22 de maio de 2022
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Instalação é a maior usina nuclear na Europa. Cerca de 25% da energia ucraniana é fornecida pela usina.

Incêndio na usina atingiu cerca de 2.000 metros quadrados, segundo o Serviço de Emergência Estatal ucraniano.

As forças da Rússia tomaram na madrugada desta sexta-feira (4) a usina nuclear de Zaporozhie, no sul da Ucrânia. Um bombardeio russo provocou um incêndio no território da usina. A instalação encontra-se na cidade de Energodar e é a maior usina nuclear na Europa. Cerca de 25% da energia ucraniana é fornecida pela usina, o que também a torna um ativo central para qualquer força invasora ou defensora.

Na segunda-feira (28), o Ministério da Defesa da Rússia informou que as tropas russas assumiram o controle sobre a cidade. O incêndio na usina atingiu cerca de 2.000 metros quadrados, segundo o Serviço de Emergência Estatal ucraniano.

O fogo foi eliminado às 06h20, no horário local, e, de acordo com os dados da entidade, não foram registradas vítimas. A Agência Internacional de Energia Atômica disse também que o incêndio não afetou o equipamento essencial da usina, enquanto o Departamento de Energia dos EUA confirmou não ter detectado aumento do nível de radiação no local.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu em telefonema com o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, que vai organizar uma reunião emergencial do Conselho da Segurança da ONU em relação ao incidente.

Pedido de cessar-fogo

Nesta quinta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro teve uma conversa telefônica com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que durou 15 minutos. Segundo a informação divulgada pelo governo do Reino Unido, os mandatários discutiram a operação militar especial da Rússia na Ucrânia e concordaram em “pedir um cessar-fogo urgente” no país do Leste Europeu. O Planalto ainda não comentou o telefonema.

Os dois líderes afirmaram acreditar na “importância da estabilidade global” e ressaltaram que “a paz deve prevalecer”. O premiê apontou que “civis inocentes estão sendo mortos e cidades destruídas”, e que os dois países devem “cobrar o fim da violência” na Ucrânia. Boris Johnson também afirmou que espera cooperar com Bolsonaro em assuntos bilaterais como segurança e comércio.

*Com Rede Brasil Atual

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Celeste Silveira

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