9 de janeiro de 2022
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Artur Xexéo, morto em junho, publicava sempre uma lista dos sem simancol; para lembrá-lo, aqui estão as bigornas de 2021.

O jornalista carioca Artur Xexéo, que morreu em junho, publicava no Réveillon uma lista dos malas do ano. Como era da área do entretenimento, punha nela celebridades sem alça, vedetes sem rodinha, canastrões de pochete, influencers com a mochila cheia de chumbo, tiazinhas de botox na frasqueira.

Sem cerimônia, premiava também politiqueiros, atravessadores, maiorais, marqueteiros de si mesmos —os sem simancol que garganteiam seu ridículo. Tocando o teclado com leveza, Xexéo espalhou uma mordaz alegria por quase 30 anos. Para lembrá-lo, lá vai uma lista das bigornas de 2021.

Luciano Huck. Vazou pela 43ª vez que disputaria o Planalto. Fez a espuma de praxe: levou um lero com FHC, montou grupo de estudos fake, escreveu babaquices sobre problemas nacionais. Desistiu, mas cogita se candidatar a síndico.

Datena. Em tabelinha com Huck, gingou, deu caneladas, simulou contusão, aderiu a um partido do qual saiu em seguida. É um bom entrevistador que teima em apresentar o programa policialesco mais atroz da TV. Se for para sair do ar, tê-lo na política é mal menor.

Micheque. Bem a propósito, fantasiou-se de palhaça. E de Branca de Neve, se bem que esteja mais para Rainha Má. Posou pulando miudinho e gemendo coisas cabeludas. Safa, safou-se da pergunta que não quer calar: que pulinhos deu para que Queiroz pusesse 89 mil pixulés na sua conta?

Nelson Piquet. Estávamos a salvo das suas sandices e eis que, no golpe gorado do Sete de Setembro, o fuinha da Fórmula 1 saiu da toca e pilotou a lata-velha de Bolsonaro. É uma lei lombrosiana: se o tipo é boquirroto, tem cabelo sebento e mal chega à altura de um rodapé, não dá outra —é bolsonarista. Vide Augusto Heleno, Olavo de Carvalho, Ratinho.

Nizan Guanaes. O ano foi duro para o autoproclamado maior publicitário da Via Láctea e vizinhanças, pois não houve bajulador que lhe incensasse as glórias gargantuescas. Mas o imodesto ególatra desligou o desconfiômetro e publicou anúncios para trombetear, como Roberto Carlos outrora: Jesus Cristo, eu estou aqui!

Roberto Carlos. Foi o mala do ano de 2013, quando Xexéo notou que “não é por acaso que Roberto prefere manter a boca fechada, mas mala é mala até calado”. A mudez se repetiu em 2021: o menestrel de motel silenciou seu bolsonarismo, distanciando-se do seu divo. Saiu para passear num dos seus carrões cafonas e ficou sem gasolina. Mala que é mala não precisa de porta-malas.

Lançamento da campanha 'Respeitável Circo!' em Brasília

Neymar. Foi fominha e ranheta. Arrotou que “seria uma honra” marcar mais gols que Pelé bem no dia em que, aos 80 anos, ele estava num hospital operando um tumor. Patrícia Pillar apontou sua falta de tato e Neymala fez beicinho, bateu o pé no chão e ameaçou levar a bola para casa —numa mala.

André Esteves. O banqueiro bacanudo se gabou de os presidentes da Câmara e do BC lhe telefonarem. Celebrou a quartelada de 1964 (“ninguém foi preso, as crianças foram para a escola, o mercado funcionou”), a gangue do centrão (“nos manteve republicanos”) e aconselhou Bolsonaro a ficar quieto e se eleger. Cereja do vomitório: batizou os nababinhos que se embebiam da sua baba de “future leaders”.

Rosangela Moro. Ao lado do maridão, veiculou um vídeo natalino com um grito de socorro: preciso de um fonoaudiólogo! Só assim poderá proclamar em alto e bom som, como fez até ontem, que Moro e Bozo “são uma coisa só”.

Queiroga. O lambe-bo(s)tas de Bolsonaro quer que as crianças se explodam de Covid, contanto que possa passear com a prole em aviões da FAB e, para amargor de Hipócrates, se eleger senador pela Paraíba.

*Mario Sergio Conti/Folha

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Celeste Silveira

Produtora cultural

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