Mês: janeiro 2026

Jorginho Mello apenas sublinha a explosão do racismo durante e após Bolsonaro

Não há qualquer dúvida de que não existe a menor possibilidade de bolsonaristas inocentes, são tão perversos quanto Bolsonaro.

Quando Bolsonaro fez aquele discurso no Clube Hebraica, foi aplaudido debaixo de gargalhadas ao dizer que negros quilombola se pesava por arroba, na verdade, ele deveria ter saído de lá algemado, ficou escancarada a onda fascista e, sobretudo, racista que estava varrendo o Brasil.

Abro parênteses para dizer que não é somente o clã Bolsonaro que defende e pratica o racismo, pois, de forma intensiva, o MBL é mestre no assunto. Exemplos, não faltam.

Quando o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello faz uma declaração absurda para justificar o fim das cotas para negros naquele estado, dizendo que o mesmo é majoritariamente branco, sabe perfeitamente que sua fala hedionda, é criminosa, porque é cem por cento racista.

Ou seja, o governador assume o risco de sofrer uma cassação por tal crime, porque, na realidade, acredita na impunidade e até mesmo parcimônia muito além do tolerado para esse tipo de crime.

Isso significa que tal deformidade, que nos causa horror e indignação, parece que, assim como os feminicídios, assassinato de indígenas, milícias e os crimes praticados por CACs, explodiram no Brasil durante o governo Bolsonaro.

É preciso, portanto, colocar um freio nisso, aumentando as penas por se tratar de crime hediondo, ou seja, interpessoal (atitudes individuais), institucional (políticas de organizações), estrutural (enraaizado na sociedade) e cultural (desvalorização de cultura), sem falar do racismo religioso, que entra como crime de ataque à inverdade de credo, sobreudo de matriz africana.

O que resta é ver a manifestação do Ministério Público Federal para denunciar essa repulsiva prática criminosa e o judiciário cumprir a lei de forma exemplar para estancar o racismo bolsonarista, que se soma ao racismo estrutual no Brasil.


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Metade do Congresso pode ser derrubada; “Beto Louco” e “Primo” articulam delação

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto.

Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que “Beto” e “Primo” dizem ter informações que poderiam “derrubar metade do Congresso”. A mesma apuração atribui a essas fontes a estimativa de que se trataria de “mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades”.

Ainda segundo o relato, os empresários alegam ter “provas” para sustentar as acusações: uma coleção de mensagens de WhatsApp que apontariam encontros pessoais, ou com “laranjas”, para entrega de propinas. O dinheiro, de acordo com o texto, estaria associado a pedidos de “alívio” para o setor de combustíveis, explorado por eles por meio de uma rede de postos.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou, em nota citada na reportagem: “Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos. Nosso objetivo é impessoal.” Em seguida, ele acrescentou que “qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

O texto diz que a eventual negociação não está sob alçada direta da Procuradoria-Geral, mas permanece em avaliação pelos promotores vinculados à Carbono Oculto, deflagrada na manhã de 28 de agosto do ano passado. A operação, segundo a reportagem, atingiu o setor de combustíveis e também fintechs e fundos sediados na Avenida Faria Lima.

A apuração menciona estimativas dos investigadores de que braços do PCC teriam movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, com blindagem por meio de 40 fundos de investimento. Também é citado que a BK Bank teria registrado R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas e que os investigadores estimariam que 80% desse montante, no período apurado, teria relação com o PCC; o banco afirmou, na ocasião, que foi “surpreendido” com a operação e declarou atuar com transparência e padrões de compliance.

A reportagem cita ainda a Reag Investimentos, que administrava o fundo Location no primeiro semestre de 2020, e aponta que o único cotista seria Renato Steinle de Camargo, descrito nas investigações como “testa de ferro” de “Primo” e “Beto Louco”. O Estadão, via DCM,  afirma que os empresários estão “impacientes” e veem o acordo como importante para tentar reduzir riscos de condenações por fraudes, sonegação, crimes tributários e organização criminosa, além de alegarem que relatos já teriam sido enviados, mas “sentaram em cima em Brasília”; o advogado dos dois foi procurado e disse que não comentaria a negociação.



