Dia: 24 de outubro de 2021

Facebook e Instagram derrubam live em que Bolsonaro associou Aids a vacina da Covid

Pela primeira vez empresa remove live semanal do presidente.

Na noite deste domingo (24), o Facebook derrubou a live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) transmitida na última quinta-feira (21).

O vídeo não está mais disponível nem no Facebook nem no Instagram.

De acordo com porta-voz da companhia, o motivo para a exclusão foram as políticas da empresa relacionadas à vacina da Covid-19. “Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas.”

Em sua live semanal, Bolsonaro leu uma suposta notícia que alertava que “vacinados [contra a Covid] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids]”.

Médicos, no entanto, afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa e inexistente.

Esta é a primeira vez que a empresa remove uma live semanal do presidente. Até hoje o Facebook só tinha derrubado um post de Bolsonaro relacionado à pandemia: um vídeo de março de 2020 em que ele citava o uso de cloroquina para o tratamento da doença e defendia o fim do isolamento social.

Apesar de o presidente reiteradamente espalhar desinformação em suas lives, as demais não foram excluídas pelo Facebook. Segundo a Folha apurou, a exclusão desta vez ocorreu porque a fala do presidente foi considerada taxativa pela empresa.

*Com informações da Folha

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Áudio revela que Roberto Campos, do BC, se orientou com o banqueiro André Esteves sobre taxa de juros

Dono do BTG Pactual revela que o presidente do Banco Central ligou para saber qual deveria ser o piso da taxa de juros no Brasil.

Na conferência com investidores que vazou e foi obtida com exclusividade pelo 247, o banqueiro André Esteves diz que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ligou para ele para saber qual que deveria ser o piso (“lower bound”) da taxa de juros no Brasil.

Esteves faz fartos elogios a Campos Neto e diz que se o ex-presidente Lula vier a ser eleito em 2022, “teremos mais dois anos de Campos Neto, o que será ótimo para o Brasil”, fazendo referência à independência do Banco Central. Esteves diz que também “educou” políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal para que a independência do BC fosse aprovada.

Ouça:

*Com informações do 247

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Ao lado de Guedes, Bolsonaro anuncia novo aumento dos combustíveis amanhã

Apesar do preço exorbitante dos combustíveis – a gasolina chegou a um valor médio de R$ 6,321 nos últimos dias – o presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (24), ao sair de evento junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que o brasileiro precisará desembolsar ainda mais a partir de amanhã.

“Alguns querem que a gente interfira no preço. A gente não vai interferir no preço de nada. Já foi feito no passado e não deu certo. Infelizmente, pelo número do preço do petróleo lá fora e do dólar aqui dentro, nos próximos dias, a partir de amanhã, infelizmente, teremos reajustes nos combustíveis”, declarou.

Em situação cada vez mais difícil e agora refém de uma ameaça de greve por parte dos caminhoneiros, que até pouco tempo eram aliados de primeira hora, o presidente disse na última quinta-feira (21) que pagará uma espécie de auxílio-diesel para 750 mil trabalhadores autônomos da categoria.

A princípio, o valor será de R$ 400 por mês, o que não agradou a categoria. Com o aumento prometido para amanhã, os caminhoneiros devem ficar ainda mais insatisfeitos com o presidente.

“Prevendo isso [aumento dos preços], se antevendo a isso, nós discutimos bastante um auxílio ao caminhoneiro. Sabemos que é pouco, R$ 400 por mês, é pouco, mas estamos fazendo isso no limite da responsabilidade fiscal”, afirmou.

Ambos, Bolsonaro e Guedes mencionaram a privatização da Petrobras como estão fazendo com a Eletrobras e Correios.

Assistimos estarrecidos e sem reação a toda essa tragédia econômica. Vida que segue.

*Com informações da Forum

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Campanha tenta barrar cidade italiana de dar título de cidadão a Bolsonaro

Uma campanha liderada por religiosos, políticos e mesmo moradores de uma pequena cidade tenta impedir que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja homenageado pelo município italiano de Anguillara Veneta, de onde vem sua família..

Bolsonaro viajará para a reunião do G-20, em Roma nesta semana. Mas o Itamaraty sugeriu nos últimos dias que a agenda do presidente ainda incluiria outros eventos.

