Mês: junho 2022

Sem saída, Bolsonaro volta a defender Milton Ribeiro para defender-se do indefensável

Não há qualquer nobreza em Bolsonaro na estratégia de voltar a defender a indefensável inocência do ex-ministro do MEC, ao contrário, diante de extrato tão explícito de provas do envolvimento de Bolsonaro com Ribeiro, e este com os pastores vigaristas que faziam lobby no MEC e os mesmos charlatães com Bolsonaro, podemos ver o círculo de fogo que o escorpião está metido.

Todos sabem que só existem duas opções para Bolsonaro neste momento, ou peita o fogo ou se envenena. Como é insuicidável, e não tem bala na agulha para enfrentar o fogo na base do cuspe, porque não tem respaldo dos militares para dar golpe, coisa que, convenhamos, está fora de moda no mundo, Bolsonaro teve que enfiar a viola no saco e defender o pastor Milton Ribeiro que, hoje, está num nível de desgaste dentro do universo evangélico que, sem sombra de dúvida, atinge frontalmente a candidatura de Bolsonaro.

Temos muitos cálculos aí que a “inteligência” de Bolsonaro colocou na mesa. A única equação possível a essa altura do campeonato, foi essa, o cinismo esdrúxulo e oco de defender a moral ilibada de um tremendo picareta.

Bom, pelos parâmetros de um presidente que sempre nos perguntamos, qual crime esse portento polivalente ainda não cometeu? faz sentido Bolsonaro dizer que não há indício sequer de prova de corrupção envolvendo seu ex-ministro da Educação, aquele que Bolsonaro, por obra de sua mediunidade de premonição, ligou para dizer para ele se preparar porque o bicho ia pegar e, antes da PF chegar, ele se livrar, queimar, apagar, destruir qualquer prova que engrossasse ainda mais sua lista de delitos que, por osmose, aumentaria a do próprio Bolsonaro.

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Ex-presidente da Petrobras diz que celular tinha mensagens que incriminam Bolsonaro

Ao discutir com o ex-presidente do Banco do Brasil em grupo de economistas, Roberto Castello Branco chamou o presidente de “psicopata”.

Durante uma discussão em um grupo de economistas, o ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco afirmou que devolveu seu celular corporativo à estatal, ao deixar o comando da empresa, com material que, segundo ele, poderia incriminar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Castello Branco debatia com Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, sobre a elevação do preço dos combustíveis. Novaes então diz que o colega economista – primeiro presidente da Petrobras na gestão de Bolsonaro, indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – ataca a atual gestão do governo federal.

“Se eu quisesse atacar o Bolsonaro não foi e não é por falta de oportunidade (sic). Toda vez que ele produz uma crise, com perdas de bilhões de dólares para seus acionistas, sou insistentemente convidado pela mídia para dar minha opinião. Não aceito 90% deles [dos convites] e quando falo procuro evitar ataques”, retruca o ex-presidente da estatal.

A conversa ocorreu em troca de mensagens ao longo deste sábado (26/6).

“No meu celular corporativo tinha mensagens e áudios que poderiam incriminá-lo. Fiz questão de devolver intacto para a Petrobras”, concluiu Castello Branco, sem entrar em detalhes sobre quais crimes o presidente teria cometido e estariam registrados no aparelho.

Em outro trecho da discussão, Roberto Castello Branco classifica Bolsonaro como “psicopata” ao relatar uma teoria conspiratória que teria sido dita a ele pelo chefe do Executivo federal.

“Já ouvi de seu presidente psicopata que nos vagões dos trens da Vale, dentro da carga de minério de ferro vendido para os chineses, ia um monte de ouro”, afirmou o ex-dirigente da petrolífera. Castello Branco tinha assumido o comando da empresa justamente depois de trabalhar por 15 anos na Vale, onde foi economista-chefe e diretor de relações com

O Metrópoles entrou em contato com Roberto Castello Branco. O economista afirmou que não iria falar sobre o assunto, mas não negou a veracidade da conversa. “Se nunca comentei, não vou comentar agora. Até porque me desfiz das provas”, respondeu ao questionamento da reportagem.

Rubem Novaes também disse que não comentaria a troca de mensagens, porque ela aconteceu em um grupo fechado, e também não negou a autenticidade da discussão.

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Delegado Saraiva: “Lula e Dilma ‘aparelharam’ a PF no bom sentido, com tecnologia, ciência e independência”

“Foi começar o governo Bolsonaro e começou o inferno”, afirmou o delegado da Polícia Federal.

O delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva afirmou neste domingo (26) à TV 247, em entrevista a Andrea Trus e Roberto Ponciano, que em nenhum momento durante os governos Lula (PT) e Dilma (PT) viu qualquer sinal de interferência na corporação.

Saraiva foi responsável pela operação que fez a maior apreensão de madeira ilegal da história e que acabou forçando a demissão do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

Ele lembrou que chegou à PF no início do governo Lula, quando não havia nem armamento suficiente para os agentes. Foi ao longo dos governos petistas que a situação melhorou.

“Eu estou na polícia há exatamente 18 anos e seis meses, ou há 6.840 dias. Eu sempre fui um policial muito operacional, sempre estive à frente de operações. [Antes desse governo] eu nunca recebi uma ligação, uma indireta, um nada de ninguém do Executivo para eu fazer ou deixar de fazer qualquer coisa. E eu lembro que quando entrei na Polícia Federal, no início do governo Lula, a Polícia Federal estava sucateada. Nós não tínhamos nem armamento básico de defesa pessoal. A Polícia Federal não tinha nem pistola. Eu me formei, cheguei na superintendência para pedir armamento e não tinha. Tempos depois me deram uma 38”, disse.

“Hoje todo policial se forma e recebe uma pistola. Isso foi no governo Lula e depois no governo Dilma. A Polícia Federal foi aparelhada no bom sentido, no sentido de tecnologia, de ciência, de formação do policial e especialmente de independência. Falo isso de coração puro. Eu nunca recebi nenhum tipo de interferência. Foi começar o governo Bolsonaro e começou o inferno”, completou.

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Estavam juntos em motociata nos EUA, ministro da Justiça, que passou a informação da PF para Bolsonaro e o fugitivo Allan dos Santos

O ministro da Justiça, Anderson Torres, como a maior autoridade judicial do país, não quis explicar por que participou de uma motociata com Bolsonaro nos EUA, ao lado do fugitivo da justiça, Allan dos Santos.

Torres que, provavelmente, passou para Bolsonaro a informação sobre a operação da PF na casa de Milton Ribeiro, recusou-se a tocar no assunto sobre Allan dos Santos, onde esteve em audiência pública na Comissão dos Direitos Humanos, quando o deputado Davi Miranda lhe perguntou por que Torres não informou à Polícia Internacional, à Interpol, a localização de Allan dos Santos, procurado pela justiça brasileira.

Ou seja, siga os passos já dados pelo ministro da Justiça e tirem vocês mesmos a conclusão de que ele passou ou não informação a Bolsonaro sobre a busca e apreensão da PF na casa de Milton Ribeiro, na mesma viagem para os EUA em que ele participa da motociata ao lado de Allan dos Santos.

Outra pergunta que se faz, o que o sistema de justiça brasileiro tem a dizer sobre mais essa atitude do ministro da justiça. Será que nós assumimos de vez institucionalmente a condição de país bananeiro?

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Após insistência de Ribeiro em manter pastores na pasta, assessores pediram demissão

Relatório de 23 de maio da Controladoria-Geral da União (CGU) revela, segundo Thaís Arbex, da CNN Brasil, que assessores do Ministério da Educação pediram demissão após o ex-ministro da pasta Milton Ribeiro insistir em manter os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos dentro da pasta.

Segundo investigações da Polícia Federal, Ribeiro comandava, com a ajuda de Moura e Santos, um esquema no MEC de recebimento de propinas em troca de liberação de recursos do ministério, diz o 247.

“Os assessores chegaram a relatar, ‘em tom de desabafo’, que alertaram o ministro, por diversas vezes, em relação ‘ao perigo’ que a atuação dos pastores trazia para a imagem do ministro e do MEC. A CGU diz que as ações adotadas por Ribeiro foram contrárias ao que foi recomendado”, explicou a jornalista

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Cristina ReinehrVídeo– Bolsonaro destrata vice-governadora de Santa Catarina: “vai pra trás, meu Deus do céu”

Em vídeo feito por apoiador, o presidente – que estava ao lado de Luciano Hang – destrata Daniela Cristina Reinehr, que é do seu partido; veja o vídeo.

Durante sua passagem pelo Balneário Camboriú (SC) neste sábado (25), para acompanhar a Marcha para Jesus, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi flagrado em vídeo no momento em que destratava a vice-governadora do estado, Daniela Cristina Reinehr, que também é do seu partido.

