Dia: 1 de agosto de 2021

Vídeo: Homem é atacado por bolsonarista no Rio: “Ele podia ter me matado”

Eduardo Debaco alertou que os manifestantes pró-Bolsonaro não usavam máscara; jogado contra um carro, ele foi atropelado e está internado com duas fraturas na perna.

Um homem que passava pelo bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, neste domingo (1), foi agredido por um manifestante bolsonarista e empurrado contra um carro, durante protesto favorável ao presidente e pelo voto impresso.

Eduardo Debaco, que contou os detalhes em vídeo, foi atropelado e está internado com duas fraturas na perna.

Debaco declarou que fez um comentário para um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Um dos manifestantes, então, tentou agredi-lo duas vezes, o que fez com que fosse “arremessado contra um carro”. Ele foi socorrido pelo motorista e vai ter que passar por cirurgia.

“Hoje, eu saí de casa para correr e passei por bolsonaristas com a camisa da seleção brasileira, duas mulheres e um homem. Eu comentei que bolsonarista não usa máscara. Foi o suficiente para o homem partir pra cima de mim para tentar me agredir”, conta.

“Eu me desequilibrei, caí no asfalto e antes de me reerguer ele veio em uma nova carga e me arremessou pra cima de um carro, que passou com a roda por cima da minha perna. Minha perna está quebrada em dois pedaços. Estou aqui no hospital, vou entrar em cirurgia e espero que eu consiga recuperar minha perna”, destaca a vítima.

“Ele podia ter me matado. Isso mostra que tem gente hoje no Brasil que não tem o menor respeito pela vida. Não usar máscara já é uma falta de respeito, o vírus está matando um monte de gente. Usar máscara não dói, não impede ninguém de trabalhar. A gente está preso em casa por causa dessa gente que não usa máscara”, completou Debaco, em vídeo gravado no hospital.

*Com informações da Forum

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Vídeo: Interferência não!

No último sábado, as promotoras do Ministério Público que acompanhavam o Caso Marielle e Anderson desde o início da investigação, pediram afastamento do caso. Dias antes, ficamos sabendo que o delegado da polícia civil que acompanha as investigações foi substituído pela quarta vez.

Já são mais de 3 anos e 4 meses sem respostas e depois dessas últimas notícias, fica ainda mais nítido que precisamos criar mais pressão e exigir um posicionamento das autoridades. Acesse agora interferencianao.org para enviar um email ao governador e ao Ministério Público, e mostre que você também é contra a interferência nas investigações e quer ver justiça por Marielle e Anderson!

Assista:

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69% dos brasileiros acham que o Brasil está em declínio; nenhum outro país pesquisado é mais pessimista

Com Bolsonaro na presidência, o brasileiro espera pelo pior. Isso é destaque claro na pesquisa Ipsos.

Significa dizer que é muito mais do que uma simples expressão de desânimo, mas de todo um processo negativo construído ardilosamente pelas classes dominantes com um único propósito, o de produzir uma concepção filosófica do país que radicalize o pensamento antipovo, antipobre e antinegro. No caso específico de Bolsonaro, antimulher.

Em momento algum, o golpe em Dilma e a prisão de Lula, o povo brasileiro abandonou a esperança de ser o protagonista de um novo país, porque jamais desistiu de defender os governos petistas nos três mandatos em que conseguiu governar, desde o início do processo que desembocou em Bolsonaro, da farsa do mensalão armada pela grande mídia, sobretudo a Globo e a Veja em tabelinha, até os dias atuais, passando pela criminosa Lava Jato.

Lógico que, ao contrário do otimismo que o Brasil viveu com Lula e Dilma, o estado de espírito dos brasileiros mudou completamente com Temer e piorou ainda mais com Bolsonaro, simplesmente porque a vida concretamente piorou muito, ao contrário da versão que o mercado paga para a mídia vender.

Mas que raio de mercado é esse? Quem são essas pessoas no Brasil que fazem com os indivíduos o que se chama de mercado? As classes dominantes, grandes empresários, banqueiros, grandes rentistas e, sobretudo, a agiotagem, melhor dizendo, empréstimo entre pessoas que cresceu assustadoramente. Pior, isso está sendo comemorado como se comemora na mídia a precarização do trabalho.

