O bolsonarismo em si é uma vertigem que não sabe o que quer, sabe bem o que não quer e o racismo é o ponto central que move uma corrente de ódio que inclui, homofobia, preconceito com as religiões de matriz africana, com pobres, antipetismo, anticomunismo, misoginia, e por aí vai.
É um complexo colonialista, uma visão de mundo de submissão, a lei do mais forte que, inapelavelmente, curva-se àqueles que têm poder de fato.
Bolsonaro é um saco de gatos e, como tal, fez sua imagem numa colcha de retalhos que, além de todas essas mazelas, das mais variadas formas, que os bolsonaristas carregam, a tortura, a ditadura, o roubo do erário nas mais variadas escalas, mas sobretudo o comportamento inescrupuloso como ser desumano é o que mais atrai e o populariza nessa parcela da sociedade, que tem sempre um olhar mais objetivo para a barbárie do que para a civilidade.
Quando se olha o todo desse troço mal-ajambrado chamado bolsonarismo, a sensação que se tem é a de que todas essas chagas morais têm sua origem no psique. São pessoas amarguradas, muitas vezes escanteadas ou esquecidas pelos seus, que produzem frustrações existenciais e que não interagem sequer com o meio social, com a mesma formação, renda, habitação, que têm padrão de vida comum.
É essa gente que se encanta com a total falta de escrúpulos de Bolsonaro, que não respeita nada e ninguém, além de seus próprios interesses mesquinhos, porque é totalmente desprovido de capacidade intelectual.
Por isso Bolsonaro não aceita regras comuns de sociabilização ou mesmo leis, hierarquias, mas sobretudo, a constitucionalidade, zero traço de cidadania. Esse é o conto em que essa gente marca encontro e que se autointitula bolsonarista.
Gente que não tem qualquer relação com o país, nem geográfica, cultural, mas principalmente racial.
Isso, em um país de maioria negra e uma gigantesca parcela mestiça, o choque é inevitável, o que, ao contrário do que muitos dizem, não divide o Brasil. Essa parcela reacionária chega, no máximo, a 15% da população, ela se forma num combo das mesmas mazelas de Bolsonaro e faz ligação direta entre mito e devotos.
Isso não morrerá tão cedo, porque existe no Brasil mesmo antes de Bolsonaro nascer, é uma xepa civilizatória, herdeira do colonialismo mais rudimentar, mais provinciano, antinacional que muitas vezes entende conhecimento como forma de promoção social, sobretudo associado a uma determinada profissão, mas absolutamente descolada do próprio ser.
É desse filão de aspectos de pouca ou nenhuma luz, sem qualquer palavra que remeta a uma filosofia de comunhão cultural, social e humanitária, é que habita essa cognição deformada da vida onde vivem esses reacionários que, nos tempos atuais, são classificados pelos próprios como bolsonaristas, mas que, na realidade, são a banda podre da sociedade brasileira.
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A mídia está carregando a mão quando o assunto é Banco Master, levantando a mão contra Toffoli, Lewandowski, unindo “descobertas” e utilizando a máquina publicitária, uma equação que desaparece com as relações de Tarcísio com Vorcaro, suas doações, assim como a de uma líder do PCC.
Ou seja, é uma falta de vergonha generalizada que qualquer ser pensante, saca que a fé dos apóstolos tarcisitas é interesseira. Por isso prima por sonegar o todo envolvendo Vorcaro e o Banco Master para produzir um caminho de flores para o escolhido que, certamente, no governo, produziria o que é do interesse dos barões da midia e afins.
Esse arremedo de jornalismo já mergulhou de cabeça na campanha de Bolsonaro no momento mais decisiv,o em 2018, colocando Haddad e Bolsonaro no mesto cesto, expondo uma abundância de cinisco que jorrou o título da jornalista Vera Magalhães no editorial do Estadão em que sapecou em garrafais “Uma Escolha Difícil”.