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Ministério da Saúde emite alerta sobre o Vírus Nipah no Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil emitiu um alerta informativo sobre o vírus Nipah em janeiro de 2026, em resposta a um surto recente na Índia (especificamente no estado de Bengala Ocidental).

O comunicado oficial, publicado no site do Ministério da Saúde (gov.br/saude), explica que o risco para o Brasil é baixo e que o vírus não ameaça a população brasileira no momento. Não há registros de casos no país, nem evidências de disseminação internacional significativa.

Contexto do surto

Dois casos confirmados na Índia (entre profissionais de saúde), com mais de 100 pessoas em quarentena por contato.

O vírus Nipah é zoonótico (transmite-se principalmente de animais para humanos), com reservatório principal em morcegos frugívoros (frutíferos), que não são nativos do Brasil.

Pode causar sintomas graves como febre, dor de cabeça, vômitos, infecções respiratórias agudas e encefalite (inflamação cerebral), com taxa de letalidade entre 40% e 75%.
Não existe vacina nem tratamento específico aprovado; o manejo é de suporte.

Por que o risco é baixo no Brasil?

Ausência do hospedeiro natural (morcegos Pteropus) nas Américas.
Sem evidência de transmissão sustentada fora do Sudeste Asiático.
O Ministério mantém vigilância contínua para patógenos de alta periculosidade, em parceria com Fiocruz, Instituto Evandro Chagas e OPAS/OMS.

A OMS também classifica o risco global como baixo, sem restrições de viagens ou comércio recomendadas.

O alerta é preventivo e de monitoramento, alinhado à posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que descarta possibilidade de pandemia atual. As autoridades continuam acompanhando a situação.
Se você quiser mais detalhes sobre sintomas, transmissão ou fontes oficiais, posso aprofundar!


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Vídeos – De pernas para o ar: Greves e manifestações contra abusos da polícia de Trump paralisa EUA

País registrou fechamento de escolas e atos massivos em 46 estados pelo fim da força anti imigração, questionada após dois casos de homicídio em Minneapolis

Os Estados Unidos foram palco de protestos generalizados na sexta-feira (30/01), com milhares de manifestantes indo às ruas para exigir a retirada imediata dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega norte-americano (ICE) de Minnesota. As greves ganharam força especialmente depois que duas pessoas foram mortas em tiroteios envolvendo os agentes federais em Minneapolis.

Os protestos se estenderam muito além de Minnesota. Os organizadores estimaram aproximadamente 250 manifestações em 46 estados, incluindo em grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago e Washington, sob o slogan “Sem trabalho. Sem escola. Nada de compras. Parem de financiar o ICE.”

De acordo com a imprensa local, da Califórnia a Nova York, alunos e professores abandonaram as aulas para se unir aos protestos. Em Aurora, Colorado, as escolas públicas anteciparam o seu fechamento devido à grande ausência prevista por parte de docentes e estudantes. Em Tucson, Arizona, pelo menos 20 escolas também cancelaram as aulas. Já na DePaul University, em Chicago, universitários instalaram cartazes declarando que “fascistas não são bem-vindos aqui”. No Brooklyn, jovens marcharam em protesto anti-ICE.

No centro de Minneapolis, apesar das temperaturas negativas, dezenas de milhares de manifestantes voltaram às ruas contra o aumento de casos de violência promovida pelos agentes federais. Para reprimir o movimento, o presidente norte-americano Donald Trump enviou 3 mil policiais federais na região, estes que patrulham as ruas com equipamentos táticos, “uma força cinco vezes maior que o Departamento de Polícia de Minneapolis”, segundo a agência AFP.

Em um bairro de Minneapolis próximo aos locais onde Alex Pretti e Renee Good, ambos cidadãos norte-americanos mortos a tiros neste mês pelo ICE, cerca de 50 professores e funcionários de escolas locais compareceram à marcha.

“Eu moro aqui (…) e não acho que nosso governo deva nos aterrorizar dessa forma”, disse Sushma Santhana, engenheira de 24 anos ouvida pela AFP.

