22 de junho de 2021
  • 09:52 Governo comprou vacina indiana Covaxin por preço 1.000% mais alto do que o estimado pelo fabricante
  • 22:09 A reação da ABI às agressões de Bolsonaro contra repórter: “renuncia, presidente!”
  • 19:35 Derrota de Bolsonaro: Rosa Weber suspende convocação de governadores pela CPI da Covid
  • 18:49 Quem não sabe governar, tem que bufar, gritar, babar e xingar
  • 16:44 Vídeo: O faniquito de Bolsonaro com repórter da Globo é puro desespero

Um Bolsonaro mais sobressaltado do que o normal hoje em entrevista, mostrou que a água está batendo na bunda.

Prevendo desastres futuros, pelo andar da carruagem, Bolsonaro faz uso da lógica dos desesperados de que a melhor defesa é o ataque. Ou seja, além de não suprimir atritos, o Presidente da República os cria e tenta usar sua gritaria como ópio para seu gado que já começa a mugir menos em sua defesa.

Então, sentindo que o entusiasmo da pastagem anda muxoxo depois das revelações de transferências de Queiroz para Flávio Bolsonaro de uma grana maciça, qualquer abordagem de um jornalista sobre o tema, melindra a realeza, porque Bolsonaro quer fazer barulho para se transformar numa caricatura de si mesmo e, com isso, mudar a direção indicada pelo próprio Queiroz de quem é o chefe geral da organização criminosa que hoje comanda o país.

Bolsonaro se comporta como um peixe pego pelo anzol, não tem como se livrar dele e, daqui por diante, fará o que faz todo peixe quando está nessa condição, debate-se, nada pra lá e pra cá numa velocidade frenética, mas encontra o drama pessoal como resposta ao que já está sacramentado.

A grande dificuldade de Bolsonaro é justamente transferir para seu filho Flávio a responsabilidade dos rolos do Queiroz. Bolsonaro já sabe que ele não engana mais ninguém. E a tendência é se tornar mais agressivo e, ficando mais agressivo, mostra-se mais nu e, estando mais nu, dobrará a aposta na agressividade até lhe sobrar apenas osso.

Essa reação que o vídeo mostra serve como termômetro de um sujeito que está entre a cruz e a caldeirinha e resolve bancar o animal selvagem para tentar alguns segundos de adiamento de “uma pica do tamanho de um cometa”, que vai lhe varar de fora a fora.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: