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Tesouraço: Se proposta de Flávio estivesse valendo, hoje, salário mínimo não chegaria a R$ 900

Alcolumbre pauta votação do fim da escala 6×1 para a próxima quarta.

Apoiadores de Flávio Bolsonaro tentam derrubar projeto, que está passando por sessões de discussão no Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação da Proposta de Emenda à Constituição 221, de 2019, que trata do fim da escala de trabalho 6×1.

“Quinta e última sessão de discussão e votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019”, diz o texto da agenda do Senado, na sessão semipresencial convocada para as 14h.

Para ser aprovada, uma PEC precisa ter, pelo menos, 49 votos favoráveis dos senadores, em duas votações.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defensor da proposta, acreditam já ter os votos necessários para aprovar a proposta. O próprio presidente desafiou publicamente o PL, na terça-feira (6), a posicionar sua bancada em relação à PEC do fim da escala 6×1.

“O meu adversário vai ter que tomar uma decisão, se vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada de trabalho de 6×1. Na hora que o Senado começar a votar, as máscaras vão começar a cair. A gente vai ver quem efetivamente quer que o povo tenha uma vida digna, que descanse mais, que possa cuidar mais da família”, disse Lula.

Já os apoiadores do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), tentam adiar a votação. Na quarta-feira (7), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) se reuniu com o presidente do Senado, pedindo que a votação da PEC fosse realizada somente depois das eleições.

PL, PP e Republicanos articulam estratégias para derrubar a votação e impedir a aprovação do fim da escala 6×1. A ideia do grupo é aprovar outra PEC, apelidada de 7×0, que cria um modelo de remuneração por hora, definido por meio de acordo individual entre trabalhador e patrão.

Nesta semana, o senador eleito por Mato Grosso Mauro Mendes (PL), aliado de Flávio Bolsonaro, defendeu que os trabalhadores brasileiros deviam ter jornadas de até 16 horas.

*BdF


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Por Celeste Silveira

Produtora cultural

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