25 de janeiro de 2021
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Mais uma privatização anunciada, agora é a vez dos Correios. A sensação é de que, a qualquer momento, acordaremos e não haverá mais Brasil.

A venda da estatal deverá gerar prejuízos ao governo, além de inviabilizar serviços essenciais. É um alerta do presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) o General Juarez Aparecido de Paula Cunha.

Os estudos dessa privatização tiveram início no mês de abril e, na época, o presidente da ECT criticou a venda da estatal.

O General disse que poderá ficar inviável a manutenção da entrega das correspondências convencionais e que a mesma está deficitária, apesar de essencial, mas será inviabilizada se a entrega de encomendas do comércio eletrônico, por exemplo — for vendida à iniciativa privada.

“É um subsídio cruzado. Um lado compensa o outro”, Juarez Cunha. Todos os 5.570 municípios do País contam com pelo menos uma agência dos Correios. Segundo o presidente da ECT, apenas as operações em 341 dessas cidades são lucrativas. Nos 93% dos demais municípios, o serviço dá prejuízo.

Para o general Juarez, “empresa nenhuma vai querer arcar” com os custos da operação deficitária, que ficaria para o governo, acarretando gastos sem a compensação das operações.

Uma privatização a mais, uma a menos, que diferença faz? Não haverá mais Brasil mesmo.

 

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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