Lógico que foi um ataque cirúrgico a Haddad, já que Bolsonaro era um cagado de produzir congestão em quem ouvisse seu nome e fosse minimamente civilizado.
Isso é um tipo de ditadura gosmenta, que só é viável se houver muitos interesses em jogo. Não só isso, foram 4 anos de um governo assassino, que provocou de forma deliberada a morte de 700 mil brasileiros por covid e, por questão de princípio neoliberal, jogou na mais absoluta miséria 34 milhões de brasileiros que fazem parte da massa do povo.
O jornal panfleto de Tarcísio, agora, em plena campanha, tenta perfurar poços que façam a campanha de Flavio Bolsonaro se tornar inviável para que o nome de Tarcísio surja naturalmente como candidato, já que o bolostrõ depende, até a raiz do cabelo, da bênção de Jair Bolsonaro.
Então, é melhor abrir a gaveta e guardar o rolo de papel que tem anotações sobre as relações amigas entre Daniel Vorcaro e Tarcísio de Freitas e produzir geringonças editorializadas para abrir portas, de forma repugnante, ao aliado oficial do baronato midiático, da Faria Lima, do PCC, das fintechs e do próprio Vorcaro, até porque, junto da encomenda, vêm embalados Ciro Nogueira como vice e Rueda como presidente do União Brasil.
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Documentos da Justiça revelam que administração não encontrou indícios que justificavam revogação de visto de estudante turca.
A publicação de um artigo em um jornal universitário foi motivo para que o governo de Donald Trump tenha colocado uma acadêmica na prisão e revogado seu visto. Isso é o que revelam documentos de um processo que está em curso nos tribunais dos EUA e que foram consultados pelo ICL Notícias.
No primeiro ano do governo de Donald Trump, a Casa Branca anunciou que revogou mais de 100 mil vistos e colocou critérios vagos como “antiamericanismo” como base para impedir a concessão de autorizações para a entrada de estrangeiros, mesmo como turistas. O governo dos EUA ainda passou a exigir que as redes sociais das pessoas que solicitem os vistos sejam abertas para que as autoridades possam avaliar se as mensagens são críticas ou não aos EUA.
Um dos casos se refere à estudante de doutorado da Universidade Tufts, Rümeysa Öztürk. O episódio envolvendo sua prisão causou um profundo mal-estar. No dia 25 de março de 2025, ela foi parada em Massachussets no meio da rua por um grupo de seis policiais mascarados e levada para uma prisão num carro sem identificação. Horas depois, ela seria transportada do nordeste dos EUA para uma prisão no Sul do país.
Os documentos revelam que o secretário de Estado Marco Rubio sustentava a tese de que ela mantinha relações com grupos terroristas islâmicos. Ela teria adotado uma postura que ia na mesma direção de grupos estudantis pró-Palestina, incluindo o Tufts Students for Justice in Palestine, que pediam que “membros da comunidade Tufts a se juntarem à intifada estudantil”.
Mas num memorando interno, datado de 21 de março de 2025, a administração afirma que o Departamento de Segurança Interna “não forneceu nenhuma evidência que mostre que Ozturk se envolveu em qualquer atividade antissemita ou fez qualquer declaração pública indicando apoio a uma organização terrorista”.
Tampouco existiam provas de que ela fazia parte dos grupos estudantis que, de fato, foram provisoriamente suspensos da universidade.
O único elemento de “prova”, portanto, seria um artigo de opinião num jornal estudantil escrito por ela e que continha denúncias contra Israel pela situação em Gaza. Juntamente com outros três estudantes, ela criticava no texto a resposta da universidade aos estudantes que exigiam que a Tufts “reconhecesse o genocídio palestino”, divulgasse seus investimentos e se desvinculasse de empresas com ligações com Israel.
Apesar da ausência de informações relacionadas à suposta vinculação da estudante com o terrorismo, o memorando recomendava a revogação do visto de Ozturk, citando “a totalidade das circunstâncias”.
