18 de abril de 2021
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Fernando Henrique Cardoso escreve hoje mais um dos seus borralhos nos jornalões nativos e se mete a justificar as razões do Estado brasileiro a partir de sua suprema recomendação, com argumentos chumbados pelo neoliberalismo “universal”.

Em meio ao seu tatibitati, FHC traz uma paisagem brasileira que é o próprio nonsense.

No fundo de sua visão crítica ao governo Bolsonaro, no tocante a determinado comportamento, FHC se derrete em elogios ao que tem de pior no governo, que faz esfarelar de velhice precoce a economia brasileira, mostrando que PSL e PSDB, assim como FHC e Bolsonaro, são um troço só.

FHC, do alto de sua majestade, fala como se suas concepções sociológicas não imprimissem aquilo que é da vocação do neoliberalismo, a desnacionalização do país em prol de uma visão universal a partir de uma ferocidade globalizada do sistema financeiro.

Esse é o método oficial para FHC, basta o governo Bolsonaro se entregar ao desfrute do mercado que tudo irá bem. Com isso, busca uma fieira de observações que precisam ser respeitadas por Bolsonaro no que se refere à condição humana dos brasileiros, como se as reformas trabalhista e da Previdência, assim como tantas outras reformas de Bolsonaro, não fossem a tônica do neoliberalismo leonino que FHC defende.

Então, ficou aquele papo de bêbado, quando, na verdade ele deveria, ao invés de cantar vitória na sua pós verdade econômica, alertar Bolsonaro que ele está indo para o mesmo buraco em que FHC se enfiou, destroçando a economia, tacando fogo nas estatais e produzindo uma hecatombe econômica no país que culminou com mais de 20 milhões de desempregados.

Claro que sobre essa barbaridade FHC não falaria, mas o cínico precisava vir, com seus furúnculos retóricos, dizer que estabilizou a moeda num processo histórico de mistificação grotesca e rasteira.

A percepção sensorial de FHC, ou seja, o seu sentir o país é a própria lógica econômica que produziu um Bolsonaro, esse monstro denunciado diariamente por suas atrocidades autoritárias.

FHC deveria enfiar a sua viola no saco e parar de achar que possui o talento de fazer com que as pessoas esqueçam todo o desastre econômico que ele promoveu e alertar a sociedade que o resultado desastroso do governo Bolsonaro será absolutamente igual ao seu.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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