15 de novembro de 2021
  • 18:39 Mamata: Desembargador responsável por caso de Flávio Bolsonaro integra comitiva em Dubai
  • 17:35 Salário de motoristas de militares salta de R$ 3 mil para R$ 18 mil após manobra
  • 16:10 Imagina isso: Bolsonaro afirma que as questões do Enem terão “a cara do governo”
  • 14:48 Vídeo – Lula: “Tenho “profundo respeito por Alckmin, mas que não busco vice quando ainda nem me lancei candidato”
  • 12:25 Governo se nega a divulgar gasto com voo de Temer para escrever carta-recuo de Bolsonaro

Dois meses após o ex-presidente Michel Temer viajar de São Paulo a Brasília para ajudar Jair Bolsonaro a escrever a carta em que recuou das ameaças que fez ao ministro Alexandre de Moraes nos atos de 7 de setembro, o governo mantém sob sigilo os gastos o custo do deslocamento do emedebista de São Paulo até Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

A equipe da coluna Malu Gaspar, O Globo, solicitou ao Ministério da Defesa, via Lei de Acesso à Informação, os gastos da Aeronáutica no translado de Temer. Contudo, a Defesa se amparou em um decreto-lei da ditadura militar assinado em 1980 para dizer que os dados são sigilosos por comprometer a segurança nacional.

Foi o próprio ex-presidente que revelou à imprensa, no dia 9 de setembro, que viajara à capital federal em um avião da FAB após apelos de Bolsonaro por uma reunião.

Ele então formulou a “carta à nação”, que acenava para uma pacificação com o Supremo Tribunal Federal e conclamava a desocupação de rodovias por caminhoneiros que ameaçavam paralisar o país até que os ministros da corte fossem destituídos.

Temer contou, ainda, ter intermediado uma conversa telefônica entre Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes, chamado pelo presidente de “canalha” no ato da Avenida Paulista apenas dois dias antes. Moraes é o principal alvo dos bolsonaristas no Supremo, junto do atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso.

Segundo o decreto-lei usado pela Defesa para justificar o sigilo, o sistema de defesa aeroespacial brasileiro é “isento de quaisquer prescrições que determinem a publicação ou divulgação ostensiva de sua organização e funcionamento”, e o esclarecimento de quanto se gastou no transporte de Temer até a capital federal “coloca em risco a segurança e a operacionalidade da Defesa Aeroespacial, e em consequência, a própria segurança do Estado”.

A pasta limitou-se a informar quem voou com Temer de São Paulo, onde ele mora, e Brasília: além do ex-presidente, estavam a bordo do Legacy Embraer-135 da FAB seu marqueteiro, Elsinho Mouco, e dois passageiros, Ronaldo da Silva Fernandes (segurança) e Rogério do Nascimento.

De acordo com a Defesa, a aeronave estava na capital paulista à disposição do chefe da pasta, Walter Braga Netto, e decolou às 10h40m, “sem custos adicionais com diárias ou passagens”.

Já sobre o voo de volta para São Paulo, a Defesa diz que é responsabilidade do Ministério das Comunicações informar os custos, mas não esclareceu o motivo. O ministério dirigido por Fábio Faria foi procurado pela reportagem, mas não quis se manifestar.

Alvo de críticas beligerantes de Bolsonaro no passado, Temer se tornou um confidente do presidente e chegou a chefiar uma missão especial do governo brasileiro no Líbano, em 2020, a convite do atual chefe do Planalto.

O emedebista, de 81 anos, já declarou ter votado em Bolsonaro no segundo turno de 2018 e gosta de repetir que o capitão reformado do Exército representa “um governo de continuidade”. Mas seu protagonismo no distensionamento da crise de setembro foi atípico para um ex-presidente.

Não à toa, a autoria da carta foi logo divulgada pelo próprio Temer, que procurou capitalizar ao máximo o momento nas redes sociais e dando entrevistas. Em um convescote com empresários que acabou se tornando notícia, o ex-presidente voltou a se vangloriar pelo seu papel no episódio e acabou revelando outros detalhes do encontro sigiloso com Bolsonaro.

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência 0197
Operação 1288
Poupança: 772850953-6
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450. 139.937-68
PIX: 45013993768

Agradecemos imensamente a sua contribuição

Celeste Silveira

Produtora cultural

RELATED ARTICLES

1 COMMENTS

  1. gustavo_horta Posted on 15 de novembro de 2021 at 12:42

    *AÍ, ‘DE REPENTE E DE SURPRESA’, MUDA TANTA COISA. RAPIDAMENTE. PERPLEXIDADE INSANA.*
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2021/11/15/ai-de-repente-e-de-surpresa-muda-tanta-coisa-rapidamente-perplexidade-insana/

    Quando a gente pensa que está entendendo, vem a vida e coloca um monte de coisas para as quais nunca estivemos preparados.
    A vida tantas vezes não nos oferece botes salva vidas ou resgate do SAMU/SUS. A gente precisa ter força pra nadar.
    Saber nadar é preciso. Saber nadar.
    A vida não oferece bote salva vidas. Há tormentas. Há muitas tormentas. Há perplexidade, tantas vezes surpreendentes. Outras tantas e muitas vezes sem surpresa. Perplexidade muitas e tantas vezes. Impotência.
    Quando a gente pensa que está entendendo, vem a vida e coloca um monte de coisas para as quais nunca estivemos preparados. Alguém um dia ensinou que quando “a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas”. Como é que pode ser isto tão certo. … … …

    Reply
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: