Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado, espinafrou Eduardo Bolsonaro e revelou coruupção no governo de seu pai, do qual Salles era parte, após Eduardo apoiar André do Prado (PL, presidente da Alesp e ligado a Valdemar Costa Neto) como nome para o Senado na chapa associada a Tarcísio de Freitas.
Salles chamou Eduardo de “burro”, “bravateiro”, acusou-o de ter “falado um monte de merda” nos EUA (incluindo no caso do tarifaço americano), de ter contribuído retoricamente para as prisões do 8 de janeiro e de ter se exilado voluntariamente. Também atacou Valdemar/PL por suposta influência do “Centrão fisiológico” e corrupção passada em Transportes.
Eduardo rebateu, chamando Salles de “incontrolável” e jogando contra-ataques pessoais (inclusive sobre supostos pedidos de “mamata” ou cargos). Isso expõe rachas claros: bolsonarismo raiz vs. ala mais institucional/pragmática (Tarcísio + PL), e Novo tentando se posicionar como “direita pura”.
Simplesmente porque Salles, ex-ministro passador de boiada de Bolsonaro, afirmou com todas as letras que havia uma roubalheira no Ministério dos Transportes, DENIT no governo de Bolsonaro.
É alguém de dentro que destampou o esgoto de um governo absolutamente corrupto, que vivia gritando “acabou a corrupção!”.
Eduardo, para entornar mais o caldo, acusou Salles de votar a favor do PL das fake news e arrematou de voleio, “traiu em 2022, vai trair em 2026.
O furdunço mostrou potencial para rachar a base com a Jovem Pan fazendo enquete e tudo. Grupo de Salles vs grupo de Eduardo Bolsonao quase saem no braço, precisando que a PM interviesse para o riscafaca não terminasse em morte.
O fato é que, se tem racha em são Paulo, tem racha nacional, porque SP é o maior colégio eleitoral do Brasil, mais que isso, quem hoje cola com Salles, não panfleta para Flavio e vice-versa.
agro põe dinheiro na campanha de Salles e Faria Lima, bolsonarista casa pouco para acampanha de Flavio.
Enquanto eles brigam, Haddad caminha em São Paulo como adulto na sala. Lula, agradece.
Numa conta fria, curta e grossa: Flavio precisa de 70% em São Paulo para compensar o Nordeste de Lula. Se racha entre Eduardo e Salles continuar produzindo erosão, Flavio perde 1,1 pp nacional, Lula pula de 49,4% para 50,5% válidos.
A prgunta é óbvia, por que Flavio não intervém? Se escolher Eduardo, perde agro e Salles leva a base. Se escolher Salles, perde raiz bolsonarista, apanha do pai e, consequentemente, do bolsonarismo terra plana. Se não escolher, vira o fraco diante do povo e apanha dos dois lados.
Ou seja, Flavio está num mato sem cachorro, por isso mudo, e mudez na direita é igual à traição.
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