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Abrir uma página dos jornalões no Brasil é como abrir a tampa de um esgoto

O esforço para construir um figurino vitorioso de Flavio Bolsonaro, chega a ser ofensivo à população brasileira de tão fedorento.

Mas quem, dentro desse fundo de fossa em que se transformou a mídia industrial, está preocupado com isso? À exceção de alguns heróicos jornalistas, que são minoria diante de um mar de merda editorialista, as análises, que não passam de futricas brejeiras, não há a menor condição de serem lidas já na manchete, de tão rastaquera e desrespeitosa com a inteligência alheia.

A impresssão que se tem é a de que, quanto mais a sociedade avança rumo a uma proposta de civilização menos desigual, mais a curriola oligárquica dentro das redações ganha poder de narrativa. Mesmo os velhos ilusionistas do Brasil Estadinho, onde as privatizações são vendidas como a oitava maravilha, a coisa resulta apenas na materialização de um lobby tosco a serviço dos abutres de sempre, que operam nas sombras contra o povo brasileiro e, consequentemente, contra o Brasil.

Mas quando a coisa pega no meio da população e coloca Alcolumbre como o segundo político mais defenestrado, sendo Hugo Motta o primeiro, com 87% de reprovação, como apontou a pesquisa Atlas,  que Alcolumbre tem 81% de repúdio, melhor dizendo, nojo da população até o mais alto corueno no Estadão sapeca em garrafais, a chamada, “Alcolumbre é o símbolo da degradação do Senado”.

Nada de novidade para a população, apenas a constatação de que o sacripanta, que foge das investigações do Master como o diabo da cruz, não passa de um Dick Vigarista que, em última análise, comandou o chiqueiro no Senado tanto para a reprovação de Jorge Messias quanto para a dosimetria, numa espécie de PEC da bandidagem 2.0.

Agora até o Estadão tapa o nariz para essa imundície, mostrando que o Congresso como um todo, dominado pelo bolsonarismo, é o lugar  mais sujo do país.

Na verdade, aquilo é o próprio sinônimo da mídia, é a reprodução da conduta jornalística que reflete o intestino das redações espelhadas por um legislativo de esgoto. É o famoso lá e cá.

Dependendo da reação da sociedade e a pressão que esse bando pode sofrer, muda de galho omo qualquer ave de rapina ou se esconde nos buracos e frestas do próprio esgoto, como fazem os ratos assustados,


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Depois do debate deste domingo, Marçal sumiu das manchetes dos jornalões

Dos três melhores colocados nas pesquisas, Boulos, Marçal e Nunes, a mídia só não quer um, Boulos, os outros dois, dane-se quem ganhar, porque são de fato lados opostos da mesma moeda.

Tudo indica que a mídia caiu na real e que o coach pode virar uma espécie de Pablo Russomano. O sujeito, que já gastou todo o seu repertório de molecagens, não andou em campo e nem viu  cor da bola no debate da TV Gazeta. Ou era rebatido com intensidade pelos outros candidatos ou virava uma espécie de matéria morta em que ninguém lhe dirigia qualquer pergunta.

No final, dava para perceber as sensações póstumas que Pablo provocou no meio da mídia corporativa, depois que verificou que o “furacão” Pablo pode ser um sopro de decepção na disputa pela prefeitura de São Paulo.