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Vídeo: Globo desmente Flávio sobre deboche de Bolsonaro a vítimas da Covid

Durante o debate presidencial transmitido pela Rede Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mentiu para defender a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O cruzamento de dados com checagens feitas por agências de fatos e veículos da imprensa profissional, como o serviço Fato ou Fake, do g1, e o Estadão Verifica, desmente as afirmações do parlamentar sobre a atuação do ex-governo na pandemia da covid-19 e o valor do programa Bolsa Família.

Ao responder sobre a postura do ex-presidente durante a crise sanitária, Flávio afirmou que um vídeo em que Jair Bolsonaro aparece “suspirando” não se tratava de um deboche sobre pacientes em estado grave.

O senador solicitou que sua equipe publicasse no Instagram a “versão real” do trecho, alegando que o pai apenas criticava a orientação médica de esperar sentir falta de ar para procurar um hospital em um momento em que “não havia vacinas”. A checagem do Fato ou Fake classificou a declaração como falsa.

A gravação divulgada pela equipe do senador foi editada, omitindo cerca de 30 segundos do material original transmitido em uma live oficial de 18 de março de 2021. Agências de checagem relembraram que Bolsonaro imitou publicamente cidadãos sufocando por falta de ar em mais de uma oportunidade durante transmissões ao vivo naquele ano.

A alegação de que não havia imunizantes no período também é falsa: a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil teve início oficialmente em 17 de janeiro de 2021, com a aplicação da CoronaVac em São Paulo, dois meses antes da transmissão citada, quando o país já acumulava centenas de milhares de mortes pela doença. DCM.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou durante o debate o vídeo no qual o então ocupante do Planalto imitou sons de pessoas com falta de ar em decorrência da covid-19.

“Ele não conhece o Brasil. Acho que ele só ouviu falar de Manaus e da região Norte quando o pai dele apareceu na televisão rindo e imitando uma pessoa asfixiada porque não tinha oxigênio”, disse Lula.

Flávio rebateu: “Aí esse vídeo, eu peço que a minha equipe coloque agora no meu Instagram o vídeo real sobre o Bolsonaro ter aquele vídeo dele suspirando e ele fala que estava debochando das pessoas que estavam sem ar. É mentira”.

Em transmissão ao vivo em março de 2020, no começo da pandemia, o então presidente imitou o som de uma pessoa com insuficiência respiratória ao defender que a população procurasse unidades de saúde apenas se apresentasse sintomas mais graves, argumento pregado pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

A negativa de Flávio foi feita pouco depois de o então presidente ter negado que houve falta de oxigênio em Manaus, no pico da Ômicron, quando a ausência de estoques levou à morte de pacientes e gerou investigação.


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MPF pede a justiça que governo pague R$ 62,5 bi a famílias de vítimas da Covid

Ministério Público Federal pediu à Justiça que a União seja condenada a reparar as perdas das famílias e vítimas da Covid-19.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça, nesta quarta-feira (15/12), ação civil pública para que o governo federal seja condenado a reparar as perdas das famílias e vítimas da Covid-19. O órgão pede indenização por danos morais e materiais, informa o Metrópoles.

Na ação, os procuradores solicitam que as famílias dos mortos sejam indenizadas em, pelo menos, R$ 100 mil, e as famílias de sobreviventes com sequelas graves ou persistentes, em R$ 50 mil. Além dessa indenização, R$ 1 bilhão deve ser revertido ao Fundo Federal dos Direitos Difusos, para ser aplicado em ações, programas ou projetos de desenvolvimento científico.

O órgão também pede a declaração expressa de desculpas do governo brasileiro às famílias das vítimas. Para os procuradores, os gestores federais agiram de forma omissa e injustificada na aquisição tempestiva de vacinas e na realização de campanhas informativas e educacionais. Além disso, também apontam omissão da União ao coordenar o combate à pandemia.

Até essa terça-feira (14/12), 616.970 brasileiros morreram em decorrência da Covid-19. Além disso, 22,204 milhões de pessoas foram diagnosticadas com a doença. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

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Numa tacada só, Bolsonaro tripudia dos 400 mil mortos por covid e homenageia grupos de extermínio

É muito mais grave do que parece. Bolsonaro não apenas ironiza mortes. A placa “CPF Cancelado” é usada por grupos pró-violência e extermínio policial. Ou seja: Bolsonaro defende publicamente essas práticas. (Jandira Feghali)

A carnificina provocada por Bolsonaro através da covid é resultado da materialização do estrago que a Lava Jato fez no país.

Quando Bolsonaro tripudia da morte de 400 mil brasileiros, exibindo um jargão dos atuais esquadrões da morte, chamados de milícia ou escritório do crime, que se multiplicaram no Brasil depois de sua chegada ao poder, vê-se o alcance do estrago feito não só por Moro e seu bando de Curitiba, mas pelo abc jurídico que foi armado nos tribunais superiores, sobretudo no TRF4 para pintar Lula como corrupto e Moro como herói.

Na verdade, a Lava Jato se transformou numa escuderia Le Cocq do judiciário, tendo em Moro a personalidade central, máxima, vivendo com toda a plenitude.

Os que se filiaram a ele ruminando suas lógicas de extermínio político através de uma caçada implacável ao PT, mas principalmente à Dilma e Lula, desembocou em Bolsonaro que trouxe das sombras um rebanho inteiro de matadores de aluguel como Adriano da Nóbrega e seus comparsas que, agora, está sendo colocado no centro do debate nacional, como a reportagem do Intercept, “O cara da casa de vidro” que mostra a diabólica relação entre o atual ocupante do Palácio do Planalto (casa de vidro) e uma rede de proteção criada em torno de Adriano da Nóbrega, morto na Bahia num suposto confronto com a polícia.

Bolsonaro parece não conseguir se segurar nas suas brincadeiras sádicas e nem na cadeira presidencial. O que tudo indica é que ele está podre o suficiente para se desmanchar e ser varrido como lixo do Palácio do Planalto.

Mas é bom sempre lembrar que Bolsonaro jamais chegaria aonde chegou se não fosse pelas mãos de Moro que também chegou aonde chegou saudado pela burguesia brasileira e elevado a herói nacional pela grande mídia que serve e sempre serviu a essa burguesia contra qualquer liderança de esquerda ou mesmo do campo popular que ameaçasse a hegemonia institucional das classes dominantes.

Essa imagem de Bolsonaro, carregada de sarcasmo com as vítimas da covid e seus familiares e amigos, é das coisas mais nojentas que todo esse complexo golpista produziu no Brasil.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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