Depois de falar nos últimos dias em “desescalada” e indicar, por meio de seu enviado Tom Homan, uma possível redução do número de agentes que realizam batidas em Minneapolis, o líder republicano lançou outro ataque contra os manifestantes nesta sexta-feira: “insurgentes”, “agitadores” e “agitadores financiados” por rebeldes “profissionais”, declarou.

O jornal New York Times obteve acesso a um memorando interno do ICE e informou nesse mesmo dia que o governo Trump ampliou o poder dos agentes federais para prender civis. De acordo com o veículo, agora, agentes de menor escalão do ICE podem deter imigrantes indocumentados.

*Opera Mundi

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Estado de São Paulo registra recorde de feminicídios em 2025

O estado de São Paulo registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Já o número de homicídios dolosos lteve pequena queda em 2025 pelo terceiro ano consecutivo, de acordo com a SSP. Foram 2.438 casos notificados, uma queda de 3,1% em relação a 2024, quando houve 2.517 registros.

Os latrocínios seguiram a mesma tendência e alcançaram o menor índice desde 2001, início da série histórica. No estado, o número de casos caiu de 166, em 2024, para 129, em 2025, uma redução de 22,2%.

No entanto, na comparação mensal, houve aumento em ambos os crimes. Em dezembro, foram contabilizados 244 casos de homicídios dolosos no estado, seis eventos a mais do que no mesmo mês de 2024.

Nove casos de latrocínio foram registrados em dezembro de 2025, o que representa aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registrados seis casos.

Os furtos em geral e os furtos de veículos também tiveram leve queda em 2025. O primeiro passou de 555.821 para 549.973 boletins.


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Emenda pior que o soneto: Jorginho Mello, governador de SC, justifica ao STF fim das cotas dizendo ser estado ‘mais branco do país’

Manifestação foi enviada a Gilmar Mendes em ação que questiona constitucionalidade da lei anticotas

Em suas explicações para o STF (Supremo Tribunal Federal) sobre lei estadual que proíbe cotas raciais nas universidades, Jorginho Mello afirmou que a norma é constitucional, além de adequada às “singularidades demográficas” do estado, com “a maior proporção de população branca do país”.

Na manifestação enviada ao ministro Gilmar Mendes nesta quinta-feira (29), a gestão Jorginho Mello (PL), por meio de sua Procuradoria-Geral, afirma que 81,5% da população catarinense se declara branca, enquanto pretos e pardos representam 18,1%. “Percentual significativamente inferior à média nacional de 56,1%”, destaca o documento.

Os percentuais são diferentes dos mostrados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Censo de 2022, o mais recente. Segundo o levantamento, 76,3% dos catarinenses disseram ser brancos, e 23,3% se declararam pretos ou pardos.

Segundo o Censo, a maior proporção de brancos não está em Santa Catarina, e sim no Rio Grande do Sul, com 78,4%.

Gilmar é o relator de uma ação proposta por PSOL, UNE (União Nacional dos Estudantes) e Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes) que contesta a constitucionalidade da lei, aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro e sancionada pelo governador no último dia 22.

Tanto o Legislativo quando o Executivo foram intimados pelo ministro a apresentar esclarecimentos sobre a norma, segundo o ICL.

A lei também é questionada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que já concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo os efeitos dela.

O texto encaminhado ao Supremo cita dados de renda para argumentar que o estado figura entre aqueles com menor disparidade racial, afirmando possuir “a quinta menor diferença percentual do país” entre rendimentos de brancos e negros.

A partir desse cenário, o governo sustenta que políticas de cotas raciais não seriam apenas inadequadas à realidade local, como também incompatíveis com a Constituição.

Segundo a gestão Mello, o dever estatal de combater desigualdades não autoriza o poder público a “classificar pessoas por raça, etnia, gênero ou orientação sexual” como critério para a distribuição de oportunidades.

Para o estado, o uso da premissa racial “viola o princípio da igualdade ao substituir a avaliação individual por presunções coletivas”. A manifestação sustenta que a República deve tratar os cidadãos como indivíduos, não como representantes de grupos identitários.

