Dia: 14 de abril de 2021

Lula tem a menor rejeição, já Moro é o mais rejeitado

Não poderia ser diferente, não depois de tudo o que foi injustamente imposto ao ex-presidente Lula. Justiça seja feita.

Levantamento do PoderData divulgado nesta quarta-feira (14) mostra que o ex-juiz Sérgio Moro, condenado por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é o político mais rejeitado do país, com 60% de rejeição. Ciro Gomes (PDT) está em seguida, com 57%.

Foram 3.500 entrevistas em 512 municípios, nas 27 unidades da Federação entre os dias 12 e 14 de abril. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

Pesquisa Poderdata REjeição

*Com informações do 247

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PoderData: Lula dispara quase 20 pontos à frente de Bolsonaro no 2º turno

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno e venceria por 52% a 34%.

Pesquisa PoderData, realizada em todo o Brasil com 3.500 entrevistas nesta semana (12-14.abr.2021), indica que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 18 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (sem partido) num eventual 2º turno na disputa pelo Palácio do Planalto. O petista teria 52% contra 34% do atual presidente.

A eleição presidencial é apenas em 2 de outubro de 2022. Os cenários testados agora devem ser tomados com uma radiografia do momento, quando o país enfrenta o pior impacto da pandemia de coronavírus, muitos Estados mantêm negócios fechados e há incerteza sobre a recuperação da economia.

Nesse contexto, a pesquisa PoderData captou uma piora das intenções de voto para Bolsonaro na comparação com duas semanas atrás, quando apenas Lula e Ciro Gomes (PDT) venceriam Bolsonaro num eventual 2º turno. Agora, o presidente já não ganha de ninguém com segurança.

Mas é muito importante registrar que numa conjuntura adversa –com a CPI da Covid quase entrando em funcionamento–, Bolsonaro segue com o apoio fiel de 1/3 do eleitorado. É um sinal de que as vicissitudes não provocaram uma erosão no bolsonarismo de raiz.

Segundo o PoderData, Bolsonaro perderia hoje num confronto direto para Lula (52% X 34%) e para o empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck (48% X 35%).

Contra outros 3 possíveis candidatos testados, Bolsonaro ficaria apenas em situação de empate técnico (a margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos): Bolsonaro 38% X 37% João Doria (PSDB); Bolsonaro 38% X 37% Sergio Moro (sem partido); Bolsonaro 38% X 38% Ciro Gomes.

1º TURNO ESTÁVEL NO TOPO

O cenário de 1º turno testado pelo PoderData (só foi testada uma hipótese) apresentou estabilidade no topo da tabela. Bolsonaro tinha 30% há duas semanas e agora está com 31%, uma variação estritamente dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. Lula tinha 34% e ficou com o mesmo percentual agora.

Houve algumas variações, entretanto, na parte de baixo da cartela de candidatos, sempre de no máximo 3 pontos percentuais –tudo próximo ou dentro da margem de erro, como mostra o infográfico a seguir:

*Com informações do Poder360

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Vídeo – O fundamental questionamento de Lewandowski: ‘dentre milhares de habeas corpus, justamente o de Lula vai ao plenário do STF?’

Perfeito e fundamental o questionamento do ministro Ricardo Lewandowski que foi seguido pelo ministro Marco Aurélio Mello.

“Da última vez isso custou ao ex-presidente 580 dias de prisão, e causou-lhe a impossibilidade de candidatar-se a presidência da República”, destacou Lewandowski.

No momento em que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) discutia, no final da tarde desta quarta-feira (14), se o caso das anulações das sentenças contra o ex-presidente Lula na Lava Jato deveria ser julgado pelo pleno ou pela Segunda Turma do Supremo, o ministro Ricardo Lewandowski pediu a palavra ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, para escancarar o que já é claro há tempos: “toda vez que se trata do ex-presidente o caso muda completamente”.

Já no início do julgamento, o ministro havia criticado a postura de Fux de cassar a palavra à defesa de Lula.