A votação na câmara de vereadores da cidade está marcada para ocorrer na segunda-feira para aprovar a iniciativa de dar o título de cidadão honorário ao brasileiro. Mas, desde o final da semana passada, políticos locais estão sofrendo forte pressão para desistir da ideia. Desde que assumiu a presidência, Bolsonaro vem sendo alvo de protestos no exterior, em praticamente todos os locais para onde viaja.

“Bolsonaro é um racista, misógino e até mesmo um negacionista. Não há uma única razão válida para estar orgulhoso dele e dar-lhe a cidadania honorária de Anguillara Veneta », escreveu Vanessa Camani, vice-presidente do Partido Democratico na região. Citando a CPI da covid-19, a líder indicou que « Bolsonaro atrasou o início da campanha de vacinação por meses, promovendo tratamentos alternativos com eficácia não testada, como a hidroxicloroquina, e em mais de uma ocasião minimizou o perigo do vírus que causou estragos, especialmente entre a população indígena ».

“Mesmo antes da pandemia, houve quem se regozijasse com sua eleição e o chamasse de “embaixador do valor do povo Vêneto no mundo”, com uma faixa fora do Palazzo Ferro Fini », contou.

“No entanto, ele havia se distinguido por seus elogios à ditadura militar, seu desprezo e insultos às mulheres e homossexuais, suas ameaças de aprisionar seus rivais políticos e, em seguida, as grotescas acusações contra as ONGs pelos incêndios que devastaram a Amazônia. Como se pode ter orgulho de tal personagem? Suas origens podem realmente prevalecer sobre esta amostragem de horrores?”, questionou.

Numa carta à prefeita da cidade, religiosos italianos com base no Brasil também atacam a nomeação.

«Como cidadãos italianos que trabalham no Brasil há anos a serviço do povo brasileiro e da Igreja Católica brasileira (somos missionários, religiosos e ‘Fidei Donum’), nos sentimos profundamente entristecidos e desconcertados. Nós nos perguntamos sobre quais méritos? Como um homem que durante anos, e continuamente, desonra seu país pode receber honra na Itália », diz a carta.

“Jair Bolsonaro é um presidente que está massacrando a vida do povo, especialmente dos mais pobres; ele criou uma política anti-Covid (e ainda continua a fazê-lo) que produziu milhares de mortes, promove a destruição e vende as terras da Amazônia. Como pode um presidente que colabora com a destruição da floresta amazônica receber honras em uma nação que luta pela preservação do planeta? », questionam.

O grupo ainda aponta como Bolsonaro endossa o desprezo explícito e insultos vulgares ao Episcopado Católico, representado pela Conferência Nacional (CNBB).

“Devido a suas ações, ele não pode ser reconhecido como um “cidadão italiano”. Estamos profundamente ofendidos e exigimos a revogação desta honra. Não a Bolsonaro e sua política violenta e genocida!!!! Como coordenação dos missionários italianos que trabalham no Brasil, conhecendo em primeira mão os crimes que estão sendo contestados em sua pátria pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, pedimos ao município de Anguillara Veneta que não proceda com a concessão da cidadania honorária », completa a carta assinada pelos padres missionários italianos no Brasil, Giuseppe Spiga, Pietro Sartorel, Felice Tenero e outros.

Na Itália, o padre Massimo Ramundo é outro que atacou a homenagem. « Creio que a iniciativa do prefeito de Anguillara Veneta de conceder a cidadania honorária a Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil, deve ser interrompida imediatamente, disse.

« Além das diferenças políticas, que são inteiramente legítimas, é difícil entender porque Bolsonaro deveria receber este reconhecimento de um município italiano, já que, ao contrário de nosso país, o presidente brasileiro é um negador ferrenho tanto da Covid como da campanha de vacinação, e está removendo violentamente a terra dos nativos e dando-a aos grandes proprietários de terras, incentivando assim o desmatamento amazônico », afirmou.

