Mês: outubro 2021

Sangue na tela: Ibovespa desaba mais 4% com rumores sobre saída de Guedes

Mercado brasileiro volta a ficar para trás, após com mudanças em teto de gastos e saídas no Ministério da Economia.

Resumo do investidor

Às 11h45: Ibovespa cai 3,80%, a 103.638 pontos; Dólar sobe 0,87%, a 5,717 reais; S&P 500 sobe 0,11%; Dow Jones, 0,34% e Nasdaq cai 0,29%

O Ibovespa tem mais um dia de forte queda nesta sexta-feira, 22, aprofundado as perdas da véspera, em meio ao que muitos já classificam como uma “guinada populista” do governo de Jair Bolsonaro. Na última noite, a insistência por medidas que ameaçam a sustentabilidade fiscal do país levou a saída de quatro secretários do Ministério da Economia. Pediram demissão o secretário Especial do Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional, e seus respectivos secretários adjuntos. O medo maior agora é de que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, abandone o barco.

Segundo o G1, dois interlocutores do presidente estiveram em São Paulo sondando possíveis substitutos para Guedes. De acordo com a Folha de S. Paulo, cresce a pressão entre ministros para a saída do economista. Um deles, inclusive, teria dito que “ninguém aguenta mais” ele, mas que “só sai à força”.

Os temores sobre a saída do principal nome econômico do governo levou o mercado a reduzir as posições em bolsa brasileira e aumentar a proteção em dólar, levando a moeda americana a superar os 5,70 reais. Às 11h45, o dólar subia 1%, próximo das máximas do dia, a 5,725 reais, enquanto o Ibovespa caía 3,80%, a 103.638 pontos. O Índice Small Caps, ainda mais ligado à dinâmica da economia brasileira, despenca quase 6%.

A queda da bolsa e a alta do dólar contrastam com o ambiente positivo no exterior, onde a maioria das bolsas operam em alta e moedas emergentes, como o peso mexicano e o rublo russo, se valorizam contra o dólar.

*Com informações da Exame

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Urgente: Guedes acaba de pedir demissão, mas Bolsonaro tenta convencê-lo a ficar no governo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu demissão do cargo a presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito na quinta-feira (21/10) durante uma pesada discussão entre o ministro e o presidente. Guedes falou muitos tons acima do normal e disse que não aceitaria as manobras feitas pelo governo, à sua revelia, para furar o teto de gastos a fim de bancar o Auxílio Brasil de R$ 400.

O pedido de demissão de Guedes foi confirmado por quatro interlocutores ouvidos pelo Blog. Foi feito logo depois de o ministro ser comunicado por quatro auxiliares de que não ficariam no governo diante da farra fiscal para tentar reeleger Bolsonaro.

Deixaram o Ministério o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Guedes está se sentido desmoralizado, segundo amigos próximos. Não está descartada que a sua demissão seja formalizada nesta sexta-feira (22/10) ou ao longo da próxima semana. O ministro diz que chegou ao limite, pois as mudanças propostas pelo governo para o teto de gastos são inaceitáveis.

A situação está tão tensa no Ministério da Economia, que nem a agenda de Guedes foi divulgada. A única informação é de que ele está em compromissos internos. Interlocutores de Bolsonaro estão sondando nomes para o lugar de Guedes.

No Ministério da Economia, pouca gente acredita que um nome de peso aceite assumir o comando da política econômica com Bolsonaro enlouquecido com a reeleição. Para se ter um ideia da desconfiança em relação ao governo, Guedes, inclusive, está com dificuldades para preencher os quatro postos abertos em sua equipe.

*Com informações do Correio Braziliense

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Interlocutores de Bolsonaro já sondam nomes para substituir Paulo Guedes

Apesar de o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, segue no cargo, dois interlocutores do presidente estiveram recentemente em São Paulo sondando um nome para substituir o chefe da equipe econômica. Segundo apurou o blog, os interlocutores tinham o aval do presidente para fazer a sondagem, é o que informa Valdo Cruz, do G1.

Na avaliação de assessores próximos ao presidente da República, é preciso começar a avaliar nomes para substituir Paulo Guedes por dois motivos. Ele pode decidir pedir demissão e também porque uma ala do governo já tenta convencer Bolsonaro a trocá-lo, dentro do argumento de que o ministro da Economia não estaria entregando o que prometeu.