Lewandowski chamou a atenção para o fato de que a Segunda Turma da Corte julga “milhares” de habeas corpus por ano e que em nenhum deles o caso precisou ser levado ao plenário. Quando se trata do ex-presidente Lula, porém, segundo o ministro, o processo é tratado de forma diferente. “Queria desde logo manifestar minha estranheza que dos milhares de habeas corpus que a Primeira e a Segunda Turma julgam durante o ano todo, por que justamente o caso do ex-presidente é que é submetido a plenário desta Suprema Corte. Será que o processo tem nome e não tem apenas capa, como o eminente ministro Marco Aurélio? Isso causa estranheza”.

O ministro ainda lembrou que “da última vez em que isso se fez, com aquele habeas corpus em que se discutia a presunção de inocência, isso custou ao ex-presidente 580 dias de prisão, e causou-lhe a impossibilidade de candidatar-se a presidência da República”.

“Vou me manifestar contrariamente, mas desde logo já manifestando esta minha perplexidade com relação a se pinçar um determinado paciente e tirá-lo de um juiz natural, que é a Segunda Turma, e trazê-lo para o plenário”, concluiu.

https://twitter.com/linsaquiles/status/1382432032601604105?s=20

*Com informações do 247

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PF afasta delegado que usou “laudo paralelo” para beneficiar procuradores

A Polícia Federal decidiu tirar o delegado Felipe Alcântara de Barros Leal do comando do Serviço de Inquéritos (Sinq) depois que ele fez uma dobradinha com o subprocurador-geral da República José Adonis Callou para desobedecer uma portaria da Procuradoria-Geral da República.

Leal deveria apurar se membros do Ministério Público Federal no Paraná investigaram ilegalmente ministros do Superior Tribunal de Justiça. Em vez disso, apontou supostas ilegalidades no inquérito aberto no STJ para investigar os procuradores.

Com base em um laudo encomendado a três delegados da PF, Leal concluiu que as conversas entre procuradores do MPF de Curitiba, hackeadas por Walter Delgatti Neto, não eram autênticas. O laudo contraria um relatório anterior da PF que atestava a integridade dos diálogos lavajatistas.

A conduta de Leal provocou mal-estar na cúpula da Polícia Federal, que considerou o texto do delegado “excessivamente opinativo”, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo.

Na manifestação, Leal chegou a escrever que prosseguir com uma investigação que tem como base os diálogos hackeados resultaria na “eutanásia dos rumos da Polícia Judiciária”, atingindo “todos os princípios que inspiram a atuação policial”.

O “laudo” da PF
No “laudo paralelo”, três peritos da PF questionam a autenticidade das conversas entre os procuradores. Os peritos não cruzaram nem checaram informações, não auditaram os arquivos e, por fim, não indicaram uma única inconsistência para concluir que os diálogos “podem ter sido” adulterados.

A conclusão contrasta com um relatório mais abrangente, feito também pela PF, em 2019, que confirmou a integridade e autenticidade das conversas hackeadas.

“Todos os dispositivos arrecadados foram submetidos a exames pelo Serviço de Perícias em Informática do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que objetivaram a extração e análise do conteúdo do material, com a elaboração de Laudo Pericial de Informática específico para cada item apreendido”, diz o relatório de 2019.

“Dessa forma”, conclui a PF, “qualquer alteração do conteúdo em anexo aos laudos (remoção, acréscimo, alteração de arquivos ou parte de arquivos), bem como a substituição por outro com teor diferente, pode ser detectada”.

Conforme mostrou a ConJur nesta quarta-feira (14/4), um terceiro laudo, esse feito pela defesa do ex-presidente Lula, também conclui que as conversas entre procuradores são autênticas.

*Com informações do Conjur

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Assista ao vivo: Plenário do STF decide sobre a abertura da CPI do genocida

Ministros do Supremo decidem se ratificam ou não a decisão de Luis Roberto Barroso que determinou a criação da comissão do Senado que vai investigar os crimes do governo Bolsonaro na pandemia.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), leu na tarde desta terça-feira (13) o ato de criação da CPI da Pandemia. O requerimento da comissão, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirma que a CPI tem o objetivo de “apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados” nos primeiros meses de 2021.

