa e na Ásia, em mais uma demonstração das consequências da mudança climática.

No centro e sul da Califórnia, os termômetros registraram máximas de entre 41°C e 45°C, de acordo com o NWS.

Na região do Vale da Morte, a temperatura atingiu 51°C. A previsão para domingo é de 54 graus.

“Quando bebo apenas água, eu fico tonto, quero vomitar por causa do calor, preciso de outra coisa, uma Coca-Cola, um Gatorade, e gelado, para conseguir ficar bem”, declarou à AFP um mexicano de 28 anos, que se identificou apenas como Juan, que trabalha no setor da construção em Houston, Texas.

35°C em Berlim
Na Europa, onde o aquecimento avança duas vezes mais rápido que a média mundial, segundo os cientistas, vários países enfrentam temperaturas extremas.

Na Itália, 16 cidades estão em alerta vermelho neste domingo, com máximas de 36 e 37 graus centígrados em Roma e Bolonha. O serviço meteorológico do país destacou que teme “a onda de calor mais intensa do verão, mas também uma das mais intensas da história”.

A Alemanha também sofre e no sábado a temperatura atingiu 37,9ºC na cidade bávara de Möhrendorf-Kleinseebach, sul do país. Berlim registrou 35 graus e Munique 34.

Na Espanha, a meteorologia alertou para uma nova onda de calor entre segunda-feira e quarta-feira, com temperaturas superiores aos 40ºC na região da Andaluzia. Na ilha de La Palma, um incêndio queimou 5.000 hectares no fim de semana e obrigou 4.000 moradores a deixar a região.

Na Grécia, a Acrópole de Atenas, onde fica o Partenon, permanecerá fechada durante o período de maior temperatura, entre 11h30 e 17h30 locais, pelo terceiro dia consecutivo. A temperatura pode atingir 41ºC.

As autoridades gregas também emitiram alertas para o risco de incêndios, com previsões de ventos de 40 a 60 km/h no Mar Egeu.

O aumento da temperatura também provoca a propagação das chamas.

Incêndios e chuvas
No sul da Califórnia, os bombeiros lutam desde sexta-feira contra vários incêndios que destruíram mais de 1.200 hectares e obrigaram centenas de pessoas a procurar abrigos.
No Canadá, mais de 10 milhões de hectares foram destruídos por incêndios desde o início do ano, um balanço muito superior ao registrado pelo país em 2022. Os dados, considerados provisórios, registravam 906 focos ativos no sábado em todo o país, incluindo 570 fora de controle, de acordo com o Centro Interagências Canadense de Incêndios Florestais (CIFFC, na sigla em inglês).

Na Ásia, as tempestades se unem ao calor extremo.

Na Coreia do Sul, as equipes de emergência tentavam alcançar as pessoas bloqueadas em um túnel inundado. As fortes chuvas nos últimos dias deixaram pelo menos 37 mortos e nove desaparecidos no país.

O país enfrenta o pior momento da temporada de monções de verão, com mais chuvas previstas até quarta-feira.

No Japão, as autoridades emitiram um alerta para o risco de insolação em 20 dos 47 municípios do país devido a temperaturas próximas de 40 graus em muitas cidades, incluindo Tóquio.

Ao mesmo tempo que o calor extremo afeta o leste e sudoeste do arquipélago, outras áreas do país enfrentam chuvas torrenciais.

Um homem foi encontrado morto neste domingo em seu carro depois que foi surpreendido pelas chuvas no norte do país. Sete pessoas faleceram na semana passada vítimas das inundações no país.

No norte da Índia, as chuvas de monção mataram 90 pessoas nas últimas semanas, depois de um período de calor extremo.

A China emitiu vários alertas para temperaturas elevadas e informou que os termômetros podem atingir 45 graus na região Xinjiang, parcialmente desértica, e 39ºC na região de Guangxi (sul).

O calor é um dos eventos meteorológicos mais letais, recordou recentemente a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

No verão do ano passado, mais de 60.000 pessoas morreram em consequência do calor apenas na Europa, indicou um estudo recente.

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