Dia: 1 de janeiro de 2022

Estadão trata os pobres como sub-raça, o que explica como um fascista como Bolsonaro chegou ao poder

Pouco importa o plágio de si mesmo que o Estadão faz do editorial cretino de Vera Magalhães em 2018, “Uma escolha difícil”.

O ponto central aqui é uma cópia de um antigo discurso de Bolsonaro que dizia que “pobre, no Brasil, só servia para votar em quem lhe desse esmolas”.

Ou seja, ninguém fabrica um fascista como Bolsonaro de improviso. Esse monstro universal é um produto conjugado feito por muitas mãos da escória da classe dominante desse país.

O Estadão, o mais genuíno herdeiro da imprensa escravocrata, jamais perdeu seu pedigree. Por isso trata os pobres como resíduo da sociedade brasileira, mesmo sendo eles a maioria no Brasil, maioria, diga-se de passagem, de explorados pelos pares do Estadão.

Não há nada de novo e nem de autêntico nessa maçaroca de clichês do jornalão, apenas a posição assumida de um jornal secularmente preconceituoso, racista e que, agora, com esse “artigo” assume sua aporofobia que mostra que, muito mais que ódio a Lula e ao PT, o Estadão representa uma parcela da sociedade que tem verdadeira ojeriza de pobres, quando deveria ter da pobreza que ele, em defesa secular da oligarquia, ajudou a construir.

Pode-se fazer todas as críticas a Bolsonaro, mas uma coisa tem que se reconhecer, sobretudo quando o Estadão vem com a velha malandragem de construir uma falsa simetria entre Lula e o genocida.

As atitudes perversas de Bolsonaro contra o povo brasileiro são fidedignas à imagem da nossa classe economicamente dominante. Nunca essa imagem foi tão materializada de forma tão esculpida e escarrada como a que Bolsonaro se apresenta.

O que também explica o apoio do Estadão ao fascista em 2018 e, agora, em 2022.

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Bolsonaro é eleito ‘Corrupto do Ano’ por consórcio internacional. Isso não é pouca coisa

Organização que reúne jornalistas investigativos de vários países destaca que Bolsonaro minou sistema de justiça e travou guerra destrutiva contra a Amazônia.

(ANSA) – O presidente Jair Bolsonaro foi eleito “Personalidade do Ano” por seu papel na promoção do crime organizado e da corrupção pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um consórcio internacional que reúne jornalistas investigativos e centros de mídia independente.

“Eleito após o escândalo da Lava Jato como candidato anticorrupção, Bolsonaro se cercou de figuras corruptas, usou propaganda para promover sua agenda populista, minou o sistema de justiça e travou uma guerra destrutiva contra a região da Amazônia que enriqueceu alguns dos piores proprietários de terras do país”, afirma o OCCRP.

Segundo o relatório, Bolsonaro venceu “por pouco” outros dois líderes populistas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder turco, Recep Tayyp Erdogan, que também causaram “grandes danos aos seus países, regiões e ao mundo”.

O texto enfatiza que ambos os políticos “lucraram com a propaganda, minaram as instituições democráticas em seus países, politizaram seus sistemas de justiça, rejeitaram acordos multilaterais, recompensaram círculos internos corruptos e moveram seus países da lei e da ordem democráticas para a autocracia”.

Além disso, o consórcio destaca a denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, no caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando ele era deputado estadual.

As investigações contra o vereador Carlos Bolsonaro, outro filho do mandatário, também por um suposto esquema de repartição de salários de assessores; a verba depositada por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro; e as denúncias contra o próprio Bolsonaro também foram ressaltadas no documento.

De acordo com Drew Sullivan, editor do OCCRP e um dos nove jurados, as acusações paira sobre os familiares do líder brasileiro. “A família de Bolsonaro e seu círculo íntimo parecem estar envolvidos em uma conspiração criminosa em andamento e têm sido regularmente acusados de roubar do povo.” disse Sullivan.