O Departamento de Segurança Interna concluía que “essas atividades e associações com esses grupos podem prejudicar a política externa dos EUA, criando um ambiente hostil para estudantes judeus e indicando apoio a uma organização terrorista designada”.
O documento ainda sugeria que a revogação deveria ser realizada discretamente, sem notificar Ozturk. Quatro dias depois, a operação policial foi realizada para prender a estudante.
Dois meses depois, a turca de 30 anos foi finalmente liberada sob fiança.
O juiz distrital dos EUA, William K. Sessions, confirmou que nenhuma prova havia sido apresentada para sustentar sua detenção e que tal ato mandava um recado “assustador para aqueles que defendem a liberdade de expressão”.
No último dia 9 de dezembro, a Justiça dos EUA decidiu que ela poderia retomar suas atividades de pesquisa e ensino em Tufts.
A universidade emitiu uma declaração afirmando que estava ansiosa para recebê-la de volta. A declaração também reafirmou que o artigo de opinião escrito pela estudante não violou nenhuma política da universidade.
Leia o artigo que resultou em sua prisão, publicado no Tufts Daily:
Em 4 de março, o Senado da União Comunitária de Tufts aprovou 3 das 4 resoluções exigindo que a Universidade reconheça o genocídio palestino, peça desculpas pelas declarações do presidente da Universidade, Sunil Kumar, divulgue seus investimentos e desinvista de empresas com laços diretos ou indiretos com Israel. Essas resoluções foram fruto de um debate significativo no Senado e representam um esforço sincero para responsabilizar Israel por claras violações do direito internacional. Acusações críveis contra Israel incluem relatos de fome deliberada e massacre indiscriminado de civis palestinos e genocídio plausível.
Infelizmente, a resposta da Universidade às resoluções do Senado foi totalmente inadequada e desdenhosa em relação ao Senado, a voz coletiva do corpo discente. O grupo Estudantes de Pós-Graduação pela Palestina se une ao grupo Estudantes de Tufts pela Justiça na Palestina, à Coalizão de Professores e Funcionários de Tufts pelo Cessar-Fogo e ao grupo Estudantes de Fletcher pela Palestina para rejeitar a resposta da Universidade. Embora a Universidade não tenha permitido que os alunos de pós-graduação participassem da reunião do Senado, que durou quase oito horas, nossa presença no campus e o vínculo financeiro com a Universidade por meio do pagamento de mensalidades e do trabalho de pós-graduação que realizamos com bolsas e pesquisas nos tornam partes interessadas diretas na posição da Universidade.
Embora se possa argumentar que a Universidade não deveria tomar posições políticas e deveria se concentrar em pesquisa e intercâmbio intelectual, a rejeição automática, a natureza desdenhosa e o tom condescendente na declaração da Universidade nos levaram a questionar se a Universidade está de fato se posicionando contra seus próprios compromissos declarados com a liberdade de expressão, reunião e expressão democrática. De acordo com o Código de Conduta Estudantil, “[a] cidadania ativa, incluindo o exercício da liberdade de expressão e o envolvimento em protestos, reuniões e manifestações, é uma parte vital da comunidade Tufts.” Além disso, o Gabinete do Decano de Estudantes escreveu: “[e]mbora, por vezes, a troca de ideias e opiniões controversas possa causar desconforto ou mesmo angústia, nossa missão como universidade é promover o pensamento crítico, o exame rigoroso e a discussão de fatos e teorias, bem como ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Por que, então, a Universidade está desacreditando e desconsiderando seus alunos que praticam os próprios ideais de pensamento crítico, intercâmbio intelectual e engajamento cívico que Tufts afirma representar?
O papel das resoluções do Senado da TCU é abundantemente claro. As resoluções do Senado servem como uma “forte ferramenta de lobby que expressa à administração de Tufts os desejos e necessidades do corpo discente. Elas falam como uma voz coletiva e são instrumentais na implementação de mudanças sistêmicas”. Neste caso, as “mudanças sistêmicas” que a voz coletiva do corpo discente está exigindo são que a Universidade cesse sua cumplicidade com Israel, na medida em que este oprime o povo palestino e nega seu direito à autodeterminação — um direito garantido pelo direito internacional. Essas fortes ferramentas de lobby são ainda mais urgentes agora, dada a ordem da Corte Internacional de Justiça confirmando que os direitos do povo palestino de Gaza, sob a Convenção sobre o Genocídio, correm um risco “plausível” de serem violados.
Essa voz coletiva dos estudantes não é inédita. Hoje, a Universidade pode se lembrar com orgulho de sua decisão, em fevereiro de 1989, de desinvestir na África do Sul sob o apartheid e encerrar sua cumplicidade com o então regime racista. No entanto, devemos lembrar que a Universidade desinvestiu até 11 anos depois de algumas de suas congêneres. Por exemplo, o Conselho de Regentes da Universidade Estadual de Michigan aprovou resoluções para encerrar sua cumplicidade com a África do Sul do apartheid já em 1978. Se Tufts tivesse atendido ao chamado do movimento estudantil no final da década de 1970, a Universidade poderia ter estado do lado certo da história mais cedo.
Rejeitamos qualquer tentativa da Universidade ou do Gabinete da Reitoria de descartar sumariamente o papel do Senado e de caracterizar erroneamente sua resolução como divisiva. O debate aberto e livre demonstrado pelo processo do Senado (exemplificado pela duração, aviso prévio e troca substancial nos procedimentos e pela não aprovação de uma das resoluções propostas), juntamente com os sérios esforços de organização dos estudantes, justificam uma autorreflexão crível por parte do Gabinete da Reitoria e da Universidade. Nós, como estudantes de pós-graduação, afirmamos a igual dignidade e humanidade de todas as pessoas e rejeitamos a caracterização errônea dos esforços do Senado feita pela Universidade.
O grande autor e defensor dos direitos civis, James Baldwin, escreveu certa vez: “O paradoxo da educação é precisamente este: que, à medida que se começa a tomar consciência, começa-se a examinar a sociedade na qual se está sendo educado”. Como educador, o Reitor Kumar deveria acolher os esforços dos estudantes para avaliar “ideias e opiniões diversas e, por vezes, contraditórias”. Além disso, o reitor deveria confiar no processo rigoroso e democrático do Senado e nas resoluções que este alcançou.
Instamos o Presidente Kumar e a administração da Tufts a se envolverem de forma significativa e a implementarem as resoluções aprovadas pelo Senado.
Este artigo de opinião foi escrito por Nick Ambeliotis (CEE, ‘25), Fatima Rahman (STEM Education, ‘27), Genesis Perez (English, ‘27) e Rumeysa Ozturk (CSHD, ‘25) e é endossado por outros 32 alunos de pós-graduação da Escola de Engenharia e Artes e Ciências da Tufts.
*Jamil Chade/ICL
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Para o bem de todos e felicidade geral da nação, economia brasileira está bombando sem dar espaço aos tecnocratas que vendem aos quatro cantos da grande mídia um Brasil aos cacos, como é mantra dos tecnocratas brejeiros sempre que um governo de esquerda assume o poder e as rédeas da economia.
Como a direita é incapaz de fazer uma análise crítica e independente sobre a economia brasileira, essa turma de pé inchado que se mete a bancar o ceo de Wall Street nas terras paratatás, está sempre correndo risco de cair no ridículo, como agora, depois de fabricar roteiros clonados do Zé do Caixão para detonar qualquer resíduo que aponte para um futuro virtuoso da economia brasileira.
O que o deus sabe tudo do mercado nativo nunca conta é com a vida como ela é, quando mistura desejo e praga contra a realidade.
