Mês: agosto 2021

Correios lucram R$ 12 bi em 20 anos e passam 73% à União; vale privatizar?

Os Correios são lucrativos e, nos últimos 20 anos, repassaram 73% dos resultados positivos acumulados ao seu único acionista, o governo federal. Para críticos da privatização, os números reforçam que vender a empresa é um erro, enquanto alguns especialistas afirmam que os rendimentos da estatal não são o principal fator a ser levado em consideração.

Entre 2001 e 2020, foram 16 anos de lucro e quatro de prejuízo. No total, a empresa acumula resultado líquido positivo de R$ 12,4 bilhões em valores atualizados pelo IPCA, e repassou R$ 9 bilhões em dividendos nesse período.

A União recebeu dividendos dos Correios por 12 anos seguidos, de 2002 a 2013. Desde então a estatal não transferiu lucros, pois ainda se recupera do período de prejuízos.

lucros e prejuízos dos correios entre 2001 e 2020 - Arte/UOL - Arte/UOL

Correios não dependem mais do Tesouro

Os Correios não são dependentes do Tesouro. Isso significa que a estatal se mantém com os próprios recursos, sem precisar de aportes frequentes de dinheiro público para fechar as contas.

Nos últimos 20 anos, há registro de um aporte feito pelo Tesouro para aumento de capital da empresa. Em valores atualizados, foram R$ 254 milhões em 2018 —o que representa 2% do total de dividendos que os Correios distribuíram à União no período.

Comparação com outras estatais

Os lucros dos Correios são pequenos se comparados às maiores estatais brasileiras. O Banco do Brasil, por exemplo, lucrou R$ 13,9 bilhões apenas em 2020, ano em que distribuiu R$ 2,1 bilhões de dividendos ao Tesouro.

Mas os retornos dos Correios são grandes em relação ao valor investido na empresa. Segundo o último Boletim das Participações Societárias da União, com dados de 2018, os Correios tiveram o terceiro melhor desempenho em retorno sobre o patrimônio líquido (69,5%), à frente da Caixa (37%), do Banco do Brasil (18,1%), do BNDES (16,9%), da Eletrobras (15,1%) e da Petrobras (13,6%).

Papel do Estado é lucrar?

Sérgio Lazzarini, doutor em administração e professor do Insper, afirma que os lucros dos Correios não significam que a melhor opção seja manter a empresa estatal.

“O papel do Estado não é lucrar, mas investir em áreas de interesse público que têm retorno social, como saúde, educação e saneamento”, afirmou.

Mas os dividendos distribuídos pelos Correios não ajudam a bancar serviços essenciais? Sim. Porém, na visão de Lazzarini, o dinheiro investido na estatal poderia render resultados melhores se aplicado diretamente nas áreas mais urgentes.

É o que economistas chamam de “custo de oportunidade”. O dinheiro investido em alguma coisa não está sendo usado em outra, por isso é necessário avaliar qual a melhor opção. Lazzarini exemplifica com uma situação de orçamento familiar:

Imagine uma família que tem dinheiro aplicado numa empresa e recebe dividendos. Aí falta dinheiro para pagar a faculdade do filho. Se a família vende as ações e usa esse valor para pagar os estudos, o filho se desenvolve, forma-se, e a situação da família ficará melhor do que antes.

Eficiência privada é maior, mas monopólio privado preocupa

Marcelo Godke, especialista em direito empresarial e societário, faz parte do time de liberais que defende limitar investimento estatal a pouquíssimas áreas. “Não acho que o Estado tenha a função de distribuir cartas”, diz.

O advogado é a favor da privatização também porque a iniciativa privada seria mais eficiente na prestação do serviço postal. Ele se preocupa, porém, com uma eventual manutenção do monopólio da distribuição de cartas no Brasil. “O monopólio leva sempre a uma grande ineficiência.”

Os Correios possuem o monopólio de correspondências no Brasil e concorrem com empresas privadas em outros serviços, como entregas de mercadorias. Estudos contratados pelo BNDES apontam como uma das melhores soluções a venda de 100% da estatal, com manutenção do monopólio postal e a regulação do serviço privado.

