Dia: 23 de julho de 2021

Vídeo: Vereador Renato Freitas é preso em Curitiba por protestar contra Bolsonaro

Imagens mostram Renato algemado, no chão, sendo arrastado por policiais e colocado no porta-malas da viatura. É a segunda vez que o vereador é preso em dois meses.

O vereador do PT de Curitiba Renato Freitas foi preso pela Guarda Civil Municipal da capital na noite desta sexta-feira (23). Ele foi detido na praça Rui Barbosa e levado para a Central de Flagrantes, no bairro Portão, segundo informações postadas por ele nas redes sociais.

As imagens mostram Renato algemado, no chão, sendo arrastado por policiais e colocado no porta-malas da viatura. O vídeo também mostra os policiais debochando de Renato e dando risada durante a prisão.

É a segunda vez que o vereador é preso em dois meses. No início de junho, ele foi preso pela Polícia Militar enquanto jogava basquete com amigos ouvindo música. Ele acusou a PM de racismo.

Renato é advogado e doutor em Direito. Há três meses, é comentarista fixo na TV 247, no programa Giro das 11.

“AÇÃO FASCISTA DA GUARDA MUNICIPAL DE CURITIBA. Acabaram de deter o vereador Renato Freitas na Praça Rui Barbosa por PROTESTAR contra o genocida Jair Bolsonaro. O vereador tá sendo levado para a Central de Flagrantes, no Bairro Portão. FASCISTAS!”, informa a postagem no Instagram do vereador.

Confira:

Com informações do 247

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Queiroz expõe imagem treinando tiro em clube e ridiculariza a Lava Jato

Reportagem do Terra mostra que Fabrício Queiroz, o laranjeiro mais famoso do planeta terra, braço direito do clã Bolsonaro, parceiro de batalha do miliciano Adriano da Nóbrega, é o exemplo de que a Lava Jato que se diz o divisor de águas do combate à corrupção, combateu tudo, menos a corrupção, ainda mais nesse caso em que Moro, como ministro da Justiça e Segurança Pública tinha um contrato de gaveta com Bolsonaro para não encostar o dedo em Queiroz.

Não há forma de expressão mais significativa do que essa foto de Queiroz para mostrar que a Lava Jato foi a maior farsa jurídica da história desse pais, mais que isso, foi criada para derrubar Dilma e impedir a volta de Lula.

Já dentro do pasto bolsonarista, o gado acha perfeitamente normal Queiroz se fotografar, se filmar praticando tiro e expor esse material no Instagram.

Com legenda igual – “Vap! Vap!!” -, os três vídeos mostram o amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro disparando modelos diferentes de armas de fogo. Em um deles, a pessoa que filma pede para ele fazer “cara de mau”. Sorridente, de boné e óculos, o PM da reserva exibe uma arma automática.

Possivelmente ele está pensando numa forma de investimento numa futura candidatura à Câmara ou ao Senado, ou ainda à presidência da República.

Como bem disse Glenn Greenwald, depois que Bolsonaro chegou ao topo do poder, qualquer um pode ser eleito presidente da República do Brasil.

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Memórias de um país bananeiro

Brasil, o país bananeiro, um estranho país em que o candidato que está em 2º lugar nas pesquisas, combina com um juiz a prisão do 1º colocado em troca de uma pasta no ministério e nenhum deles vai preso.

Ao contrário, ambos são presenteados, um se transforma em presidente e, o outro, em ministro da Justiça e Segurança Pública.

O pior é que, no pleito seguinte, o juiz vira candidato à presidência da República e o presidente, que venceu a eleição fraudada, faz discurso contra a urna eletrônica em nome do combate à fraude.

Tudo isso ocorreu na cara do TSE que tem um presidente que é fã do juiz vigarista e da sua operação policial também vigarista.

E o faz o presidente do TSE? Ouvidos moucos.

Se isso não é uma republica das bananas, eu não sei mais o que é banana.

É tudo uma grande piada de muito mau gosto.