“Essa é a definição de livro de uma gangue do crime organizado”. A publicação cita ainda que o prefeito afastado do Rio, Marcello Crivella, “amigo e aliado” do presidente, foi preso por liderar uma organização criminosa.

Amazônia – O consórcio internacional enfatizou que as ações do Bolsonaro “não afetam apenas o Brasil”, porque ele “abriu grandes extensões da Amazônia para a exploração por aqueles que já haviam se beneficiado da destruição da região crítica e ameaçada”.

“A destruição contínua da Amazônia está ocorrendo por causa de escolhas políticas corruptas feitas por Bolsonaro. Ele encorajou e alimentou os incêndios devastadores”, afirmou o jurado Rawan Damen, diretor do Arab Reporters for Investigative Journalism.

Para ele, “Bolsonaro fez campanha com o compromisso explícito de explorar – ou seja, destruir – a Amazônia, que é vital para o meio ambiente global”.

*Com informações do 247

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Ano de 2022 e sua eleição se propõem como momento mais decisivo da República

Janio de Freitas – Diante da tragédia na Bahia, Bolsonaro mostra com clareza o descaso eleitoral que, de repente, começou a indicar.

Salvar-se de 2022 é um desejo justo e um objetivo justificado. Desejo-lhe que os adote, estando entre os que mereçam escapar à sanha prenunciada pelos grupos, classes e interesses que fizeram nosso 2021.

Os novos anos são futuros engatilhados pelos anos antecessores. Só as surpresas são de sua autoria. E a margem para esses insondáveis deixada por 2021 insinua-se, por ora, uma via estreita. Talvez mesmo um beco sem saída.

Os acumuladores de cifrões emitem maus pressentimentos sobre a inflação crescente, embalados em sua dúplice tradição: esfalfam-se apregoando queixas da inflação e mais se esfalfam amontoando seus lucros inflacionários.

Aos efeitos da inflação junta-se o desvario do governo e da Câmara nos gastos públicos, inclusive apenas eleitoreiro, e já sabemos quem e como pagará essas contas já a partir de 2022. Governantes e economistas têm muito apego às suas tradições.

O aumento do custo de vida é sempre maior do que o índice de inflação. As correções do salário mínimo por Bolsonaro e Paulo Guedes foram todas, como agora, limitadas ao índice de inflação, sem recuperação alguma das usurpações feitas na remuneração.

Em outubro, a perda dos salários em geral, mais de 11% nos 12 meses até ali, já estava acima dos 10% com que a inflação chegou a dezembro.

Como o custo de vida sobe mais para a pobreza, a fome que fere multidões como jamais acontecera no Brasil, sem causa natural e em sua dimensão, o mínimo só pela inflação é um gerador de mais fome.

Entende-se. As armas dessas multidões não atraem Bolsonaro. São o alicate e o torno, o martelo e a tinta, a vassoura, a pá, o fio elétrico, as máquinas, são inúmeras.

Seus uniformes são o avental, o jaleco, a calça desprezível, é a roupa do suor, da graxa, da poeira, às vezes do sangue.

A estes Bolsonaro apenas os explora na crendice, na esperança como nome do desespero, na boa-fé e na raiva de tudo e todos. Nada a lhes dar para diminuir as dores do seu viver.

Os de visão mais ampla não podem saber o que esperar, na verdade, de 2022. Ainda assim, é cada vez mais encontrada a preocupação, ou o temor, de que tenhamos uma disputa eleitoral marcada por violências variadas, não excluídas as mais extremas.

Não faltam sinais nesse sentido. Mais um vem com a indiferença de Bolsonaro à tragédia das águas na Bahia. Não foi apenas a falta do dever de aparências humanitárias. Bolsonaro mostrou com clareza o descaso eleitoral que, de repente, começou a indicar.

Desistência de lutar pela permanência no poder é incogitável. Verdadeiros processos criminais que circundam a família, no todo e nas partes, podem ser inesperáveis da cúpula judiciária elitista e política.