O resultado é uma profunda barrigada e um buraco d’água conceitual de surfista de primeira viagem.
Lógico que esses três sinais robustos são a certeza do vigor econômico do Brasil, não há pessimista que consiga fazer “previsões” negativas, muitas vezes catastróficas como as do Armíno Fraguistas que reproduzem o ramerrão do ex-homem da economia de FHC que, como todos nós sabemos, entregou a Lula o Brasil em frangalhos.
Como a economia brasileira, nas línguas de trapo do mercado, torcedores pra lá de partidarizados, fica a velha máxima, enquanto a caravana da economia passa, os cães de guarda da oligarquia ladram.
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A jornalista Maria Beltrão, uma das principais apresentadoras da TV Globo, passou a ser alvo de fortes críticas nas redes sociais após rir e fazer uma piada ao comentar, ao vivo, os ataques estadunidenses contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). A reação negativa ocorreu durante a edição do programa “É de Casa”, quando a emissora interrompeu o conteúdo leve do sábado para tratar da ofensiva militar anunciada pelo governo dos Estados Unidos e da suposta captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Diante da gravidade da situação internacional, a Globo chamou o jornalista Alan Severiano, âncora do “Jornal Hoje”, para atualizar os telespectadores. Antes da entrada do colega, porém, Maria Beltrão tentou adotar um tom descontraído e acabou gerando indignação. “Sábado superquente. Alan, eu posso dizer que teve chefe de Estado que não dormiu nessa madrugada, né?”, afirmou a apresentadora, rindo, ao se referir ao sequestro de Maduro anunciado horas antes.
Bizarra a postura da apresentadora da Globo, Maria Beltrão, ao anunciar o ataque dos EUA à Venezuela. Filha de ministro da ditadura militar, ainda noticiou sorrindo que teve “chefe de Estado que não dormiu na madrugada”. pic.twitter.com/2LFeZvatRW
O comentário foi interpretado por muitos como desrespeitoso diante de um episódio que envolveu ataques militares, explosões e incertezas sobre o paradeiro de um chefe de Estado.
A repercussão foi imediata nas redes sociais. Usuários acusaram a jornalista de banalizar um conflito internacional e de tratar com ironia um cenário marcado por violência, instabilidade política e risco à população civil venezuelana.
Além das críticas diretas à postura no ar, internautas passaram a relembrar o histórico familiar de Maria Beltrão. Ela é filha do economista Hélio Beltrão, ministro do Planejamento durante a ditadura militar, nos governos de Costa e Silva e da junta militar de 1969, além de ter atuado no governo João Figueiredo.
Hélio Beltrão foi um dos signatários do Ato Institucional nº 5, o AI-5, marco do período mais repressivo do regime militar, responsável por aprofundar a censura, suspender direitos políticos e abrir caminho para prisões, torturas e mortes de opositores. De acordo com o DCM, entre os episódios associados a esse período está o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história é retratada no filme dirigido por Walter Salles. Para críticos, o comentário de Beltrão acabou sendo associado simbolicamente a esse passado autoritário.
O comentário foi interpretado por muitos como desrespeitoso diante de um episódio que envolveu ataques militares, explosões e incertezas sobre o paradeiro de um chefe de Estado.
A repercussão foi imediata nas redes sociais. Usuários acusaram a jornalista de banalizar um conflito internacional e de tratar com ironia um cenário marcado por violência, instabilidade política e risco à população civil venezuelana.
Além das críticas diretas à postura no ar, internautas passaram a relembrar o histórico familiar de Maria Beltrão. Ela é filha do economista Hélio Beltrão, ministro do Planejamento durante a ditadura militar, nos governos de Costa e Silva e da junta militar de 1969, além de ter atuado no governo João Figueiredo.