Como bem disse hoje Lula em uma live que, entre outras pessoas, participaram Haddad, Flávio Dino e Boulos, esse sistema de precarização da mão de obra e a total redução dos direitos dos trabalhadores pelos donos do dinheiro grosso é cinicamente classificado pelo meio de comunicação como empreendedorismo.

E são milhões e cada vez mais milhões brasileiros que hoje enfrentam esse sistema neoescravocrata que se transformou na principal plataforma daqueles que só têm uma coisa em mente, explorar a mão de obra, fazer do sangue e do suor do trabalhador lucro em estado puro, sem qualquer garantia ou direito, no sentido mais potente de um capitalismo nazista em que o termo ser humano é rigorosamente apagado do debate para se colocar como ponto central o dito mercado que, em última análise, é também o principal vetor de estímulo ao racismo.

Por isso, Bolsonaro ainda não caiu, porque conta com o apoio dessa escória da sociedade que só vai mudar seu comportamento criminoso com toda a população indo para as ruas, com boicote a produtos como uma corrente popular capaz de derrubar essa muralha doentia de quem não se dá por satisfeito em ganhar, mas sente uma felicidade incontrolável em segregar, em massacrar, em esmagar as camadas mais pobres da população.

Somente isso justifica a raiva que eles têm de Lula, porque ganharam muito durante o seu governo, porque o país como um todo ganhou, quando se transformou na 6ª potência econômica do mundo.

Mas essa gente não está interessada em país, em ranking de economia global e menos ainda no bem-estar da população, do contrário não apoiaria um monstro que é responsável pela perda de quase 600 mil vidas, somado a uma quantidade enorme de crimes comuns que vem cometendo.

Mas isso não é o pior, o pior é a atitude pornográfica de agentes do Estado pagos a peso de ouro pelo povo para trabalhar a favor dessa classe dominante contra o próprio povo que lhe garante os maiores privilégios do Estado.

O que pode ser mais cínico do que a proposta de Barroso para tirar qualquer peso popular na escolha do principal governante com seu semipresidencialismo de encomenda? Exatamente o que já foi dito aqui. Foi preciso, num primeiro golpe, unir o parlamento corrompido com o judiciário, igualmente corrompido, para destituir uma mulher honrada como Dilma e colocar no lugar um lixo humano como Temer para fazer o serviço sujo programado pelos “donos da terra”.

E Luis Roberto Barroso chega ao cúmulo do cinismo de, 5 anos após o golpe, justificando a sua tese antipovo de semipresidencialismo, assumir publicamente que Dilma foi golpeada porque jamais cometeu qualquer crime.

O mesmo Barroso, que se transformou no maior defensor da quadrilha da Lava Jato comprovadamente corrupta e, em duas oportunidades, mostrou como foi e ainda segue sendo parceiro de Bolsonaro na sua eleição e sustentação no poder. Primeiro, como relator no TSE, negando que o nome de Lula permanecesse na urna como determinou a ONU e, agora, negando-se a admitir que Moro foi um juiz corrupto e ladrão, como quem disse Glauber Braga.

Para tanto, Barroso se pegou na estúpida tese de que toda a sujeira que foi descortinada pelo Intercept sobre a Lava Jato, não tem valor por ter sido não mentirosa, mas hackeada. Com isso, condenou-se um inocente, e Barroso sabe disso, mas ainda assim defendeu uma corja de criminosos.

Isso tem uma explicação que se estende a outros personagens centrais do judiciário que agem com preconceito com quem paga seus leitões, porque todos eles se declaram liberais, ou seja, fãs dessa política segregacionista de Paulo Guedes que oferece restos de comida dos pratos da classe dominante para 20 milhões de famintos que Bolsonaro jogou na miséria.

Em outras palavras, numa leitura um pouco mais ampla do que mostra a pesquisa Ipsos, é a completa falta de crença na governança que aí está no sentido mais amplo da palavra, não como um país de verdade, mas como um Brasil oficial que, como dizia Machado de Assis, é burlesco e caricato.

Nenhuma descrição disponível.

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Militares são relegados a 2º plano no governo Bolsonaro e centrão vira força hegemônica

Não há qualquer novidade nessa notícia dada pela Folha de São Paulo.

Desde o princípio, Bolsonaro pensou nos militares de forma objetiva para ameaçar a democracia ou de fato produzir um autogolpe.

Já está claro que Bolsonaro, colocando Pazuello no nevrálgico ministério da Saúde, um general da ativa, em troca de algumas vantagens pessoais, colou nas Forças Armadas a imagem de coautora do genocídio.

