12 de outubro de 2021
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A imagem corporal de um negro para naturalizar o racismo, o preconceito e a discriminação contra os negros no Brasil, foi uma clara estratégia de Bolsonaro de, diante de uma justiça hipócrita, exercer uma das suas principais especialidades, que é o ódio aos negros sem ser incomodado pela justiça.

Todos sabem que o discurso racista de Sergio Camargo, é o discurso oficial de Bolsonaro. Camargo é um mero reprodutor do pensamento do clã. Ele não tem qualquer importância além de sua xinfrineira ambição e, por isso, acata e leva ao pé da letra todos os ataques oficiais feitos por Bolsonaro através de seu governo.

Parece muito mais importante que a determinação da justiça seja colocada às claras, já que, na prática, o apito nunca esteve na boca de Camargo da Fundação Palmares, mas na de Bolsonaro, pois se não fosse o próprio repetir as frases preconceituosas e ataques de ódio aos negros, Bolsonaro já o teria demitido da Fundação.

Por isso, não dá para se contentar com a decisão da justiça de impedir que Camargo exerça sua perseguição a quadros da Fundação quando, na verdade, ele, como gestor, não existe, sequer como esboço, limitando-se a ser apenas o ornamento para que Bolsonaro o utilize para fomentar na sua claque o ódio aos negros.

Não há outra forma de interpretação, não há outra maneira de enxergar essa questão. O discurso contra os negros é de Bolsonaro e, portanto, simplesmente punir um panaca disposto a tudo em uma escalada social ensandecida, sem sublinhar que os verdadeiros donos desse projeto de racismo são os Bolsonaro, porque, mesmo diante da nossa histórica hipocrisia nacional, não dá para deixar em segundo plano a fonte real dessa política racista que é um dos principais pilares da imagem pública que Bolsonaro construiu durante 28 anos como deputado.

Essa questão precisa ser tratada de frente e não se pode, em hipótese nenhuma, perder a atenção e, sobretudo a urgência de punir de forma clara o governo Bolsonaro pela prática de disseminar o ódio contra os negros no Brasil.

Que a justiça se pronuncie de forma mais clara sobre esse monstro racista que governa esse país.

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Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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