11 de novembro de 2021
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Como se sabe, a mídia brasileira é mais perigosa quando não informa do que quando desinforma, porque aí ela deforma, fala apenas meias verdades.

O jornalismo industrial já está a postos no campo de batalha para a campanha de 2022 no engajamento neoliberal, comandado pelos banqueiros.

Assim, a artilharia está toda voltada para os objetivos da chamada terceira via, fuzilar o PT para não deixar Lula resplandecer.

É certo que, depois que a Lava Jato se desmoralizou por completo, assassinar reputações sem provas é coriscar o próprio lombo. Ou seja, essa é uma das manobras que a velha mídia vai usar, a de falar sobre um assunto e, se for positivo, pode inflamar a militância do PT e eletrizar a campanha de Lula. Então, é melhor nem falar, caso fale, nem Lula, nem Dilma podem brilhar.

Mata-se o personagem e conta-se a história. Isso é o que foi feito para diminuir a importância de Lula e Dilma numa nefasta desigualdade que só crescia no Brasil até a chegada dos dois à presidência da República.

Lógico que não é somente a Folha que utiliza esse expediente e tem como regra número um jamais mostrar fatos positivos dos governos do PT.

A ascensão dos pobres nesse período é escandalosamente deletada de qualquer assunto. O nome disso é ódio de classe ou podridão da mídia de banco. Por isso, há muito, a credibilidade da mídia é nenhuma, enquanto o povo guarda a memória da época de Lula, que foi infinitamente o melhor presidente que o Brasil já teve para as camadas mais pobres da população.

Dilma também jamais pode ser esquecida por apresentar no portfólio do seu governo uma valorização recorde dos salários e do poder de compra dos trabalhadores, somado ao menor índice de desemprego da história, fato que os sabotadores e golpistas não tiveram como interferir, já que no seu segundo mandato, desde o primeiro dia após sua vitória, foi montado um cerco covarde, misógino, comandado por três grandes corruptos com o apoio da mídia, Aécio, Temer e Cunha, criando um crime fiscal que simplesmente nunca houve. Tudo para justificar o injustificável, um golpe não somente em Dilma, mas em 54 milhões de eleitores que votaram nela.

Na verdade, a matéria da Folha é autoexplicativa, pois foram manobras como essa que deram a Bolsonaro a possibilidade de sair direto do esgoto da política para a cadeira da presidência da República.

O resultado nem vale a pena comentar, está aí e revela a gritante diferença do Brasil na era de Lula e Dilma da era de Temer e Bolsonaro, mas pode-se também somar a estes o país aos farrapos que Fernando Henrique entregou a Lula.

Por isso não pode passar em branco uma matéria canalha como essa, que fala do milagre da redução brutal de desigualdade de 2003 a 2015, mas não fala dos santos, Lula e Dilma, que promoveram o milagre.

Nada de novo no front, é a Folha sendo a Folha.

 

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Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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