Em um sistema de vagas escassas, diz o governo catarinense, a reserva racial gera necessariamente prejuízo a terceiros. O documento descreve que a concessão de um benefício com base em raça desloca candidatos “em uma fila pública”, impondo a alguns um ônus individual não por desempenho acadêmico ou vulnerabilidade socioeconômica comprovável, mas pelo pertencimento a uma categoria.

Outro ponto destacado é a ausência de critérios claros de transitoriedade. Santa Catarina argumenta que, quando políticas excepcionais não têm parâmetros objetivos de encerramento, a excepcionalidade vira normalidade, transformando raça, etnia ou gênero em categorias permanentes de organização do acesso a direitos estatais.


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Rotina de Bolsonaro na Papudinha tem caminhada, médico todo dia e, como era de se esperar, nenhum livro lido

Relatório enviado ao STF detalha rotina monitorada pela PM, visitas restritas e assistência médica contínua ao ex-presidente

A rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha, onde está preso, inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido.

As atividades constam em um relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela Polícia Militar do Distrito Federal, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

O documento aponta que Bolsonaro foi submetido à perícia da PF (Polícia Federal) no dia 20 de janeiro. Contudo, o laudo -que vai embasar decisão de Moraes sobre o pedido de domiciliar- ainda não foi anexado ao processo.

A PM monitorou a rotina do ex-presidente entre os dias 15 e 27 de janeiro e consolidou os dados ao Supremo a partir de registros administrativos e operacionais do seu Núcleo de Custódia.

Nesse período, Bolsonaro fez mais de cinco horas de caminhada -a mais curta foi de nove minutos (das 10h45 às 10h54) e a mais longa, de uma hora e quinze minutos (das 17h45 às 19h). Os dois registros são do dia 17.

O ex-presidente fez cinco sessões de fisioterapia -dias 17,19, 22, 24 e 26- e recebeu duas vezes o serviço de capelania. A assistência religiosa coube ao pastor Thiago Manzoni, deputado distrital pelo PL, nos dias 20 e 27.

Sem contar os médicos e os advogados, que têm livre acesso à Papudinha, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-vereador Carlos Bolsonaro, esposa e filho do ex-presidente, foram os únicos a visitá-lo na prisão no período.

De acordo com os registros da PM, Bolsonaro não leu livros ao longo do período -uma atividade que, pela legislação, lhe garantiria remição (abatimento) da pena de 27 anos a três meses à qual foi condenado.

A assistência médica diária na Papudinha foi feita tanto por profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal quanto pela equipe particular que acompanha o seu quadro clínico.

A PM afirma que os atendimentos consistem em avaliações de rotina, “voltadas ao monitoramento geral do estado de saúde do custodiado, abrangendo, principalmente, aferição de sinais vitais”.

Costumam ser analisados índices como pressão arterial, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio, “bem como avaliação clínica sumária e acompanhamento preventivo”, aponta a PM.

Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro da Superintendência da PF em Brasília para a Papudinha. Ele está em uma cela de 64,83 m² de área total, com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e uma área externa.

Nesta quinta-feira (29), Bolsonaro recebeu a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em um gesto que o reaproximou do clã familiar após a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da direita em 2026.

*ICL


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EUA estão preparando seus aliados na Ásia para um confronto militar com China, diz relatório

Os EUA estão preparando seus aliados na Ásia para um confronto militar em larga escala com a China, diz o relatório da Fundação Roscongress EUA vs China: geografia, escala de construção e implicações estratégicas, ao qual a Sputnik teve acesso.

“Os EUA estão formando uma base logística coerente para um confronto sustentável e de longo prazo com a China na região do Indo-Pacífico”, diz o documento.

“Os preparativos dos EUA para a guerra com a China começaram em 2014–2015: em seguida, foi iniciada uma construção em grande escala de um depósito de munições em Guam, foi concluído um acordo sobre cooperação de defesa expandida com as Filipinas”, apontam os autores da pesquisa.

