Dia: 16 de janeiro de 2024

Direito de Resposta de Andreza Matais

RESPOSTA DE ANDREZA MATAIS

Sobre a publicação “Intocável? Mídia pode mentir, falsear, caluniar e não pode ser confrontada? Que democracia é essa?”, de 20 de novembro de 2023, repudio as infundadas acusações divulgadas por esse veículo a meu respeito, como se verdade fossem.

Não foram meus “próprios colegas” que supostamente ofereceram denúncia anônima contra mim ao Ministério Público.

Ao contrário, os jornalistas de política do Estadão divulgaram em 22 de novembro de 2023 carta aberta, reprovando a divulgação de “versões falsas sobre nossas condições de trabalho” e esclarecendo serem “mentirosas as informações… de que nossas reportagens são escritas e publicadas sob coação e assédio de editores”.

Além disso, a cobertura do caso “Dama do Tráfico” nada teve de armação, tampouco buscou reproduzir “práticas do gabinete do ódio do governo Bolsonaro”, pois as visitas de Luciane Barbosa Faria ao Ministério da Justiça, então comandado por Flávio Dino, foram confirmadas pela própria pasta, que, inclusive, mudou as regras de acesso ao prédio em regime de urgência, além de um secretário do Ministério ter assumido publicamente o erro.

Como sempre faço, e é tradição do Estadão, a equipe de Política e eu levamos à sociedade informações verdadeiras sobre assunto de evidente interesse público, respeitando a ética jornalística e os direitos trabalhistas.

Esta resposta foi dada ao artigo abaixo:

Intocável? Mídia pode mentir, falsear, caluniar e não pode ser confrontada? Que democracia é essa?

Assim como Valdemar, Cláudio Castro, também do PL, elogia Lula: “político experiente”, incapaz de fazer algo “contra o povo”

O elogio a Lula ocorre poucos dias após o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, ter chamado o petista de “figura popular”, o que causou desconforto no partido

O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), elogiou nesta terça-feira (16) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de “político experiente”, incapaz de fazer algo “contra o povo”. Em entrevista à CNN, Castro enfatizou o apoio que recebeu do governo federal, após as fortes chuvas que castigaram a Região Metropolitana no último fim de semana e que deixaram ao menos 12 mortos. Nesta terça, Castro e três ministros do governo Lula participaram da reunião em que foram discutidas medidas para evitar novas tragédias e socorrer as vítimas dos temporais.

Castro e Lula conversaram por telefone, e o presidente afirmou que vai analisar o pedido de antecipação dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para ajudar nas obras das regiões atingidas.

— No momento de crise, pouco importa o lado político. Vejo como natural Lula ter procurado o Paes primeiro. Mas ele não deixou de me ligar quando eu o procurei. Um político experiente não faria nada contra o povo para me atingir. Ainda mais pela grandeza do cargo. Eu não ataco, não sou inimigo dele, nunca fomos — disse Cláudio Castro.

Nesta manhã, em seu perfil no X (antigo Twitter), Lula relatou que conversou por telefone com Castro ontem. “O governo federal continuará atento para apoiar todos os estados e municípios do Brasil em momentos de dificuldade, sem diferenciar partidos e sempre respeitando os governantes eleitos pelo povo”, escreveu.

Filiado ao partido de Jair Bolsonaro (PL), Cláudio Castro esteve com o ex-presidente nas eleições de 2022. Apesar da aproximação, o chefe do Executivo fluminense nunca pertenceu a ala mais ideológica do Partido Liberal.

O elogio a Lula ocorre poucos dias após o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, ter chamado o petista de “figura popular”, o que causou desconforto no partido.

Ao falar com apoiadores, Bolsonaro classificou os elogios de “declarações absurdas” que estariam implodindo o partido.

— Se continuar assim você vai implodir o partido, tem pessoa do partido dando declaração absurda como “o Lula é extremamente popular”. Manda ele vir tomar 51 aqui na esquina, não vem — disse, sem citar Valdemar nominalmente.

STF autoriza inquérito contra Sérgio Moro em acusação de Tony Garcia

O Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determinou a abertura de inquérito contra o senador Sergio Moro (União Brasil).

O pedido foi motivado por investigações da Polícia Federal que observaram irregularidades em delação premiada que o então senador, à época juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, negociou com o ex-deputado estadual do Paraná, Tony Garcia.

A autorização foi dada pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

Chantagem

Garcia assinou acordo de delação premiada em 2004, quando preso por gestão fraudulenta do Consórcio Nacional Garibaldi. O acordo foi firmado com a força-tarefa do caso Banestado (antes da Lava Jato) na 2ª Vara Federal de Curitiba, hoje 13ª Vara.

Com isso, o ex-deputado acusa Sérgio Moro de ameaça-lo para que gravasse políticos e advogados como forma de obter provas que os incriminassem, ao atuar como espécie de “agente infiltrado” a mando da força-tarefa.

A delação de Garcia permitiu redução de sua pena e outros benefícios. No entanto, segundo explicou, ele ficou sob ameaça de ter o acordo revogado, podendo ser preso e ter seus bens expropriados durante todo esse tempo, caso não realizasse as gravações irregulares de políticos que eram solicitadas, diz o Vermelho.

O que ele indica ser chantagem de Moro e que agora será investigado mais profundamente com o inquérito já teria sido relatado, em 2021, para a juíza Gabriela Hardt, que ficou no lugar de Moro na 13ª Vara Federal.

Porém só agora o relato chegou ao STF, pois o juiz Eduardo Appio, que ficou curto período na 13ª Vara, deu prosseguimento na Operação Lava Jato e liberou documentos que comprovam a colaboração de Garcia. As provas foram encaminhadas ao STF.