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Como será o Brasil do Bolso-centrão?

De cara, a capa de nacionalismo patriótico sumirá do ex-personagem central. Na verdade, a única coisa que deve ficar com o capitão genocida é a caneta Bic. Talvez uma só caneta não resolva o caso.

O centrão não quer o poder pelo poder, muito menos com ideias ou ideologias. O fisiologismo do centrão é absolutamente pragmático, por isso quer cortar pela metade os poderes de Guedes para que o dinheiro circule mais na praça, o que certamente vai desagradar o mercado.

Mas o centrão não é exatamente um escravo do mercado, convive bem com ele, mas não como súdito, o que interessa ao centrão é devolver o Brasil a uma ideia de política de colônia igualando seus poderes aos de Bolsonaro.

Por isso, sabendo que o aumento da miséria é um dos principais impedimentos para Bolsonaro recuperar alguma capilaridade política, o centrão investirá nesse caminho querendo a volta dos R$ 600 de auxílio emergencial, com um pequeno grande detalhe, quem vai se promover mais neste caso serão os senhores do centrão, o que deve trazer pouco efeito positivo à imagem de Bolsonaro.

Mas de alguma forma trará benefício, porém, muita coisa nesse teatro de conveniências será destravado, já que Bolsonaro só será abençoado no Congresso pelo velho centrão se for capaz de produzir vantagens diretas aos caciques partidários que integram esse poço sem fundo chamado centrão.

Não esperem, portanto, o grande espetáculo do crescimento. Todas as ações do centrão serão localizadas em determinado ponto do país com o objetivo de dar um choque de popularidade na figura de comando do centrão. E o que não falta é gente querendo um bom pedaço dessa massa de pão.

Essa, certamente, será a questão primeira que o rodamoínho bolso-centrão colocará. Não haverá uma composição de caráter nacional que torne a imagem pública de Bolsonaro algo que lhe renda um logradouro público. Na verdade, o centrão é miniaturista e, por isso, reproduz-se nos menores lugares e tem uma cena para cada chão de terra batida e forçará essa verdadeira aula de fisiologismo mesmo que a careta do mercado fique feia para Bolsonaro.

Essa é a arte política do centrão. Nada de impressionar as massas, mas focar em seu público e criar ilhotas eleitorais bem localizadas e programadas.

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Fabricante da Covaxin diz que documentos da Precisa para Saúde foram fraudados

O laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin, negou a autenticidade de dois documentos enviados pela Precisa Medicamentos para o Ministério da Saúde, com carimbo da Bharat Biotech, assinatura de um suposto diretor-executivo e papel timbrado. A farmacêutica indiana também anunciou a extinção imediata do acordo com a Precisa Medicamentos.

“Recentemente, fomos informados de que certas cartas (conforme anexo), supostamente assinadas por executivos da empresa, estão sendo distribuídas online. Gostaríamos de ressaltar, enfaticamente, que esses documentos não foram emitidos pela empresa ou por seus executivos e, portanto, negamos veementemente os mesmos”, diz nota divulgada hoje pelo laboratório indiano.

Documento enviado pela Precisa ao Ministério da Saúde, com assinatura do diretor da Bharat Biotech - Reprodução

Documento enviado pela Precisa ao Ministério da Saúde, com assinatura do diretor da Bharat Biotech Imagem: Reprodução

Procurada, a Precisa ainda não se manifestou sobre a autenticidade dos dois documentos citados pela Bharat Biotech. A resposta será publicada caso seja recebida. Sobre o rompimento do acordo com a Bharat Biotech, a empresa brasileira disse que foi uma decisão “precipitada”: “É ainda mais lastimável porque [o fim do acordo] é consequência direta do caos político que se tornou o debate sobre a pandemia, que deveria ter como foco a saúde pública, e não interesses políticos”.

O UOL confirmou que as duas cartas supostamente assinadas pelo diretor-executivo da Bharat, Krishna Mohan Vadrevu, constam nas 1.008 páginas do processo de compra da Covaxin, enviadas pelo Ministério da Saúde para a CPI da Covid no Senado. Na sexta-feira (16), a CBN publicou matéria apontando que havia indícios de irregularidades nos documentos.

