O bolsonarismo passivo não é apenas um eleitorado fiel: é também um público submetido diariamente a uma operação de influência que combina desinformação, manipulação emocional e interesses econômicos e geopolíticos. De um lado, a velha mídia seleciona os assuntos que merecem destaque, define os personagens que devem ser protegidos e escolhe aqueles que serão submetidos ao desgaste permanente. Do outro, as big techs controlam plataformas cujos algoritmos podem ampliar determinados conteúdos, reforçar bolhas e transformar propaganda política em aparente opinião espontânea.
O resultado é um eleitorado frequentemente conduzido a reagir mais pelo medo, pelo ódio e pela repetição de slogans do que pela análise concreta dos fatos. Enquanto isso, questões fundamentais para o Brasil — soberania nacional, desenvolvimento econômico, empregos, saúde pública e proteção dos recursos estratégicos — são empurradas para segundo plano.
A situação se torna ainda mais preocupante quando setores da direita brasileira passam a tratar interesses estrangeiros como se fossem automaticamente interesses nacionais. A defesa de pressões externas, sanções ou interferências políticas em nome de uma suposta luta pela liberdade pode acabar colocando a soberania brasileira em segundo plano.
O problema não é a existência de opiniões conservadoras, mas a transformação de cidadãos em instrumentos de projetos políticos que nem sempre atendem às necessidades do próprio povo brasileiro.
A velha mídia pode apresentar seus editoriais como jornalismo imparcial. As plataformas digitais podem se vender como espaços neutros de livre expressão. Mas nenhuma dessas estruturas está acima de interesses econômicos, disputas de poder e escolhas editoriais ou algorítmicas. Isso exige fiscalização, transparência e senso crítico — não submissão.
O Brasil não pode ser tratado como território de experimentação para estratégias de influência estrangeira, nem seu povo como massa de manobra de grupos políticos, empresariais ou midiáticos.
A soberania popular começa quando o cidadão deixa de aceitar passivamente a narrativa que lhe entregam e passa a perguntar: quem está se beneficiando dessa campanha, quem está pagando a conta e quais interesses estão sendo defendidos em nome do Brasil?
Na prática, esse é o royal street flush arquitetônico que a direita brasileira, sobretudo a direita miliciana tenta operar com suas cartas marcadas nessa eleição.
Nesse momento, o STF está na berlinda. Tudo é feito numa faixa elástica da narrativa dos manipuladores, mas a coisa acabou sobrando pesadamente para André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Fux, mesmo que a mídia insista em usar apenas Alexandre de Moraes como Cristo, quando, na verdade, esses personagens, incluindo Toffoli, estão a bordo de uma espécie de naufrágio do titanic jurídico que o Brasil assiste.
Está longe, bem longe de ser verdade que isso atingiu a imagem do presidente Lula, simplesmente porque ele não tem a ver com essa história.
Quem deu aval para a criação do Banco Master foi Bolsonaro. Tudo indica que, em troca, recebeu uma parcela de sociedade na empreitada do submundo do crime.
Talvez esteja aí o motivo dos R$ 134 milhões do suposto financiamento do filme Dark Horse para servir como lavanderia desse esquema.
O fato é que a coisa não parou aí e a lavra de todos os personagens marcantes nesse alto bordo faz parte justamente do universo bolsonarista. Isso já foi percebido pela sociedade, mesmo a mídia utilizando palavras ajeitadoras para livrar a cara de aliados e dar maior visibildade ao envolvimento de quem ela considera inimigo do bolsonarismo.
Seja como for, Flavio Bolsonaro tem como madrinhas de sua campanha a mídia e as big techs, tão corruptas quanto ele e seu clã para atender interesses dos EUA ou da Faria Lima.
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