Mas o risco é real. E, se a eleição não se mostrar como porta de fuga, impedi-la abre outro caminho.

Bolsonaro o prepara. Com aberrações cínicas, que vão dos aumentos muito acima da inflação para as já bem remuneradas Forças Armadas e polícias federais, às demissões e deslocamentos de técnicos e outros servidores qualificados, para fortalecer o dispositivo do golpismo, da arbitrariedade e da prevaricação.

O dramático é que 2022 e sua eleição propõem-se como o momento mais decisivo do Brasil na ilusória República. Não como regime político, não como sistema econômico. Como país mesmo.

A derrocada está tão vasta e é tão profunda, que um mau desfecho para o próximo mandato presidencial deverá tornar a involução e o atraso definitivamente irreversíveis.

Salve-se de 2022. E os votos de ajude a salvá-lo: é seu direito e seu dever não se permitir ser joguete das forças manipuladoras.

*Publicado na Folha

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Com Lula e Dilma, salário mínimo teve aumento real de 59%, e de 0% com Bolsonaro

A nova quantia apenas reajusta a perda resultante da inflação anual acumulada desde dezembro de 2020.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), anunciou na última quinta-feira (30), durante live transmitida pelas redes sociais, que o novo salário mínimo em 2022 será de R$ 1.212, um aumento de R$ 112 em relação à cifra atual, de R$ 1.100.

Mas a nova quantia apenas reajusta a perda resultante da inflação anual acumulada desde dezembro de 2020, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), o que é obrigatório por norma constitucional.

Assim, o governo Bolsonaro mantém pelo terceiro ano consecutivo o valor do mínimo sem qualquer ganho real de poder de compra. Já durante o governo de Michel Temer (MDB), o aumento real acumulado do mínimo (somando os reajustes de janeiro de 2017, 2018 e 2019, que foi estipulado ainda durante a gestão do emedebista), foi de 0,79%.

Em contrapartida, o aumento real do salário mínimo – acima da inflação – durante os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, de abril de 2003 a janeiro e 2016, foi de 59,21%. Veja tabela abaixo.

tabela

Por que o salário mínimo parou de crescer a partir de 2017?

Em 2004, o segundo ano do governo Lula, as centrais sindicais, por meio de movimento unitário, lançaram uma campanha de valorização do salário mínimo. Nessa campanha, foram realizadas três marchas conjuntas em Brasília com o objetivo de fortalecer, junto aos poderes Executivo e Legislativo, a importância social e econômica da proposta de valorização do salário mínimo.

Como resultados dessas marchas, o salário mínimo, em maio de 2005, passou de R$ 260,00 para R$ 300,00. Em abril de 2006, elevou-se para R$ 350,00. Já em abril de 2007, o salário mínimo foi corrigido para R$ 380,00. Também como resultado dessas negociações, o governo federal estabeleceu em 2007 uma política permanente de valorização do salário mínimo, até 2023 (mas que deveria ser revalidada anualmente na Lei de Diretriz orçamentária.

Essa política tinha como critérios o repasse da inflação do período entre as suas correções, mais um aumento real calculado a partir da variação do Produto Interno Bruto (PIB) do país, além da antecipação da data base de sua correção – a cada ano – até ser fixada em janeiro.

Graças a essas medidas, Lula se tornou o presidente que maior aumento real concedeu ao salário mínimo desde a sua criação, em 1º de maio de 1940.

Assim, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu a política de valorização real do mínimo, e Dilma Rousseff, na gestão seguinte, transformou a regra em lei com vigência para os anos de 2015 a 2018, que era o período que deveria ter durado seu governo se não tivesse sido interrompido pelo processo de impeachment em 2016.

Na sequência, o presidente Michel Temer, que governou durante a recessão, não mudou a legislação, mas acabou por não conceder aumento real, visto que o PIB brasileiro não apresentou crescimento.