Sérgio Lazzarini afirma que é fundamental discutir a regulação, para garantir que o serviço de entregas continue atendendo regiões remotas. “Se vendermos os Correios com ‘porteira fechada’ [100% da empresa] e o comprador puder fazer o que quiser, certamente vai ignorar entregas mais complicadas ou cobrar preços bem mais altos”, diz.

Privatizar é ‘vender almoço para comprar janta’, diz economista

Segundo Marcio Pochmann, doutor em economia e professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas/SP), o governo quer vender empresas lucrativas para fazer caixa, algo que só interessa a quem está no poder.

O governo não tem um projeto de país. Estamos vivendo o ‘presentismo’, vendendo o almoço para comprar o jantar. Estamos cancelando o futuro.

Ele defende que a economia precisa ser híbrida, com o Estado atuando em áreas nas quais a iniciativa privada é insuficiente. Se a estatal for lucrativa, tanto melhor, mas esse não é o principal fator a ser observado.

No caso dos Correios, o investimento público seria necessário para garantir a entrega de correspondências em todo o território nacional a preços acessíveis.

De acordo com Pochmann, a ideia de que o setor privado é mais eficiente do que o público foi por água abaixo após a crise internacional de 2008, quando governos tiveram que injetar bilhões de dólares para salvar empresas.

Empresa está se valorizando, dizem funcionários

Para Marcos Cesar Silva, vice-presidente da Adcap (Associação dos Profissionais dos Correios), além de a estatal ser lucrativa, ela está se valorizando. Isso porque, apesar da queda de procura por correspondências, o setor de logística cresceu durante a pandemia, e os Correios têm estrutura para atuar em todo o Brasil —uma vantagem sobre a concorrência.

Silva, que também é ex-representante dos funcionários no Conselho de Administração dos Correios, afirma que os prejuízos acumulados entre 2013 e 2016 aconteceram principalmente por causa de uma mudança contábil que obrigou a empresa a garantir mais recursos para futuras aposentadorias.

“Os estudos para a privatização dos Correios são enviesados, para confirmar o que o governo já queria”, diz Silva. Ele alega que a venda da estatal atende somente a interesses de pessoas que pretendem se apropriar de uma empresa lucrativa.

*Com informações do Uol

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Alexandre de Moraes guarda forte munição contra o clã Bolsonaro

Uma história que ficará na gaveta ou que sairá dela um dia.

O inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal para investigar a produção de fakes news e o financiamento de manifestações contra a democracia trouxe à luz uma série de subprodutos, e um deles é nitroglicerina pura contra a família Bolsonaro – o pai, presidente da República, e os filhos Flávio, Carlos e Eduardo, os três zeros.

Puxa daqui, puxa dali, aceitas contribuições espontâneas de terceiros, dados cruzados, e de repente viu-se contada a história da construção da fortuna do clã desde que Bolsonaro se elegeu vereador pelo Rio e depois passou a ajudar a eleger os filhos. A história cobre o período de 30 anos – de 1989 até 2019.

Registra passo a passo a evolução patrimonial da família confrontada com a renda obtida por meio do exercício dos mandatos. A conta simplesmente não fecha. Foi renda de menos para aquisições demais. O ministro Alexandre de Moraes, que preside o inquérito, guarda tudo isso em segredo.

Alexandre sucederá o colega Luís Roberto Barroso na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. É ele que comandará as eleições do próximo ano.

A conferir.

*Blog do Noblat/Metrópolels

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pesquisa Quaest: Lula vence Bolsonaro no primeiro turno e em todas as simulações de segundo

Pesquisa Quaest Consultoria, divulgada nesta quarta-feira (4), apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança isolada, com 46% dos votos na simulação de primeiro turno. Jair Bolsonaro apareceu na segunda posição, com 29%, seguido pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 12%.

Em um segundo cenário, com Sérgio Moro, José Luiz Datena (PSL) e João Doria (PSDB), o petista varia dentro da margem de erro, ficando com 44%. Com Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) na disputa, Lula atinge 45%.

O ex-presidente vence em todas as simulações de segundo turno. Contra Bolsonaro, o petista alcança 54% contra 33%. Contra Ciro, vence por 53% a 23%, e Mandetta, por 58% a 14%.

