22 de janeiro de 2021
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Todos sabem que o atual presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, é tão decorativo quanto o humilhante papel que o general Pazuello cumpre no Ministério da Saúde, assim como Salles no Ministério do Meio Ambiente.

Todos os três estão ali para compor o cenário e seguem à risca as instruções do próprio Bolsonaro. Como não conseguiu fazer com que dois médicos seguissem à risca suas ordens, Bolsonaro colocou um general para seguir sua orientação genocida.

Já no caso dos outros dois ministros, Sergio Camargo e Ricardo Salles, o grau de submissão às ordens de Bolsonaro os mantém nos cargos. No caso de Sergio Nascimento, Bolsonaro exerce o seu racismo usando o corpo de um negro sem que seu governo e ele próprio sejam acusados de racistas, mesmo que o Brasil esteja diante de um dos maiores atos de racismo no Brasil.

Pois bem, depois de anunciar na semana passada a exclusão dos artistas da lista de personalidades negras notáveis da Fundação Palmares, Bolsonaro diz que, agora, contemplará militares e policiais a partir de uma suposta natureza heroica e patriótica.

E o cavalão, através de seu boneco de ventríloquo, explica “somos pró-polícia, lei e ordem”. Imagina isso, um sujeito que comanda uma organização criminosa que rouba do erário há 30 anos com esquema de funcionários laranjas e fantasmas, dizendo que é pró-polícia, mesmo o Brasil inteiro sabendo que ele é pró-milícia.

O racismo de Bolsonaro é uma obsessão, daquelas motivadas por um ódio típico dos psicopatas. E, assim como tem ideia fixa em destruir a Amazônia e arrasar com os povos originários, não esconde que o que ele puder exterminar daquilo que foi construído pelos negros, fará usando esse lacaio que hoje comanda a Fundação Palmares ou um outro qualquer que aceite cumprir esse papel abjeto.

Quem criou o dia do fogo que assombrou o planeta, em uma das aventuras de ódio mais ensandecidas de Bolsonaro, não deixaria em paz ou mesmo de pé uma fundação criada para promover a história das grandes personalidades negras no país.

Para piorar, Bolsonaro homenageia Wilson Simonal, confirmando que ele era mesmo dedo-duro da ditadura.

Mas lembremos sempre, Bolsonaro é somente um espelho da elite quatrocentona brasileira, decadente, branca, patriarcal e escravocrata.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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