*Com informações do 247

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Vídeo – Kajuru: Se CPI for séria pode levar ao impeachment de Bolsonaro

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou hoje, em participação no UOL Entrevista, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) corre risco de impeachment se a CPI da Covid-19 “for séria e independente”. Na visão dele, o governante “cometeu vários erros”, agiu com “desrespeito à imprensa” e pode ser responsabilizado por parte das mortes na pandemia.

O parlamentar entrou em rota de colisão com o presidente depois de divulgar uma conversa telefônica entre eles. Nas gravações, entre outras declarações polêmicas, Bolsonaro pressiona para que os congressistas levem adiante pedidos de impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A estratégia seria criar um clima desfavorável à instalação da CPI.

Kajuru reproduziu um relato que seria do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta a fim de explicar a razão pela qual atribuiu culpa ao presidente por uma parcela dos óbitos decorrentes da pandemia.

Segundo o senador, o presidente da Pfizer, fabricante de uma das vacinas que estão sendo utilizadas em todo o mundo, teria levado um “chá de cadeira” ao ir a Brasília para uma reunião agendada com o Ministério da Saúde. Após aguardar por horas, o compromisso teria sido cancelado sem mais explicações.

“Mandetta [que foi demitido por Bolsonaro no ano passado devido a divergências de pensamento] vai na CPI e vai contar esse fato. Quando Mandetta disser isso, será motivo para investigação profunda desse caso. Você [Bolsonaro] teve chance de comprar vacina, mas não comprou. Isso provocou mortes. Mesmo que tenha sido o ministro que não quis receber [à época, a pasta era chefiada pelo general Eduardo Pazuello], a culpa é do presidente.”

Para Kajuru, além dos erros em relação às tratativas para aquisição de vacinas, o presidente também falhou em condutas equivocadas durante a pandemia.

“Basta relembrar declarações feitas, entre elas a que não compraria vacina na China, que era gripezinha, que não tomaria vacina para não virar jacaré, filho dizendo para enfiar máscara naquele lugar. Ele não respeitou a ciência. Foi uma tragédia anunciada”, disse.

Apesar das críticas ao presidente, Kajuru afirmou que “ainda não houve motivo cabal” para o pedido de impeachment. “Na investigação, temos que procurar um motivo cabal. Até agora, o impeachment seria ruim para o país e seria injusto.”

“A CPI da Covid-19, sendo séria e independente, isso [o impeachment] pode acontecer. Erro, ele cometeu vários. Desrespeito à imprensa… Eu falei que não se trata a imprensa assim, se trata com atitudes, fazendo trabalho correto. Imprensa não vai bater por bater. Mas dessa forma é difícil. Todo dia xingar a Folha, Globo ou toda a imprensa, foram erros que, normalmente, pela liturgia do cargo você não tem como cometer.”

“Você tem de fazer do limão uma limonada. Tem de peticionar o Supremo para colocar em pauta o impeachment [de ministros] também”, disse Bolsonaro ao senador. “Sabe o que eu acho que vai acontecer, eles vão recuperar tudo. Não tem CPI… não tem investigação de ninguém do Supremo”, disse Bolsonaro, durante a conversa. Kajuru respondeu que já tinha entrado com pedido de afastamento do ministro do STF Alexandre de Moraes, ao que Bolsonaro respondeu: “Você é dez”.

Kajuru afirmou ainda que não teve o intuito de prejudicar o presidente com a gravação, mas, sim, de amenizar a relação entre ele e os senadores.

“O sujeito que falar que eu quis prejudicar é sem cérebro. Minha intenção exclusiva foi para amenizar relação do Senado com ele. Até sábado passado, ele estava chamando todos os senadores de canalhas, [dizendo] que queriam fazer CPI para prejudicar o governo. Eu falei que os senadores querem uma CPI independente e não revanchista”, completou.