De acordo com a pesquisa, Lula é o único entre os pré-candidatos em que o potencial de voto é maior que a taxa de rejeição. Ao todo, 58% dizem que podem votar nele, contra 41% que dizem que não.

O levantamento foi feito com 1.500 entrevistados, de 29 de julho a 1 de agosto em 95 cidades das 27 unidades da federação. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

*Com informações do 247

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Na CPI, coronel Blanco comprova que o esgoto, se comparado ao governo Bolsonaro, é pinho sol

Que tal um servidor do ministério da Saúde sair do governo em janeiro e, em fevereiro, negociar vacinas em nome do mesmo ministério? O nome disso é tráfico de influência, ou melhor, relação privilegiada em que o mercado avança sobre o poder público utilizando figuras como o coronel Marcelo Blanco.

Isso, praticamente, é uma confissão de culpa do coronel na CPI.

Na verdade, ele e o revendo Amilton Gomes, que ontem protagonizou aquele depoimento inclassificável, têm o mesmo nível ético e intelectual.

Mas quando se pensa que isso basta em termos de escancarar a corrupção no ministério da Saúde, Guilherme Amado, do Metrópoles, faz uma matéria mostrando que militares que foram do Planalto de Bolsonaro, representam empresa alvo da CPI.

General Severo Ramos e coronel Caminha ocuparam altos cargos na Presidência.

O desconforto das Forças Armadas com militares no alvo da CPI da Covid tem ingredientes para continuar. Dois militares da reserva que passaram por altos cargos no Planalto de Jair Bolsonaro têm representado a VTCLog, empresa na mira dos senadores.

No mês passado, o vice-presidente Hamilton Mourão recebeu quatro representantes da firma em uma reunião, segundo a agenda oficial: a CEO Andreia Lima, convocada pela CPI; o proprietário Raimundo Nonato; o general Roberto Severo Ramos, como consultor; e o coronel Luiz Henrique Frazão Caminha, sem função informada.

Severo Ramos e Caminha são militares da reserva. O primeiro despachou no Planalto até junho de 2019, nos governos Temer e Bolsonaro, onde chegou a ser o número dois da Secretaria-Geral da Presidência. O coronel Caminha, por sua vez, trabalhou na Presidência em 2019 e foi diretor de Integração Produtiva e Desenvolvimento Econômico, também da Secretaria-Geral.

No último dia 7, após a prisão de Roberto Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde por mentir à CPI, disse o presidente da comissão, Omar Aziz: “Os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia”. Em resposta, uma nota do Ministério da Defesa e os comandantes das Forças Armadas afirmava que não aceitariam “ataque leviano”.

(Atualização às 21h25 de 17 de julho de 2021: Em nota, a VTCLog afirmou que “atua com governança corporativa e plena legalidade em suas relações privadas e governamentais”. Os profissionais da empresa são de referência nacional, seguiu o comunicado, e a VTCLog “está e sempre esteve à disposição de prestar todos os esclarecimentos” às autoridades.)

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Corregedor do TSE pede ao STF informações que possam contribuir com investigações sobre chapa Bolsonaro-Mourão

Chapa Bolsonaro-Mourão é alvo de duas ações de investigação judicial eleitoral no TSE. Tribunal eleitoral quer do STF, por exemplo, informações de inquérito sobre milícias digitais.

G1 – O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Felipe Salomão, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de informações que possam contribuir com investigações da chapa eleitoral formada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo vice Hamilton Mourão, então candidatos.

Um dos inquéritos que deve ser compartilhado pelo STF com o TSE foi aberto em julho por ordem do ministro Alexandre de Moraes e investiga a organização e o funcionamento de uma milícia digital voltada a ataques à democracia. O caso envolve deputados bolsonaristas e aliados do presidente Jair Bolsonaro.

Mourão e Bolsonaro são alvo de duas ações de investigação judicial eleitoral, em tramitação no TSE, por supostas irregularidades na contratação do serviço de disparos em massa de mensagens em redes sociais durante a campanha de 2018.

As ações, apresentadas por candidatos adversários, pedem a cassação da chapa por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

“Renovo não só o pedido de informações, como também o de compartilhamento de provas eventualmente produzidas que possam vir a interessar à solução das lides postas nos autos das Aijes (ações de investigação judicial eleitoral)”, escreveu o corregedor do TSE.