Ao se aproximar de apoiadores, de mãos dadas com o empresário Luciano Hang, o Véio da Havan, Bolsonaro se vira para Reinehr, que estava ao seu lado, e dá a ordem: “vai pra trás, meu Deus do céu”.

*Com Forum

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O grampo da PF com Ribeiro, mostra Bolsonaro agindo como um criminoso fugindo da polícia durante uma operação policial

A história apertou o passo contra Bolsonaro.

A cada momento surge uma nova revelação e seu inútil esforço de tentar segurar a marimba, só aumenta a pressão sobre ele.

O fato é que esse seu telefonema sensitivo a Ribeiro virou o principal assunto o país inteiro, porque se parece com a de um criminoso comum fugindo de uma batida policial e avisando a um comparsa para ele sumir com um flagrante. Ou seja, é uma cena cotidiana que o brasileiro lê nas páginas policiais dos jornais populares.

Numa visualização, seja ampla ou cirúrgica, a imagem que se tem de Bolsonaro hoje é que seus crimes gritam e ecoam pelo país.

Há sempre muito dinheiro em jogo envolvendo os filhos e o próprio.

Dizem por aí que, para a justiça, não tem certo nem justo. É só a versão mais convincente.

A versão de Bolsonaro sobre esse escabroso escândalo que envolve seu telefonema sensitivo ao enrolado ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, não convence ninguém.

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Ministro da Justiça estava junto com Bolsonaro quando ele ligou para Ribeiro alertando sobre a operação da PF em sua casa.

Comitiva brasileira foi aos Estados Unidos para participar da Cúpula das Américas.

Estadão – O presidente Jair Bolsonaro (PL) estava em viagem aos Estados Unidos quando, segundo o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ligou para alertar que ele poderia ser alvo de buscas na investigação sobre o gabinete paralelo de pastores no Ministério da Educação (MEC).

Bolsonaro viajou a Los Angeles para participar da IX Cúpula das Américas. Ele também teve um encontro com o presidente americano Joe Biden.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, estava na comitiva brasileira. A Polícia Federal (PF), responsável pela operação que dias depois chegou a prender Ribeiro, integra a pasta. A PF mantém o ministro informado de suas missões diariamente. A própria agenda oficial de Torres cita a participação no evento.

Em uma conversa telefônica interceptada, o ex-ministro da Educação indicou ter sido alertado pelo presidente sobre o risco de abrirem buscas contra ele. “Ele (Bolsonaro) acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa”, afirma. A ligação, com a filha, é interrompida tão logo ela informa que está ligando do “celular normal”. “Ah é? Ah, então depois a gente se fala”, responde Milton Ribeiro. A resposta chamou atenção dos investigadores, que desconfiam que o ex-ministro sabia que estava sendo grampeado e poderia estar usando números de telefone alternativos.

As suspeitas levaram a Procuradoria da República no Distrito Federal a pedir o envio do processo de volta ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja investigada “possível interferência ilícita” de Bolsonaro.

Quando deixou o governo, o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, também acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF para blindar aliados de investigações. A investigação aberta a partir das acusações do ex-juiz foi concluída em março e a Polícia Federal não viu elementos para denunciar Bolsonaro.

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Bolsonaristas ignoram tragédia humanitária causada por Bolsonaro na pandemia de Covid

Com base no resultado parcial de um estudo publicado na revista The Lancet, Fernando Reinach, no Estadão, quantificou como trágico o morticínio causado por Bolsonaro na pandemia de Covid no Brasil.

O estudo coletou dados de infectados, internados e mortos em vários países até novembro de 2021. Mais: corrigiu os problemas de coleta de dados e casos de subnotificação. Com base nesses dados e comparando o que ocorreu no Brasil com as médias mundiais, “fica claro que muitos brasileiros morreram por causa das medidas adotadas por Bolsonaro.

No mundo todo, a Covid matou 194 pessoas a cada 100 mil habitantes. No Brasil por culpa exclusiva de Bolsonaro, esse número foi de 332.

Na Nova Zelândia esse número é 0,8 por 100 mil.

No planeta, a taxa de infecção por 100 habitantes foi de 49%; no Brasil, de 66%.

No Brasil 0,5% dos infectados morreram, enquanto no mundo esse número é de 0,4%.”

Em qualquer lugar do mundo Bolsonaro seria condenado e preso, dependendo do lugar, a prisão perpétua.

É nesse monstro que os bolsonaristas, embotados de rancor e ódio, pretendem votar mostrando que falta de humanismo com a dor de quase 700 mil brasileiros, é absolutamente total.

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