« Portanto, concordo plenamente com a iniciativa tomada pelos missionários italianos no Brasil para impedir este ato perverso, que daria a Bolsonaro um reconhecimento internacional mínimo, num momento dramático da história da humanidade, entre a luta contra a Covid e a sustentabilidade ambiental, da qual o próprio Brasil é, infelizmente, a primeira vítima », completou.

Nas redes sociais, uma campanha também foi iniciada no site “change.org” para impedir que a cidade conceda o título ao presidente brasileiro. Entre os argumentos para frear a homenagem está o desmatamento na Amazônia e sua gestão da covid-19.

*Jamil Chade/Uol

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Babando ódio, Estadão assume papel de cão de guarda do demônio e xinga Lula de diabo

Num grotesco editorial de absoluta inutilidade, o Estadão mostra que não guarda mais freios em seu intestino grosso e berra como um bom gado que Lula é o diabo e Bolsonaro, o santo, já que o jornalão sabe que a tal terceira via é absolutamente inviável.

Não há razão outra que não seja reforçar a condição de amante fervoroso de Bolsonaro nessa arquitetura retórica carregada de palavrórios que o pastiche deletério sapecou neste domingo.

Cheio de versos alheios à realidade, tirados do fígado de uma maçaroca de palavras que, certamente, de muitas línguas na batalha desesperadora que essa gente já se encontra para frear a volta de Lula ao governo.

O artigo é uma coluna dórica em termos de argumentos. Um pedaço de papel horrivelmente escrito, com um anacronismo de pedra.

A mais grandiosa catedral  da oligarquia adotou de vez a língua do bolsonarismo e passou a adotar o xingamento a Lula acreditando que isso terá grande peso na eleição de 2022.

O Estadão ainda não entendeu que ele está fazendo careta não para Lula, mas para 87% dos brasileiros que, diante de uma guerra sem trégua da mídia contra Lula, deu a ele um consenso unânime de aprovação dos seus oito anos de governo, diga-se de passagem, não só o povo brasileiro, mas o mundo tem uma enorme admiração por Lula, não ao seu estilo ou fisionomia, mas o produto conjugado entre o humano e o obreiro que nunca se confundiu com qualquer traço de filantropismo tão apreciado pela burguesia divina que o Estadão representa como ninguém.

Então, a saída que encontrou é tentar dar um choque violento de agressividade no estilo mais peçonhento de Olavo de Carvalho que, não demora, será contratado pelo periódico dos coronéis no barro e do asfalto.

O artigo é tão ruim, com ataques deliberados a Lula, Dilma e ao PT que saliva ódio e espuma fel que o periódico primeiro da Faria Lima já no título da matéria demonstrou suas aptidões bolsonaristas, chamando Lula de diabo.

Basta isso para entender o nível de mediocridade que o vortilhão da extrema direita está utilizando para tentar fincar os dentes em Lula.

Isso virou uma fieira, mas será o modo oficial que a finada grande mídia utilizará como carta da manga bolsonarista onde os músculos faciais de quem escreve os artigos descreva o seu ódio a Lula, o maior presidente da história do Brasil, eleito duas pelo povo. Um ódio corruptor que quer transferir para a alma brasileira a inquietação desesperada de quem se sente sufocado em pleno nascedouro do bolsonarismo.

Daí resolveu escrever qualquer borracheira contra Lula com um pedaço de carvão. E o resultado não foi sequer o velho truque que a Folha utilizou em seu artigo publicado neste sábado que foi devidamente espinafrado pela sociedade.

No caso do Estadão, as cavalgaduras que escreveram esse bate entope querem se vestir por inteiro como o próprio animal Bolsonaro que, certamente, considera um grande presidente.

Seja como for, se não há crédito no panfleto fascista do Estadão, ele nada mais é do que o reflexo da opinião geral do próprio jornal. Não há nada por trás, o grupo empresarial assumiu de forma rígida e sem cerimônia, com uma obediência canina, a sombra do próprio demônio que matou por covid 605 mil brasileiros, jogou 20 milhões na miséria, mais de 14 milhões de desempregados num país em que 55% da população vive em estado de insegurança alimentar, ao mesmo tempo que os bancos bateram recordes de lucro.

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Janio de Freitas: Conselhos de Ministério Público e Judiciário são motivo de descrença extensiva

Mudar a natureza de procuradores e promotores é impossível, um Dallagnol será sempre o que é.