A intenção dele era exatamente essa, dividir a responsabilidade com os militares e, assim, reduzir as chances de qualquer reação da sociedade ou das instituições. Mas Bolsonaro se deu mal, pior, só a primeira parte do plano funcionou e os militares acabaram por ficar associados ao morticínio por covid que já matou até aqui mais de 550 mil brasileiros, porque não tem saída, Pazuello é um general da ativa, não da reserva.

Como se sabe, contra fatos, não há argumentos. E Bolsonaro pensou agora, se os militares do meu governo não servem para me blindar, com ameaças ou com ações ditatoriais, eles não servem para nada.

E se de fato a ideia de jerico da mais recente live de Bolsonaro, foi de Ramos, aquele general da reserva, a quem muitos chamam de Maria Fofoca, dentro do próprio governo, aí é que a coisa azedou de vez para esses remanescentes do restolho da ditadura que ficam vagando como almas penadas dentro do governo, quando era para todos estarem vivendo tranquilamente jogando peteca em algum clube militar.

Na verdade, com sua última live, Bolsonaro sofreu sua maior derrota política em termos de publicidade, porque, de todos os seus pronunciamentos, esse teve unanimidade de críticas pesadas que lhe tiraram ainda mais musculatura já totalmente atrofiada.

Soma-se isso ao fato de, semanas atrás, Carluxo montar uma farsa mal-ajambrada do cocô entupido que angariou um número incontável de memes que amoleceram ainda mais o seu chão, fazendo com que o genocida caminhe agora não mais sobre um chão mole, mas sobre uma lama ainda menos espessa.

Assim, Bolsonaro, vendo-se sem saída, terceirizou seu governo para o centrão, deixando os militares do Planalto com a brocha na mão.

Para piorar e azedar de vez o sono do insano, o relator da CPI, Renan Calheiros, pede quebra de sigilo de uma rede nazista de apoiadores oficiais de Bolsonaro nas mídias digitais e tradicionais. Certamente, fazendo um pente fino nessas similistroncas carregadas de mercenários que nesses dois anos e meio mamaram gostosamente nas tetas do Estado, via Secom, como um pelotão de guerra de fake news que o Planalto montou e, agora, será totalmente alcançado e defenestrado pela CPI.

Ou seja, através da CPI, teremos uma grande evolução, o que significa uma grande derrota, possivelmente, a mais amarga de Bolsonaro, o que mudará ainda mais a sua tônica obrigando-o a dar socos no vento, fazendo com que a história de seu impeachment ou mesmo uma renúncia aperte o passo.

Uma coisa é certa, não há mais um caminho de rato para Bolsonaro apelar. Essa excomunhão dos militares de seu governo para a livre circulação do centrão no Palácio do Planalto é parte significativa de uma história que caminha a passos largos e velozes para o aniquilamento total de seu mandato.

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O grande plano de arapongagem da ‘lava jato’: vai ficar assim?

Quando achamos que alcançamos o fundo do poço, encontramos uma pá. E uma placa: “Cave mais”. Tem mais coisa. O fundo não é aqui…

Foi o que descobrimos com a matéria de Jamil Chade, do portal UOL, que denuncia a mais sórdida tentativa de um órgão estatal de buscar determinados fins sem se importar com os respectivos meios.

Trata-se da tentativa da força-tarefa da “lava jato”, liderada por Deltan Dallagnol e supervisionada por Sergio Moro (como todos já sabem), de adquirir o Pegasus, equipamento de alta espionagem.

Para quem não sabe, o Pegasus entra no seu celular e computador sem que se perceba, e escuta e filma você em tempo real. É o “1984” de Orwell diante de nossos olhos. Moro, quando ministro da Justiça, fez tratativas, como mostra o fac-símile do e-mail a ele dirigido, para comprar o Pegasus, o mais terrível instrumento de espionagem.

Claro. Os integrantes da força-tarefa fazem o usual: repudiam aquilo que as mensagens (diálogos) reveladas pela operação “spoofing” deixam claro. Eles negam que tenham pretendido fazer o que fica claro que fizeram. O fato é: eles queriam montar um sistema de espionagem cibernético. Os diálogos são claros. Insofismáveis.