O presidente Bolsonaro, por sua vez, abandonou a política de valorização real em 2019, seguindo orientação de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, que entendeu que a valorização do índice comprometeria as contas públicas. Ele argumentou que o salário mínimo é base de referência para outras despesas, como os benefícios da Previdência Social e de assistência social a idosos e pessoas com deficiência (BPC), além do abono salarial.

Então, desde 2019, Bolsonaro ainda não aprovou uma nova política de reajuste para o mínimo, e tem seguido o mínimo exigido pela Constituição, que é o reajuste pela inflação.

*Com informações do Brasil de Fato

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A queda de popularidade de Bolsonaro transformou o genocida em dedo podre

A queda de popularidade de Bolsonaro tem potencial para detonar aliados e impactar as eleições proporcionais. O apoio declarado do presidente genocida significa um mau negócio para as vítimas de seu apoio.

O Cenário para os bolsonaristas será muito amargo no próximo pleito, com Bolsonaro caminhando a passos largos para o cadafalso.

Não é sem motivos que a tese de que Bolsonaro pode desistir da disputa pela reeleição para tentar manter sua blindagem numa vaga do Senado só cresce e ganha corpo em Brasília.

Nesses três anos de balbúrdia generalizada, vários deputados e senadores eleitos com a bandeira fascista do bolsonarismo acabaram se tornando adversários do genocida, em meio a uma sucessão de crises sistêmicas. Isso aconteceu com uma penca de parlamentares do PSL, em razão de um grande racha interno no partido pelo qual o animal foi eleito.

Sem o apoio financeiro do Planalto, que envolve, entre outras benesses, a liberação de emendas, muitos desses congressistas fascistas caíram no anonimato e estão politicamente mortos. Na verdade, sem coloração ideológica definida, esses zumbis estão vagando em Brasília sem rumo e sem votos. Mas eles sabem que ficar sem apoio de Bolsonaro é ruim, mas ter o apoio do queima filme do Planalto é pior ainda.

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Qual fascista foi mais patético em sua mensagem de fim de ano, Bolsonaro ou Moro?

Carisma zero, oratória sofrível, imagem patética e fala vazia. Jair Bolsonaro e Sergio Moro realmente se merecem. Não é por acaso que trabalharam juntos na maior fraude eleitoral da história desse país.

Cada um com sua estúpida negação, falou para um público de idiotas, daí as falas tão imbecis quanto eles próprios.

Enquanto Bolsonaro, com seu instinto assassino, não concorda com a vacinação em crianças, Moro segue criticando o STF por ter lhe metido na testa o carimbo de juiz corrupto. Logo ele que adorava usar o expediente fascista da condução coercitiva para dar manchetes no Jornal Nacional, virou um paladino às avessas diante da população que o vê como um dos principais culpados por tudo de ruim que aconteceu nesse país nos últimos três anos, por colocar na cadeira da presidência da República um psicopata, um maníaco que arrasou com a economia brasileira, aderindo por completo a cartilha do PSDB, MDB e Dem e ser um sabujo dos banqueiros dos EUA, enquanto produziu 620 mil vítimas da covid por sua política genocida durante a pandemia.

O fato é que não há como falar de um sem lembrar do outro. Moro e Bolsonaro  são frutos do ódio plantado, regado, fertilizado e adubado pela Globo durante anos para que o Brasil não levante voo, como mandam os interesses dos EUA.

Moro e Bolsonaro são meros reprodutores de uma política de desmonte do país, comandada pela Globo a mando do império em decadência. Por isso se igualam no fascismo e se irmanam na desconstrução do Brasil. Os dois contribuíram de forma efetiva para jogar o pais nesse estado de coisas que vive hoje e, por isso, serão cuspidos pela história.

Na foto em destaque, o abraço de afogado.

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Álibis de Aras perdem força, e STF faz forte pressão sobre investigações de Bolsonaro

Ministros do tribunal criticam a falta de supervisão das chamadas investigações preliminares abertas pela PGR.