Hélio Beltrão foi um dos signatários do Ato Institucional nº 5, o AI-5, marco do período mais repressivo do regime militar, responsável por aprofundar a censura, suspender direitos políticos e abrir caminho para prisões, torturas e mortes de opositores. Entre os episódios associados a esse período está o assassinato do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história é retratada no filme dirigido por Walter Salles. Para críticos, o comentário de Beltrão acabou sendo associado simbolicamente a esse passado autoritário.
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Recursos envolvem a criação de assentamentos e a aquisição de novas áreas, além da oferta de crédito e do fortalecimento da educação no campo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o aporte de R$ 2,7 bilhões em recursos para incrementar ações voltadas à reforma agrária, tais como a criação de assentamentos e a aquisição de novas áreas, além da oferta de crédito e do fortalecimento da educação no campo.
“Quando tomei posse em 2023, chamei o ministro da Reforma Agrária e a presidência do Incra e disse a eles que eu desejava um levantamento de todas as terras no Brasil possíveis de serem disponibilizadas para a reforma agrária: aquelas que estavam em conflito, as que estavam sendo adjudicadas, aquelas em que era necessário desapropriar, comprar ou fazer acordo, para que a gente pudesse fazer o máximo possível de assentamentos”, salientou Lula.
A fala e o anúncio das medidas ocorreram durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador (BA), na sexta-feira (23).
De acordo com o governo, com as novas ações, 6,3 mil famílias serão atendidas por meio da compra de terras. Outras 73,6 mil terão acesso a créditos habitacionais e de inclusão produtiva, no valor de R$ 1,78 bilhão.
Compõe o plano a desapropriação de imóveis rurais nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. No Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27) foram publicados sete decretos que declaram de interesse social, para fins de desapropriação destinada à reforma agrária, seis fazendas e um horto nesses estados.
Na sexta, também foi anunciada a criação de dez novos assentamentos, com destaque para áreas no Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe, além de um acordo judicial no Paraná, que envolve R$ 584 milhões para regularizar mais de 32 mil hectares e beneficiar 1,9 mil famílias.
No que diz respeito aos créditos habitacionais, no mesmo dia foi formalizado contrato com a Caixa Econômica Federal para a disponibilização de R$ 1,015 bilhão nesta modalidade para atender cerca de 10 mil famílias.
Ao mesmo tempo, outros R$ 717 milhões do Orçamento Geral da União serão destinados ao crédito de instalação do Incra, voltado a outras 60 mil famílias em todo o país.
Ainda de acordo com o governo, o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) terá um aumento orçamentário de 25% neste ano, chegando a quase R$ 62 milhões.
Sobre iniciativas nessa área, o presidente destacou: “Tenho fé em Deus de que essas crianças haverão de ter uma qualidade de vida melhor do que a que tivemos, mais educação do que nós, e que sejam mais respeitadas do que nós”.
Compromisso com a reforma agrária
O ato marcou os 42 anos de existência do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Por isso, em sua fala, Lula também enfatizou o papel da entidade na defesa da reforma agrária, dos direitos do povo do campo, da alimentação saudável e do manejo da terra com respeito ao meio ambiente.
“Companheiros da direção dos sem-terra, muito obrigado pela existência de vocês. Se não fossem vocês, o Brasil possivelmente não teria chegado aonde chegou”, declarou Lula.
Na avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, esse conjunto de medidas reforça o compromisso do atual governo com a distribuição de terra e com uma política agrária que garanta alimentação saudável e ambientalmente equilibrada.
Ele lembrou que, após o desmonte dos governo anteriores, Lula recriou o ministério em 2023, contratou 700 servidores para o Incra e retomou o programa de reforma agrária.
Além disso, o ministrou salientou: “Em três anos, temos deflação de alimentos no país. É o compromisso do presidente Lula com a soberania alimentar. Reforma agrária para o presidente é terra, mas também é desenvolvimento, produção de alimentos, agroecologia, cooperativas, mecanização e apoio à chegada do mercado dos produtos da agricultura familiar. Quanto mais reforma agrária tivermos, menos fome e menos desigualdade social nós teremos no nosso país”, afirmou Teixeira.
