4 de dezembro de 2020
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O problema do Brasil é que a elite e a mídia se confundem, uma alimenta a outra para se nutrirem dos mesmos privilégios, mesmo de um governo estéril, a mídia e a elite não abandonam Bolsonaro. Se ele não serve para tudo, serve para a selvageria neoliberal. Isso basta para quem só tem uma palavra no dicionário, lucro, não interessando como e nem de onde.

Bolsonaro já veio domesticado como um animal que não ultrapassaria o mata-burro dos assuntos da economia.

Por isso, Paulo Guedes, que é a própria tradução do significado toupeira, permanece sendo o homem que faz o elo entre os interesses do grande capital e o governo nulo de Bolsonaro, enquanto cresce no Brasil o comportamento de selva e a ideia da ignorância ganha status de sabedoria correspondente à necessidade de segregar os mais pobres e tirar qualquer sentido de civilização do campo econômico.

É nesse ambiente que Bolsonaro nada de braçadas, o que, necessariamente, não significa que se fortalece politicamente, mas faz com que se sinta forte, porque pode humilhar generais das Forças Armadas e o judiciário simplesmente não o incomoda.

Bolsonaro entendeu que não precisava ser um bom governante para ser feliz, bastaria compartilhar com o centrão parte do seu poder que a natureza selvagem do baixo clero ficaria surda e muda para os seus erros e alheia aos seus acertos, ou seja, nenhum.

Bolsonaro jogou com a antiga condição humana escancarando que o melhor jeito de governar seria através de suas próprias mãos, mostrando o fisiologismo do olho por olho, dente por dente, exigindo a cegueira do centrão para seu funesto governo em troca de ajuda, na defesa de sua própria cabeça.

Assim, Bolsonaro governa com liberdade absoluta sem precisar fugir ou mentir sobre o seu passado, porque sabe que, protegido pela mídia industrial e pelo próprio mercado, não necessitaria ter um comportamento cauteloso, conduzindo o país a uma espécie de velho oeste debaixo das barbas do judiciário brasileiro.

Bolsonaro governa para o seu mundo e tem liberdade máxima para isso. Pode-se dizer que seu extremismo é este, não abrir mão da batalha que mantém intacto o próprio lar do seu clã familiar.

É certo que o pobre é sua vítima maior, mas como Bolsonaro resolveu envenenar toda a forma de combate à pandemia, do isolamento social, passando pelo uso de máscara à irresponsável propaganda da ineficaz Cloroquina, chegando à guerra com a vacina da China produzida em parceria com o Instituto Butantan, toda a sociedade ficou à mercê de um delinquente que, mesmo vendo seus limites sendo impostos pela sociedade que se avizinha das eleições municipais, numa clara derrota política, seu código moral que vale apenas para quem vive ao seu redor e tem caminhos que busca a convergência com ele, mantém-se em plenitude, mesmo que solitário, do ponto de vista político.

Bolsonaro é um caso que precisará de muitos estudos, não sobre ele, pois, para defini-lo, basta apenas uma palavra, psicopata, que precisa sentir-se forte para se manter de pé diante de sua própria psicopatia.

O que demandará estudos é a adesão incondicional das classes economicamente dominantes e da tradicional casta do Estado brasileiro que, certamente, após uma apurada pesquisa, verá que o que temos hoje, sobretudo nas Forças Armadas e no judiciário é uma reprodução da história do Brasil, a mesma que produziu uma das mais vergonhosas injustiças sociais com uma pobreza que só teve expressiva regressão com Lula e Dilma e, por isso mesmo, Dilma caiu e Lula foi preso.

Esse estudo terá que ser feito porque as classes média e alta no Brasil mostraram que, para sustentar seus privilégios, não medem esforços nem o tamanho do monstro que estão dispostos a bancar se o retorno em lucros e dividendos valer a pena.

Trocando em miúdos, Bolsonaro, num país com instituições minimamente sérias, não governaria um dia sequer, seria cassado no meio do expediente um dia depois de sua posse.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

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