As chamadas investigações preliminares se consolidaram em 2021 como o álibi para o procurador-geral da República, Augusto Aras, dizer que é diligente na apuração de suspeitas de irregularidades atribuídas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seu entorno.

De janeiro a novembro deste ano, a Procuradoria-Geral da República contabilizou 412 representações criminais que passaram a ser investigadas internamente no órgão. É mais de um caso por dia. O chefe do Executivo, por exemplo, foi alvo de 25 procedimentos desta natureza.

Nas últimas semanas, no entanto, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) elevaram o tom das críticas por falta de supervisão do tribunal nesses expedientes e fecharam o cerco ao procurador-geral.

A tendência é que em 2022 os magistrados estejam ainda mais vigilantes. Em agosto, após nova indicação de Bolsonaro, o Senado aprovou a recondução de Aras a mais dois anos de mandato.

A “notícia de fato”, nome dado a esses processos, é uma apuração preliminar relativa a variadas situações levadas ao conhecimento da Procuradoria.

Em diversas oportunidades, Aras lançou mão desse procedimento para afirmar ao Supremo que não é omisso e que já está apurando supostas ilegalidades de integrantes do governo federal.

Em outubro, porém, a ministra Cármen Lúcia deu início a um movimento para limitar os poderes da PGR nessas investigações.

A magistrada afirmou que nenhuma autoridade está “fora de qualquer supervisão ou controle” e mandou Aras detalhar ao STF quais medidas seriam tomadas em relação aos pedidos de investigação contra Bolsonaro devido às falas golpistas no 7 de Setembro.

Dois meses depois, no começo de dezembro, foi a vez de o ministro Alexandre de Moraes adotar medida similar.

Ele determinou o trancamento de uma apuração preliminar instaurada pela PGR para verificar possível crime do chefe do Executivo por ter feito uma falsa associação entre a Covid-19 e o risco de contrair o vírus da Aids.

Além disso, abriu um inquérito sobre o caso a pedido da CPI da Covid, o que é inusual, e deu 24 horas para o PGR enviar ao Supremo todos os dados que já havia levantado na apuração interna.

Antes disso, Aras já havia informado ao Supremo a abertura de apuração preliminar para averiguar a conduta, entre outros próceres do bolsonarismo, de dois filhos do presidente, do ministro Augusto Heleno (GSI) e da ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). Nenhum dos casos havia evoluído ou tido maiores consequências.

*Com informações da Folha

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Sem ter o que mostrar em três anos de tragédia, Bolsonaro usa obra emblemática de Lula para tentar fazer o povo de idiota

Em seu pronunciamento no último dia de 2021, Bolsonaro, ridiculamente mencionou a transposição do Rio São Francisco como se fosse uma obra de seu governo.

A transposição do Rio São Francisco, todos sabem, é uma obra monumental e uma das marcas do governo Lula e está tatuada na memória do povo, não há como apagar.

Mas como Bolsonaro é essa distopia crônica, no desespero de não ter nada para mostrar de construtivo, apenas desmonte e terra arrasada em três anos de governo, achou por bem passar recibo de idiota para o povo mentindo, sem um mínimo de vergonha na cara.

Isso mostra que Bolsonaro, mais que qualquer um, vê-se como um político falido, gestor de um governo quebrado que arrastou o Brasil para seu inferno particular.

Ao assumir, de forma fraudulenta, a grande obra feita por Lula como sua, o apodrecido Bolsonaro, só sublinhou que está politicamente arruinado.

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Como Bolsonaro é hors-concours, título de Mala do Ano fica com Sergio Moro

Artur Xexéo, morto em junho, publicava sempre uma lista dos sem simancol; para lembrá-lo, aqui estão as bigornas de 2021.

O jornalista carioca Artur Xexéo, que morreu em junho, publicava no Réveillon uma lista dos malas do ano. Como era da área do entretenimento, punha nela celebridades sem alça, vedetes sem rodinha, canastrões de pochete, influencers com a mochila cheia de chumbo, tiazinhas de botox na frasqueira.