*Com informações do Uol

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Globo dobra a aposta na reeleição do genocida

Todas as pesquisas mostram que o único que pode derrotar Bolsonaro em 2022 é Lula. Isso explica a obsessão dos Marinho em tirar Lula da disputa.

Na essência, Bolsonaro e os Marinho têm muita coisa em comum, na verdade, quase tudo. Os dois, tanto no golpe de 1964 quanto no golpe contra Dilma, estiveram do mesmo lado.

No caso de 2018 contra Lula, carregaram o mesmo andor do santo do pé de barro, o ainda juiz, Sergio Moro que foi saudado pela Globo quando oficialmente se tornou ministro da Justiça e Segurança Pública do genocida.

Trocando em miúdos, o cálculo dos vigaristas da Globo não confessado pela pena de Merval Pereira, outro entusiasta da eleição do genocida em 2018, é de quem está enxergando não as 360 mil mortes por covid que Bolsonaro provocou no Brasil, mas o perigo que a vitória de Lula representa para o projeto neoliberal sacralizado pelo mercado. Essas mortes para os Marinho são vistas com o mesmo temperamento de Bolsonaro, “todo mundo morre”.

A velha tradição dos Marinho é operar contra os trabalhadores, contra os pobres, sendo desde o seu início, ainda na época de Getúlio Vargas, um periódico voltado a se transformar em comitê permanente da oligarquia e nunca abandonou esse posto. Daí que, em plena pandemia de coronavírus, com mais de 130 milhões de brasileiros vivendo com insegurança alimentar, a gigante da comunicação consegue construir uma velha rivalidade entre os interesses do grande capital em detrimento do povo brasileiro.

Por isso, o grupo Globo não para de fazer lobby para os rentistas e banqueiros mantendo-se inabalável no apoio a absoluta rigidez do teto de gastos, morra quem tiver que morrer, seja de covid ou de fome, o importante é manter os ganhos carnudos que transformaram, por exemplo, 11 brasileiros em novos bilionários, segundo a Forbes, enquanto 16 milhões de brasileiros, no mesmo período da pandemia, amargam uma miséria absoluta.

Que fique claro que  o que está em marcha cadenciada na pressão da Globo sobre o STF, é a manutenção do projeto neoliberal que pode ser desmontado com a vitória de Lula.

A direita, historicamente aliada à Globo, como é o caso do PSDB e Dem, não tem força para munir-se o suficiente para o enfrentamento com Bolsonaro.

Então, que vença o genocida, que Guedes seja mantido no desmonte do país pelos interesses do grande capital internacional, sobretudo dos EUA, e que Lula seja impedido de retomar o país e este retomar o seu rumo.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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A CPI não é do genocídio, mas do genocida Bolsonaro

O ato covarde de Bolsonaro de fazer cálculo contra a população de São Paulo para atingir Dória, mostra claramente que isso é um projeto pessoal de alguém que fica matutando crimes contra o povo utilizando vinganças pessoais para justificar sua atração pela morte, pelo crime.

Por isso, não se pode generalizar a atitude de um genocida quando alguns chamam de CPI do genocídio, não é, o que está acontecendo no Brasil tem a assinatura clara de Bolsonaro. Cada cova aberta tem a sua logomarca, esta que parece ser um sonho de criança de produzir o máximo de mortes no menor tempo possível.

Isso ficou explícito quando, no golpe contra Dilma, Bolsonaro fez questão de enaltecer Brilhante Ustra e todo o fedor de enxofre que esse nome exala. Por isso, não se pode nem piscar na hora de dizer o que tem que ser dito, essa CPI é direcionada a, primeiro, colocar um freio no genocida que hoje está sentado na cadeira da presidência e, segundo, meter-lhe um par de algemas, trabalhando  de forma incessante para que ele seja destituído e levado para um presídio de segurança máxima proporcional à sua periculosidade.