O procurador Júlio Noronha diz:

“Pessoal, a FT-RJ (Força Tarefa do Rio de Janeiro) se reuniu hj com uma outra empresa de Israel, com solução tecnológica super avançada para investigações. A solução ‘invade’ celulares em tempo real (permite ver a localização etc.). Eles disseram q ficaram impressionados com a solução, coisa de outro mundo…”.

Evidente. Concordamos. É coisa de outro mundo. Mas outro mundo mesmo! O mundo da clandestinidade, da ilicitude. O mundo das suspeições. Das parcialidades. Das prisões ilegais. O mundo em que um ex-presidente da República é impedido de se candidatar e fica preso injustamente por quase 600 dias. Processo? Que é isso — um processo? Bom, vimos o que disse o Supremo Tribunal Federal sobre isso.

Aos poucos, onde se puxa uma pena sai uma galinha. Mais uma araponga. E um marreco. Aliás, marrecos sempre estão presentes nesses eventos araponguísticos (é só perguntar para os advogados do ex-presidente Lula). Apenas um procurador, de nome Paulo (talvez arrependido como na saga bíblica “Saulo, Saulo, por que me persegues?”), mostrou preocupações éticas com a possível compra do Pegasus. Mas, é claro, foi logo dissuadido pelos demais. Afinal, os resultados a serem buscados compensariam os danos provocados pelos meios ilícitos — leia-se criminosos.

Veja-se que, durante a conversa, os procuradores ainda citam como um outro programa — o Cellebrite — estaria prestes a chegar. Trata-se, no caso, de aplicativo para extrair dados de aparelhos apreendidos. A questão é: o que mais esse grupo tem em termos de “mundo secreto” que a sociedade não sabe?

Explicam-se também com essas revelações as razões pelas quais o procurador-geral Augusto Aras deu um basta nas arbitrariedades da “lava jato”. Agora entende-se por que a força-tarefa desancou Aras. Bom, com essa notícia do Pegasus, parece que razões Aras as tinha de sobra.

O que dizer do bunker de Dallagnol? Não, não é brincadeira. Havia o plano já em 2017 (será que foi realizado?) de montar um bunker para arapongagem no 14º andar do prédio do MPF, em que estava instalado Dallagnol. Leiamos:

“No futuro poderíamos estruturar esse BUNKER com equipamentos melhores compra de storages, celebrite, etc.). e eventualmente mais servidores (RFB, PRF, etc.). Os servidores que ficarão dedicados exclusivamente ao BUNKER, ao trabalharem com diferentes grupos e diferentes casos, ganharão gradativamente knowhow das diferentes técnicas de investigação e também conhecimento dos diferentes casos e de suas eventuais zonas de interseção”.

Pronto. É preciso mais alguma coisa para uma CPI ou uma ampla investigação do CNMP e da Corregedoria do MPF? Afinal, a instituição ministerial não vai querer que se fique com essa péssima impressão de um órgão que, pela Constituição, tem de defender os direitos e as garantias fundamentais e não procurar atuar com estratagemas clandestinos. Bom, se alguém acha que não deve ser assim, informe-se sobre o que é o Pegasus e do que ele é capaz. E o que é espionagem cibernética. E aproveite para ler o elenco de garantias que a Constituição dá ao cidadão.

Observe-se que até acordos de leniência e colaboração foram usados para compra de equipamentos, conforme revela a reportagem de Jamil Chade. Com direito às ironias do procurador Januário:

“Pode ter dado certo, mas não está certo. hehe”. Mas apontaria que em um acordo de leniência “não teria problema”, ou ainda que “no cível tudo se cria” (sic).

Tem razão, doutor. A força-tarefa é que tudo cria(va). No cível e no crime.

Fac-símiles de e-mails mostram a negociação entre os procuradores e a empresa que vendia os equipamentos de espionagem. É absolutamente chocante que um grupo de procuradores tenha se tornado maior e mais poderoso do que a instituição, ignorando as mínimas regras legais que juraram defender.

Essas tratativas foram sendo feitas até que Augusto Aras assumiu a PGR. Parece ficarem claras as razões da alteração no seio da “lava jato”. O ponto era o retorno ao mínimo de legalidade.

A ironia ou o paradoxo de tudo isso é que as mensagens constantes da operação “spoofing” e que revelam toda essa trama são produto justamente de algo similar. Algo como “pau que bate em Chico bate em Francisco”. É despiciendo lembrar que não comungamos com provas ilícitas. O que as mensagens da operação “spoofing” demonstram é que havia algo de podre no reino da “lava jato”.