Sem cerimônia, premiava também politiqueiros, atravessadores, maiorais, marqueteiros de si mesmos —os sem simancol que garganteiam seu ridículo. Tocando o teclado com leveza, Xexéo espalhou uma mordaz alegria por quase 30 anos. Para lembrá-lo, lá vai uma lista das bigornas de 2021.

Luciano Huck. Vazou pela 43ª vez que disputaria o Planalto. Fez a espuma de praxe: levou um lero com FHC, montou grupo de estudos fake, escreveu babaquices sobre problemas nacionais. Desistiu, mas cogita se candidatar a síndico.

Datena. Em tabelinha com Huck, gingou, deu caneladas, simulou contusão, aderiu a um partido do qual saiu em seguida. É um bom entrevistador que teima em apresentar o programa policialesco mais atroz da TV. Se for para sair do ar, tê-lo na política é mal menor.

Micheque. Bem a propósito, fantasiou-se de palhaça. E de Branca de Neve, se bem que esteja mais para Rainha Má. Posou pulando miudinho e gemendo coisas cabeludas. Safa, safou-se da pergunta que não quer calar: que pulinhos deu para que Queiroz pusesse 89 mil pixulés na sua conta?

Nelson Piquet. Estávamos a salvo das suas sandices e eis que, no golpe gorado do Sete de Setembro, o fuinha da Fórmula 1 saiu da toca e pilotou a lata-velha de Bolsonaro. É uma lei lombrosiana: se o tipo é boquirroto, tem cabelo sebento e mal chega à altura de um rodapé, não dá outra —é bolsonarista. Vide Augusto Heleno, Olavo de Carvalho, Ratinho.

Nizan Guanaes. O ano foi duro para o autoproclamado maior publicitário da Via Láctea e vizinhanças, pois não houve bajulador que lhe incensasse as glórias gargantuescas. Mas o imodesto ególatra desligou o desconfiômetro e publicou anúncios para trombetear, como Roberto Carlos outrora: Jesus Cristo, eu estou aqui!

Roberto Carlos. Foi o mala do ano de 2013, quando Xexéo notou que “não é por acaso que Roberto prefere manter a boca fechada, mas mala é mala até calado”. A mudez se repetiu em 2021: o menestrel de motel silenciou seu bolsonarismo, distanciando-se do seu divo. Saiu para passear num dos seus carrões cafonas e ficou sem gasolina. Mala que é mala não precisa de porta-malas.

Lançamento da campanha 'Respeitável Circo!' em Brasília

Neymar. Foi fominha e ranheta. Arrotou que “seria uma honra” marcar mais gols que Pelé bem no dia em que, aos 80 anos, ele estava num hospital operando um tumor. Patrícia Pillar apontou sua falta de tato e Neymala fez beicinho, bateu o pé no chão e ameaçou levar a bola para casa —numa mala.

André Esteves. O banqueiro bacanudo se gabou de os presidentes da Câmara e do BC lhe telefonarem. Celebrou a quartelada de 1964 (“ninguém foi preso, as crianças foram para a escola, o mercado funcionou”), a gangue do centrão (“nos manteve republicanos”) e aconselhou Bolsonaro a ficar quieto e se eleger. Cereja do vomitório: batizou os nababinhos que se embebiam da sua baba de “future leaders”.

Rosangela Moro. Ao lado do maridão, veiculou um vídeo natalino com um grito de socorro: preciso de um fonoaudiólogo! Só assim poderá proclamar em alto e bom som, como fez até ontem, que Moro e Bozo “são uma coisa só”.

Queiroga. O lambe-bo(s)tas de Bolsonaro quer que as crianças se explodam de Covid, contanto que possa passear com a prole em aviões da FAB e, para amargor de Hipócrates, se eleger senador pela Paraíba.

*Mario Sergio Conti/Folha

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