Ambos são datados de 19 de fevereiro deste ano, seis dias antes da assinatura do contrato entre o Ministério da Saúde e a Precisa para fornecimento de 20 milhões de doses da Covaxin. O valor de cada dose, US$ 15, foi o mais alto contratado pelo Brasil, totalizando um compromisso de pagamento de R$ 1,6 bilhão. Após a instauração da CPI, o contrato foi suspenso.

Pelo menos um dos documentos foi solicitado pelo Ministério da Saúde à Precisa para avançar no processo de negociação —uma “Declaração de Inexistência de Fatos Impeditivos” por parte da Bharat Biotech. “Em continuidade às tratativas, seguindo as solicitações de documentos, segue anexo conforme a seguir”, diz email da diretora técnica da Precisa, Emanuela Medrades, para o Ministério da Saúde, no mesmo dia 19 de fevereiro.

Ainda em 19 de fevereiro, o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, enviou um despacho “urgente” solicitando a lavratura do contrato.

“Trata-se de solicitação de autorização de governança, com vistas à aquisição de 20 milhões de doses da vacina Covaxin (…) desenvolvida pela empresa internacional Bharat Biotech, representada na presente contratação pela empresa nacional Precisa Medicamentos, (…) observadas as especificações técnicas e justificativas da aquisição constantes do Termo de Referência na versão mais recente, deverá ser lavrado o instrumento contratual”, diz o despacho.

Três dias depois, em 22 de fevereiro, o texto do contrato foi enviado para parecer da consultoria jurídica do Ministério da Sáude. Em 24 de fevereiro, o Coordenador-Geral de Análise Jurídica de Licitações, Contratos e Instrumentos Congêneres enviou seu parecer, listando pontos críticos. Um deles era a falta de pesquisa de preço. Mesmo assim, sem sanar os problemas apontados, o contrato foi assinado no dia seguinte, 25 de fevereiro.

O contrato para compra de vacinas da Pfizer, por exemplo, só foi assinado quase um mês depois, em 19 de março.

O que dizem os documentos

A “Declaração de Inexistência de Fatos Impeditivos” por parte da Bharat Biotech apresenta, inclusive, dados pessoais de um diretor da farmacêutica indiana.

“A Bharat Biotech International Limited, incorporada sob as leis da Índia, (…) neste ato representada por seu Presidente Krishna Ella, casado, de nacionalidade indiana, empresário, residente e domiciliado na (omitido pelo UOL), portador do documento de identidade (omitido pelo UOL), declara, sob as penas da lei, a inexistência de fatos impeditivos para sua habilitação relativo à contratação junto ao Ministério da Saúde, ciente da obrigatoriedade de declarar ocorrências posteriores. Por ser expressão da verdade, firmamos a presente, para que surta os efeitos legais. Hyderabad, 19 de fevereiro de 2021”, diz o documento enviado pela Precisa, em português, para o Ministério da Saúde.

O segundo documento afirma: “Ao Ministério da Saúde do Brasil, Nós da Bharat Biotech Limited International (…) autorizamos a: Precisa Comercialização de Medicamentos Ltda (…) para ser nosso representante legal e exclusivo no Brasil com poder de receber todas as notificações do Governo, sendo responsável administrativamente e judicialmente por meio de sua legislação nacional”.

“A empresa também está autorizada a participar de todos os processos de aquisição oficiais do Ministério da Saúde da Covaxin (vacina contra o Sars-CoV-2) produzidas pela Bharat Biotech International Limited, negociando preços e condições de pagamento, assim como datas de entrega, e todos os detalhes pertinentes a operação, formalizando o contrato para nós, através da empresa Precisa legalmente representada e nomeada”, continua o documento.
Rompimento do contrato

Ao anunciar o rompimento do acordo com a Precisa, a Bharat Biotech ressaltou que “todas as suas ações, incluindo suas negociações globais, são feitas de acordo com as leis locais e que a empresa emprega e segue os mais altos padrões de ética, integridade e conformidade em todos os momentos”.