E aí vem o ponto. Nem é necessário utilizar a prova advinda da operação “spoofing”. Há elementos outros que apontam para as irregularidades e ilicitudes ocorridas na “lava jato”. Afinal, juízo incompetente, juiz parcial, Fundação declarada ilegal pelo STF, influências externas, provas que não passaram pelo crivo da legalidade (por exemplo, provas advindas da Suíça e EUA) e assim por diante. Há, enfim, aquilo que o próprio CPP estabelece como “descobertas independentes”.

O que faz com que perguntemos: o que mais a força-tarefa comandada por Dallagnol fez? Isso vai ficar assim? E sobre as ilegalidades, agora já sedimentadas por julgamentos do STF, como serão reparadas? Quem pagará?

Se os leitores acharem que os fins justificam os meios e que garantias processuais são filigranas (como disse Dallagnol), então não pode se queixar nem mesmo quando um hacker invade o seu próprio celular. E quem garante que não é o Pegasus ou coisas desse tipo? E quem estaria do outro lado? E se forem agentes do próprio Estado? É ruim, não é? Pois é. Reflitamos sobre isso.

Em tempo… Correta a atitude do corregedor nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, que alterou a sugestão de penalidade para os procuradores da extinta força-tarefa da “lava jato” do Rio de Janeiro de suspensão para DEMISSÃO.

Tais procuradores são alvos de PAD por terem divulgado informações de um processo contra os ex-senadores da República antes de o sigilo ter sido levantado, tática utilizada com frequência pelos membros de Curitiba.

Quando o próprio Estado age ou pretende agir na clandestinidade, ele se iguala aos malfeitores. Parece óbvio isso, não?

Mas o óbvio tem de ser dito. Darcy Ribeiro é quem bem dizia — e aqui o parafraseamos: Deus é tão treteiro, faz as coisas tão recônditas e sofisticadas, que ainda precisamos dessa classe de gente chata do Direito para desvelar as obviedades do óbvio.

Que esse episódio seja, pois, mais uma demonstração de maturidade e higidez do nosso sistema de Justiça.

*Por Lenio Luiz Streck, Marco Aurélio de Carvalho e Fabiano Silva dos Santos/Conjur

*Foto montagem destaque: PT.org

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Live de Bolsonaro sobre supostas fraudes eleitorais foi obra do general Ramos

Foi 100% obra do ministro Luiz Eduardo Ramos o embasamento, digamos, teórico da live de quinta-feira passada em que Jair Bolsonaro pôs em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas.

Foi Ramos quem descobriu o empresário paulista, dono de uma empresa de software, que jura conseguir provar que Aécio Neves venceu Dilma Rousseff em 2014.

O general também destacou e treinou um antigo auxiliar seu, o coronel Eduardo Gomes, para explicar na transmissão as descobertas do tal empresário.

Bolsonaro, Ramos e Gomes tiveram algumas reuniões nas últimas semanas para amarrar toda a fala de quinta-feira.

*Lauro Jardim/O Globo

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Família de Braga Netto e Jair Renan Bolsonaro, fizeram voos pela FAB pagos por contribuintes

Nas asas do estado (Parte 2): os voos sem comprovante impresso mas auditáveis da família Braga Netto e de Jair Renan.

E mostram, via Lei de Acesso à Informação, que a família Braga Netto voou unida em 2020. E gratuitamente. Em duas ocasiões, Jair Renan, filho de Jair Bolsonaro, estava presente também.

Por ocasião dos voos, o general Braga Netto, atual ministro da defesa, ainda ocupava a casa civil. Isabela Oasse, filha do militar, esteve nos voos dos dias 4 e 24 de setembro do ano passado, ambos partindo do Rio de Janeiro para Brasília. Já a mulher do general, Kathia Ancora Braga Netto, viajou Brasília/Rio no dia 3 de setembro, com volta no dia seguinte e fez um ida e volta Brasília/Salvador nos dias 17 e 18.

Jair Renan, o 04, pegou carona de Brasília para o Rio no dia 3 e voltou no dia seguinte, ambos também em setembro.

As agendas que justificam o uso dos requerimentos para os voos são variadas. De orientação do legado olímpico, passando por visitas relacionadas ao combate a pandemia.