Ao mesmo tempo, os EUA transferiram parte de seus gastos para seus aliados, forçando-os a aumentar os gastos com defesa e efetivamente construir por conta própria um sistema de dissuasão oneroso em prol dos interesses dos EUA, aprofundando sua dependência tecnológica e operacional de Washington.

“Os EUA estão construindo propositadamente uma infraestrutura logística profundamente integrada e ramificada na Ásia, transformando os principais estaleiros dos aliados em um elemento estratégico de seu poder naval”, diz o documento.

Isso permitirá que os americanos operem de forma eficaz em todas as importantes zonas marítimas da região, dos mares do Japão (também conhecido como mar do Leste) e do Sul da China à parte leste do oceano Índico.

Um helicóptero Blackhawk UH-60 tenta pousar durante ataque simulado STX dos EUA em uma competição sobre qual seria o melhor esquadrão no Camp Humphreys em Pyeongtaek, Coreia do Sul, 4 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 16.12.2024

“O desenvolvimento desta rede estratégica poderia ser uma mudança da manutenção para a produção conjunta de navios de guerra, possível no caso da revisão pelos EUA da emenda Byrnes-Tollefson que proíbe a construção de cascos e componentes principais para Marinha, Corpo dos Fuzileiros Navais e Guarda Costeira dos EUA em estaleiros estrangeiros. Tal passo pode reduzir significativamente o custo e acelerar a expansão da frota dos EUA”, acreditam os especialistas.

Em paralelo com a criação de infraestrutura de reparação para navios de guerra, os EUA estão criando reservas estratégicas de combustível na região, implementando um extenso programa de modernização da infraestrutura militar da Segunda Guerra Mundial e expandindo os estoques de munições.

De acordo com os especialistas, isso cria uma situação completamente nova para a China. “A República Popular da China tem que lidar não com um Exército distante dos EUA, mas com vizinhos militarizados atrás dos quais estão as forças americanas. Esta circunstância muda o equilíbrio de poder na região”, diz o relatório.

*Sputnik


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Centrão vê blefe em candidaturas do PSD ao Planalto e avalia apoio informal a Lula

Partidos avaliam que movimento de Kassab é tática de negociação e veem neutralidade como caminho para ampliar espaço político em um novo mandato de Lula

Lideranças de partidos do centrão avaliam que o lançamento de três pré-candidaturas à Presidência da República pelo PSD não passa de uma estratégia tática do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. A leitura predominante é a de que não há disposição real para sustentar esses nomes até o fim do processo eleitoral, nem para apoiar outras candidaturas da direita, como a de Flávio Bolsonaro (PL). Nesse cenário, essas legendas já discutem movimentos que possam favorecer a vitória do presidente Lula (PT) e, ao mesmo tempo, fortalecer sua posição institucional em um eventual novo governo, informa a CNN Brasil.

A avaliação foi feita por dirigentes de partidos como PP, União Brasil e Republicanos. Uma liderança graduada do grupo, ao ser questionada sobre a possibilidade de apoiar um dos três pré-candidatos apresentados pelo PSD — Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr. — respondeu de forma irônica: “seria mais fácil apoiarem o Maduro”.

Para essas siglas, o próprio movimento de lançar três nomes simultaneamente indica fragilidade. A interpretação é a de que, ao final, o PSD poderá negociar a retirada das pré-candidaturas em troca de uma posição de neutralidade formal, o que, na prática, tenderia a beneficiar Lula na corrida presidencial. O entendimento é que o governo prefere enfrentar Flávio Bolsonaro no segundo turno a disputar votos com um nome competitivo do centro ou da direita tradicional.

Nesse contexto, lideranças do Centrão não enxergam o anúncio feito por Kassab como um fato consumado. Pelo contrário, avaliam que insistir nessa estratégia até o fim pode custar caro ao PSD, com o risco de redução de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado na próxima legislatura. Além disso, haveria constrangimentos regionais, sobretudo em estados onde candidatos do PSD pretendem apoiar Lula, como no caso de Raquel Lyra, em Pernambuco.