Paulo Guedes chegou a dizer na semana passada que deseja ficar no governo para seguir aprovando as reformas estruturais que sempre defendeu, mas admitiu que tinha um limite a sua permanência no cargo. Caso fosse obrigado a tomar medidas que colocassem em risco a responsabilidade fiscal, ele não teria condições de seguir no posto.

Agora, Paulo Guedes tem ajustado seu discurso, dizendo que o governo precisa amparar famílias que ainda estão em situação de vulnerabilidade por causa da pandemia do coronavírus. E defendeu a decisão do presidente da República de elevar para R$ 400 o benefício do Auxílio Brasil, que a equipe econômica defendia que ficasse em R$ 300 exatamente para se encaixar dentro do teto dos gastos públicos.

Ontem, quatro secretários do Ministério da Economia decidiram deixar seus cargos diante da decisão do governo de mudar as regras do teto dos gastos públicos para abrir espaço para o aumento do Auxílio Brasil e também para outras despesas, como o auxílio a caminhoneiros para enfrentar o aumento do preço do diesel.

Na avaliação desses secretários, entre eles o principal da equipe de Paulo Guedes, o secretário Especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, o governo sinaliza um descompromisso com a responsabilidade fiscal, tirando totalmente a credibilidade da política econômica. Esses secretários não são contra o aumento do valor do Auxílio Brasil, mas defendem que a medida deveria ser adotada com cortes de gastos e não com aumento do endividamento público.

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Alec Baldwin, acidentalmente, mata diretora durante gravações do filme “Rust”

Halyna Hutchins tinha 42 anos e chegou a ser levada de helicóptero a um hospital, mas não resistiu. Diretor Joel Souza também foi ferido, mas já recebeu alta segundo a atriz Frances Fischer.

O ator Alec Baldwin disparou a arma cenográfica que matou uma mulher e deixou um ferido no set do filme “Rust” nesta quinta-feira (21) no estado americano do Novo México, informou o gabinete do xerife do condado de Santa Fé.

“O gabinete confirma que os dois indivíduos baleados no set de ‘Rust’ foram a diretora de fotografia Halyna Hutchins, 42, e o diretor do filme, Joel Souza, 48, atingidos quando uma arma cenográfica foi disparada pelo ator e produtor Alec Baldwin”, diz o comunicado.

Hutchins chegou a ser levada de helicóptero ao hospital da Universidade do Novo México, mas não resistiu aos ferimentos.

Souza foi levado de ambulância ao centro médico Regional Christus St. Vincent. Segundo o site especializado Deadline, ele atingido no ombro

Horas depois, a atriz Frances Fischer afirmou em uma rede social que o diretor já recebeu alta.

Questionado sobre a informação, o porta-voz do centro médico, Arturo Delgado, disse que não estava autorizado a divulgar informações sobre os pacientes.

O disparo aconteceu durante uma cena, segundo a polícia, mas ainda não se sabe se era um ensaio ou uma gravação. “Detetives estão investigando como e que tipo de munição foi disparado”.

A produção do filme foi paralisada, e testemunhas estão sendo interrogadas. Segundo o Deadline, Baldwin depôs e foi liberado.

O jornal local “Santa Fe New Mexican” diz que o ator foi visto “perturbado e em lágrimas” enquanto falava ao telefone do lado de fora da delegacia.

Halyna Hutchins

Halyna Hutchins tinha 42 anos e era diretora de fotografia. Ela já fez filmes, curtas e produções para a televisão desde 2012, segundo o site IMDb.

Ela nasceu na Ucrânia, cresceu em uma base militar soviética no Circulo Polar Ártico e estudou jornalismo em seu país e cinema em Los Angeles.

Como diretora de fotografia, ela trabalhou em filmes como “Archenemy” (2020), com Joe Manganiello, “Blindfire” (2020) e “The Mad Hatter” (2021).

Na terça-feira (19), dois dias antes do incidente, ela publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no set de “Rust” (veja no vídeo abaixo).

“Um dos benefícios de gravar um filme de velho oeste é que você pode andar a cavalo na sua folga”, afirmou Hutchins.

*Com informações do G1

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Paulo Guedes não tem mais um tostão furado de crédito no mercado

Nesta quinta-feira (21), o dólar disparou e a bolsa desabou 3%, chegando ao menor nível desde 2020.