A empresa disse ainda que, apesar do fim do acordo com a Precisa, continuará a trabalhar com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para completar o processo de obtenção de aprovação regulatória da vacina no Brasil. Hoje, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a compra de vacinas Covaxin está descartada neste momento.

O negócio entre a Precisa e o Ministério da Saúde foi fechado em um prazo muito curto em comparação com o de outras vacinas, e antes mesmo da aprovação pela Anvisa.

O deputado federal Luis Cláudio Miranda (DEM-DF) e seu irmão Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, dizem ter relatado suspeitas na negociação da Covaxin diretamente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O servidor Miranda teria sofrido pressão atípica para liberar documentos da Covaxin, recebendo ligações inclusive do dono da Precisa Medicamentos. Bolsonaro confirmou que recebeu “papéis” dos irmãos Miranda.

*Amanda Rossi/Uol

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Criador e criatura

Não há nada de novo a ser dito sobre Bolsonaro. Na verdade, nunca houve, até porque com sua absoluta incapacidade intelectual, Bolsonaro só foi sincero uma vez na campanha de 2018, quando disse com outras palavras que era uma caricatura profanadora.

O fato é que a mídia quis dar a esse personagem caráter e estilo de um offsider, um produto conjugado do homem certo, no meio certo e no momento certo e arrumou-lhe uma cara de boneca, tentando esculpir a escultura que ela desenhou.

Isso nada tem a ver com a veneração religiosa que o gado sente por ele. Essa blasfêmia chamada Bolsonaro é um indivíduo pra lá de manjado, usasse a máscara que usasse, todos sabiam a bisca que ele era.

Mas contra o PT, a mídia construiu a sua imagem numa caricatura de redentor, de um Messias.

Bolsonaro aceitou de bom grado o convite da mídia para se transformar num idiota gente boa com feições burlescas e pueris, mas que, na verdade, era um camarada com tendências de um psicopata, com tara em sangue, tortura e ódio. Ele sempre trouxe isso na expressão do seu olhar, ou seja, estava estampado na sua cara o que seria a presidência da República comandada por Bolsonaro.

Mas sabem como é, a mídia tentou o máximo que pôde reduzir a sua imagem nefasta com o único objetivo que estava determinada a cumprir à risca, destruir o PT e espancar todas as formas de políticas sociais que beneficiavam pobres, mulheres e negros.

Ou seja, Bolsonaro era um coquetel perfeito para uma mídia que, antes da palavra negacionismo virar modinha, negava qualquer ascensão social da enorme parcela segregada da sociedade brasileira que, não por acaso, é a fonte primária da nossa história secular de segregação, preconceito e racismo.

Agora, vê-se a procura deliberada de um Bolsonaro ressignificado e classificado como terceira via. É o mais do mesmo, porém, com uma assinatura desenvolvida nos laboratórios da classe dominante.

Mas o problema é que não acharam o afilhado para tanto padrinho, porque não existe uma fórmula nova para se construir um novo paladino. Todos que se apresentam nesse campo filiaram-se a Bolsonaro em 2018 e, com ele, compartilharam as mesmas opiniões sem qualquer divergência, diga-se de passagem.

Resultado, a mídia hoje não consegue construir uma estética oficial do valor de uma obra de arte para oferecer à casta dominante desse país, casta que pratica essa mistificação política desde que o Brasil é Brasil.

E aí está o grande calo. Bolsonaro não tem sequer bagagem de mão para seguir governando o país, já a matriz que o criou, se não tem capacidade de substituí-lo por um outro troço de valor idêntico, mas com uma aparência mais limpinha, mesmo que seja artificial.

Por isso, não se esperava outra coisa de figuras centrais da mídia de banco que não fosse em meio a uma tragédia humanitária porque passa o país, ter como missão tentar desgastar a imagem de Lula, como fazem Vera Magalhães, Eliane Cantanhêde e Thaís Oyama, as cajazeiras bananeiras que mais parecem almas penadas, mas que seguem sendo inimigas mortais do PT.

Não importa quantas vezes a rotação da terra girar, as divindades que têm origem comum nas trevas dentro das redações da grande mídia serão sempre antipetistas.

O que se espera é que, voltando a governar o país, o PT tenha uma estratégia para neutralizar os ataques baixos que virão dessa toca de ratazanas com a mesma ferocidade que atacaram Lula e Dilma nos 13 anos que o PT governou o país.

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Vídeo: Em versão truncada, Joice Hasselmann denuncia forte agressão sem saber explicar como e o motivo

A deputada não sabe dizer ao certo como os ferimentos ocorreram; ela desconfia ter sofrido um atentado dentro de sua casa.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso, está com diversas fraturas e hematomas espalhados pelo corpo e não sabe dizer ao certo como os ferimentos ocorreram. Joice diz ter acordado no último domingo, 18, no chão do seu apartamento funcional, em Brasília, no meio de uma poça de sangue, com frio e muitas dores pelo corpo.

“Eu cheguei a pensar que tivesse tido um pequeno AVC (acidente vascular cerebral) ou algo assim”, afirmou a deputada ao Estadão/Broadcast Político. Do chão, ela conseguiu chamar o marido – o neurocirurgião Daniel França, que estava no apartamento, mas tinha dormido em outro quarto – para socorrê-la e prestar os primeiros socorros.

Nesta terça-feira, 20, Joice foi ao hospital fazer exames e descobriu diversos traumas pelo corpo – joelho, costela, ombro e nuca –, incluindo cinco fraturas na face e uma na coluna. Os médicos, segundo ela, descartaram a possibilidade de uma queda acidental. Joice acredita ter levado uma paulada na cabeça. “O galo na minha cabeça está muito grande”, contou.

A deputada desconfia ter sofrido um atentado dentro de sua casa e, por isso, acionou o Departamento de Polícia Legislativa (Depol) para abrir investigação sobre o caso. As imagens das câmeras de segurança do prédio devem ser analisadas.

Pelas redes sociais, a parlamentar disse que “o pior já passou” e compartilhou um vídeo que mostra o inchaço no rosto, marcas roxas espalhadas pela face, cortes no queixo (profundo, segundo ela) e boca e um dente quebrado. “A hora que desinchar, eu vou ter que ir arrumar isso aqui”, disse ela sobre o dente. “Meu joelho também está trincado, eu estou toda ferrada”, disse a deputada sobre a situação.

Segundo Joice relatou em entrevista ao SBT Brasil, ela não é a única a ter acesso ao apartamento funcional em que mora. “Esse é um local público”, disse. “Essa chave de apartamento funcional não é uma chave que fica só comigo. Outras pessoas em departamentos da própria Câmara têm. Pessoas já passaram pela minha casa, já trabalharam aqui, já tiveram cópia da chave”, afirmou.

Segundo ela, no dia do ocorrido, havia — “oficialmente” — um deputado e seu filho no prédio, que está “praticamente vazio” por conta do recesso parlamentar. “A gente não sabe se tem alguém escondido”, apontou. Joice ainda descartou a possibilidade de roubo, já que, segundo ela, “não sumiu nem uma agulha”.

Apoio

Joice está tomando remédio para dores e recebeu o apoio da bancada feminina da Câmara. “Não podemos admitir que quaisquer atos de violência continuem sendo praticados contra as mulheres. Esta gravíssima violência sofrida pela Deputada Joice Hasselmann não pode ficar sem a devida apuração e punição dos responsáveis”, diz a nota.

Pelo Twitter, parlamentares cobraram celeridade na investigação do caso. “É fundamental que seja esclarecida a autoria das graves agressões físicas a deputada Joice Hasselmann, ocorridas dentro do seu apartamento funcional”, escreveu o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).