Os voos solicitados pelo general, enquanto ministro, junto a FAB são uma prerrogativa legal concedida ao ocupante do cargo, de acordo com o “decreto Nº 10.267”, assinado por Jair Bolsonaro em 5 de março de 2020, que dispõe sobre o transporte aéreo de autoridades em aeronaves do Comando da Aeronáutica.

No entanto, dois artigos são contraditórios em relação a presença dos familiares e convidados.

O artigo 7 do decreto autoriza, ao afirmar que “ficarão a cargo da autoridade solicitante os critérios de preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas”, ou seja, em última análise, o ministro, pode levar quem ele quiser.

Mas o artigo 6º, em seu 3º parágrafo, não parece confirmar tal enunciado. Está no artigo 6º, 3º parágrafo: “a comitiva que acompanha a autoridade na aeronave do comando da aeronáutica terá estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança”.

Isabela Oasse, filha do general, esteve envolvida em outra polêmica recente, também relativa a benfeitorias proporcionadas pelo poder do pai. No caso, uma nomeação para cargo na ANS (Agência Nacional de Saúde), com salário de R$ 13.074,00 e no lugar de um servidor de carreira. A nomeação teve que ser autorizada pela casa civil, ou seja, no caso, o pai autorizou a noemação da filha. Isabela Oasse chegou a ser nomeada mas dois dias depois, devido a enorme repercussão negativa, o ato acabou sendo cancelado.

O general Braga Netto é considerado hoje um pilar do bolsonarismo mais radical. Na última semana, esteve no epicentro de uma polêmica por ocasião da publicação de uma reportagem no jornal Estado de São Paulo que revelava ameaça do ministro da defesa ao presidente da câmara dos deputados no sentido de que, caso não se instalasse o comprovante impresso do voto nas próximas eleições, as mesmas não ocorreriam. Após a publicação, o general tentou desmentir, apesar da contradição de na mesma nota insistir na questão do voto impresso. O presidente da câmara, Arthur Lira, não desmentiu o fato de ter recebido a bravata por parte do general.

O comprovante impresso é pauta do presidente Jair Bolsonaro, que jamais conseguiu provar a existência de fraude nas urnas eletrônicas, que passam por processos de diferentes auditorias e ontem, em sua live semanal, confirmou não ter provas sobre fraudes nas urnas.

Outro Lado:

A reportagem enviou questões sobre a presença de familiares do ministro e de Jair Renan, filho do presidente, nos voos da FAB ao general Braga Netto, através da assessoria de imprensa do ministério da defesa mas não obteve resposta.

*Com informações da Agência SportLight/Lucio de Castro

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ONG de reverendo negociou vacinas para o governo com escritório ‘caça-indenizações’ e policial aposentado nos EUA

Em nome do governo, ONG de reverendo tratava de compras de imunizantes com empresa americana aberta em janeiro.

Alvo da CPI da Covid no Senado, uma ONG autorizada pelo Ministério da Saúde a negociar a compra de vacinas para o Brasil buscou doses com uma empresa nos Estados Unidos gerenciada por um policial aposentado que chegou a ser afastado das ruas por suspeita de corrupção.

A sede da empresa, que foi aberta há seis meses e não comprovou ter meios de disponibilizar os imunizantes, é registrada no endereço dos fundos de um escritório de advocacia especializado em pequenas causas indenizatórias, localizado no Queens, em Nova York.

A reportagem da Folha esteve no local na semana passada e foi informada pelo sócio do escritório, Darmin Bachu, que a empresa que supostamente vende vacinas funcionaria em outro lugar, a poucos quilômetros dali. Nesse novo endereço fica um cinema de bairro, também gerenciado pelo policial aposentado.

Trocas de mensagens obtidas pela Folha apontam que, em nome do governo brasileiro, a ONG Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), uma entidade privada, discutiu com a empresa americana a possibilidade de compra de vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, além de luvas e seringas. A AstraZeneca nega que negocie venda para empresas privadas.

Criada em janeiro deste ano, a firma novaiorquina ganhou o nome de International Covid Solutions Corp e, segundo registros nos EUA, é presidida por Charles Ramesar e gerenciada pelo policial aposentado de Nova York Rudranauth Toolasprashad, conhecido como Rudy.

Já a Senah é comandada pelo reverendo Amilton Gomes de Paula, que foi convocado a depor na CPI da Covid e deve comparecer ao Senado na terça (3).

