Nosso blog é um espaço comprometido com a análise crítica da política e a defesa de ideias progressistas de esquerda, buscando promover debates que inspirem transformação social e justiça. Para continuarmos produzindo conteúdo engajado, independente e de qualidade, precisamos do seu apoio!
Considere contribuir com uma pequena doação, compartilhar nossos textos ou interagir com nossas publicações. Cada ação fortalece nossa voz e nossa luta. Agradecemos imensamente pelo seu suporte!
Segundo uma publicação do The New York Times, militares dos EUA teriam afirmado que a missão no Caribe visa derrubar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A operação, que envolve navios de guerra, um submarino nuclear, caças F-35 e milhares de militares, seria oficialmente para combater o narcotráfico, mas a escala da mobilização levanta especulações sobre intenções de mudança de regime.
Maduro denunciou a ação como um “cerco hostil” e mobilizou milhões de milicianos em resposta.
Analistas questionam se o objetivo real é desestabilizar o governo venezuelano, embora os EUA neguem oficialmente planos de invasão. Incidentes recentes, como o afundamento de embarcações venezuelanas, intensificaram as tensões.
A retórica agressiva da administração Trump contra Maduro alimenta o debate sobre as verdadeiras intenções da missão.
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
O presidente Lula (PT) abrirá o debate geral da Assembleia Geral da ONU em Nova York na próxima terça-feira (23). Seu discurso aborda temas como soberania, democracia, multilateralismo, mudanças climáticas e o genocídio em Gaza, com mensagens diplomáticas dirigidas ao presidente dos EUA, Donald Trump. Tradicionalmente, o Brasil inicia os discursos na ONU, e Lula será o primeiro a falar, o que pode levar a um encontro com Trump.
O presidente reafirmará a defesa da soberania nacional e criticará a sobretaxa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros, interpretada como uma tentativa de influenciar o julgamento de Jair Bolsonaro. Aliados esperam que Lula se posicione contra a guerra tarifária, evitando ataques diretos.
Na agenda ambiental, Lula, como anfitrião da COP30, cobrará maior comprometimento dos países desenvolvidos com a preservação das florestas tropicais e enfatizará o objetivo de zerar o desmatamento da Amazônia até 2030.
Lula pedirá que os países ricos apresentem metas mais ambiciosas e defenderá a soberania dos países amazônicos em questões de segurança, criticando a presença de navios militares americanos no Caribe.
O discurso também tratará da necessidade de reformas no Conselho de Segurança da ONU, do cessar-fogo na Ucrânia, e do genocídio de Israel em Gaza, reiterando a importância da criação de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel.
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil estarão juntos em um show gratuito na praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, no próximo domingo (21), a partir das 14h. O encontro faz parte das mobilizações contra a PEC da Blindagem, realizadas em vários estados. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16), dificulta a abertura de processos criminais contra deputados e senadores.
Como reposta ao avanço da pauta no Congresso, centrais sindicais, movimentos populares e outras alas da sociedade civil organizaram mobilizações em todo o país. O movimento conta com apoio de artistas, como Chico, Caetano e Gil, que prometem um momento histórico na abertura do protesto na capital fluminense.
“A PEC da Bandidagem, que é o que é, tem que receber da sociedade brasileira uma resposta saudável, socialmente saudável, uma manifestação de que grande parte da sociedade brasileira não admite um negócio desses”, afirmou Caetano, em vídeo publicado nas redes sociais.
O apelido, PEC da Bandidagem, denuncia o caráter da proposta, que prevê que a abertura de processos contra parlamentares na Justiça só poderá ocorrer com aval da própria Casa Legislativa. Especialistas e movimentos sociais consideram esse um mecanismo de impunidade. Além disso, segundo a proposta aprovada, a votação sobre autorizações seria secreta, o que fez aumentar o volume de críticas.
Em São Paulo, a manifestação será realizada no domingo (21) na avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) a partir das 14h.
Outros locais com atos confirmados no domingo:
AM – Manaus: 8h na Av. Getúlio Vargas
SE – Aracaju: 16h, Praia da Cinelândia
RN – Natal: 9h, na Ferreira Costa
GO – Goiania: 16h, Praça Universitária
ES – Vitória: 15h, ALES
AP – Macapá: 16h, Teatro das Bacabeiras
MT – Cuiabá: 14h, Praça Alencastro
MG – Belo Horizonte: 9h, Praça Raul Soares
SC – Florianópolis: 13h, Ponte Hercílio Luz
PA – Belém: 9h, Praça da República
DF – Brasília: 9h, Museu da República
RJ – Rio de Janeiro, 14h, Copacabana (Posto 5)
BA – Salvador: 9h, Morro do Cristo
CE – Fortaleza: 15h30, Estátua de Iracema Guadiã
PE – Recife: 14h, Rua da Aurora
RS – Porto Alegre: 14h, Redenção
PR – Curitiba: 14h, Boca Maldita
SP – São Paulo: 14h, MASP
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
Ué, se o genocida, golpista e corrupto, foi condenado pelo STF, até aqui, a 27 anos de cadeia por tramar e comandar a tentativa de golpe, falar em anistia votada pelos seus pares, isso, na realidade, é a própria PEC da Bandidagem.
Ou seja, em síntese, a PEC da Anistia e a PEC da bandidagem são uma coisa só. Nem lado oposto da mesma moeda são.
A “PEC da Bandidagem reflete a percepção de que a anistia, junto com a PEC da Blindagem (aprovada na Câmara para dificultar processos contra parlamentares), forma uma ofensiva para proteger políticos de investigações, incluindo casos de corrupção e atos golpistas, em reação às decisões do STF.
Simples assim.
Como disse o Pastor Henrique Vieira (PSOL) “A imagem fala por si: deputados extremistas sorrindo após votar a favor da PEC da Blindagem e, logo depois, Hugo Motta abraçando Sóstenes comemorando a urgência da Anistia.”
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
Ala mais bolsonarista do partido se vê traída por texto que não livra Jair Bolsonaro da cadeia
O acordo costurado entre setores do centrão e lideranças do PL para substituir o debate sobre anistia por uma proposta de redução de penas provocou forte reação no núcleo do bolsonarismo. Segundo a jornalista Andréia Sadi, do g1, parlamentares e figuras próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro consideram a movimentação uma “traição” e articulam para que ele retire apoio à iniciativa.
O entendimento inicial era de que a anistia ampla, geral e irrestrita seria o ponto central. No entanto, diante da resistência no Supremo Tribunal Federal (STF) e da dificuldade de aprovação no Senado, a proposta foi remodelada para focar na diminuição das penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Entre os principais defensores da anistia integral está o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele tem repetido publicamente que só aceita “anistia ampla, geral e irrestrita”. Em sintonia com o discurso, o empresário Paulo Figueiredo, que acompanha Eduardo nos Estados Unidos, reforçou que a medida seria alcançada “por bem ou por mal”.
A avaliação de aliados próximos é que Bolsonaro deve se manifestar oficialmente por meio de uma carta aberta, rejeitando a proposta que não o tira da prisão. De acordo com o 247, o movimento busca frear a articulação que ganhou força após reuniões entre líderes políticos como Paulinho da Força, relator do projeto, e o ex-presidente Michel Temer.
Conflito interno no PL Fontes relatam que havia consenso dentro do PL para apoiar a mudança no texto da proposta, considerada mais viável politicamente. O entendimento era de que a redução das punições teria chances de avançar no Senado, diferentemente da anistia total, que enfrenta resistência aberta no STF. Ainda assim, a reação da base bolsonarista foi negativa.
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
Movimentos populares estão convocando manifestações para o próximo domingo (21) contra o projeto de Lei 2162/23, que pode conceder anistia aos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e contra a PEC da Bandidagem. A Frente Povo Sem Medo já confirmou atos em várias cidades.
Nas redes, parlamentares, como Talíria Perrone e Guilherme Boulos, e movimentos sociais estão convocando para as manifestações contra a anistia e a PEC da Bandidagem.
“O povo não vai aceitar impunidade para golpistas! É hora de mostrar que quem manda é o povo nas ruas. Vamos juntos defender a democracia, barrar a anistia e enfrentar esse Congresso cúmplice dos golpistas”, escreve Talíria.
Para Guilherme Boulos, a votação do projeto de anistia é um “escândalo”: “O povo brasileiro já disse nas urnas: não aos golpistas! E repete hoje: PEC da Bandidagem NÃO! Sem anistia! Os golpistas vão perder no horizonte da história. Pra nós: coragem ao campo democrático!”
Atos já confirmados pelo Brasil
São Paulo –14h no MASP
Rio de Janeiro –14h em Copacabana (Posto 5)
Belo Horizonte — 9h na Praça Raul Soares.
Curitiba –14h na Boca Maldita
Fortaleza – 16h30 na Estátua de Iracema
Porto Alegre – 14h na Redenção
Recife – 14h na Rua da Aurora
Salvador – 9h no Morro do Cristo
Uberlândia – 9h – Feira Livre do Bairro Luizote
Macapá — 16 no Teatro das Bacabeiras
Cuiabá — 14 na Praça Alencastro
Florianópolis — 13h na Ponte Hercílio Luz
Belém — 9h na Praça da República.
Brasília –10h no Museu da República
Vitória — 15h na ALES
Goiânia — 16h na Praça Universitária
Aracaju — 16h na Praia da Cinelândia
Natal — 9h na Ferreira Costa
Manaus — 8h na Avenida Getúlio Vargas
João Pessoa — 9h no Busto de Tamandaré
Cuiabá — 8h na Praça cultural do CPA 2
Porto Velho — 16h no Complexo Madeira Mamoré
*ICL
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
Quem achava que não tinha mais nada para adicionar na carapaça dos vigaristas do congresso, errou feio.
Agora, a sociedade começa a entender que o Congresso está cheio de bandidos comuns, sobretudo assassinos e traficantes.
Centrão entrelaçado com o bolsonarismo, tendo o PCC como pajem desse feliz casamento, é uma junção explícita como a foto em destaque, com Bolsonaro, Ciro Nogueira e Antônio Rueda
Isso é um atestado fantástico de como as areias movediças se mexem, mobilizam-se e se aglutinam em torno de interesses comuns.
O bolsonarismo somou forças com o centrão para aprovar a PEC da bandidagem e o Centrão se uniu ao boslonarismo para votar a anistia.
Não é uma obra prima?
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
O delegado Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, foi preso em 17 de setembro de 2025, acusado de integrar uma organização criminosa envolvida em crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro.
A prisão ocorreu no âmbito da “Operação Rejeito”, que investiga um esquema bilionário de mineração ilegal em áreas protegidas, como a Serra do Curral, em Minas Gerais.
Teixeira, que atualmente atuava na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, é suspeito de ser sócio de empresas ligadas ao esquema, que negociava direitos minerários fraudulentos.
A investigação aponta que ele teria negociado cerca de R$ 30 milhões dentro do esquema, controlando empresas que obtinham autorizações ambientais irregulares.
Em 2018, Teixeira esteve à frente da PF em Minas Gerais durante o início das investigações sobre a tal facada, sem sangue e sem faca, sofrida por Bolsonaro em Juiz de Fora, além de liderar a apuração do rompimento da barragem de Brumadinho em 2019.
A operação, que também prendeu o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, identificou mais de R$ 3 milhões em propinas e projetos com potencial econômico de R$ 18 bilhões.
Os investigados podem responder por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes ambientais.
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores
Substitutivo de 2025 incluiu foro no STF para líderes partidários, medida apresentada após a deflagração da investigação que atingiu centro financeiro de São Paulo
A primeira versão da chamada PEC da bandidagem, relatada em 2021 por Margarete Coelho (PP-PI), tinha foco restrito nas prerrogativas parlamentares. O texto aprovado na comissão especial deixava claro que não alteraria os artigos 102 e 105 da Constituição Federal, preservando o sistema atual de julgamento e foro privilegiado apenas para parlamentares. A relatora chegou a registrar em seu parecer que “optamos por não modificar, ao menos neste momento, a competência do Supremo Tribunal Federal”, mantendo a redação original da Constituição. Dessa forma, não havia previsão de foro para presidentes de partidos na proposta inicial.
Esse quadro mudou em setembro de 2025, quando o relator Cláudio Cajado (PP-BA) apresentou novo substitutivo diretamente ao plenário. No dia 16, a Câmara recebeu o SBT-1, que além de restabelecer dispositivos sobre autorização prévia para processar parlamentares, trouxe também uma novidade significativa: a inclusão dos presidentes nacionais de partidos políticos com representação no Congresso no rol de autoridades julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. A mudança, aparentemente discreta no meio de dezenas de alterações, teve impacto profundo no desenho institucional.
O dispositivo modificou o artigo 102, inciso I, da Constituição, ampliando o alcance do foro especial. Um destaque apresentado pelo partido Novo tentou retirar esse trecho específico, sob o argumento de que estender o foro privilegiado a dirigentes partidários agravava a desigualdade de tratamento entre políticos e cidadãos comuns. No entanto, o destaque foi rejeitado em plenário por ampla maioria: 317 votos contra 156, consolidando a inclusão e dando caráter permanente ao benefício.
Nos bastidores, deputados afirmam que Antônio Rueda foi um dos principais articuladores pela inclusão do dispositivo que blindaria presidentes de partidos. Chegando a falar diretamente com presidente da Câmara, Hugo Motta segundo Cleber Lourenço, ICL.
A cronologia da tramitação mostra que a iniciativa surgiu logo após a deflagração da Operação Carbono Oculto pela Polícia Federal, investigação de grande repercussão que apura lavagem de dinheiro e uso de aeronaves associadas a grupos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As diligências expuseram conexões entre empresários, operadores de transporte aéreo e atingiram figuras políticas de destaque, provocando forte desgaste em partidos do centrão.
Apoie o Antropofagista com qualquer valor PIX: 45013993768 Agradecemos aos nossos leitores