O termo “direita civilizada” tem sido apropriado pelos senhores da terra para inocular na sociedade brasileira a inversão casual de algo que nunca existiu no Brasil.
Pior, inocenta a opressão do neoliberalismo de FHC e atribui ao bolsonarismo todos os males do mundo, como se não fosse essa mesma direita de salão a principal responsável pela chegada de Bolsonaro ao poder em 2018.
Aliás, no golpe contra Dilma, domotucanos e bolsonaristas dançaram de rosto colado naquela macabra noite em que o fascista do Vivendas da Barra homenageou o torturador eassassino, Brilhante Ustra.
No Brasil, a direita Civilizada é uma fábula grotesca.
A direita aqui é uma só, mais ou menos descarada, desumana, apodrecida, que funciona como patrulha patrimonial da elite contra o resto da nação.
O apogeu do neoliberalismo se deu na roubalheira escancarada da privataria de FHC que, depois, entregou o Brasil aos cacos para Lula.
FHC, que simboliza para a mídia a tal “direita civilizada”, é o mesmo que, depois de entregar quase todo o patrimônio do povo para os comparsas de confrarias, brindou o país com um apagão de dois anos dando um prejuízo sem precedentes, mergulhando o país no caos.
Bolsonaro foi parido por Moro, herói dessa dita direita civilizada, que ficou calada diante da fraude eleitoral armada pelos dois patifes em 2018, prendendo Lula sem prova de crime, Bolsonaro vencendo a eleição e Moro, ministro da Justiça.
O bolsonarismo não é uma doença misteriosa. Ele tem procedência da “direita cordial”, patrimonialista, que sempre viveu dos privilégios do Estado nas esferas mais altas.
Na verdade, o Brasil sempre teve uma mega direita antipovo e antinacional.
Essa gente, que sempre apostou no caos, foi premiada com os maiores aportes públicos.
Então, que esse termo “direita civilizada” encontre repúdio dos brasileiros, porque essa fábula como ela é, na realidade, não é menos pior e menos neofascista que Bolsonaro e o bolsonarismo.
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