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Ataque deixou o cão Orelha gravemente ferido, levando-o à eutanásia
A Polícia Civil de Santa Catarina informou nesta terça-feira (27) que três homens adultos foram indiciados por coação de testemunha no caso da agressão ao cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis (SC).
Quatro adolescentes são suspeitos do ataque a pauladas contra o animal, que precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Os três indiciados, um advogado e dois empresários, são familiares dos adolescentes. A defesa dos envolvidos não foi localizada pela reportagem.
Orelha tinha aproximadamente 10 anos e era conhecido na comunidade de Praia Brava, área localizada no norte da ilha de Florianópolis que tem alta procura turística e condomínios de alto padrão.
Ele foi encontrado ferido por moradores no dia 16 de janeiro e chegou a ser levado para atendimento veterinário por membros da comunidade. Os moradores já realizaram dois protestos pedindo justiça pela morte do animal.
Na segunda-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes suspeitos.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais que a coleta de provas, a oitiva de testemunhas e demais trâmites legais foram realizados “sem atropelos”.
“Confesso que custei a acreditar, adolescentes jovens de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade”, disse Jorginho. “Não importam quem são nem os sobrenomes que carregam, a lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida.”
A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal, disse que testemunhas mencionaram que um dos indiciados usava frases de efeito como “você sabe com quem está falando?” e ameaçou destruir um carro.
O caso chamou a atenção de celebridades que passaram a compartilhar imagens do caso e cobranças de justiça. A ativista de proteção animal Luisa Mell estava presente na coletiva de imprensa, que ocorreu na sede da Polícia Civil catarinense.
Adolescentes viajaram para a Disney Dois dos adolescentes envolvidos no ataque ao cachorro estão fora do Brasil em uma viagem de formatura para a Disney, que já estava planejada há cerca de um ano.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, disse que há uma preocupação com a convocação de um protesto no aeroporto de Florianópolis no retorno dos adolescentes.
“São 115 jovens que estarão lá, 113 não tem nenhuma relação com o caso. Então nos preocupa muito a situação de que alguém possa ser machucado por conta de uma situação que envolve duas pessoas”, disse.
Segundo ele, será montada uma estrutura com apoio da polícia e do aeroporto para receber os jovens com segurança.
O delegado disse também que não houve apreensão de passaportes de outros jovens envolvidos no caso que ainda estão no Brasil.
Os adolescentes também são suspeitos de tentar afogar no mar outro cachorro , que conseguiu escapar. De acordo com o ICL, o animal foi adotado pelo próprio delegado-geral e recebeu o nome Caramelo. Essa tentativa de afogamento não teria ocorrido no mesmo dia do ataque ao cão Orelha.
“Nós temos a imagem deles pegando esse animal do colo e a câmera corta, mas temos depoimentos de testemunhas que afirmam que eles arremessaram esse cão ao mar”, disse a delegada Mardjoli.
Polícia investiga outros atos infracionais A delegada disse que também há uma apuração sobre atos infracionais equivalentes a crimes contra honra praticados pelos adolescentes, como ofensas a seguranças, furtos e depredação de patrimônio.
Os casos teriam acontecido ao longo de um período de tempo, e agora a polícia vai apurar a individualização de comportamentos para entender o possível envolvimento de cada jovem.
“São diversos dias, então não necessariamente um adolescente vai ter praticado todos esses atos infracionais que estão sob investigação”, disse Mardjoli.
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Todos sabem que Tarcísio é um político planador, não tem motor e, consequentemente, não tem capacidade de produzir um voo solo.
Como político, Tarcísio é exatamente como o seu trazeiro largo e disforme, um bolostrô de carne mole e caída. Alguns chamam isso de bunda mole.