A leitura dominante é que o plano final de Kassab seria retirar os três nomes da disputa presidencial e direcioná-los a candidaturas ao Senado, abrindo caminho para um apoio final a Lula. Diante disso, os partidos do Centrão afirmam que pretendem se antecipar a esse movimento, evitando o apoio a qualquer candidatura presidencial — tanto as associadas ao PSD quanto a de Flávio Bolsonaro, visto internamente como um nome preso à agenda bolsonarista, da qual essas legendas buscam se afastar.

Com isso, a estratégia desenhada passa pela neutralidade formal. A ideia é liberar as bancadas estaduais para apoiar livremente diferentes candidaturas, maximizando as chances de eleger mais deputados e senadores. Essa postura também se ancora na percepção de que Lula aparece hoje como favorito na disputa presidencial, avaliação compartilhada, segundo interlocutores, pelo próprio Palácio do Planalto, que defende a neutralidade do centrão.

Um alinhamento informal com Lula poderia garantir, no mínimo, a manutenção ou ampliação do espaço dessas siglas na Esplanada dos Ministérios e apoio em disputas-chave no Congresso, como as presidências da Câmara e do Senado. De acordo com Otavio Rosso, 247, a leitura predominante é a de que, na última década, o centro de gravidade do poder político no país se deslocou do Executivo para o Legislativo, tornando mais estratégico para os partidos consolidar força no Congresso do que investir em candidaturas nacionais com poucas chances de vitória.

Esse cenário, no entanto, não é visto como imutável. Lideranças do centrão admitem que a equação poderia mudar caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aceitasse disputar o Palácio do Planalto. Internamente, ele é apontado como o único nome capaz de unificar o bloco. Ainda assim, cresce entre esses partidos a convicção de que Tarcísio deve priorizar a tentativa de reeleição no estado.


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EUA planejam ataques seletivos para provocar protestos e mudança de regime no Irã, diz Reuters

Estratégia revelada prevê alvejar segurança iraniana para criar caos interno; Teerã alerta que resposta será imediata e anuncia disposição para diálogo com ‘respeito mútuo’

Segundo fontes da Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando ataques direcionados contra líderes e forças de segurança iranianas para provocar novos protestos e criar condições para uma mudança de regime.

A discussão inclui a possibilidade de visar comandantes ou chefes de instituições que Washington considera responsáveis ​​pela violência nos recentes protestos antigovernamentais, a fim de dar aos manifestantes a confiança necessária para ocupar prédios do governo. Em todo caso, a decisão final ainda não foi tomada, disseram as fontes.

A opção de atacar os locais de mísseis balísticos iranianos e seu programa de enriquecimento nuclear também está sendo considerada.

Entretanto, um alto funcionário israelense afirmou que seu país não acredita que ataques aéreos por si só possam derrubar o governo iraniano. “É preciso enviar tropas terrestres”, disse ele, indicando que mesmo que os EUA matassem o Líder Supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, o Irã “teria um novo líder para substituí-lo”.

No início de janeiro, Trump ameaçou intervir militarmente no Irã, usando a violência durante os protestos como pretexto. E embora as manifestações tenham sido controladas pouco depois, ele renovou suas ameaças, desta vez citando outros motivos e retomando as exigências relacionadas aos programas nuclear e de mísseis do Irã.

Na terça-feira (27/01), ele anunciou que uma “maravilhosa Armada” está agora a caminho do Irã, dias depois do porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque terem sido enviados para o Oriente Médio, deixando o país persa ao alcance de potenciais ataques, segundo o Opera Mundi.

Na quarta-feira (28/01), o presidente dos EUA declarou que, “assim como com a Venezuela”, a frota “está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, de forma rápida e enérgica, se necessário”. No entanto, Trump expressou confiança de que Teerã se sentaria “rapidamente” à mesa de negociações para chegar a “um acordo justo, equitativo e livre de armas nucleares”.

Por sua vez, Teerã advertiu que qualquer ação militar contra o país “será considerada o início de uma guerra”, afirmando que suas Forças Armadas “estão prontas, com o dedo no gatilho, para responder imediata e decisivamente a qualquer agressão”. No entanto, expressou sua disposição de manter um “diálogo baseado no respeito e em interesses mútuos”.


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