Bolsonaro faz da presidência da República um chiqueirão. A sua atitude de usar o ministério da Saúde contra o povo de São Paulo deixando faltar kit intubação em 623 hospitais para atingir Dória já deveria lhe custar a cabeça antes mesmo do início da CPI do genocida.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Para evitar colapso, Governo de SP diz que precisa de kit Intubação em 24 horas e acusa Ministério da Saúde de ignorar seus apelos

Secretaria estadual de Saúde afirma em ofício que situação é gravíssima e que precisa repor estoques em 643 hospitais.

O governo de São Paulo enviou ofício ao Ministério da Saúde na terça (13) afirmando que precisa receber medicamentos do kit Intubação em 24 horas para repor estoques e evitar o desabastecimento de drogas essenciais para o tratamento dos pacientes de Covid-19 em situação grave.

“A situação de abastecimento de medicamentos, principalmente daqueles que compõem as classes terapêuticas de bloqueadores neuromusculares e sedativos está gravíssima, isto é, na iminência do colapso, considerando os dados de estoque e consumo atualizado pelos hospitais nesses últimos dias”, afirma o documento assinado pelo secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Segundo ele, “a partir dos próximos dias” faltará medicamentos, caso nada seja feito. São bloqueadores neuromusculares e fármacos para sedação contínua dos pacientes que permanecem intubados –e que, sem eles, não suportariam as dores do procedimento e do uso dos aparelhos.

Gorinchteyn afirma no documento que há mais de 40 dias vem formalizando “reiteradamente” ao Ministério da Saúde solicitações para a adoção de “medidas expressas e urgentes” para a recomposição dos estoques em São Paulo.

Diz que enviou nove ofícios, que enumera no documento, “sem retorno”.

“Tais fatos motivam nossa insistência em solicitar providências imediatas”, afirma ele.

Desde março, o Ministério da Saúde passou a fazer requisições administrativas que obrigam as fábricas a destinar o excedente de sua produção para a pasta, que depois redistribui os medicamentos para os estados, por meio do SUS.

O secretário afirma que tem enviado informações diárias sobre estoques ao ministério, mas não tem sido atendido. A quantidade de drogas enviadas ao estado foi até agora “ínfima”, segundo diz.

“O Ministério da Saúde mantém o mercado produtor nacional requisitado administrativamente desde o mês de março, prejudicando e dificultando o acesso dos hospitais, municípios e desta pasta aos fabricantes do ‘kit intubação'”, afirma ele.

“O Ministério da Saúde manteve o Estado de São Paulo durante 6 (seis) meses sem fornecimento de qualquer quantidade de medicamentos provenientes das requisições administrativas realizadas”, segue. E “furta-se a esclarecer qual critério adotado para definir a distribuição dos milhões de unidades farmacêuticas requisitadas, face ao quantitativo ínfimo enviado ao Estado de São Paulo”.​

O documento diz que a secretaria “tem envidado esforços, por meio de várias estratégias, para a aquisição dos medicamentos que compõe o ‘kit intubação’, visando mitigar o cenário de desabastecimento”. As estratégias adotadas também por gestores dos hospitais municipais e do estado, no entanto, não “estão logrando êxito devido à capacidade produtiva e comercial dos fabricantes e distribuidores de medicamentos do ‘kit intubação'”.

Os produtores não estão conseguindo atender a velocidade da demanda “crescente e exponencial” de casos graves de Covid-19 em todo o país.

“A centralização da aquisição do ‘kit intubação’ em âmbito federal é fundamental para equacionar a gestão da disponibilidade dos medicamentos no mercado nacional, frente às demandas dos estados considerando a competição de mercado instalada entre os vários gestores de todo país, neste cenário de escassez de produtos”, afirma o secretário.

No final, ele lista a quantidade de quatro bloqueadores neuromusculares, de três fármacos para sedação contínua e de um fármaco para analgesia “em até 24 horas, minimamente para suprir o abastecimento de 643 hospitais para os próximos dez dias”.

Mônica Bergamo/Folha

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