Outras medidas tomadas pelo TSE

Na segunda-feira (2), por unanimidade, o TSE abriu um inquérito administrativo sobre ataques de Bolsonaro à legitimidade das eleições.

Também na segunda, o plenário do TSE aprovou, com votação unânime, um pedido ao STF para que Bolsonaro seja investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news.

*Camila Bomfim e Márcio Falcão, GloboNews

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CPI: Assista ao depoimento do Tenente-coronel Marcelo Blanco

A CPI da Pandemia ouve neste momento o Tenente-coronel Marcelo Blanco, ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, que teria se envolvido na negociação de vacinas entre empresas, como a Davati, e o Ministério da Saúde.

Assista:

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Vídeo: Todo esse papo de urna e golpe não passa de fumaça de Bolsonaro pra tirar o foco da CPI

É exatamente isso. Bolsonaro não faz outra coisa que não seja criar misancene como fumaça para tentar acobertar as revelações diárias da CPI que o envolvem até o pescoço. A cada dia, Bolsonaro surge com uma história nova. O cerco se fecha contra ele, não mais a cada dia, mas a cada hora. Dificilmente ele sairá desse enrosco.

Assista:

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General Ramos lavando a honra dos militares do governo Bolsonaro

A foto do general Ramos com Roberto Jefferson é autoexplicativa. Depois de tantos escândalos de corrupção envolvendo militares na compra de vacinas dentro do ministério da Saúde, comandado pelo general Pazuello, um dia depois do depoimento do inacreditável reverendo Amilton Gomes, a foto está perfeita.

General Ramos quis mostrar que Roberto Jefferson é a grande reserva moral do governo Bolsonaro e, consequentemente, do ministério da Saúde. Um homem de caráter ilibado, um pai amoroso de ninguém menos que Christiane Brasil e que, além de tudo, posa com arma de grosso calibre, mostrando fidelidade canina à imagem de um cidadão de bem desse país.

Não sei quem teve a ideia de gênio de colocar o general Ramos posando ao lado de Roberto Jefferson, só se sabe que se o propósito era produzir uma tragédia ainda maior na imagem desse governo, numa espécie de marketing às avessas, a dita narrativa que tanto os bolsonaristas gostam de bradar, deu certinho.

Não há ninguém que represente melhor a honestidade e o carisma do que Roberto Jefferson.

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Nome de Jair Bolsonaro aparece em registro na Florida em entidade junto com parceiro do reverendo Amilton

Jair Bolsonaro aparece como diretor de uma entidade aberta no equivalente a junta comercial da Florida junto com Roberto Cohen, citado na CPI como parceiro do reverendo Amilton Gomes de Paula, que confirmou conhecer tal pessoa.

SportLight – A “Missão Humanitária do Estado Maior das Forças Armadas” foi registrada em Miami em 30 de outubro de 2020, já durante a pandemia. Como diretores, aparecem, no ato de abertura, Jair Bolsonaro (presidente da entidade), Hamilton Mourão (vice) e Roberto Cohen (secretário). A organização consta como “uma organização diplomática, humanitária, com missão de paz, militar, organização intergovernamental e nonprofit”. As entidades “nonprofit” são, em tese, sem fins lucrativos. A reportagem enviou e-mail para a assessoria de comunicação da presidência em busca de confirmar ou não a participação do presidente Jair Bolsonaro na instituição aberta na Florida mas não obteve resposta (ver outro lado ao fim).

ATUALIZAÇÃO DOS REGISTROS FOI FEITA EM 15 DE MARÇO

No último dia 15 de março, uma atualização foi feita na junta da Florida. Permaneceram os nomes de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão e Roberto Cohen, que passou a constar como “tenente coronel capelão”. E entraram os nomes de Fernando Azevedo e Silva, então ainda ministro da defesa, e de Raul Botelho, que consta como tenente-brigadeiro do ar, e que na ocasião da abertura ocupava o cargo de chefe do estado-maior do conjunto das forças armadas do ministério da defesa, de onde foi exonerado no dia 20 de maio, indo para a reserva no dia 2 de junho último. No primeiro registro, o nome do vice Hamilton Mourão aparece sem o “H”. Na posterior atualização já aparece corretamente.