Hoje, o alarido feito pela mídia nos principais jornalões é o de que o governo Bolsonaro rasgou sua última fantasia de responsabilidade fiscal ao produzir uma pirueta contábil para abrir espaço de R$ 83 bilhões no orçamento de 2022.

Segundo a mídia de banco, na prática, isso rompe o limite de gastos introduzido na constituição em 2016 por Temer, sob a orientação dos tucanos, a maior parte desses recursos será usada como barganha política por Bolsonaro em sua desesperada busca por alguma musculatura política, já que, diante de um derretimento acelerado, os “pensadores” palacianos, sobretudo a ala militar, acham que, com um ativo desse anabolizando o Bolsa Família, Bolsonaro recuperará uma cobiçada parcela do eleitorado das camadas mais pobres da população.

Por outro lado, o centrão que, logicamente, não ficaria de fora dessa receita, parte dessa espécie de joia fiscal da coroa ficará sob a batuta das velhas raposas na forma de emendas.

Lógico que os objetivos de Bolsonaro são meramente eleitorais, o que gera um impacto positivo para a sua imagem, mas, junto, o absoluto descrédito do seu governo que, diga-se de passagem, operou esses três anos de governo para o mercado, contando com o apoio integral da banca.

O resultado não poderia ser outro, houve uma debandada dos representantes da banca dentro do ministério de Paulo Guedes. O clima azedou e os principais técnicos da equipe econômica pediram exoneração nessa quinta-feira, assim que o mercado fechou e o ambiente de derrota assumiu cores e contornos extremamente graves, sinalizando que o rompimento do acordo do teto de gastos entre governo e banca se transformou numa bomba negativa que explodirá o próprio Bolsonaro, além de descredibilizar de vez o seu ministro da Economia.

A conferir.

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Caminhoneiros não aceitam proposta de Bolsonaro e mantêm greve

Descontentes com os aumentos dos combustíveis e com as propostas do governo para a categoria, caminhoneiros decidiram manter a greve marcada para o próximo dia 1º de novembro. A paralisação foi confirmada em nota conjunta de representantes da categoria.

A ideia do presidente Jair Bolsonaro de criar um auxílio para atender 750 mil caminhoneiros autônomos não foi suficiente para a categoria. O presidente anunciou a medida hoje sem detalhar o valor do benefício, fonte dos recursos, nem tempo de duração do apoio.

Por nota, a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), a CNRTC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) e a Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Autônomos) disseram que “é necessário mudar urgente esse cenário, porque o povo brasileiro não suporta mais essa cadeia consecutiva de aumentos nos combustíveis e gás de cozinha”.

O preço do combustível subiu 37,25% em agosto na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre as exigências dos caminhoneiros está uma revisão por parte do governo federal na política de preços praticada pela Petrobras. Outra demanda é a atualização da tabela de Piso Mínimo de Frete, bem como a contratação de um instituto, pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para realizar estudos e cálculos para reajuste.

Nos bastidores do governo federal, por outro lado, as promessas de greve são vistas como ameaças que não serão cumpridas. Ou seja, acreditam que as paralisações não contarão com forte adesão da classe.

Bloqueios de tanqueiros

Hoje, caminhoneiros que transportam combustíveis pararam em pelo menos dois estados. Em protestos pelo preço do diesel e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), os serviços foram suspensos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Na região de Campos Elíseos, no município de Duque de Caxias (RJ), os motoristas bloquearam o acesso de outros caminhões a bases de abastecimento. Já em Minas, todos os tanqueiros suspenderam as atividades e alguns deles ficaram concentrados na região da Refinaria Gabriel Passos, em Betim.

*Com informações do Uol

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Vídeo: O Brasil discute se o presidente que a elite elegeu cometeu genocídio ou crime contra a humanidade

Allan dos Santos será preso? Bolsonaro cometeu genocídio ou crime contra a humanidade?

Enquanto o Brasil, a mando da mídia, discute se Bolsonaro cometeu genocídio ou crime contra a humanidade, a sociedade recebe a notícia de que Allan dos Santos, um picareta de troco miúdo será extraditado e preso.

Nós perguntamos, quem é Allan dos Santos além de uma mera bucha de canhão? Enquanto isso Bolsonaro e seus filhos seguem impunes dando gargalhadas na cara do povo, depois de ser responsável pela morte de mais de 600 mil pessoas por covid.

