1 de dezembro de 2020
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Trump fracassou miseravelmente.

Vai se confirmando que nesta quinta-feira (05), Trump fez um discurso de derrotado, só faltou imitar o bolsonarista Constantino chorando por perder o emprego.

Dentro da cultura americana, Trump entrou para a galeria dos fracassados, dos perdedores, por não conseguir se reeleger, e daí não sai nunca mais. Erra quem acredita que ele deixará legado com o suposto trumpismo resiliente.

A contagem de votos ainda não acabou, mas, perdendo na Georgia, como está, Trump só tem uma saída, apelar para Moro prometendo a ele a pasta da Justiça em troca da prisão de Biden.

A ascensão da estrema direita, ancorada pela vitória de Trump, há quatro anos, não terá sobrevida capaz de abrir novas picadas, nem com todas as milícias digitais entrando em ação.

Trump foi moralmente desancado. Não foi uma derrota qualquer. Se ele conquistou a presidência dos EUA numa guerra digital, criando rebanho na base do sentimento belicoso, o coronavírus colocou uma faca em sua nuca, o que fez com que a campanha de Biden transformasse Trump em um mero boi de corte.

O esperto quis se criar na pandemia, alimentando-a como o suposto pretexto de salvar a economia, arrastou mais de 240 mil norte-americanos para a morte, deixando para o povo uma luta solitária contra o vírus, imaginando que asseguraria sua vitória se certificasse o carimbo de vírus chinês nas redes sociais.

A atitude clássica de um perdedor bandoleiro vista ontem no discurso de Trump, mereceu a censura de três das maiores redes de TVs americanas. Por mais bagunçada que seja a apuração de votos pelo sistema americano, Trump, ao contrário de somar votos contra a democracia, produziu atritos fortes até mesmo dentro do partido Republicano.

O fundamentalismo de laboratório tem seus limites, até porque aqui não se fala de polos em que, na vitória de um, bombardeia-se a essência da própria democracia norte-americana, por mais erros e defeitos que ela possa ter.

Dentro do sistema dos EUA, a democracia serve, como sempre serviu, a quem de fato tem poder na arena estadunidense.

Trump foi ingênuo ao tentar fazer ataque institucional à democracia, pois gerou uma reação graúda contra ele, e isso lhe jogará num pântano ainda mais lodoso.

No Brasil, onde Bolsonaro herdou o lado mais grotesco do bufão americano, os reflexos não serão pequenos. Com a queda de Trump, o chão de Bolsonaro desaparece. Todo o seu percurso foi milimetricamente copiado, ao menos naquilo que ele acredita ser uma cópia de Trump, mesmo que os resultados da economia no Brasil, com Bolsonaro, fossem diametralmente opostos aos dos EUA.

Trump agiu durante quatro anos como um ultranacionalista, e Bolsonaro, como um ultraentreguista. Por isso os dois se davam bem, pois, juntos, sempre somaram forças para benefício dos EUA em detrimento do Brasil.

Por isso, a derrota de Trump significa uma fatura amarga e automática para Bolsonaro, até porque, depois de Trump, somente Bolsonaro matou mais gente por Covid-19 no mundo e, consequentemente, terá o mesmo destino de seu ídolo.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

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