A CONEXÃO ENTRE O DIRETOR DA ENTIDADE ONDE BOLSONARO APARECE E O REVERENDO:

Em 8 de março, o reverendo Amilton Gomes de Paula, que se apresenta como presidente de uma organização chamada de
“Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários” (Senah), enviou uma carta para Herman Cardenas, da Davati, onde aparecia o logo da “American Diplomatic Mission of International Relations” (ADMIR). O documento foi obtido pela CPI na apreensão do celular do cabo Dominguetti. A “ADMIR” tem entre seus diretores Roberto Cohen, que aparece também como secretário da entidade aberta em que consta o nome de Jair Bolsonaro, como mostram os documentos encontrados pela Agência Sportlight de Jornalismo.

A Admir tem como presidente o filho de Donald Trump. Em 2018, o presidente Trump virou presidente de honra da Admir.

Robert Cohen aparece ainda em registros como Zigmund Ziegler Roberto Cohen, tenente-coronel israelense e médico, com estreitas ligações com o Brasil e já tendo sido morador do país. Em seu nome aparecem outros registros de empresas “nonprofit” de missões humanitárias, religiosas ou militares e em algumas com sócios brasileiros. Muitas delas abertas nesse ano.

Durante a audiência da CPI de ontem, o senador Jean Paul Prates (PT-RN), afirmou que a “Missão Humanitária do Estado Maior das Forças Armadas do Brasil” aparece citada nos documentos do reverendo Amilton. Sem conhecer os registros encontrados por esta reportagem na junta comercial da Florida e a presença do nome do presidente Jair Bolsonaro entre os diretores, o senador quis saber o que era essa entidade, a relação do reverendo com ela e com o governo brasileiro e se pertencia ao comando militar ou as forças armadas brasileiras, pedindo a confirmação se sim ou não para o reverendo, que afirmou “não ter conhecimento”.

CAPELÃO DA ENTIDADE NA FLÓRIDA EM QUE BOLSONARO APARECE CITADO É SÓCIO DO SUPERMAN BRASILEIRO

Em outras três empresas em que Robert Cohen aparece nos registros da junta da Florida, entre elas a American Federal Credit Card and Investments Foundation, também inscrita como de “missão humanitária”, consta o nome de Aldebaran Luiz Holleben. Este último foi citado por constar como parceiro do reverendo e por reivindicar o título de “superman”, fato citado na CPI.

REVERENDO AMILTON ABRIU EMPRESA EM BOCA RATON COM CPI JÁ EM CURSO

A reportagem encontrou também uma empresa de caráter supostamente humanitário aberta pelo reverendo Amilton com endereço em Boca Raton, na Florida, já após o início da CPI da Pandemia. A “Golden Angel Humanitary Foundation” foi aberta em 13 de maio de 2021. Como objeto da empresa aparece “ fornecer bens e serviços aos menos afortunados”.

Outro lado:

JAIR BOLSONARO: A reportagem enviou e-mail para a assessoria de comunicação da presidência da república para saber sobre a presença do nome de Jair Bolsonaro em tal entidade mas não obteve resposta. Qualquer eventual resposta será aqui publicada.

REVERENDO AMILTON GOUVEIA DE PAULA: a reportagem tentou entrar em contato, sem êxito.

CAPELÃO ROBERT COHEN: a reportagem não obteve o contato do capelão.

*SportLight – Agência de Jornalismo Investigativo

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Vídeo: O reverendo vigarista que revelou o mar de corrupção do governo Bolsonaro

Que depoimento! Que reverendo vigarista! Quem não assistiu, perdeu um depoimento que teve mentiras do começo ao fim, com direito a choro, pedido de perdão aos senadores, e se autointitular bravateiro. Isso mesmo, e foi o advogado quem soprou no ouvido do depoente, “fala que é bravata”. Ou seja, é o retrato fiel do governo Bolsonaro, cercado por figuras do tipo do picareta reverendo Amilton Gomes que participou da negociação de vacina junto ao ministério da Saúde.

Assista:

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