10 de janeiro de 2022
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Aquele juiz que causava frisson na mídia, que obrigava os repórteres a se engalfinharem para conseguir um espaço nas ultra disputadas aparições públicas do magistrado celebridade, não existe mais.

Aquela histeria frenética dos microfones e holofotes da grande mídia, deu lugar a um descaso inacreditável com a candidatura do ex-herói.

Moro, de cara nova, a do político sem conteúdo ou qualquer outra qualidade que possa trazer algum vento pra sua pipa, é um crepúsculo.

O algoz de Lula jurava que, pisando na cabeça do ex-presidente mais bem avaliado da história, estaria pisando num degrau sagrado que lhe levaria à gloria final sendo consagrado com posto mais alto da República, coroado pelo povo e pela elite.

Nada disso se vê. Moro está num não lugar na disputa para a presidência da República e Lula nadando de braçada isolado no 1º lugar em todas as pesquisas.
Moro é uma espécie de ornitorrinco eleitoral.

Pior, além de oco e fútil, tem uma péssima capacidade de comunicação. Pra piorar, produz material para servir de chacota contra si, como a sua publicação em rede social em conversa com o novo aliado, o Mamãe Falei.

Ou seja, Moro não tem tração para subir nem um pontinho. Seus apoiadores fieis não são tão fieis assim. Por isso oscila como caranguejo andando de um pra outro.

A mídia amiga já começa a “explicar” seu fracasso eleitoral, dizendo que ele não tem estrutura de campanha, que seu partido é pequeno, que não terá um tempo de TV adequado e toda aquela baba de quiabo de quem já não vê chances de sair alguma coisa dessa celebridade de papelão e pé de barro.

Suas alianças com Dória e Pacheco são dois abraços de afogados que mostrarão que ele caminha pra trás com candidatos não da 3ª via, mas da 3ª divisão. Isso não soma, só subtrai.

Moro é um fascista cordial, um tirano perfumado, um déspota de cristaleira, coisa que os mais extravagantes da direita vaca louca não gostam e a direita preguiçosa de pijama não se interessa.

Bolsonaro e Moro vieram do mesmo grupo fascista, que apenas foi dividido em dois por disputa política e projeto de poder. Estavam juntos até o ano passado e, agora, ele está ao relento, fascista, mas opaco e sem votos.

 

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Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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