A ONG entrou no radar da comissão após outras negociações virem à tona. Com autorização do Ministério da Saúde, a Senah discutiu, por exemplo, a compra de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca por meio da empresa Davati Medical Supply, também localizada nos EUA.

A chancela do governo para as negociações foi concedida por Laurício Monteiro Cruz, então diretor de Imunização do Ministério da Saúde, que acabou exonerado depois que o caso foi revelado.

O policial militar e vendedor de vacinas Luiz Paulo Dominghetti Pereira disse à Folha no início de julho que Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística do Ministério da Saúde, pediu propina para que a Davati fechasse o contrato com o governo brasileiro. Dias foi exonerado e nega as suspeitas.

Já a negociação da ONG com a International Covid Solutions Corp aconteceu em paralelo à feita com a Davati. Os representantes da Senah tratavam sobre a venda de vacinas com o gerente da empresa, Rudy, desde o início do ano.

Em um comunicado de fevereiro, Rudy diz à Senah que iria providenciar ao Brasil 4 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca, 4 milhões de luvas e 4 milhões de agulhas e seringas para “agências governamentais e companhias privadas”.

No entanto, Rudy pede uma carta de comprovação, assinada pelo governo e empresas, com o compromisso de aquisição dessas vacinas, o que não aconteceu.

Em outro comunicado, de maio, a Senah afirma que iria se reunir com o governo brasileiro e que havia interesse oficial na compra dos imunizantes, mas acrescenta que seriam necessárias provas documentais da existência dessas doses, o que também não foi providenciado por Rudy.

Procurados, integrantes da ONG e da empresa nos EUA dizem que essas negociações não prosperaram e sinalizam desconfiança uns dos outros.

Segundo a imprensa americana, Rudy, que tem origem guianense, foi investigado num escândalo de suspeita de recebimento de propina no início dos anos 2000, mas acabou não sendo processado.

Reportagem do The New York Times afirma que, enquanto era investigado, ele teve que entregar a arma e o distintivo e passar a fazer trabalhos administrativos.

De policial, passou a gerente de cinema e da International Covid Solutions Corp, cujo endereço —o mesmo dos fundos do escritório de advocacia— é registrado em uma movimentada avenida do bairro Jamaica, no Queens, repleto de comércio e numerosa população de imigrantes.

Mas antes de conseguir identificar a casa, com numeração quase apagada em uma caixa de correio enferrujada, o visitante pode ler o anúncio: “Acidente? Ferido? Entre agora! Vamos conseguir o máximo de dinheiro para seus ferimentos.”

Na tarde de segunda-feira (26), a Folha esteve no local e visitou o escritório de advocacia Bachu & Associates. Um funcionário explicou que, entre as salas apertadas, existem outras empresas —”talvez umas três ou quatro”— mas não sabia nada sobre a venda de imunizantes. “Estou sempre no telefone, bastante ocupado e, com a pandemia, tem muita gente trabalhando remoto”, afirmou.

Ele disse que havia ouvido falar em Rudy, mas não conhecia Charles Ramesar, e passaria o contato da reportagem para o chefe do escritório.

Além da empresa envolvida na negociação de vacinas com a Senah, o escritório de advocacia também é endereço de outra firma criada por Charles Ramesar, a Covid 19 Rapid Teste Nyc Inc., registrada 12 dias antes da criação da International Covid Solutions Corp.

Durante dois dias, a Folha telefonou diversas vezes e visitou os endereços comerciais e residenciais registrados em nome dos supostos sócios da International Covid Solutions Corp, mas não os encontrou.

Cinema onde é o verdadeiro endereço da International Covid Solutions Corp., segundo o advogado Damian Bachu

*Com informações da Folha

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Vídeo: O ouro histórico de Rebeca Andrade

A menina Rebeca Andrade conquista mais um feito histórico nas olimpíadas de Tóquio, medalha de ouro no salto.

Foi a primeira vez que uma brasileira subiu duas vezes ao pódio em uma única edição de Olimpíadas. Ela já havia se tornado a primeira brasileira medalhista olímpica na ginástica artística após ter conquistado a prata no individual geral.

Rebeca se tornou a primeira mulher do Brasil com duas medalhas numa só edição dos Jogos Olímpicos e ainda pode ir a três pódios. A ginasta disputa a final do solo com o Baile de Favela nesta segunda-feira, às 5h57.

Confira e comemore:

*Com informações do 247

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