Assista:

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Debandada do governo: Secretários do Petróleo, do Tesouro e do Orçamento pedem demissão

José Mauro Coelho estava no cargo desde abril de 2020. Informação foi divulgada no mesmo dia em que Bolsonaro anunciou que pagará um auxílio a 750 mil caminhoneiros para compensar aumento do diesel.

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, pediu demissão do cargo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21) pela assessoria de imprensa da pasta.

Nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai pagar um auxílio a 750 mil caminhoneiros autônomos para compensar o aumento do diesel.

“Após cerca de 14 anos no serviço público, dos quais quatro como Diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um ano e meio como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho deixa o serviço público”, diz o ministério em nota.

Mauro Coelho estava no cargo desde abril de 2020. Antes, trabalhou por 12 anos na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal do governo responsável pelo planejamento do setor elétrico.

Segundo o ministério, José Mauro cumprirá o período de quarentena e, depois, assume “novos desafios na iniciativa privada brasileira”. A pasta não informou o motivo do pedido de demissão nem o substituto para o cargo.

Outros pedidos

Os secretários do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, também pediram demissão dos cargos nesta quinta-feira (21). O anúncio foi feito pelo próprio Ministério da Economia.

De acordo com a pasta, ambos pediram exoneração ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e informaram motivos pessoais.

Também pediram demissão nesta quinta (21), a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Os pedidos foram feitos em meio a discussão do governo sobre uma possível manobra para abrir espaço no teto de gastos. De acordo com informações do blog da Ana Flor, contas públicas e instituições financeiras calculam que o rombo na regra do teto de gastos pode chegar a R$ 100 bilhões.

*Com informações do G1

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Ex-empregado diz à Justiça que Bolsonaro sabia de corrupção dos filhos

O ex-empregado da família Bolsonaro Marcelo Luiz Nogueira dos Santos prestou depoimento, por videoconferência, na segunda-feira (18/10) ao Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, e confirmou as afirmações que fez à coluna em entrevista no mês passado, quando disse que o presidente Jair Bolsonaro era quem determinava quem administrava o esquema corrupção nos gabinetes de Flávio e Carlos Bolsonaro em seus gabinetes na Assembleia Legislativa e na Câmara do Rio.

A acusação foi encaminhada ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Rio de Janeiro, onde Flávio Bolsonaro foi denunciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (roubo praticado por funcionário público), devido a este caso. Carlos Bolsonaro também é investigado no MPRJ.

Segundo Marcelo Luiz, Bolsonaro tirou o comando das mãos de sua então mulher, a advogada Ana Cristina Siqueira Valle, e passou para os filhos quando descobriu estar sendo traído por ela.

“Eu repeti em audiência o que disse à coluna, que eu recebia do gabinete, mas devolvia o dinheiro”, disse o ex-empregado.

Em entrevista exclusiva à coluna, no mês passado, após se demitir por não receber o salário pedido, Marcelo Luiz detalhou como foram os quase 14 anos que trabalhou para o filho 01 do presidente. O ex-empregado atuou na campanha de 2002 de Flávio para deputado estadual e entre 2003 e 2007, foi lotado no gabinete de Flávio na ALERJ.

Marcelo confessou ter devolvido 80% de tudo o que recebeu no gabinete de Flávio nos quase quatro anos em que foi seu servidor: cerca de R$ 340 mil no total.

*Guilherme Amado

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Moraes determina prisão de Allan dos Santos e ordena extradição dos EUA

O blogueiro bolsonarista está nos Estados Unidos, com visto vencido. Ele é acusado de participar de milícia digital.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. O magistrado ainda pediu que o Ministério da Justiça inicie imediatamente o processo de extradição dele que, atualmente, está com visto vencido nos Estados Unidos.

Moraes ordenou ainda que a Polícia Federal inclua o mandado de prisão na lista da Difusão Vermelha da Interpol para garantir que ele seja capturado e retorne ao Brasil. Também foi acionada a embaixada dos Estados Unidos.

A decisão de Moraes atende a um pedido da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a prisão.

Allan dos Santos é um dos aliados mais próximos da família Bolsonaro. Ele é investigado no Supremo em dois inquéritos: o que apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da Corte e também no que identificou a atuação de uma milícia digital que trabalha contra a democracia e as instituições no país.

Após ser alvo de operações, ele deixou o Brasil e teria entrado em julho nos Estados Unidos com visto de turista que estava vencido desde fevereiro.

*Com informações do Metrópoles

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