4 de dezembro de 2020
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Fica cada vez mais patente que o Brasil elegeu um presidente que sofre alexitimia.

Um presidente que não mostrou qualquer empatia ou compaixão com 160 mil  vítimas do coronavírus, até aqui, revela uma personalidade mais fria do que se sabia dele até então e aqui nem se fala da sua guerra contra a vacina do coronavírus.

É certo que muito de sua personalidade já era conhecido por todos por não só endossar, mas exaltar torturadores e assassinos da ditadura, na tentativa de restaurar a barbárie institucional a partir de um revisionismo tosco.

Suas relações, junto com o clã familiar e com a milícia, por mais que ele trabalhe exclusivamente para isso na presidência, não consegue manobrar o suficiente para livrá-los de uma imagem associada à forma de crime organizado que mais cresceu no país, sobretudo no Rio.

Bolsonaro joga na divisão, na fragmentação da sociedade, nos distúrbios, na guerra de versões a partir de mentiras absolutamente descabidas. É como muitos o classificam, um presidente tóxico. Mas sua exclusão dos programas de campanha de Russomanno, em São Paulo e do capitão Wagner, em Fortaleza, que começaram a campanha ostentando o apoio de Bolsonaro, hoje desaparecem com ele de suas propagandas eleitorais pelo estrago que essa associação causa às suas candidaturas.

O que se pode afirmar é que não são atos isolados, Bolsonaro se transformou em um encosto que derruba qualquer candidato que tiver seu apoio.

Mas está longe de ser apenas sua personalidade maléfica o grande mal que ele representa ao país.

A economia brasileira derrete com a condução de um presidente peçonhento que, além de todo veneno que carrega consigo, é o capacho funesto dos interesses de Trump e, como tal, joga os interesses do Brasil no limbo, distanciando o país do mundo civilizado, fazendo com que todos os brasileiros paguem as consequências de sua perigosa perniciosidade.

Bolsonaro, certamente, é o personagem mais odiado hoje no mundo. Ele se transformou em sinônimo de maldade, de malícia e de milícia . Não há um organismo internacional que não veja em Bolsonaro a figura de um presidente deletério que reproduz as formas mais nocivas de ataques ao meio ambiente por interesses comerciais de madeireiros, grileiros, garimpeiros e outros bandoleiros ligados à criação de gado que só não têm a classificação gramatical de banditismo pela suposta legalização de seus negócios.

O fato é que hoje Bolsonaro ignora o que foi histórico e culturalmente construído pelo povo, independente dos danos que pode causar ao país, ao contrário, essa figura amarga que atrai os amargos da nossa sociedade, sempre caçou um caminho que agradasse os rancorosos, os déspotas, os incultos e os complexados.

Bolsonaro nunca dividiu o Brasil com se contasse com parte imensa da sociedade que acolhesse como norma o ódio que exala. Se houve uma divisão foi em função da mentira dissimulada produzida pelo gabinete do ódio, comandado pelo próprio Bolsonaro.

A reação contra a tentativa privatização do SUS, publicado na terça-feira (27) de, praticamente, toda a sociedade que o fez recuar em menos de 24 horas, avaliza essa afirmação

Hoje, Bolsonaro causa náuseas até no mercado que já prevê uma tragédia econômica, reconhecendo em Guedes a incapacidade típica de economistas que vivem de palavrório.

Se a princípio os ganhos fáceis do rentismo eram muito bem vindos com os ventos bolsonaristas, agora, todos apontam para o pico trágico da economia brasileira já no início de 2021.

Poderia ficar horas listando os motivos pelos quais o apoio de Bolsonaro levaria à derrocada dos candidatos, mas por ora ficam somente algumas pinceladas de uma longa lista de motivos que se registra sobre o custo negativo que o apoio de Bolsonaro significa a um candidato a prefeito hoje no Brasil.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

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