*Com informações do Estadão

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Há um basta generalizado no ar contra Bolsonaro e ele, não demora, vai berrar

Uma coisa já é consenso, Bolsonaro é de uma inutilidade absoluta, é grotesco e não faz outra coisa na vida que não seja se esforçar em uma nova mentira.

Bolsonaro não consegue mais abrir a boca sem contar uma nova mentira, pior que isso, não consegue mais esconder a mentira que sempre foi.

Nesta quinta-feira, quando disse que nasceu politicamente com o centrão e que este não saiu dele, assim como ele não saiu do centrão, ele chamou os bolsonaristas de otários.

Para piorar, um dos mais patéticos e bem pagos fiéis escudeiros, Rodrigo Constantino, encerrou a fatura dando um bico nos escrúpulos, até porque não tem outra alternativa. Ele solta esta pérola:

Não há nenhum conservador feliz com a expansão do centrão no governo. Mas eis o que muitos entendem:

É o governo mais à direita que tivemos, com mais gente séria, agenda reformista virtuosa e sem escândalo de corrupção até aqui. O sistema é podre mesmo. Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino todos sabem, é um pano de chão enlameado, mas é isso que sobrou para Bolsonaro tentar limpar a sua imagem que está mais imunda do que uma latrina entupida. Ele faz isso junto com outras figuras da Jovem Pan com o mesmo calibre e caráter que são fonte de informação do gado, mas não defendem Bolsonaro a qualquer custo, ao contrário, o custo é alto e quem paga, via Secom, somos nós contribuintes.

E essa turma está fazendo um senhor pé de meia nas nossas costas, via Bolsonaro.

Por outro lado, imagina-se que o tico e o teco de um minion tenham dado um nó, já que o coitado do gado dormiu xingando o centrão de bando de ladrões e acordou comendo capim seco no pasto do mesmo, a mando de Bolsonaro.

Isso significa que Bolsonaro não tem mais discurso, evaporou. Então, teve que assumir como seu o samba do fascista doido, “eu nasci com o centrão, com o centrão me criei, do danado do centrão nunca me separei”.

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A ilusão de que o centrão pode blindar Bolsonaro de uma queda, será sua pior viagem

Se Bolsonaro imagina que o centrão atuará como uma guarda pretoriana dentro do Congresso, está muito enganado, justamente porque é um agrupamento de interesses de velhas raposas da política das mais fisiológicas, sabe farejar como poucos um político em estado de decomposição irreversível.

Esse é o real quadro de Bolsonaro. É só observar a tropa de choque de Bolsonaro na CPI que concluirá que mudou completamente o ânimo de seus defensores do começo da CPI aos dias atuais. A defesa hoje é muito mais protocolar, até porque a CPI avança a passos largos nas investigações deixando pouca margem ou quase nenhuma para que esses senadores possam construir uma tese mínima de defesa para atenuar os impactos negativos que a CPI vem fazendo na imagem de Bolsonaro.

Na verdade, não houve um só dia em que os governistas da CPI tiveram o que comemorar. Além dos palavrórios do senador Marcos Rogério e da vermelhidão de Fernando Bezerra, os senadores do chamado pelotão de choque do Planalto não colocaram o pé na forma. Eles gastam um latim danado e não conseguem reverter coisa alguma.

Assim será a vida de Bolsonaro aqui fora, com o coro das manifestações contra ele engrossando cada vez mais.

E quando o centrão perceber que está na hora de abandonar Bolsonaro para não ganhar um abraço de afogado, podem apostar, eles, os do centrão, não pensarão duas vezes, não haverá Lira que segure os pedidos de impeachment porque sabe que ficará sozinho com a brocha na mão.

O centrão pode ser tudo, menos tolo.

Quando as manifestações se agigantarem nas ruas, e elas se agigantarão, o máximo que essa gente fará é abrir a porta dos fundos para Bolsonaro sair sem fazer muito alarde e, a partir de então, virar-se sozinho.

Bolsonaro não pode dizer que não esperava isso, afinal ele disse hoje que sempre foi do centrão.

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