13 de junho de 2021
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A tragédia de Manaus não é um ponto fora da curva, ela é parte do projeto golpista de destruição do Estado e, nele, estava incluído o aniquilamento total do SUS.

Não é por acaso que Mourão fica tagarelando que é um general liberal. Essa é a senha, o sinal de reconhecimento e submissão das Forças Armadas aos mandatários reais do país, os marechais do mercado. O mais alto posto na hierarquia militar no Brasil.

Rodrigo Maia, que assumiu a chefia suprema das reformas antinacionais, antipovo e anti-SUS, diz-se surpreso com o funcionamento do Sistema Único de Saúde que ele, mesmo sendo veterano na Câmara, não tinha ideia de sua grandeza.

Lógico que tinha, tanto tinha que o SUS já estava na fila do açougue neoliberal para ser picado e moído e, em seguida, virar ração de urubu.

Maia só não contava com a reação da sociedade em defesa da saúde pública.

Mandetta, do DEM, partido de Maia, também não.

O entusiasta representante da saúde privada, antes de vestir a fantasia de defensor do SUS, queria cortar as pernas da saúde pública rente ao pescoço.

Em 2008, Lula criou o Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde para fomentar a indústria de saúde no Brasil. Por causa dele, o Brasil conseguiu ser independente na produção de vários insumos para medicamentos.

Então, veio o golpe em Dilma

Em 2017 Temer acabou com esse grupo. Em 2019 Bolsonaro demitiu os cientistas.

Por isso que os remédios são tão caros e também por isso, o Brasil não produz insumos para vacinas.

Maia, acusado por Cunha de ajudar a arquitetar o golpe, não sabia disso? Mandetta, que votou pelo golpe e tripudiou com uma plaquinha “tchau querida”, também não sabia?

A privatização do sistema público de saúde, agora, em plena pandemia, não está mais no radar dos açougueiros comandados por Maia, mas segue no projeto de desmonte do país esperando a hora certa para os golpistas darem o bote.

Tanto isso é verdade que Maia e Globo sentem que Bolsonaro, com as pernas bambas pode acelerar as reformas que o mercado quer e Rogério Marinho serviu de pombo correio do Palácio do Planalto para dizer, em entrevista a Andréia Sadi, na GloboNews no último domingo, que Bolsonaro está disposto a se curvar às reformas para não ter a cabeça decepada.

*Da redação

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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