17 de setembro de 2021
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Que cena! Assistam à conversa de gestos entre mãe e filho na encruzilhada boliviana. Ela, indígena a caminho da marcha; ele, militar fardado, a postos para a repressão. Nos próximos dias esse diálogo decidirá o futuro da democracia boliviana. Muitos filhos já desertaram. Oremos. (Saul Leblon)

Chorando, a mãe fala para o filho na língua deles: como você pode fazer isso com seu povo?

É a lei do império americano e as linhas internas de um sistema em que os senhores da terra são os grandes neoliberais do planeta, numa guerra insana contra os pobres, contra os índios que não conseguem encobrir suas próprias contradições.

Mediante a violência de um soldado escravo das ordens dos EUA, ele se depara, através de seu ofício, com sua própria mãe num momento de rebeldia contra a servidão, numa desobediência, a linguagem de guerra formalizada pelos brancos num país marcado por uma divisão racista aonde soldados de origem indígena matam seus próprios irmãos através de um poder fardado que não aceita desobediência ao grande capital.

Nesse caso, o opressor era filho da oprimida e escravo do sistema. A mãe encontra com o filho em linhas cruzadas, com uma frase final que serve como pena de morte para ele: como você pode fazer isso com seu povo?

Imagina o coração dessa mãe. Imagina a dor. Ao mesmo tempo, não dá para ignorar a sua altivez, a sua conduta.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

Produtora cultural

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