6 de março de 2021
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O que Fernando Henrique Cardoso fez com Paulo Francis que o levou à morte foi uma agressão com a mesma intensidade com que o animal Bolsonaro meteu a unha em Miriam Leitão.

O apetite que levou FHC a querer engolir Paulo Francis cru veio da mesma alma provinciana de quem não aceita crítica, já que Francis tinha dito que a diretoria da Petrobras tucana do governo Fernando era um bando de ladrões com contas no exterior.

FHC não conversou, contratou advogados nos Estados Unidos para processar Paulo Francis, logicamente não disse que era ele e sim diretores da Petrobras, usando dinheiro da estatal para fazer com que Paulo Francis engolisse o que havia dito.

Não é segredo para ninguém que o dinheiro usado para pagar os advogados americanos saiu do cofre da Petrobras, o que não aconteceria se não fosse pela ordem do fígado de FHC.

É lógico que, de um jeito torto, o então presidente do Brasil, disse que foi uma questão que envolveu diretores da estatal e Paulo Francis, o que é uma balela.

O brasão reluzente da Presidência da República estava lá com todo o peso financeiro e político surrando a imprensa, mas claro, essa fritura que acabou matando Paulo Francis, foi jogada no colo do quadro de diretores da Petrobras.

O fato é que a Globo jamais mencionou isso e Paulo Francis era um dos seus principais jornalistas. Por isso soa ainda mais falso e ridículo a nota lida por Renata Vasconcelos sobre a liberdade de imprensa, com frases de efeito, mas que, na prática, dependendo de quem agride, a Globo faz ouvidos moucos.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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