O fato é que, vendo Nikolas utilizar a malandra e totalmente falsa manifestação pela anistia de Bolsonaro, Tarcísio aproveitou o soneto para emendar um elogio a Nikolas e provocação a Bolsonaro, chamando-o de “fenônemo e ungido”, um dia após Eduardo espinafrar o pigmeu moral de Minas, exigindo dele continênia ao deus supremo da direita, seu pai, Jair Bolsonaro.
O grande problema é que, mesmo tendo todo o apoio da grande mídia, Faria Lima, fintechs e afins, como o PCC, Tarcísio, não dando ouvidos à exigência de Bolsonaro de apoiar de forma mais contundente a campanha de Flavio, corre o risco de ser empurrado às piranhas, não conseguindo sequer se reeleger para o governo de São Paulo, que fará para a Presidência da República.
Tarcísio, que está com cada pé em uma canoa entre a reeleição a candidatura à presidência, não tem cacife para enfrentar o pacto de sangue do clã, que já detonou as asinhas de Michelle com apenas um tiro de escopeta, tirando da espertalhona qualquer degrau político acima de uma folha de seda para lembrar a ela quem manda no submundo da política brasileira.
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Quem tem cool, tem medo, quem tem medo, tem pressa, quem tem pressa, tem maiores chances de fazer merda.
Assim, vai se construindo aquilo que Galvão Bueno chamava de “e vai se criando um clima terrível”.
Ou seja, até as tragédias não acontecem de improviso. Não teriam raios e trovões na passeata de Nikolas se fosse uma tarde ensolarda. Mas, ao contrário, o tempo estava carregado, sinalizando risco de chuva forte, raios e trovões. Mas o pasto estava formado, e o resultado prático foi uma tragédia com 89 feridos, sendo 6 em estado grave.
Repetimos, isso não foi obra aleatória, mas da irresponsabilidade de Nikolas Ferreira, que liderou os súditos do seu rebanho a se colocarem em risco pela doutrinação do berrante.
Dito isso, vamos aos objetivos de Nikolas que o levaram a agir de forma tão desesperada e estrambótica na condução da panaceia. Seu envolvimento com o complexo do Banco Master do qual é parte, assim como, obviamente, Daniel Vorcaro, o empresário e pastor, Fabiano Zettel e o líder e proprietário da Igreja Lagoinha, André Valadão.
Junte isso tudo, bata no liquidificador e terá um suco de corrupção e banditismo em estado puro, que vai muito além dos clássicos corruptos, corruptores.
O resultado é um pântano de extensão ainda não totalmente dimensionado que ainda pode, e com certeza vai surpreender muita gente por sua amplitude e capacidade de produzir erosão financeira e assaltos coletivos bilionários que fizeram fortuna, de forma mais ou menos evidente, desses personagens cabeça do esquema que mistura sistema financeiro com sistema religioso, que tem conexão com sionistas de Israel.
Nisso não tem nada dierético, cada gota extraída desse suco, contém bilhões de bactérias capazes de detonar o destino do país, a partir da própria extensão territorial de uma multidão de envolvidos sem precedentes nesse tipo de arrumação de um novo cangaço que afronta não só a democracia, como a soberania nacional.
O que Nikolas conseguiu na sua ambição e autodefesa com a passrela dos torpes, foi cutucar a ira do clã Bolsonaro, que promete revide caso ele não pegue o caminho de volta de absoluta submissão ao próprio Bolsonro e à parte mais ralé da direita em termos concretos de representatividade no mundo dos crimes eleitorais chamado MBL, que não para de bater no pigmeu moral.
Tudo indica que o final próximo de Nikolas seja o de fazer uma visita a Bolsonaro na Papuda, sem dia e tempo para acabar.
Em síntese, é o quadro que hoje se apresenta, cuspido e escarrado, pelo que sorou da direita mais tóxica e mais venal ao Brasil.
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