Inesperada, a derrota na Câmara do projeto que passaria ao Congresso atribuições dos promotores e procuradores, sem com isso atacar o essencial, evitou mais uma falsa solução.

Mudar a natureza de procuradores e promotores é impossível, um Dallagnol será sempre o que é. Logo, o necessário é o acompanhamento honesto do que se passa no Ministério Público, e mesmo no Judiciário.

Tarefa básica que os conselhos dessas instituições não fazem, funcionando sobretudo no acobertamento dos faltosos.

Eis uma norma há anos adotada pelo Conselho Nacional do Ministério Público: mesmo que determinada pelas regras penais, a demissão do faltoso só deve ocorrer se há reincidência.

Do contrário, a pena será apenas de suspensão temporária da atividade e dos vencimentos. Uma discreta indecência.

O necessário é fazer com que os conselhos sejam leais às suas finalidades.

O que o Congresso pode conseguir com a criação de um sistema de vigilância público-parlamentar. Até algo assim, os conselhos do Ministério Público e da Magistratura continuam como motivo de descrença extensiva nessas instituições.

*Janio de Freitas/Folha

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Folha faz matéria gigante sobre a queda de desigualdade de 2002 a 2015 sem citar Lula e Dilma

Como se sabe, a mídia brasileira é mais perigosa quando não informa do que quando desinforma, porque aí ela deforma, fala apenas meias verdades.

O jornalismo industrial já está a postos no campo de batalha para a campanha de 2022 no engajamento neoliberal, comandado pelos banqueiros.

Assim, a artilharia está toda voltada para os objetivos da chamada terceira via, fuzilar o PT para não deixar Lula resplandecer.

É certo que, depois que a Lava Jato se desmoralizou por completo, assassinar reputações sem provas é coriscar o próprio lombo. Ou seja, essa é uma das manobras que a velha mídia vai usar, a de falar sobre um assunto e, se for positivo, pode inflamar a militância do PT e eletrizar a campanha de Lula. Então, é melhor nem falar, caso fale, nem Lula, nem Dilma podem brilhar.

Mata-se o personagem e conta-se a história. Isso é o que foi feito para diminuir a importância de Lula e Dilma numa nefasta desigualdade que só crescia no Brasil até a chegada dos dois à presidência da República.

Lógico que não é somente a Folha que utiliza esse expediente e tem como regra número um jamais mostrar fatos positivos dos governos do PT.

A ascensão dos pobres nesse período é escandalosamente deletada de qualquer assunto. O nome disso é ódio de classe ou podridão da mídia de banco. Por isso, há muito, a credibilidade da mídia é nenhuma, enquanto o povo guarda a memória da época de Lula, que foi infinitamente o melhor presidente que o Brasil já teve para as camadas mais pobres da população.

Dilma também jamais pode ser esquecida por apresentar no portfólio do seu governo uma valorização recorde dos salários e do poder de compra dos trabalhadores, somado ao menor índice de desemprego da história, fato que os sabotadores e golpistas não tiveram como interferir, já que no seu segundo mandato, desde o primeiro dia após sua vitória, foi montado um cerco covarde, misógino, comandado por três grandes corruptos com o apoio da mídia, Aécio, Temer e Cunha, criando um crime fiscal que simplesmente nunca houve. Tudo para justificar o injustificável, um golpe não somente em Dilma, mas em 54 milhões de eleitores que votaram nela.

Na verdade, a matéria da Folha é autoexplicativa, pois foram manobras como essa que deram a Bolsonaro a possibilidade de sair direto do esgoto da política para a cadeira da presidência da República.

O resultado nem vale a pena comentar, está aí e revela a gritante diferença do Brasil na era de Lula e Dilma da era de Temer e Bolsonaro, mas pode-se também somar a estes o país aos farrapos que Fernando Henrique entregou a Lula.

Por isso não pode passar em branco uma matéria canalha como essa, que fala do milagre da redução brutal de desigualdade de 2003 a 2015, mas não fala dos santos, Lula e Dilma, que promoveram o milagre.

Nada de novo no front, é a Folha sendo a Folha.

 

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