8 de janeiro de 2022
  • 16:51 Quando as diferenças aparecem
  • 14:50 Vídeo: Paredão de cânion em Capitólio (MG) desmorona sobre lanchas; 1 morte confirmada e 15 feridos com gravidade
  • 12:56 Sindicalista: “Governo só beneficia servidores pró-Bolsonaro”
  • 11:58 Cientistas projetam que Brasil pode ter 1 milhão de casos diários de Covid em duas semanas
  • 09:37 Decisão do presidente do STJ em favor da ex-mulher de Wassef causa revolta em ministros

Cruzamento com dados da pesquisa Ipec indica volta deste eleitorado ao PT.

Cruzamento realizado com dados da pesquisa Ipec divulgada na semana passada mostra que os eleitores de menor remuneração, cuja renda familiar mensal vai até um salário mínimo, e aqueles que moram em municípios nas periferias de grandes centros urbanos são hoje os que mais acenam com a intenção de migrar do presidente Jair Bolsonaro (PL) para o ex-presidente Lula (PT) na eleição presidencial de 2022. Entre os que declararam ter votado em Bolsonaro em 2018, segundo o Ipec, 45% apontam intenção de repetir o voto. Já os outros 55% indicam outras opções, inclusive a hipótese de votar branco ou nulo.

A pesquisa do Ipec, realizada entre 9 e 13 de dezembro, apontou que Lula é o principal herdeiro dos eleitores de Bolsonaro, dos quais 22% dizem que votariam no petista hoje.

O percentual que migra para Lula sobe para 32% entre os mais pobres, considerando os eleitores que já declaram agora intenção de votar em algum candidato, em branco ou nulo. Já entre moradores da periferia, categoria que inclui, por exemplo, habitantes de cidades da Baixada Fluminense e da Grande São Paulo, 37% dos que votaram em Bolsonaro em 2018 e já manifestam alguma intenção de voto hoje apontam preferência por Lula.

Na avaliação do cientista político Oswaldo Amaral, diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), da Unicamp, que realizou o cruzamento com base nos microdados da pesquisa Ipec, os números indicam um “retorno” do eleitorado que se distanciou do PT na última eleição.

— Em 2018, o PT perdeu votação expressiva nas periferias de grandes cidades, em um contexto de problemas econômicos do governo Dilma, casos de corrupção e alta do antipetismo. Depois de três anos de governo Bolsonaro, parece haver uma avaliação de que a situação atual é pior, especialmente em termos de renda e desemprego — afirmou Amaral.

No segundo turno entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad, o então candidato do PSL teve mais de dois terços dos votos válidos em municípios como Belford Roxo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em Itaboraí e São Gonçalo, parte da Região Metropolitana do Rio, e em Guarulhos e Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Bolsonaro também derrotou Haddad em redutos petistas do ABC paulista, como Diadema e São Bernardo do Campo

Caros Leitores, precisamos de um pouco mais de sua atenção

Nossos apoiadores estão sendo fundamentais para seguirmos nosso trabalho. Leitores, na medida de suas possibilidades, têm contribuído de forma decisiva para isso. Agradecemos aos que formam essa comunidade e convidamos todos que possam a fortalecer essa corrente progressista. Seu apoio é fundamental nesse momento crítico que o país atravessa para continuarmos nossa labuta diária para trazer informação de qualidade e independência.

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica

Agência: 0197
Operação: 1288
Poupança: 772850953-6

PIX: 45013993768

Celeste Silveira

Produtora cultural

RELATED ARTICLES
LEAVE A COMMENT

Comente

%d blogueiros gostam disto: