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Contra Moro, o apito de cachorro do Globo silencia

Na seção denúncia do Globo, Merval Pereira, Malu Gaspar e Vera Magalhãoes usaram apito de cachorro contra Sergio Moro e Deltan Dallagnol no caso dos R$ 2,5 bilhões que, confessadamente, tentaram roubar da Petrobras? Não! Com todas as exclamações que gritam no seio da sociedade.

Uma notícia dessa, num jornal sério, com colunistas de fato independentes e ciosos de sua profissão, em qualquer lugar do planeta, exporiam tal tentativa de roubo em garrafais na primeira página. Mas por um motivo indecoroso, essas três figuras manjadas no ativismo “jornalismo de direita”, não ouviram e nem viram nada, mesmo que as fontes da informação tenham sido confessadas pelos próprios malandros, espertos que tentaram arrebatar, na cara dura, uma montanha de dinheiro que ultrapassa e muito tudo o que eles dizem ter recuperado aos cofres da Petrobras naquela fatídica indústria de delação premiada, montada por Moro e seus miquinhos adestrados de Curitiba, chamados de filhos de Januário, que passamos a conhecer pelas denúncias feitas pelo Intercept, batizadas de Vaza Jato.

Outra fonte confessa que revelou o esquema criminoso de Moro, na 13ª Vara de Curitiba, onde o juiz héroi da Globo era o próprio Deus.

Sobre provas, não há o que discutir, já que Dallagnol e Moro confessaram que haviam surrupiado tal quantia, devolvida à Petrobras pelo Sistema de Justiça dos EUA, em que os dois, por conta própria, rsolveram sequestrar para criar uma suposta fundação privada de combate à corrupção em que os próprios seriam os comandantes da bagatela e como ela seria utiluzada.

Isso, por si só, já deveria ter custado cadeia aos dois. Ninguém sabe porque cargas d’água isso não ocorreu, já que a denúncia acatada por Alexandre de Moraes, feitaqpela então PGR, Raquel Dodge, estava absolutamente correta, com a prova do crime e os dois, por ordem de Moraes, tiveram que devolver aos cofres públicos a bolada de R$ 2,5 bilhões.

Ou se começa do começo desse furdunço ou se viverá eternamente sequestrado por um sistema manco de corrupção dentro do próprio judiciário e do jornalismo industrial brasileiros em que uma mensagem, do alto do pódium corporativista, grita que na própria carne os meritíssimos sequer produzem um arranhão em seus pares.

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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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