Na condução das investigações, a PF informou que deverá ouvir testemunhas como a deputada federal Rosângela Moro e o ex-deputado e ex-procurador Deltan Dallagnol.

Nas suas redes sociais, Moro diz que não teme a investigação e que lamenta a abertura de inquérito, no qual sua defesa não teve acesso.

Já Garcia disse que Moro já é “quase” ex-senador, pede que ele assuma seus crimes e que “foi de falso herói, a chefe de organização criminosa perante a justiça”.

Governo Federal vai pagar a alunos de baixa renda por participação no Enem, anuncia ministro

Estudantes de baixa renda do terceiro ano do ensino médio que fizerem o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) deste ano vão receber um valor em dinheiro do governo Lula (PT). O benefício será somado à bolsa estudantil criada em novembro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo ministro da Educação, Camilo Santana, na divulgação dos resultados do Enem 2023.

O ministro disse que a bolsa será paga a todos os alunos do ensino médio, do primeiro ao último ano. Os primeiros pagamentos devem ocorrer em março.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai lançar em breve o programa Pé-de-Meia, que destina R$ 6,1 bilhões para a iniciativa. O objetivo é estimular a participação de estudantes no Enem, principalmente os da rede pública, segundo a Folha.

Segundo os dados de terça, apenas 46,7% dos concluintes do ensino médio público fizeram o exame. Foram 837.622 de 1.792.396 matriculados.

Ainda segundo Santana, o governo estuda reduzir a nota de corte do Prouni (Programa Universidade para Todos) após a redução na oferta de vagas de ensino superior no país em 2023.

A decisão é o que falta para a publicação do edital, prevista para esta quarta-feira (17). Os candidatos poderão consultar as bolsas ofertadas a partir de sexta (19). As inscrições no programa começam em 29 de janeiro.

Após enviar ministros para acompanhar situação das chuvas no RJ, Lula diz que ‘não diferencia partidos’

“O governo federal continuará atento para apoiar todos os estados e municípios do Brasil em momentos de dificuldade”, escreveu o presidente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Rio de Janeiro, nesta terça-feira (16/1), uma comitiva para acompanhar a situação após as fortes chuvas que atingiram várias áreas do estado.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, vai sobrevoar as regiões afetadas e realizar visitas técnicas nesta terça. Também compõem a comitiva presidencial os secretários de Defesa Civil, Wolnei Barreiros; e de Assuntos Federativos, André Ceciliano.

“O governo federal continuará atento para apoiar todos os estados e municípios do Brasil em momentos de dificuldade, sem diferenciar partidos e sempre respeitando os governantes eleitos pelo povo”, escreveu Lula no X (antigo Twitter).

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Por ora, não há previsão de Lula ir ao Rio. O presidente, porém, conversou por telefone com os prefeitos da capital fluminense, Eduardo Paes, e de Belford Roxo (RJ), Wagner Carneiro, o Waguinho.

Na segunda-feira (15/1), o governo decretou estado de emergência em quatro municípios do Rio em decorrência do volume de chuvas registrado no último fim de semana. São eles: Rio de Janeiro, São João do Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu.

O estado do Rio de Janeiro sofre com as consequências das fortes chuvas registradas desde sábado (13/1). Foram registradas 12 mortes.

Além das mortes, a chuva provocou prejuízos materiais para moradores, causou a interdição de vias expressas importantes – como a Avenida Brasil e a Rodovia Washington Luís (BR-040, que dá acesso à serra) – e o fechamento de estações de metrô e trem.

 

Irã mata com míssil bilionário aliado de Israel no Iraque

Numa sinistra demonstração de que a guerra entre Israel e Hamas já escalou para toda a região, a Guarda Revolucionária do Irã confirmou que utilizou mísseis balísticos de longo alcance contra o que chamou de “centro de espionagem” do Mossad, o serviço de inteligência de Israel, em Arbil, no vizinho Iraque.

Arbil é a capital da região autônoma do Curdistão, que mantém relações próximas com os Estados Unidos e onde o governo iraquiano, sediado em Bagdá, tem influência diminuta.

“O quartel-general era responsável por planejar e executar operações de espionagem e terrorismo na região, especialmente em nosso amado país”, disse a nota da IRGC.

Há indícios de que o ataque foi uma resposta ao assassinato por Israel, em Damasco, na Síria, do general da Guarda Revolucionária Razi Mousavi, um dos contatos do Irã com o governo aliado de Bashar al-Assad.

Teerã também confirmou que disparou mísseis balísticos contra a região de Aleppo, na Síria, onde existem bases do Estado Islâmico.

O EI assumiu um atentado em Kerman, no Irã, que matou ao menos 84 pessoas durante o memorial do general Qasem Soleimani.

Soleimani foi assassinato em Bagdá pelos Estados Unidos em 2020. Ele chefiava a Força Quds, um braço da IRGC. Era um dos responsáveis por organizar o Eixo da Resistência contra Israel. Soleimani também organizou o enfrentamento ao Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Diferentemente do que diz a mídia comercial, o Estado Islâmico é inimigo figadal do Irã. É composto por sunitas que consideram os xiitas iranianos “infiéis”.

A ligação entre Hamas e Estado Islâmico, que Israel usa em sua propaganda para justificar o ataque a Gaza, é inexistente.

Enquanto os sunitas do Hamas lutam essencialmente pela causa palestina, o Estado Islâmico é composto por ortodoxos do salafismo que defendem um novo califado islâmico para governar o Oriente Médio e o Norte da África.